quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Título:

Links para esta postagem

Uma criativa e sobretudo bem executada ação de guerrilha de um remédio para memória em Cingapura. Assim enxergo esse belo esforço de comunicação - que além cómico, alerta aos perigos de uma memória traiçoeira - como por exemplo, esquecer a cadeirinha do bebê sobre o carro.

(Putz! Esqueci de dar um título a este post!)

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

O mundo vai acabar, acostume-se com isso

Links para esta postagem
Desde que eu me conheço por gente, ou seja, desde a época em que minha professora do primário me obrigava a escrever redações sobre desmatamento, queimadas, poluição, degradação ambiental, etc. Bem, desde essa época, temo que o mundo onde vivo e todas as suas reservas ecológicas desapareçam e isso afete consideravelmente minha vida. E para que isso não aconteça, procuro fazer a minha parte, não jogando lixo em locais impróprios, economizando água, optando por produtos ecologicamente corretos, dirigindo menos o meu carro, divulgando ações de guerrilha como esta, e algumas coisinhas a mais.

Francamente falando, sem hipocrisia, não entendo até que ponto a coisa é crítica de verdade. Será que o planeta se tornará uma panela de pressão num futuro muito próximo e o efeito estufa nos fritará como bifes acebolados? Ou morreremos todos de câncer de pele, desidratados, vítimas de novas epidemias, vírus, sufocados por gás carbônico ou coisa pior? Ou será ainda que tudo não passa de manobras preventivas para que o mundo encontre um jeito de se adaptar às novas condições pós-Revolução Industrial? Será? Acho a segunda hipótese muito difícil. Para o cientista inglês Martin Rees em seu livro Hora Final, as chances da nossa civilização estar viva até o final desse século são de 50%. Aterrorizante não?!

Todos nós sabemos que um mundo ecologicamente perfeito implica num colapso sem precedentes na economia mundial, ou seja - não tem como parar a degradação ambiental - o mundo do capital não permite tal ideologia. O que quero dizer é que o planeta não se salvará apenas com cidadãos responsáveis, que não jogam lixo em locais impróprios, que economizam água e que preferem produtos bio-degradáveis. A missão dessa "minoria" não é evitar extinção da vida no planeta, e sim adiá-la ao máximo.

Ações como essa aí de cima são bem interessantes por se tratar de uma forma criativa e legal de exemplicar nosso provável futuro. Serve também para mostrar que é preciso pensar no mundo de amanhã. Mas conforme vou envelhecendo, me convenço que a raça humana não tem um tempo tão longo por aqui, igualzinho aconteceu com os dinossauros. Não há absolutamente nada de concreto que possamos fazer para impedir isso, a não ser acostumar-se com a idéia.

No balão da foto lê-se: “O mundo não aceita nenhum tipo de CO2

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Reação em cadeia

Links para esta postagem
Há uns dez dias aproximadamente eu comentei aqui um outdoor criado pela Famiglia sobre a prioridade do que deve ser retirado das ruas de São Paulo - se são os incontáveis outdoors ou as pessoas sem abrigo. Na ocasião, foquei minhas atenções ao poder de interação com o meio de uma mídia como esta, e como exemplo postei a foto de um painel sobre o miserável abrigo de uma mulher desamparada.

Hoje eu volto aquele mesmo outdoor para falar sobre outra questão - a respotas das agências à retirada desses painéis das ruas de São Paulo. E num senso comum dos pesos pesados da propaganda brasileira, incentivado pelo site Propaganda & Marketing, foram criados inúmeros protestos contra a desejada "cidade limpa". Eis as manifestações:


Famiglia: “Vamos discutir o número de outdoors em São Paulo? Vamos. Vamos discutir o que é prioridade tirar das ruas? Vamos?”


