quinta-feira, 29 de junho de 2006

Novos Clio e Civic, cada idéia com seu próprio conceito

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Eu separei dois filmes que estão circulando em alguns blogs por ai, mas para não repetir o que está sendo falado em quase todos eles, prefiro ofertar uma outra opinião, refiro-me aos conceitos bem distintos em cada idéia.

O primeiro vídeo é do novo Honda Civic, criado pela agência Wieden+Kennedy de Londres - repare como o filme utiliza diferentes formatos de mídia. O vt começa com um locutor dizendo: "Assim é como um Honda se sente...", seguido por um coro reproduzindo os sons do carro, desde a abertura do teto solar até simulação dos diferentes tipos de solo. Uma forma irritantemente criativa de abordar os benefícios emocionais do produto. Fantástico!



Já o segundo filme fala de potência, mais rápido do que uma bala precisamente. O vt foi criado pela Saatchi & Saatchi da Itália para o novo Renault Clio. É um belo trabalho de computação gráfica, mas não precisava gastar tanto na produção para falar tão pouco do carro, ou em outras palavras, imagino o Clio realmente veloz, mas prefiro o Civic.

Nada se cria, até em Cannes

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Nesta último sábado 24.06 foi encerrado o fraco, porém sempre importante Festival Mundial de Cannes. Muitos falaram sobre uma queda de qualidade principalmente da propaganda brasileira no festival, e com uma certa razão óbvia - tivemos um desempenho bem abaixo do que era esperado pela esmagadora maioria.

Entre as pouquíssimas peças que conquistaram a estatueta felina, uma chamou atenção e vale a pena falarmos aqui. Mas infelizmente não abordaremos a criatividade do anúncio e sim a sua gigantesca “coincidência” com uma outra peça já existente. Refiro-me ao primeiro dos dois anúncios logo abaixo, criada pela agência Loducca para o Brilha Fácil, a peça conquistou o Leão de Bronze na categoria Press. Porém, uma outra agência de Minas Gerais, a SMP&B já tinha criado algo muito parecido com essa em 2004 para a Cera Ingleza, ganhando inclusive alguns prêmios internacionais.

Realmente é muito difícil saber se realmente houve plágio ou não, mas mesmo tratando-se de uma grande coincidência, tira-se todo o brilho da idéia.



terça-feira, 27 de junho de 2006

Desafio

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Ontem eu postei aqui duas peças referentes ao dom da simplicidade, onde poucos elementos são suficientes para que uma idéia tenha status de genial. Em consequência disso, eu recebi um e-mail do Tiago Mota Focus FCS com este anúncio da UNICEF que representa perfeitamente este conceito que falamos ontem. Por sugestão do próprio Tiago lanço aqui um desafio a você: O que você entende neste anúncio a seguir?
O título diz: "Children forced into work are calling for help." "Crianças escravizadas estão pedindo ajuda"

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Simples assim

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Eu gosto muito de falar sobre peças simples. Aquelas que você olha, não entende de cara e derrepente vem o estalo e a percepção da grande idéia. Como se o autor fizesse de propósito, programasse aqueles 5 segundos para que o espectador se renda à inteligência do anúncio.

Eu separei duas peças que representam facilmente isso, da fabricante de automóveis Mazda vendendo a potência do motor do seu esportivo RX-8 e o segundo anúncio falando sobre a durabilidade das Pilhas Energizer. Estas peças foram criadas pela agências JWT de Paris e DDB do México, respectivamente.



domingo, 25 de junho de 2006

Tapetes

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Eu gostaria que alguém me explicasse por que diabos os atuais filmes do Itaú e Tam ficaram tão parecidos. Seria uma clássica e melancólica chupada? Se essa for mesmo a explicação disto que estamos vendo, eu juro que mudo este post para a seção "Nada se cria", deste blog.

Eu, como sempre, me recuso a acreditar que as sempre criativas Y&R, ou África que seja, chuparam tão descaradamente nessas peças. Prefiro sinceramente acreditar que trata-se de uma daquelas coincidências inacreditáveis, é bem mais saudável. Mas caso alguém pense diferente, ou tenha como comprovar se a coisa foi de má fé mesmo, fique a vontade para se manifestar.

