sexta-feira, 31 de março de 2006

Soul mais Mato Grosso

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No começo da semana eu postei aqui uma opinião muito severa sobre outdoors em Cuiabá. Falei sobre a nossa total falta de criatividade na hora de usar essa mídia, eu critiquei, xinguei, esperneei etc... Mas para minha alegria, e principalmente para a sobrevivência desse blog, minhas preces foram ouvidas.

Hoje, com muito orgulho por sinal, vou comentar uma legítima e criativa campanha publicitária totalmente criada e veiculada em Cuiabá.
Estou falando da Soul Propaganda – considerada a agência do ano no III Prêmio Print de Criação Publicitária. E vale lembrar que a conquista veio com apenas um ano de vida.

Para comemorar este feito, a agência espalhou pela cidade uma série de outdoors explicando os motivos que a levaram a um reconhecimento tão rápido pela crítica. São 18 chamadas diferentes, uma para cada cliente da agência, e todas deliciosamente criativas e oportunas.
Segue abaixo todas as peças dessa campanha.







































Essa forma de comunicar, além de divulgar o nome da Soul no mercado, deixa a marca de seus clientes agregada ao sucesso alcançado pela agência. E isso é indiscutivelmente, uma ótima maneira de se fazer co-branding, ou em outras palavras, é ser criativo sem grana pra gastar.

Clique aqui para ver as fotos da premiação no III Prêmio Print de Criação Publicitária.

Prêmio Central de Outdoor

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Meus amigos, vou falar aqui de um evento que aconteceu há um certo tempo, mais precisamente em 2005, mas que chamou minha atenção. Eu explico mais pra frente.

A Central de Outdoor promove anualmente uma premiação com as melhores peças inscritas. Dividido em categorias, os trabalhos são analisados e selecionam-se os melhores em cada estado.
Na Categoria Estudantil, abordando o tema Ética e Moralidade. Mais que palavras obrigações, o aluno do Centro Universitário Barão de Mauá Mateus Rosa da Silveira, levou o Ouro com o trabalho "Ordem no Congresso".

Como premiação, os profissionais envolvidos na campanha vencedora do GP e o estudante, receberam uma viagem para Punta Del Leste – no Uruguai, incluindo passagem aérea e estadia de sete dias, além de troféu personalizado.

Mato Grosso foi representado pelo trabalho do então estudante da UNIC, Davi Leal, meu grande amigo que hoje está na Miami Ad School, em São Paulo, fazendo curso de redação publicitária. A peça foi uma das selecionadas pelos jurados e concorreu entre as melhores do Brasil.

Como eu prometi, explico porque esse evento chamou minha atenção. Primeiro porque foi abordado um tema lamentável – a total falta de ética e moralidade. E um ano depois, o tema continua impreterivelmente atual. Escândalos, propinas, mensalões não páram de vir à tona no Brasil.

O que quero dizer, é que a peça não deve ser apenas criativa e bem dirigida, ela deve afetar as pessoas a ponto de revoltá-las sobre o que estão fazendo com nosso país. Também não estou dizendo que isso não foi trabalhado pelo criativos, mas nós devemos ver a propaganda como uma arma contra a corrupção e falta de moralidade. Trabalhos assim devem ser divulgados, debatidos, e não apenas apreciados.

O segundo motivo é a atenção dos estudantes e profissionais daqui para inscreverem seus trabalhos no XV Prêmio Central de Outdoor 2006. E as faculdades de comunicação, peço que incentivem seus alunos a criar neste ambiente, temos muito a ganhar com tudo isso.

Clique aqui para ver todas as peças finalistas.

quarta-feira, 29 de março de 2006

Mídia de banheiro

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Há muito tempo podemos afirmar que mídia de banheiro é coisa séria. Que digam os anunciantes, por sinal cada vez mais satisfeitos com os resultados obtidos com esse conceito.

