segunda-feira, 30 de julho de 2007

Nada se cria | 22

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Mais anúncios que têm alguma coisa em comum. No "Nada se cria" de hoje, é quase impossível não dizer que trata-se de uma bela chupada, no bom sentido da palavra, é claro. O mais importante mesmo é mostrar o que acontece com a língua em temperaturas muito baixas. Vamos aos clones.


Freegells


Recreio - Volkswagem


Detorelle


Halls


Ice latte coffe - Arla

sábado, 28 de julho de 2007

Propaganda chocante

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Faz tempo que esse comercial está na fila do nosso singelo manicômio, e por alguma razão acho que essa é a ocasião ideal para compartilhar com todos.

Muito bem, esse filme francês me chamou muito a atenção pelo seu fortíssimo apelo - e com o velho objetivo de conscientizar as pessoas a dirigir com mais responsabilidade, a idéia foi chocar o telespectador. Depois de ouvir a voz da criança dentro do carro, não tenho dúvidas que eles conseguiram isso.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Mais polêmico do que criativo | 5

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Dando continuidade aos comerciais que geram mais polêmica do que exalam criatividade, a bola da vez é esse vídeo da Nike veiculado na África do Sul. A campanha "How I Fight" (Como eu luto), é protagonizada por ex-estrelas do futebol mundial, como Davids, Luis Figo e o técnico holandês Louis Van Gaal.

No filme, muito bem produzido por sinal, remete-se que o corpo do atleta seria sua "arma". Mas o que eu não entendi, é como uma produção como essa pode ter gerado tanta rejeição. Sinceramente não vi nada além do que o cinema está cansado de mostrar.

De qualquer forma, segundo o Adfreak, essa campanha foi muito criticada porque na África do Sul, o índice de criminalidade é altamente elevado, o que incentivaria ainda mais a violência.

Como podemos ver, é mais uma polêmica para exercitarmos nossas opiniões sobre até onde a publicidade afeta alguns comportamentos negativos.


>> Um fato interessante: Quando pesquisei sobre esse assunto, vi que vários blogs abordaram essa polêmica que acabei de comentar, mas todos eles postaram no lugar, outro filme também da nike. Veja a seguir.

E para não passar em branco referente a esse último filme, quando você assiste pela primeira vez, fica hipnotizado pelos detalhes dos movimentos sincronizados ao som de armas sendo engatilhadas. Ironicamente, achei esse mais agressivo do que o anterior.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Sensodyne, proteção

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Muito parecido com a simplicidade do anúncio postado aqui anteriormente, selecionei essa aventura visual muito bem construída pela agência francesa Callegari Berville Grey para a Sensodyne.

Não precisa de muita explicação, mas apenas para deixar registrado, a idéia é associar um ícone mundial de proteção - que é o capacete de obras - remetendo à ação que o creme dental tem sobre os dentes.

O mais legal desse tipo de anúncio, é que a idéia e algum tempo no Photoshop ilustra perfeitamente todo o posicionamento do produto.

>> Não sei se vocês perceberam, mas a partir dessa semana nosso pequeno manicômio passou a possuir um link da rádio Last.fm. Para ouvir é simples, basta clicar no símbolo de play (>) na barra lateral e curtir os hits enquanto passeia por aqui.

domingo, 22 de julho de 2007

Eveready , infinito

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Esse é mais um daqueles típicos anúncios que você olha, pensa um pouquinho e após três segundos é surpreendido pela bela sacada criativa. Sendo assim, é com grande prazer que compartilho aqui mais essa pérola da publicidade.

Se alguém não entendeu mesmo após os três segundos, o anúncio remete que as pilhas Eveready têm vida infinita, e o símbolo universal do infinito é exatamente o formato do percurso que o trenzinho faz.

Quem assina a peça é a agência indiana Rediffusion DYR.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Nada se cria | 21

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Olha que maravilha de clone veio para rechear nossa galeria onde quase nada se cria. A peça da esquerda, criada pela Leo Burnett para a CVV mostra o que acontece quando você ajuda alguém - ou seja, está ajudando a si mesmo. "Help yourself".

E "coincidentemente" a peça da direita, criada pela McCann Erickson para a Blood Donation diz, em outras palavras, a mesma coisa: "Saving one's life now, save your own later."

Eu sinceramente não entendo como esse tipo de coisa insiste em acontecer, seria uma crise de identidade criativa?!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Wonderbra

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O que posso dizer de um comercial de sutiã que não fala nada, não mostra o rosto e muito menos o corpo da garota e ainda por cima utiliza 85% do tempo da propaganda com um som chato de buzina? A resposta é: fantástico!
Assista o vídeo e tire suas conclusões.

Sempre seguindo uma linha de anúncios muito bem desenvolvida, a canadense Wonderbra mantém as gratas surpresas em cada peça publicitária que apresenta. Bom pra nós, que podemos prestigiar tudo isso de camarote.

Fonte: Aletp

terça-feira, 17 de julho de 2007

National Geographic: Wildlife photographer

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Eu quero chamar a sua atenção para um ponto específico desse anúncio do Canal National Geografic. Repare que fica claro que o rapaz é um apaixonado pela natureza - mas como ele tem uma vida muito agitada talvez não seja possível estar fisicamente presente nesse ambiente que tanto o fascina - é o já conhecido estilo on-road.

Como quase todo mundo quer ir a natureza, mas quase ninguém quer ir a pé, o National Geografic resolve perfeitamente esse tipo de problema. É um conceito realmente forte e totalmente contrário aos intensos anúncios que mandam você ter uma vida mais off-road.

