quarta-feira, 28 de março de 2007

Nada se cria | 8

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Essa aí sim, pode-se dizer que são peças super merecedoras para entrarem na galeria "Nada se cria", desse singelo blog. O primeiro anúncio, que certamente é a idéia original, foi criado pela agência AlmapBBDO para uma mostra de prêmios internacionais do Art Directors Club, de Nova Iorque. Já o segundo, da Unimed, foi a provável chupada.

Não faço a menor idéia de qual agência foi a responsável pela "coincidência", mas achei muito curioso o fato das duas peças terem sido divulgadas no próprio site da Almap.


"Deixa que eu bato!" Roberto Baggio, final da copa 94.
De boas idéias o inferno está cheio. Venha ver as que deram certo.



"Deixa que eu bato" Roberto Baggio, final da Copa de 94.
De boas idéias o inferno está cheio.
Pare de procurar. Faça um plano de saúde Unimed e fique tranquilo.

segunda-feira, 26 de março de 2007

Kung-Fu?! Eu vou aprender Kung-Fu?!

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É sem dúvidas uma boa sacada, porém, nada que vá muito além disso. Talvez valha a pena refletir apenas uma coisa nesse anúncio: Qual é o produto que está sendo vendido aqui? Auto defesa? Segurança? Respeito? Atitude? Alguns vêem apenas aulas de Kung-Fu. Mas ainda assim continua dependendo muito das experiências de vida de cada um.

domingo, 25 de março de 2007

Como você conseguiu sobreviver à sua infância?

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Hoje eu vou fazer uma coisa diferente por aqui. Ao invés de comentar uma peça publicitária como de costume, vou tentar explicar na visão de um publicitário no Brasil o conceito de segurança que evoluiu-se muito ao longo dos anos. É bem sabido por todos que nós, brasileiros, fazemos marketing há muito pouco tempo (comparando-se com Estados Unidos e Europa). E também é bem sabido por grande parte da comunidade de marqueteiros, que há uma diferença brutal entre necessidade e desejo.

Muito bem, eu vejo com mais coerência a "necessidade" de acordo com Maslow - que trata as necessidades das pessoas baseado num nível hierárquico. Em primeiro lugar vem a Necessidade Fisiológica, depois a Necessidade de Segurança, Necessidade Social (afeto), Necessidades de Status e Estima e por fim Necessidade de Auto-Realização.

O que eu percebo acontecer, e muito, são apelos publicitários que prometem atender as falsas necessidade dos consumidores. Daí vemos aquelas "maravilhosas" chamadas mais ou menos assim: "Você é daqueles que não sabem viver sem um controle remoto universal? Nós temos a solução". É claro que um controle remoto universal tem sua praticidade, mas colocá-lo como uma necessidade de consumo é um pouco demais. Para estes casos, damos o nome de "desejo", simples assim.

O problema é que hoje, tudo o que é desejo, seja de ter uma vida mais off-road ou com capuccino ao invés de café, transformou-se em uma falsa necessidade. Os apelos estão em cima disso e parece que todo mundo esqueceu que é possível viver sem um iPOD que armazena vídeos.

Não estou dizendo que isso é um crime, até porque eu trabalho com isso, só sou contra elevar as coisas a patamares que elas não merecem e se iludir com isso. O problema que é um senso tão comum que não vejo muito progresso nesses conceitos de necessidades que vivemos hoje. Talvez esse seja apenas mais uma consequência da nossa entrada no mundo do marketing.

Agora para exemplificar a coisa toda, vejam essa deliciosa sequência de anúncios dos anos 60 e 70 e me responda como você consegui sobreviver à sua infância. O texto original é de Dejan Trifunovic.
(Clique nas imagens para amplia-las)

Afinal de contas...
Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag!


Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra, e isso não era perigoso!

As camas tinham grades e os brinquedos eram multicores com pecinhas que se soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas“ contendo chumbo ou outro veneno qualquer.

Não havia travas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos,
detergentes ou químicos domésticos.


A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotuveleiras.

Bebíamos água de filtro de barro, da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas ¨esterilizadas¨.

Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolimã e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater recordes de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham economizado a sola dos sapatos, que eram usados como freios... E estavam descalços...
Depois de alguns acidentes...
Todos os problemas estavam resolvidos!

Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer.
Não havia celulares... E nossos pais não sabiam onde estávamos!
Era incrível!

Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.
Quando tinhamos piolho usavamos Neocide em pó.


Braço no gessos, dentes partidos, joelhos ralados, cabeça lascada. Alguém se queixava disso?
Todos tinham razão, menos nós...

Comíamos doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade, brincávamos sempre na rua e éramos super ativos...