Hoje no Brasil, o segmento de mídia alternativa tem muito destaque graças a canadense New Ad - que inclusive promove um concurso para eleger as melhores peças deste gênero.
Criado por Daniel Poletti, da Fischer América, o anúncio da Panasonic logo abaixo foi o vencedor do 1º Concurso New Ad de Criação Publicitária para Banheiro na Categoria Profissionais.

Clique aqui para ver todas as peças premiadas.

De fato, não tem como negar que após a febre das mídias in door, as idas ao banheiro ficaram muito mais divertidas. Sempre abusando do bom humor, as campanhas atingem o público-alvo de maneira precisa, tirando proveito do estilo de comportamento adotado por muitos homens e mulheres no toalete. Através de miniboards, bigboards ou sampling boards estrategicamente instalados, os anúncios atingem o consumidor de forma eficaz, com índice de recall de até 93%.

Em Cuiabá, esse tipo de mídia já deu o ar da graça. Quem vende os espaços é a Neo Mídia – franqueada da WC Mídia – e vem aos poucos conquistando clientes dos mais variados ramos. A empresa já possui quadros em bares, restaurantes, pizzarias, academias, boates, salões de beleza, etc.Veja abaixo algumas peças já comercializadas pela Neo Mídia em Cuiabá e Várzea Grande.



Com precisão de 100% na segmentação por sexo, as campanhas têm mais liberdade de criação e são muito mais efetivas, atingindo os homens, por exemplo, ao fazer referência ao universo do futebol, das revistas masculinas, da paquera. Algumas vezes, o tema é inclusive colocado com uma certa dose de "machismo" e piadas "politicamente incorretas".

Eu apontaria como diferencias neste formato de mídia, aspectos como o preço relativamente baixo de veiculação, a atenção do consumidor na leitura da peça (por um tempo que vai de 30 segundos a 4 minutos) sem dispersão. Levando em consideração que não há há no local outras atrações que possam distraí-lo. E claro, outra grande vantagem é alto poder de segmentação do público-alvo.



Já que estamos falando nisso, um caso muito criativo também, foi a forma como a Jung von Matt usou essa mídia para falar da credibilidade do jornal alemão Bild. Foi colocado sobre o mictório espelhos inclinados de forma que o pessoa, ao fazer o “serviço”, pudesse ver com precisão o amigo lá de baixo.
A frase diz: Nada mais duro que a verdade.

Fontes:
WC Mídia
New Ad

terça-feira, 28 de março de 2006

Tourada, Brahma e Ronaldo

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Vou abrir uma exceção hoje para falar de um vt de veiculação nacional (prefiro falar das pratas da casa, mas enquanto eles não aparecem...). Bom, vamos ao que interessa. Na semana passada entrou no ar um vídeo da Brahma abordando um assunto que está dando o que falar: Touradas.







Criado pela África, o palco é uma arena espanhola onde aparece, em vez do toureiro, o jogador Ronaldo do Real Madrid e da Seleção Brasileira. Ele está assistindo a tourada e um provável amigo sugere que ele enfrente a fera à sua maneira. Depois vários dribles e deixar o a platéia delirando, o camisa 9 abre uma garrafa de cerveja no chifre do animal derrotado.
O comercial é mais um da série "Olé", que tem a missão de associar a marca Brahma à Copa do Mundo.



O que está se discutido em vários blogs pela internet a fora é o incurso deste vídeo - já que as touradas vem sendo muito criticadas e condenadas em diversos países - muitos alegam que este vídeo glamouriza a tortura deste animal. Minha opinião sobre isso é um pouco mais branda, acredito que a tourada, apesar de toda parte maldosa e desumana que a cerca, faz parte de uma cultura. Cultura inclusive relacionada de certa forma ao futebol, o famoso “Olé” nos estádios veio das touradas.

Acho que a função do publicitário é vender conceitos, lógico que dentro de toda a ética possível, mas necessariamente nesse caso não entendo com um incentivo à tortura desses animais. A peça está muito bem produzida, criativa, divertida e o melhor de tudo: o touro não morre no final.









Clique aqui para assistir ao vídeo.