Uma vez falado isso, quero comentar outro ponto que me chamou a atenção nesta comum idéia entre as agências que eu citei acima. Na "versão" para o Itaú, o tapete vai se desenrolando de uma agência do banco até a casa do provável futuro cliente. Muito bem, lindo isso, um banco preocupado, que pensa no conforto do seu cliente, mas não sei se vocês também perceberam uma coisa, como é longo e tortuoso caminho esse que o tapete percorre até chegar a casa do "cliente". Passa por escadarias, obras da prefeitura, calçadas, ruas, etc. Cansa até de ver.
Trata-se de um conceito totalmente contrário ao que um cliente espera de um banco - praticidade, sempre uma agência pertinho da sua casa, e por ai vai.

Isso me fez lembrar de um comercial do Banco do Brasil que trabalhava exatamente o contrário à do Itaú. O cara estava na rua e chamava um táxi, ao entrar no veículo ele pedia para o motorista tocar para a agência do Banco do Brasil mais próxima. O taxista então andava 10 metros e parava dizendo: Chegamos!

De qualquer forma, este filme do Itaú não é totalmente infeliz, eles continuam muito bons para colocar o laranja em tudo que é detalhe.

Já na versão para a TAM, não tenho muito o que falar, só acho que a idéia de usar o tapete foi mais coerente, já que a empresa usa o tapete vermelho como um de seus diferencias há anos.

Clique aqui para assistir ao vídeo do Itaú.

“Tapete”
Agência: Africa
Anunciante: Banco Itau S/A
Produto: Institucional
Criação: Nizan Guanaes, Humberto Fernandez e Flávio Waiteman
Direção de criação: Nizan Guanaes e Sergio Gordilho
Atendimento: Marcio Santoro / Renata Brasil e Claudio Kalim
Produtora: Killers
Direção de cena: Claudio Borrelli
Fotografia: Ted Abel
Pós-produção: Tribbo Post
Trilha: Voicez
Aprovação pelo cliente: Antonio Matias, Cristiane Magalhães Teixeira, Maria Fernanda la Regina e Eduardo Tracanella

Clique aqui para assistir ao vídeo da TAM.

“Tapete”
Agência: Y&R
Anunciante: TAM
Produto: Institucional – 30 anos
Criação: Tomás Lorente e Alexandre Lucas
Direção de criação: Tomás Lorente e Alexandre Lucas
Atendimento: Sylvia Panico, Alessandro Cardoni e Paula Passos
Mídia: Luciana Schwartz, Inajá Ramos e Gabriela Bem David
Produção RTV: Nicole Godoy, Cleo Gonçalves e Liliane Pulz
Produtora: Bossa Nova Films
Direção do filme: Willy Biondani
Produção gráfica: Elaine Carvalho
Aprovação pelo cliente: Rodrigo Mauger


sexta-feira, 23 de junho de 2006

Juntos novamente

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Este é um belíssimo trabalho de animação que corre sério risco de levar um Leão de Ouro no Festival de Cannes, também pudera, é quase desumano assistir ao filme e não ser tocado pela mensagem que lhe é passada.

Criado pela agência argentina Del Campo Nazca Saatchi & Saatchi para o Buenos Aires Zoo este filme conta a história de amizade entre um urso polar e um simpático macaquinho, que são repentinamente separados quando ocorre uma rachadura na terra, remetendo a histórinha à época da formação dos continentes. O texto sugere que o espectador volte a encontrar os animais juntos no zoológico de Buenos Aires.

As peças da mídia impressa também são boas, mas não tão fascinantes quanto o filme.




Leia mais sobre este trabalho no Portal da Propaganda.