Dividíamos com nossos amigos uma Tubaína comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso...

Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de vídeo, internet por satélite, vídeo cassete e DVD Dolby surround, celular com câmera, computador, chats na internet. Só amigos.

Quem não teve um cachorro Rin Tin Tin?
Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum!
Banho quente? Xampú?
Que nada! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa!
Algum cachorro morreu ou adoeceu por causa disso?
A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.

É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos escalados... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!

Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!

As nossas festas eram animadas por radiolas com agulhas de diamantes deslizando sobre os discos de venil, luz negra e um delicioso coquetel feito de groselha e maçã em cubinhos

Tínhamos: Liberdade, fracassos, sucessos e deveres... e aprendíamos a lidar com cada um deles!

A única verdadeira questão é: como a gente conseguiu sobreviver?

E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?

terça-feira, 20 de março de 2007

Implante dentário

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Deveras, uma idéia pertinente para vender implante dentário. Veiculado na Alemanha, a propaganda não chega a ser genial, mas tem linguagem universal (o que estimula isso que eu estou fazendo agora), é barata e não agride uma parcela da população.
Fonte: ADvertido

segunda-feira, 19 de março de 2007

WWF - Dia da Árvore

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Mais uma daquelas pecinhas que venho falando ultimamente - a importância da conscientização como atos e não como discurso em terceira pessoa.

domingo, 18 de março de 2007

Aquecimento global

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Ultimamente tenho visto muita coisa relativa à preocupação mundial com o meio ambiente, vai de cartilhas explicando como manusear o mundo a carros de fórmula 1 fantasiados de planeta. E para acompanhar essa onda tento compartilhar com todos o que mais me chama a atenção relativo aos problemas ecológicos que começam a escancarar-se a nossa frente. Para quem ainda não viu, vale a pena ver esse filme até certo ponto sarcástico - é uma especie de clipe explorando os efeitos gerados pelo aquecimento global.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Qual é a sua?

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Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena: Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali. Aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta:

- Será que vai chover hoje?

Se você responder "com certeza"... A sua área é Vendas: o pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo.

Se a resposta for "sei lá, estou pensando em outra coisa"... Então a sua aérea é Marketing: o pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando.

Se você responder "sim, há uma boa probabilidade"... Você é da área de Engenharia: o pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.

Se a resposta for "depende"... Você nasceu para Recursos Humanos: uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos.

Se você responder "ah, a meteorologia diz que não"... Você é da área de Contabilidade: o pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos.

Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuva": então seu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo.

Agora, se você responder "não sei"... Há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando a diretoria da empresa. De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação.

"Não sei" é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão. Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa.

Por quê?

Eu sinceramente "não sei".

Fonte: Antonio Ermírio de Moraes - Revista Exame

quinta-feira, 8 de março de 2007

Nada se cria | 7

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Jamais imaginaria que essa série de anúncios incrivelmente parecidos chegaria tão longe. É um sinal que não está me faltando matéria-prima. E para "celebrar" esses fenômenos da propaganda, coloco para análise de todos essas duas peças da Bacardi e Smirnoff com conceitos muito, mas muito parecidos. Outra particularidade dos dois anúncios foi o longo tempo de veiculação na mídia.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Stayout, contra o vírus da violência urbana

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E fechando um assunto que comecei aqui há dois posts atrás, quando comentei um inoportuno filme da Snickers, compartilho com vocês essa bem colocada peça da a ONG stayout.ca contra a violência urbana. Na produção, a violência é tratada como uma doença, assim como a varíola, HIV, ou até mesmo um câncer. Vale a pena conferir também o site da Organização, que disponibiliza áudios de pessoas sofrendo vários tipos de agressões.

Fonte: Blogcitário

terça-feira, 6 de março de 2007

4, 8, 15, 16, 23, 42

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Anúncios como esse da Post-It são curiosos, e por essa e outras razões ele apareceu por aqui. Sei que depois de ver uma boa idéia pronta, fora do monitor da agência, é bem fácil falar que a sacada era lógica, dar aquele famoso pitaco e se gabar dizendo que aquilo poderia muito bem ter saído de dentro da sua própria cachola.

Mas o que quero comentar hoje é outro ponto, quero ir mais a fundo nessa peça. Alguns já falaram que utilizar a série Lost como tema torna a comunicação restrita apenas aos fãs da turma do Jack - o que não são poucos por sinal, considerando o monstruoso sucesso dessa série.