Lew’Lara: “Com menos outdoors na rua, você pode ver melhor a cidade”


Leo Burnett: “Bem melhor. A favor do Cidade Limpa. Limpa mesmo”


McCann: “A gente acha que São Paulo não precisa só de parabéns. Precisa de projetos como este”


W/Brasil: “Mantenha a cidade mais limpa. Faça propaganda de boa qualidade”


Y&R: “Só banho de chuva não iria deixar a cidade mais limpa”

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Heinz Ketchup quente

Links para esta postagem
Quando você trabalha com propaganda, ou melhor, quando você opta em trabalhar com propaganda, inevitavelmente será cobrado diariamente por sua brilhante criatividade, mas não se preocupe, porque até aí é tudo muito normal. Mas com o tempo, essa autofagia fará parte da sua vida, ou em outras palavras, você dará seu sangue com todos os glóbulos vermelhos por uma idéia. E se tudo der certo, ou seja, se você não virar hippie no meio do caminho, quando você menos esperar já estará criando anúncios como este - da Heinz Ketchup "quente". Nesse estágio de quase esquizofrenia, as chances de cura são remotas, mas você poderá ganhar alguns bons prêmios que compensem todos os leões crucificados diariamente.
Mesmo que esse roteiro te pareça paupável, nunca se esqueça que boas idéias devem vir recheadas sempre de muita pertinência.
Mas o anúncio é muito bom.


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Nada se cria | 6

Links para esta postagem
Fazia tempo que eu não destacava aquela chupadinha básica, e pra compensar estou postando estes outdoors da Usina do Som e da MpMusic. De volta ao planeta das chupadas.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Designers, pra que?

Links para esta postagem
A seguir, compartilho com todos mais que um texto, um desabafo de Mauro Pinheiro* sobre como está sendo tratada a nossa categoria.
Boa leitura!


"Recentemente a CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro) resolveu fazer juz ao nome, e puxou a descarga.
Insatisfeitos com a antiga identidade visual da empresa, resolveram mudar. Inovar, entende? Os serviços, para a população, continuam os mesmos...não há qualquer percepção de mudança na qualidade dos serviços (não vou nem entrar no mérito sobre a "qualidade"), mas é preciso mudar, renovar. Estamos na época dos discursos de "branding", não é? Percepção é realidade...discurso, imagem...o que vale é a percepção de qualidade, mais do que a qualidade em si. Ao menos na visão distorcida de muitos empresários, e muitos profissionais de marketing, publicidade, branding etc.
Mas, enfim...o problema não foi exatamente a vontade de "mudar" a identidade visual. O problema não foi descartarem uma identidade que já durava 30 anos (feito memorável para uma identidade visual). O problema foi a abordagem utilizada na "mudança".
Existem profissionais que dedicam parte de sua vida estudando esse assunto...adequação do discurso da empresa à uma representação gráfica, aspectos funcionais dessa representação, como a facilidade de reprodução em diferentes meios (como tampas de bueiro feitas em ferro fundido, por exemplo), possibilidade de redução, desdobramentos possíveis dos elementos da identidade visual, diferentes assinaturas que permitam flexibilidade na utilização da identidade sem perder a unidade do conjunto, etc. Além disso, esses profissionais - também conhecidos como designers, preocupam-se com aspectos não tão óbvios, como os significados atribuídos a essa representação, a pregnância da marca, a síntese e consistência do que seria a tradução gráfica do discurso institucional da empresa. A identidade visual seria, em tese, uma tradução em forma gráfica de aspectos pouco tangíveis que compõem a identidade da empresa.
E o que a CEDAE fez no processo de reformulação de sua identidade visual?
Ignorou o fato de existirem profissionais formados em design há mais de 40 anos nessa cidade (o marco inicial da institucionalização da profissão é a fundação da ESDI, a primeira escola de design da América Latina, na década de 60). Ignorou o fato de existirem mais de 5 escolas de design, só na cidade do Rio de Janeiro. Ignorou o fato de existirem atualmente 6 cursos de mestrado e um curso de doutorado em design no Brasil.
Resolveu fazer um concurso interno, entre os funcionários, para ver quem teria a melhor solução gráfica. Designers? Para que? O "pessoal da informática" resolve isso.
É muita esculhambação. É muita ignorância. É muita incompetência. É muita burrice.
Fosse um projeto de arquitetura, para as fachadas das diversas sedes da empresa, fariam um concurso com os funcionários?
Fosse um projeto para as novas estações de tratamento de esgoto, fariam um concurso com os funcionários?
Como é design, podem fazer com qualquer um, é isso?
O texto no site da CEADE deixa clara a completa falta de noção do que é uma identidade visual:
"Quanto à mudança, o presidente destacou que marca, criada há 30 anos, foi reestruturada fortalecendo o nome da empresa e de seu principal produto, a água. Victer também explicou que a nova logomarca utiliza elementos que lembram as marolas produzidas pela queda de uma gota de água e formam as letras que compõe o nome da empresa. 'Estas pequenas ondas receberam tons de verde, em referência à responsabilidade da empresa com o meio-ambiente, e de azul, que denota a limpidez das águas distribuídas pela companhia. Ou seja, escolhemos uma marca moderna, que identifica a nova gestão da Cedae, pró-ativa e dinâmica', afirmou Victer.
A logomarca vencedora do concurso interno da Cedae, que será adaptada por uma empresa de publicidade, foi criada por três funcionários, José Vieira de Queiroz Júnior, Marcos André dos Santos Fernandes, e Wagner Ribeiro de Magalhães Silva, todos lotados na Cedae Bambina e com função de operadores de computador. 'Acredito que com a decisão de criar um concurso interno a nova logomarca adquire as características que os funcionários sempre esperaram da empresa, modernidade e dinamismo', destacou o presidente."
Os vencedores, claro, foram os operadores de computador. Afinal, todo mundo acha que basta saber operar programas gráficos para fazer design. Seguindo esse raciocínio, meu sobrinho de 9 anos poderia fazer o projeto de reestruturação da identidade visual da Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro. Sabe mexer com computador, qual o problema?
O resultado fala por si só.