Fonte: Portal da Propaganda

"Touro"
Agência: Africa
Anunciante: Brahma
Criação: Nizan Guanaes
Direção de criação: Sergio Gordilho e Alexandre Peralta
Atendimento: Marcio Santoro e Oscar Ferreira
RTVC: Daniela Andrade
Podutora: Killers, Wilf Noggins e Rolling Films
Diretor: Claudio Borrelli
Fotografia: Ted Abel
Trilha: Tesis
Aprovação: Paula Lindenberg e Carlos Lisboa

segunda-feira, 27 de março de 2006

Propagandas antigas

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Hoje eu não vou falar de nenhuma peça ou campanha publicitária, quero falar, ou melhor, indicar um lugar muito agradável para se visitar: http://www.propagandasantigas.blogger.com.br
Inclusive vou deixar o link em definitivo na barra à direita do blog – outros manicómios.

Trata-se de um blog totalmente voltado as eternas e saborosas propagandas antigas. Aquelas que muitos acham ridículas, bregas, etc, mas que vendiam como água. Concordo que naquela época – há cinco décadas atrás – a orientação do mercado era totalmente voltada para a produção. O gerentes de empresas concentravam-se em alcançar alta eficiência de produção, baixos custos e distribuição em massa.

Era muito simples, supuseram que os consumidores estavam interessados principalmente em disponibilidade dos produtos e preços baixos. Essa orientação fazia muito sentido em paises em desenvolvimento, como o Brasil, onde os consumidores estavam mais interessados em obter o produto do que em suas características, seus benefícios emocionais. Lembrando que também pode-se aplicar este conceito quando uma empresa deseja expandir o mercado.

Segue abaixo algumas peças que foi trabalhado em cima de conceitos completamente fora da realidade atual. Percebam como os textos eram muito mais explorados do que é feito hoje.
O anúncio da Tam Express é apenas para comparar a diferença gritante das propostas de cada época.

Fonte: http://www.propagandasantigas.blogger.com.br



Outdoor, eles ainda existem!

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Por mil demônios, o que está acontecendo com a nossa criatividade? Neste fim de semana eu tinha a sincera intenção de postar aqui um outdoor que chamasse a atenção em Cuiabá. Sim, chamar a atenção, o primeiro das cinco funções de um bom outdoor.

Pois bem, peguei minha câmera digital, coloquei no banco de passageiros do carro e fui à caça. Olhei minuciosamente as principais vias, as menos movimentadas, faculdades, escolas e..... nada! Para minha decepção não encontrei absolutamente nada que valeria a pena ser falado aqui. O que vi foram dezenas de painéis mais ou menos completamente paralelos às avenidas, como se o principal objetivo da mídia fosse evitar a sua leitura.

Mas saibam que não estou desistindo, eu não desisto facilmente assim. Existem mais de 60 agências de propaganda em Cuiabá, isso é publicitário pra cacete, e garanto que sou radicalmente contra a idéia de que que ninguém está aproveitando essa mídia pra vender alguma coisa de forma criativa e inovadora.

Antes que me ataquem pela crítica que estou fazendo, saibam que não estou sendo estupidamente exigente com o mercado, só quero ver por aqui, a boa e velha propaganda de massa. Caso contrário, esse blog não vai pra frente.
Enquanto isso não acontece, segue algumas figuras que ilustram ao pé-da-letra o que estou tentando lhes dizer.










sexta-feira, 24 de março de 2006

SOS Mata Atlântica

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Criado pela Eugênio DDB para o SOS Mata Atlântica, essa peça utiliza uma forma diferente para mostrar o tamanho do desmatamento no Brasil. O anúncio mostra uma foto aérea do estádio do Maracanã no Rio de Janeiro com o texto: “A cada 4 minutos, um maracanã é devastado no Brasil.”

Em publicidade, assim como em diversos ramos, as vezes você precisa mudar a unidade de medida para transmitir a importância de alguma coisa. As pessoas estão carecas de ouvir números alarmantes, não as impressiona mais se X milhões de hectares de floresta desapareceu do mapa ano passado. É preciso lhe dar um comparativo, e nesse caso, o Maracanã é perfeito por dois motivos.