Eu particularmente discordo desse ponto de vista, não apenas por ser um dos milhões de fãs da sequência de acontecimentos sinistros naquela ilha, mas por ver com humor e uma respeitável pitada de oportunismo o gancho que o anunciante faz com a série. É formidável a careca do provável Lock atrás do monitor digitando os números e o detalhe do contador apontando o último minuto. Relata ao pé-da-letra a utilidade daqueles papeizinhos amarelos.

domingo, 4 de março de 2007

Snickers. Energia que dá porrada

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Lá vem eu meter o pau em mais um belo comercial criado e produzido mundo afora. Já vi esse filme da Snickers em vários blogs, com comentários dos respectivos autores e visitantes opinando sobre o visual incrível e um áudio muito bem trabalhado. Eu também gostei muito da produção, não tenho do que reclamar nos quesitos técnicos dessa digamos, obra de arte da propaganda contemporânea. Mas, e como sempre tem um "mas", odiei o conceito, achei de extremo mal gosto abordar uma forma de violência para vender energia. Eu explico.

A proposta principal é dizer que a Snickers - uma famosa marca de chocolate, não deixa você parado, ou seja, inativo. Sendo assim, utilizou ícones clássicos que remetem movimento e estástica, ou seja, aqueles bonequinhos do semáforo que representam siga e páre. Numa batalha urbana, com muitos socos e pontapés o comercial dá a vitória aos bonequinhos verdes.

Depois de ver algumas vezes seguidas o filme me perguntei: É essa a colaboração que o anunciante dá a sociedade? Não sei vocês, mas eu me canso de ligar a televisão e ver manifestações sangrentas, com a população insandecida em combate com policiais, exércitos, etc. Brigas corporais, bombas de efeito moral, balas de borracha, todo esse tipo de violência é tão lamentável que a propaganda não precisa levar esse modelo para dentro de um mundo que imaginamos ser melhor, ou seja, aquele mundo da propaganda de margarina, da família feliz, da qualidade de vida almeijada por quase todos.

E essa não é a primeira vez que a Snickers parte pra esse tipo de apelo pra vender seus chocolates, vejam também esse outro filme veiculado há algum tempo.



Dois homens se beijam acidentalmente após dividir um chocolate, e para comprovar que não são gays, arrancam pêlos de seus próprios peitos. O filme foi tão polêmico que chegou a ser retirado do ar por grupos ativistas que o consideraram preconceituoso.

Dessa forma meus amigos, entendo que antes de nos maravilharmos com os fantásticos efeitos visuais e sonoros do que assistimos, devemos pensar se aquilo não agride de alguma forma as pessoas. Ou pior ainda, será que aquilo não incentiva atitudes impensadas. Nunca devemos esquecer que a propaganda é também, uma forma de educar, ditar comportamentos e promover uma realidade menos estúpida.

Para a produção:

Para o conceito:

quinta-feira, 1 de março de 2007

Jane Jetson e Vilma Flintstone usam Dove

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A Dove é uma das poucas marcas que claramente enfatizam seu posicionamento digamos, atípico. Ou seja, ao invés de modelos esculturais, focam na beleza mais próxima ao seu público - e vale dizer que fazem isso com extrema competência. Nos anúncios a seguir, cada produto da linha é associado à uma personagem de famosos e inesquecíveis desenhos animados. Notem a transformação em figuras que sempre a vimos daquela mesma forma a vida inteira, como a Merge Simpsons por exemplo.

Marge - Os Simpsons


Jane - Os Jetsons


Vilma - Os Flintstones


Velma: Scooby-doo

Assim que vi essa campanha, lembrei da palestra da Daniela Diesendruck que assisti na 18ª Semana Internacional de Criação Publicitária, em São Paulo. Na época, Daniela era a convidada pelo Cartoon Network. Com a experiência de já ter trabalhado na Disney e dedicar-se exclusivamente no desenvolvimento de produtos licenciados de personagens, a palestra orientou e discutiu campanhas publicitárias baseadas em personagens de desenhos animados.

Dentre tudo o que foi falado, me chamou a atenção o fato de alguns personagens criarem intensa relação emocional com os consumidores. Além do imediato fortalecimento do produto, e segundo ela, engana-se quem pensa que funciona apenas com crianças. Muitos adultos também têm conexões com desenhos animados.

Mas antes de escolher um personagem para representar uma marca ou produto, Daniele orientou sobre algumas questões cruciais. Por exemplo, deve-se tomar sempre muito cuidado para que o personagem não ofusque o produto, e ter certeza se ele não é apenas mais uma moda que logo vai desaparecer, mas isso não se encaixa nesse caso da Dove.

Daniela explicou também que existem diversos mitos quanto a se usar personagens famosos na publicidade. Muito acreditam que é burocrático, caríssimo e demorado, mas ela garante que é bem mais fácil do que parece.

Fonte: Aletp e Brainstorm9