"Together"
Agência: Del Campo Nazca S&S
Anunciante: Buenos Aires Zoo
Criação: Herman Rebaldería e Santiago Dulce
Direção de criação: Gastón Bigio
RTVC:
Cosme Angenich e Luli Dragon
Produtora: Lobo São Paulo
Diretor:
Mateus de Paula Santos
Arranjo da trilha: Erik Korte

Nada se cria | 2

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quinta-feira, 22 de junho de 2006

Mais bolhas

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Mais um anúncio em função das benditas bolhas do Ronaldo. Dessa vez foi a Umbro, concorrente da Nike no mercado de tênis e chuteiras.
A peça apresenta a imagem de três versões do modelo de chuteiras X-Boot com o título: "Algumas sugestões para você não ter bolhas no pé".
A agência que assina é a NeogamaBBH e foi veiculado na Folha de S. Paulo, Lance e no Especial da Copa.

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Adeus Bussunda

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Muito se falou sobre qual seria a reação da Antárctica após a notícia da morte do seu principal garoto-propaganda durante a Copa do Mundo, o grande Bussunda. Afinal, sentimentos a parte, não pega nada bem vender uma bebida com a imagem de um morto no noticiário, pelo menos é o que reza a cartilha dos publicitários. Por enquanto, está indo ao ar este vídeo com uma respeitosa homenagem ao humosrista, no site também há um pequeno manifesto.

Outra incógnita é o futuro dos cassetas sem o Marrentinho Carioca no time, porque não foi só o Bussunda que morreu lá na Alemanha. Morreu também o "Casseta & Planeta", uma das cinco maiores audiências da Globo. Ele simplesmente personificava o espírito de galhofa do programa. Encarnava um tipo brasileiro, de fácil identificação pela periferia e esnobado pela elite: o gorducho boa praça, louco por futebol, mulher e cerveja. Nem por isso um bronco - pelo contrário, era bem ligado ao seu meio social, com um senso crítico permeado de bom humor. Não deverá ser substituído. A atração das noites de terça deve seguir o destino do extinto "Trapalhões", desfeito após a morte de Zacarias em 1990 e Mussum em 1994: o telespectador terá a sensação de que "está faltando alguma coisa", perderá o interesse e esquecerá o programa.

Óbvio: ainda é cedo para discutir em público o tempo que resta ao "Casseta & Planeta". A turma de humoristas ainda está abalada com a morte. Neste momento, seria desrespeitoso e desumano especular sobre os prejuízos financeiros dessa "indústria do humor", que desponta no final dos anos 70 como um fanzine na Universidade Federal do Rio de Janeiro, vira um tablóide e depois uma revista nos anos 80, e "chega lá" no início dos anos 90 com um contrato com a Rede Globo, estreando em abril de 1992.

Mas seria ingênuo imaginar que a cúpula da maior emissora do país vai demorar em elaborar cenários para o horário nobre das terças-feiras, peça relevante na sua grade de programação -inclusive financeira, já que o "Casseta & Planeta" é uma verdadeira "máquina de fazer dinheiro", de forte apelo publicitário, inclusive na propaganda indireta de novelas da casa.

Uma coisa é certa nisso tudo, sentiremos falta deste talento, deste ícone de vender cervejas, deste grande e criativo cérebro que era, na maioria das vezes, usado para o bem. Todos perderam nessa copa, inclusive a propaganda brasileira.

Fonte: Folha On Line

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Festival de Cannes 2006

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Começou ontem (18.06) um dos mais, se não o mais badalado evento da publicidade mundial, o Festival Internacional de Publicidade de Cannes. Em sua 53ª edição, o festival espera receber até o próximo sábado aproximadamente 10 mil pessoas de todo canto do mundo.

Localizado na riviera francesa, o evento bateu seu recorde histórico de peças participantes, com 24.863 inscrições recebidas de 81 países, impressionante não? Para quem não conhece sobre este festival, vale muito a pena conferir o que está rolando.

Eu separei os seguintes links que estão dando cobertura ao evento:

Cannes Lions
Clube de Criação de São Paulo
Portal da Propaganda

domingo, 18 de junho de 2006

Bolha? Que bolha?