O primeiro é o mais óbvio, o fato da grama, assim como a floresta ser verde e agora estar marrom da terra batida. O segundo motivo é que para falar que uma riqueza nossa está desaparecendo, foi preciso falar de outra riqueza do nosso país – o futebol. As pessoas conhecem o Maracanã, sabem que ele é grande, e que a cada míseros 4 minutos – as vezes o tempo de acréscimo de uma partida - perdemos uma área equivalente com o desmatamento.

Uma boa sacada para falar, de outra maneira, o que todos já sabiam sobre a situação da Mata Atlântica. A peça foi finalista no Festival de Nova York de 2005.

quinta-feira, 23 de março de 2006

20ª Semana Internacional de Criação Publicitária

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Num clima insuportavelmente adequado, em busca da perfeição espiritual, em meio aos tantras, eles estão ficando realmente eficientes nisso. Desculpem pelo começo de texto pra lá de confuso, mas fiquei tão zen com o site que me embaralhei pra explicar sobre o que vou escrever. 20ª Semana Internacional de Criação Publicitária – isso é o que quero lhes falar.


A propaganda distante da nossa realidade organiza sua 20ª semana conhecida mundialmente. Organizada pela Editora Referência, a semana será realizada de 3 a 7 de abril no auditório da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

E depois de todo o sucesso do ano passado, o quarteto de publicitários formado por Bá Assumpção (BA²M), Lula Vieira (VS), Tula Minassian (Play it Again e Aprosom) e José Luiz Nammur, o Zelão, da Logweb, volta ao palco para falar, cantar e dar opiniões sobre a publicidade feita e - em boa parte dos casos - não feita para o meio rádio.

Com muito humor, jingles famosos, histórias e relatos de problemas antigos e atuais sobre a propaganda no rádio, os quatro vão se apresentar no primeiro dia da 20ª Semana, 3 de abril, com palestras que serão realizadas à tarde, para estudantes, e à noite, para profissionais.

A apresentação do quarteto na 19ª edição da Semana, no ano passado, rendeu mais de uma dezena de convites para novas palestras. No último ano, eles falaram sobre o rádio para as mais diversas platéias, de profissionais e estudantes, em diversas cidades brasileiras, a convite de entidades e faculdades de comunicação.

O que este singelo blog tem a dizer sobre isso é: Pague o preço para participar deste evento. Vale a pena tudo que acompanha a experiência única, cada minuto em São Paulo, o Masp, visite agências, converse com outros publicitários, aqueles que nunca ouviram falar de pequi ruído, caminhe pela Av. Paulista, evite a Av. Paulista de vez em quando. Engula os out-doors, vá aos teatros de verdade, perceba as tribos, sinta a garoa. Mas pelo amor de Deus, não chupe nada, senão vc estará de fato, andando para trás.

Regionalize tudo que você encontrar, na sua forma de criar, de atender, de xingar. Traga mais propaganda pra Mato Grosso, você tem essa missão.

Você pode conferir toda a programação da semana no site do evento: http://www.semana.com.br/

segunda-feira, 20 de março de 2006

Os 6 erros mais comuns entre os publicitários

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Ser arrogante;
Ser superficial;
Ser autofágico;
Não saber cobrar adequadamente por seu serviço;
Ter o ego maior que o talento;
Adotar a postura do "não é comigo".

sexta-feira, 17 de março de 2006

Prêmio TVCA

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Muito se fala do real tamanho do ego dos publicitáros, e com razão, posso garantir aos senhores que este nobre ser tem o ego maior que a grana não declarada do Duda Mendonça e Marcos Valério juntos. E para alimentar este mercado, nada melhor que... que... FESTA!!!!! E com premiação? MELHOR AINDA!

Sendo assim, quero falar um pouco do que eu penso sobre o Prêmio TVCA – próximo show de masturbação do ego dos meus caros colegas de profissão – se alguém não concordar comigo, fique a vontade para expor seus comentários.