Um absurdo. Conceitualmente frágil, com uma solução gráfica óbvia, com problemas construtivos graves.
Há alguns anos atrás, outra empresa prestadora de serviços públicos do Rio de Janeiro passou por um processo semelhante de reestruturação de sua identidade visual. Mas, ao contrário da CEDAE, a Light, responsável pela distribuição de energia elétrica na cidade, resolveu o problema com a ajuda de designers.
A história da marca da Light é antiga, e pode ser conhecida pelo trabalho realizado por Manoela Amado, quando era aluna do curso de design da Puc-Rio. Para resumir a história: a marca anterior ao último redesenho havia sido criada por Aloísio Magalhães, talvez o designer mais importante da história do design brasileiro.
A marca foi escolhida em um concurso. Mas não com funcionários da empresa, e sim um concurso fechado, com alguns dos designers mais destacados da época: Rubens Martins, Alexandre Wollner, Aloísio Magalhães, Goebel Wayne, Ludovico Martino e Lucio Grinover.


O trabalho vencedor, de Aloísio Magalhães, foi tão forte que garantiu sua permanência mesmo quando a empresa foi comprada por um grupo privado estrangeiro, em 1996, 30 anos depois (notem a semelhança da história da CEDAE). Naquele momento, a empresa sentiu necessidade de marcar essa mudança de paradigma com uma nova identidade visual. Ao contrário da CEDAE, percebendo a importância do fato, resolveram realizar um novo concurso fechado com DESIGNERS!!! O escritório vencedor foi o de Evelyn Grumach, EG Design.
O processo de mudança foi um pouco melhor estruturado. Ao contrário da CEDAE, a Light teve a preocupação de checar o valor de sua marca antiga. Uma pesquisa demonstrou que 94% da população identificava o símbolo criado por Aloísio como sendo a marca da Light. Se inicialmente pretendiam usar a identidade da empresa estrangeira, sepultando completamente a identidade antiga da Light, com o resultado da pesquisa ficou claro que não seria interessante desprezar essa pregnância (Aloísio era realmente um gênio). Partiram para uma reformulação, e não uma nova marca.
O resultado foi o que se segue. Uma revitalização que manteve relação com a marca antiga. O projeto abrangeu inclusive o desdobramento da marca em submarcas, parte do processo de "desverticalização" da empresa.