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Pois é, eu fiquei bem atento pra ver se haveria alguma manifestação da Adidas sobre o episódio das bolhas de Ronaldo - o garoto de ouro da Nike. Mas não encontrei nada, absolutamente nada em minhas pesquisas. Por outro lado, o Band-Aid sim, e utilizando a declaração do médico da seleção brasileira, criou este oportuno anúncio.

Em entrevista, o médico disse: "A bolha está cicatrizando. Vai formando uma pele e a gente protege com Band-Aid". Precisa falar mais alguma coisa?

A assinatura do anúncio diz: Se depender de nós vai ter gol até de calcanhar.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

A marca da copa

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Muito bem, chegamos finalmente a 18º copa do mundo de futebol, um super evento de repercussão mundial, visto por mais de 28 bilhões de pessoas entre 9/06 a 09/07 . Mais do que isso, uma grande realização para muitos jogadores, árbitros, torcedores, dirigentes, jornalistas, etc, etc, etc. É copa do mundo, é momento para servir de história para contarmos aos netos, bisnetos. Aquela imensa alegria em dizer onde estávamos nos jogos do Brasil, sempre tem aquela história inusitada que aconteceu durante uma copa do mundo. É mágico, é incomparável com qualquer outra sensação.

Ok, antes de me empolgar mais ainda, quero voltar ao objetivo deste post, quero falar das três gigantes por trás desse maravilhoso evento esportivo, refiro-me as marcas esportivas que estão fornecendo suas tecnologias às principais seleções participantes. São elas as alemãs Puma e Adidas e a americana Nike.



Falarei primeiro da Puma, que é a marca com maior números de seleções, 12 no total, incluindo todas as africanas. Muitos já sabem que o fundador da Puma, Rudolf ("Rudi") é o irmão do fundador da Adidas, Adolf Dassler, também conhecido como "Adi" - Daí o nome Adidas. O que talvez alguns não devem saber é que antes de cada um fundar seu próprio império, eles tinham um empresa em familía na pequena cidade de Herzogenaurach, sul da Alemanha. Mas devido a um desentendimento entre os dois (ninguém sabe o real motivo até hoje), Adi e Rudi separaram os negócios e começaram com o que conhecemos muito bem nos dias de hoje.

Voltando a copa, tanto Puma quanto Adidas vêem nesta copa uma grande oportunidade para buscarem a liderança isolada da poderosa Nike. E o primeiro passo foi dado pela Puma, que patrocina 12 seleções, porém, apenas a Itália está entre as favoritas. Vejo que a idéia principal ai, além de apostar nas seleções com menos tradição, é também preparar o território para chegar forte em 2010, quando a copa do mundo será na África do Sul.



Já a Adidas, deve aproveitar-se pelo fato de estar sendo a patrocinadora oficial do mundial, e nada melhor do que um evento desse porte para tal propósito. Só neste ano, a empresa espera ultrapassar a marca de 1 bilhão de euros em vendas de artigos para futebol. Eu não duvido disso.



A Nike por sua vez está em outro patamar, com uma imagem muito mais consolidada dentro do futebol, patrocina a seleção e o jogador mais balados do mundo, tem o maior faturamento entre as concorrentes e investe pesado em marketing e publicidade.

Existem também fabricantes menores neste mundial, como a inglesa Umbro com a Inglaterra e Suécia e a italiana Lotto, que veste as seleções da Sérvia e Montenegro e Ucrânia.

De qualquer forma, para nós publicitários, esta é uma boa oportunidade para acompanharmos de camarote uma briga que acontece paralelo à busca pelo troféu da FIFA. Que vença a melhor, no caso, a melhor estratégia de comunicação.

terça-feira, 13 de junho de 2006

Cada Vez Mais Na Torcida

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Hoje, no intervalo do jogo do Brasil contra a Croácia pela Copa do Mundo, vai ao ar este comercial do Pantanal Shopping criado pela Focus FCS. Quero colocá-lo aqui antes para mostrar a vocês, a forma diferente com que os criativos "brincaram" com a marca do shopping. A idéia é falar de algo tão característico do brasileiro - nossa forma de torcer pela seleção. E nesse caso, minha análise é que a marca é a personalização de cada um de nós nesse momento, inclusive do shopping.