Em Mato Grosso, o Prêmio TVCA é relizado pela emissora da Rede Matogrossense de Televisão, a Globo local, que premia os melhores da criação publicitária durante o ano. Em 2006 acontece a 10ª Edição desse Prêmio.

Alheio ao que eu disse anteriormente, este evento tem como objetivo a promoção do mercado publicitário local, estimulando o investimento em criação e produção de comerciais cada vez mais qualificados e originais. “Desculpe interronper o parágrafo, mas eu amo esse tipo de teoria”. Ao longo dos anos a premiação rendeu frutos, estabelecendo um novo patamar para os intervalos comerciais em Mato Grosso.

A premiação é dividida em duas categorias. A profissional, premiando peças da iniciativa privada e de órgãos públicos e a categoria acadêmica, onde estudantes de publicidade inscrevem suas peças baseadas em um tema definido pelo regulamento. E no gran finale, a coisa fica mais excitante ainda, onde é revelado o Grand Prix, escolhido entre seis sub-categorias da iniciativa privada.

Entendam que não critico os prêmios, acho até interessante tal reconhecimento, principalmente em nosso mercado tão longe do ideal. Mas sinceramente acho que não deveríamos dar tanta importância - a ponto de trabalhar o ano inteiro – para uma noite apenas de glórias. Entendo que a noite de gala do publicitário pode ser provada durante o dia, no momento que uma grande idéia vier acompanhada da certeza de que aquilo sim vende o produto do nosso cliente.

Fonte: www.rmtonline.com.br

terça-feira, 14 de março de 2006

Cachos livres

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Saudações a todos. Quero dizer que a partir de hoje, uma bela quarta-feira de março, entro em mais divisor de águas para este blog (não há como fugir desse nome). Quero dizer que vou começar a tratar periodicamente de um assunto que me fascina - inclusive, fiz uma faculdade para entender melhor esse negócio: Propaganda e a fantástica arte de comunicar – ou algo muito similar.

Vou deixar de postar minhas fotos para comentar campanhas, passar a minha análise sobre o que está no ar em Mato Grosso e no Brasil.

Também quero ouvir muito para aprender ainda mais. Conto com todos vocês para fazermos daqui, um ponto de encontro dos respeitáveis publicitários do nosso estado.

Agora vamos ao que interessa, e quero começar falando de um anúncio que me agrada muito, não pela criatividade, ou falta dela, mas pela sensibilidade em vender um produto muito especial: cachos.

Estou falando do comercial da Dove, onde a idéia é valoriza a real beleza dos cabelos femininos. Desenvolvido pela Ogilvy, este filme será veiculado até maio para garantir a visibilidade do lançamento dos produtos da marca para cabelos cacheados.

No comercial, elementos em formato de cachos ganham vida sob uma sedutora melodia que incentiva as mulheres a soltarem seus cabelos cacheados. Gosto muito das comparações na letra, “sacode a poeira”.


A mensagem publicitária faz parte de uma campanha que também compreende anúncios para revistas, outdoors em forma de espiral e material para ponto-de-venda.

O que me chamou realmente a atenção nessa campanha, foi uma dúvida que me intrigou durante boa parte da minha faculdade, e infelizmente, nunca encontrei um mestre que pudesse perceber um raciocício parecido. Eu explico.

Certa vez, num curso intensivo de propaganda que fiz no ESUD em Cuiabá, perguntei ao Manoel Alfredo (GMA Propaganda), se a distância entre a propaganda nacional e a matogrossense havia diminuído nos últimos 20 anos. Antes que eles tentasse me dar um beijo na boca, arguntou que precisaria de meia hora para responder, e mesmo assim o tempo foi insuficiente. Ele não sabia a resposta, mesmo envolvido com propaganda a tanto tempo. Se ele notou bem este anúncio da Dove, saberá que a distância continua uma questão sem resposta, porque não há parâmetros para medir. Azar o nosso!