O contraste parece mostrar bem a importância de um projeto de identidade visual. Só mesmo um IMBECIL deixaria um trabalho dessa magnitude ser resolvido com um concurso interno, entre funcionários sem o menor conhecimento do assunto.
Para completar, a CEDAE pretende deixar o detalhamento e o projeto de implantação da nova marca a cargo de uma empresa de publicidade. No caso da Light, o detalhamento e projeto de implantação ficou a cargo do escritório EG Design, e a manutenção foi responsabilidade do departamento interno de programação visual da própria Light. O processo, previsto inicialmente para durar 3 anos, demorou mais de 8.
A CEDAE, no final das contas, tem a identidade visual que merece. Uma m..., para representar uma empresa que é uma b...

8 de fevereiro de 2007

*Mauro Pinheiro é doutorando em Design pela PUC-Rio (2007), Mestre em Design pela PUC-Rio (2000), Bacharel em Design pela ESDI/UERJ (1995) com habilitação em Programação Visual e Projeto de Produto. Com 10 anos de atuação como designer, atualmente é Professor Assistente do Departamento de Desenho Industrial da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), lecionando disciplinas de Projeto.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Saiba antes

Links para esta postagem

Faz tempo que não posto um vídeo por aqui, os motivos para isso não me faltam, mas posso dizer que o principal deles é meu fascínio ainda maior por trabalhos impressos. De qualquer forma, também sou um apaixonado por aqueles filmes que nos fazem pensar: "Puta que pariu, como isso ficou bom!" E então decidi colocar aqui, nesse singelo lar de malucos, apenas os vídeos que me provoquem tal sensação.

Enquanto cortava a unha do dedão do pé no sofá da casa dos meus pais, me vi hipnotizado por este filme da G1 - Portal de notícias da Globo. Corri pra cá para compartilhar com todos essa bela produção, e principalmente, esse fantástico texto criado pela W/Brasil.

Com o slogan "Saiba Antes", o filme na íntegra tem 1 minuto e 30 segundos, mas está sendo veiculado também em versões de 30 segundos. Basicamente, o texto fala sobre conseqüências positivas que os homens teriam em suas vidas se tivessem as informações fundamentais antes de agir. Seria o incrível poder da informação correta no tempo correto. Essa é a promessa do comercial, e por sinal, executada com extrema pertinência.

Além dos filmes, a camapanha foi ao ar com anúncios impressos em jornais e revistas.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Priorin, cabelos fortes!

Links para esta postagem



Cabelos fortes, esse é o conceito. Numa aventura visual muito atraente, a criatividade destas peças chamam a atenção pela naturalidade da ideia. Quando cria-se para um produto tão feminino quanto este, é preciso ter uma sensibilidade inerente a todo publicitário talentoso - é algo muito próximo daquilo que vemos no filme "Se eu fosse você".
E para tirar a prova da eficiência da comunicação de peças com este apelo, pergunte às mulheres que têm extrema preocupação com os cabelos (acredito que 99% delas). Fiz o teste com minha namorada e minha mãe e conclui - as peças são formidáveis!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Mustang, uma idéia que não entrou no papel

Links para esta postagem


Dando continuidade a uma idéia que iniciou-se numa sala de aula da Miami Ad School, quero apresentar aqui estes "out-doors" da Mustang. As aspas na palavra outdoor são explicadas pelo simples motivo de não tratar-se de outdoors de verdade - daqueles que a gente pode tocar, cheirar e as vezes nem conseguir ler. Trata-se apenas de uma idéia que nem chegou a entrar no papel, com o perdão do trocadilho infame.
Para evitar investir alguns trocados nessa mídia em plena decadência, alguns cérebros criativos estão criando a suposta foto do outdoor, com ajuda do sempre amigo Photoshop e soltando aqui, nesse pequeno mundinho chamado word wid web. Legal né?! Até porque muitos nem sabem disso e comentam as campanhas como se fossem reais.
Pra ser bem sincero, prefiro não tomar partido dessas ações, até porque não tenho uma base sólida para saber se isso tem retorno expressivo ou não. Éticamente falando, não vejo nada de errado, também não sou dono de nenhuma empresa que veicula essa mídia.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Eles estão se lixando!