Outra coisa que eu sempre reparo nas propagandas do Pantanal Shopping, é a maneira como o slogan do anunciante é muito bem trabalhado. O cada vez mais é um vício de linguagem que as pessoas costumam praticar. E em diversas ocasiões, ele se encaixa perfeitamente no contexto - como é o caso do vídeo abaixo. Quanto a mídia que será usada, nem se fala, simplesmente brilhante.

Cada vez mais na torcida
Cliente:
Pantanal Shopping
Agência: Focus FCS
Direção de criação: Adelino Neto
Criação: Tiago Mota, Leandro Magalhães , Adelino Neto
Produtora: Casarão Cinema e Vídeo
Direção:
Adelino Neto
Trilha/áudio: Tecnológica
Aprovação pelo cliente: Roberta Barros

segunda-feira, 12 de junho de 2006

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Folha de São Paulo, verdades e mentiras

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Hoje eu vou prestar uma homenagem a uma das propagandas mais conhecidas no Brasil. Para ser bem sincero, é um vídeo que despertou o meu real interesse pela propaganda há alguns anos atrás. É aquilo que chamamos de amor a primeira vista, ou em outras palavras, química. Quando vi esse filme pela primeira vez pensei "Putz, é isso o que eu quero para minha vida".

Estou falando do vt criado pela W/Brasil para a Folha de São Paulo em 1987. Simplesmente um clássico que abriu fronteiras. Vale a pena rever e analisar vários pontos, um deles é a informação muito bem usada do briefing. Isso ajuda alguns "jovens talentos" a verem como o publicitário precisa de leitura, pesquisa, efim, conhecer a coisa toda.



O texto do comercial escrito por Nizan Guanaes e Washington Olivetto diz: "Este homem pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho a seu povo. Em seus quatro primeiros anos de governo, o número de desempregados caiu de 6 milhões para 900 mil pessoas. Este homem fez o produto interno bruto crescer 102% e a renda per capita dobrar. Aumentou os lucros das empresas de 175 milhões para 5 bilhões de marcos. E reduziu uma hiper-inflação a no máximo 25% ao ano. Este homem adorava música e pintura, e quando jovem imaginava seguir a carreira astística."

Nesta versão vem com o bônus de ser apresentada pelo Olivetto.

Clique aqui para assistir ao vídeo.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Ligeirinho

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Quem nunca ouviu falar em trem bala? Aquelas máquinas incríveis que ultrapassam os 500 km/h enquanto você toma um chazinho e lê seu Le Monde tranquilamente. Pois é, estamos falando de um conceito fortíssimo, e já que é para viajar, que seja com conforto.

Sendo assim, a agência Duval Guillaume criou este anúncio para divulgar o Trem Bala Francês. Para quem não conhece, o TGV é o famoso trem bala europeu, motivo de orgulho entre os franceses e considerada uma obras da engenharia mais bem sucedidas nos últimos anos. Tudo logicamente em prol do encurtamente das distâncias entre países.

Voltando ao anúncio, para expressar toda essa rapidez e economia com tempo, os caras usaram como passageiro o ilustre o famoso personagem da Warner, o Ligeirinho - o rato que se gaba por ser o mais ligeiro do México.

Em contrapartida, notícias publicadas na imprensa americana diziam que o Cartoon Network teria retirado o desenho do ar porque Ligeirinho representava uma figura esteriotipada dos mexicanos, por ser um rato mulherengo, bebum e preguiçoso. Mas não vejo isso como um ponto negativo.

Vale lembrar também que não estamos falando apenas de rapidez, mas sim de conforto e praticidade. Afinal, ninguém espera apenas um amontoado de ferro barulhento e duro como meio de transporte. Enfim, achei peça redonda e com justiça está entre as selecionadas para perpetuar por aqui.