Links para esta postagem
Comunicação, em sua plena essência! Um mero, e as vezes, inconveniente outdoor tem sua maneira única de interagir com o meio. Quer exemplo melhor que este? Por onde ando não vejo nada que se compare. Linco com o primeiro post deste blog, há quase 1 ano.


No rodapé lê-se: "Tomara, mas tomara mesmo que nos próximos aniversários o paulistano comemore uma cidade nova de verdade".

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Vamos viver o lado Coca-Cola das coisas

Links para esta postagem
Um monte de gente já deve ter comentado e ainda comenta essa campanha da Coca-Cola. Já vi muita coisa por ai referente ao assunto, então resolvi postar alguma coisa por aqui e passar minha opinião, por sinal, nada mais que apenas mais uma opinião sem muito aprofundamento.

De qualquer forma, particularmente achei que apesar de seguir essa tendência de ilustrações e grafismos que tomou conta do grande mundo da propaganda, a linha criativa criada pela JWT tem sua particularidade - é jovem! Mas pensando bem, digamos que quase todo tipo de grafismo não é bem destinado aos aposentados. Por isso, o "jovem" a que me refiro, é a juventude de espírito, muito bem apresentado no vídeo do vovô que faz tudo que teve vontade de fazer após beber pela primeira vez uma coca-cola.

Pra ser bem sincero, confesso que quando vi esse anúncio pela primeira vez, logo avistei um benefício emocional escancarado: Viver mais as coisas boas da vida, aquele lado que deixa as coisas mais excitantes, mais proveitosas. É uma sacada que ainda vale, afinal, as coisas sempre dependeram do ângulo de observação - e devem continuar dependendo por um longo tempo. Só não me acostumei ainda ao visual tão abstrato, talvez pelo motivo de eu estar deixando de ser o público dos caras.







quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Prédios da areia

Links para esta postagem
Normalmente os blogs similares a este singelo sanatório comentam peças, campanhas, ações que chamam a atenção pela criatividade, oportunismo e muitas vezes, irreverência. Mas ultimamente venho percebendo que o advento das ações de guerrilha nos mais diversos segmentos está acarretando suas primeiras conseqüências. A mais notável delas é a banalização de mais uma boa ferramenta do marketing, assim como foi a televisão, mala direta, jornais, etc, etc, etc.

Mas para que algo se banalize, é necessário que seja feito por muitos, com uma grande pitada de incompetência, muita falta de planejamento e quase nenhum conceito. Ah, o conceito! Como é cada vez mais raro ver alguma comunicação com um respeitável conceito por trás! Resumindo, seria a busca alucinada pelo resultado imediato nas vendas.

Para exemplificar, separei essa ação criada pela Espalhe para divulgar o lançamento de um empreendimento que será construído pelas incorporadoras Kabin Segall e Rossi, na Praia das Astúrias, no Guarujá. Trata-se de uma maquete de areia do condomínio Oceano. Muito bonito, muito criativo, chama muito a atenção pelo trabalho detalhado com a areia. Mas fazer uma réplica logo areia do mar?! Ora bolas! Quem não sabe que areia do mar + cimento + brita + ferro = prédio na chón!!! Ou será que o odiado Sérgio Naya, dono da construtora Sersan não nos deixou uma lição com fatídico episódio do Palace II?

Claro que isso também não significa que o simples fato de uma miniatura do prédio, feita de areia do mar, remeta que o empreendimento não será feito com materiais de qualidade. Mas isso é conceito, ou melhor, falta dele. Não basta a ação ser bonitinha e criativinha. Tem que ser fundamentada, pensada, repensada, analisada, testada, pra não sair algo que gera interpretação negativa, ou aquilo que chamamos de tiro pela culatra!