Na assintatura da peça lê-se o slogan: Take Your Time To Go Fast Faça o seu seu tempo andar mais rápido.
Obs.: Nos EUA o Ligeirinho é conhecido como Speedy Gonzalez

terça-feira, 6 de junho de 2006

Tudo verde amarelo

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Vocês devem ter percebido que o topo deste blog mudou de cara, está menos cara de hospício e mais de incentivo. E como o Brasil inteiro se une para incentivar um time em busca da conquista do tão esperado hexacameponato, eu como apaixonado por futebol não poderia deixar de fazer a minha homenagem. Então é isso, durante os dias em que estaremos de olho na Alemanha o Louco Não estará mandando boas vibrações e torcendo por mais uma estrela em nosso peito. Boa sorte seleção, e que o mundo se curve ao nosso dom mais uma vez!

segunda-feira, 5 de junho de 2006

A volta do mito

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Quem diria que estaria de volta um dos maiores clichês da nossa riquíssima propaganda?
Refiro-me ao Garoto Bombril, ou Carlos Moreno, como queiram. Para mim são praticamente a mesma coisa. Até mesmo em outras campanhas o cara não perdeu jeito franzino que caracterizou durante anos - claro que isso tem o lado bom e o lado grotesco. Prefiro o lado bom.

Apesar de ter gostado da volta do amigo da dona-de-casa, não gostei do vídeo. Achei por demais cansativo e digamos que sua performance está um pouco enferrujada, deve ser o tempo. De qualquer forma trata-se de um mito, mito criado por outro mito, Washington Olivetto, e para mim, mitos não morrem e nem devem ser criticados. Também não devem ter apenas 26 anos de existência.

Clique aqui para assistir ao vídeo.

Uma boa dica para ver boa parte das peças da campanha mais premiada da propaganda brasileira ao longo dos anos é o livro Soy Contra, da Editora Negócio.

"Outra vez"
Agência: W/Brasil
Anunciante: Bom Bril
Direção de criação: Washington Olivetto e Rui Branquinho
Criação: Washington Olivetto e Fábio Meneghini
Produção: ABA Filmes
Direção: Andrés Bukowinski
Fotografia: Luís Scalercio
Montagem e edição: Silvyo Renoldi Jr.
Finalização: Mega
Canção: Outra vez
Cantora: Cassia Cassialati
Produção da trilha: YB
Atendimento: Sheila Farah, Karina Kattan e Andréa Chammas
Aprovação pelo cliente: Cláudio Del Valle e Isabela Almeida

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Flamengo e Nova Schin

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Quase todas as pessoas que eu conheço sabem que eu sou um apaixonado por futebol, e mais ainda pelo meu querido São Paulo. Sendo assim, não poderia deixar de expressar todo esse entusiasmo por aqui. Mas neste caso, deixarei de lado minha antipatia declarada pelo Flamengo e comentarei uma camapanha que me chamou a atenção e tem o clube carioca como a estrela principal.

Principal marca de cerveja do Grupo Schincariol, a Nova Shin
acaba de assinar contrato de patrocínio de dois anos com o Clube de Regatas do Flamengo, que envolverá, entre outras ações, o uso de imagem do clube em atividades promocionais e publicitárias.

Criada pela Famiglia
, o filme é o primeiro da campanha A Alegria de ser Rubro-Negro, que tem além de outros objetivos, despertar a torcida rubro-negra e resgatar a auto-estima do torcedor. Coisa que nem a Globo está conseguindo ultimamente.

Protagonizado por uma das maiores estrelas da história do clube, se não a maior, o ex-jogador Zico praticamente convoca os torcedores a se unirem pela mesma paixão. Hoje, o Flamengo tem aproximadamente 30 milhões de torcedores, um número impressionante, e que foi muito bem explorado neste filme. Esta ação conta também com inserções em Rádio, TV, Jornal e Internet, além de material de PDV e latas temáticas.

A idéia da Nova Schin é estampar também painéis no bairro da Gávea, onde fica a sede do Flamengo, e nos prismas ao redor do campo no Centro de Treinamento do clube. O contrato não abrange o uso de logotipo na camisa do Flamengo.

Fonte: Vox News

quinta-feira, 1 de junho de 2006