O que eu quero dizer basicamente é que alguns cuidados na composição do cenário da peça poderiam ser mais leves, e que não tornassem tão contrários a proposta principal do anunciante. Por exemplo, esse tapete de pele de animal não condiz com o espírito de um bom amigo da natureza. Passa a idéia que o cara não respeita o meio ambiente, e que, ao invés de vender o espírito do canal, nos faz imaginar que aquele beija-flor está diante de um legítimo predador disfarçado de fotógrafo. Quem assina a peça é a Saatchi & Saatchi da Holanda.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Mais polêmico do que criativo | 4

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A série de idéias que chamam mais a atenção pela polêmica do que pela criatividade dá as caras novamente. Dessa vez o anunciante que foi educadamente convidado a sair do ar é a marca de preservativos Trojan. Bem, é melhor assistirmos ao filme abaixo para continuarmos na sequência.


Como você acabou de ver, o polêmico comercial se passa em um bar, onde mulheres estão sentadas ao lado de porcos - um dos quais se transforma em um pretendente charmoso depois de comprar uma camisinha Trojan. Basicamente essa é a proposta do filme. Eu sinceramente não vejo maldade nisso, tem coisa muito pior que até ganha prêmio por aí, mas o fato é que ela foi rejeitada pelas redes CBS e Fox.

A Fox afirmou objetar à mensagem de que camisinhas podem evitar a gravidez, e a CBS declarou que os filmes não eram "apropriados", o que atraiu críticas ferozes de ativistas da saúde pública, e nos blogs norte-americanos.

Jim Daniels, vice-presidente de marketing da Trojan, disse que considera hipócrita que as redes aceitem anúncios para problemas como herpes e disfunção erétil mas rejeitem publicidade de camisinhas. "Uma das minhas esperanças é que vejamos evolução e os padrões das redes de TV se tornem mais práticos e mais justos", afirmou.

Eu sempre digo isso por aqui e mais uma vez enfatizo. Toda essa polêmica em torno dos porquinhos já rendeu uma boa publicidade a marca. Blogs como esse aqui debatem e divulgam o filme tornando-o um belíssimo viral. Vale dizer também que o filme foi visto quase 100 mil vezes no YouTube, enquanto o site trojanevolve.com atraiu mais de 400 mil visitantes desde janeiro. É aquela velha máxima: falem mal, mas falem de mim.

domingo, 15 de julho de 2007

Nada se cria | 20

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Dessa vez eu sei que fui longe para alimentar nossa sessão de anúncios clonados, mas não resisti ao me deparar com esses famosos cartazes de convocação.




quinta-feira, 12 de julho de 2007

Por dentro mesmo

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Hoje a noite começa o tão esperado Pan do Brasil, tá certo que ele vem com aquelas incômodas dúvidas sobre orçamentos engordados e outras particularidades que só vemos nesses eventos, mas esse realmente não é o ponto a ser comentado por aqui.

Sendo assim, gostaria de aproveitar a ocasião para compartilhar com os que ainda não repararam na capa da revista Época dessa semana. Nela vem estampado uma foto das irmãs gêmeas do nosso nado sincronizado. O título diz: Por dentro do Pan. Até aí tudo bem, mas olhe com mais cuidado e repare onde está "estrategicamente" colocada a letra "t".

Claro que é muito difícil dizer se é de propósito ou não, mas que ficou estranho ficou, e se foi um daqueles sem querer querendo, só posso dizer que esse Diretor de Arte merece umas férias.

>>Como forma de homenagear e desejar boa sorte a realização dos Jogos, o Louco não, publicitário! terá o logo do evento na barra superior da página até a cerimônia de encerramento. Que venham as medalhas!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Louco não, camaleão!

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Esse simpático camaleão preso a uma camisa-de-força poderia muito bem ser o garoto propaganda desse blog, mas a idéia aqui é divulgar essa belezura de peça para as tintas Dulux. A simplicidade ao falar de suas 1637 cores é tão atraente quanto ousada, afinal de contas, não deve ter sido nada fácil para Callegari Berville Gray vender essa idéia ao anunciante em questão.

Tipos de jobs

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Lendo alguns posts no Bloguerreiros encontrei essa divertidíssima análise dos incontáveis tipos de jobs que aparecem na mesa de todo criativo.

Clique na imagem para ampliá-la.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Produto e serviço

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Ainda ontem estava debatendo com um amigo a diferença cada vez menos nítida entre produto e serviço. Eu defendia que, de certa forma todo serviço é um produto - ele dizia que a diferença entre os dois era tangível, ou seja, produto é tudo que se pode sentir, tocar ou cheirar. Já o serviço não, é apenas um benefício que compramos, como uma estadia em hotel ou cruzeiro marítimo. Como é muito comum nessas discussões, irremediavelmente não chegamos a um denomidor comum.

Eu imagino que isso é normal porque depende muito da interpretação do que é "produto". Por exemplo. Para você, uma locadora de dvd´s oferece ao seu cliente um produto ou serviço? Se raciocinar como meu amigo, dirá produto, pois vc pode pegar o disco pra levar pra casa - mas não seria um serviço também? Pois depois de um determinado tempo, você devolve o "produto" e fica apenas com a experiência de ter usufruído de um serviço da locadora.

Tudo isso não tem muito a ver com as peças a seguir, mas além da criatividade da agência que criou a campanha para a HBF Travel Insurance, é possível refletir sobre os conceitos de produto e serviço.

Colaboração: Adelino Neto


Você. Sua carteira.


Você. Sua bagagem.


Você. Sua câmera.

sábado, 7 de julho de 2007

Nada se cria | 19

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Dessa vez me recuso completamente a acreditar que estamos diante de cinco, eu disse cinco "coincidências". Então vamos aos fatos.


Coca-Cola Light


Pepsi Diet

Joya Light


Orangina Light


Viladrau Light

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Pela internet do Itaú Bankline

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Acabou de acontecer uma coisa curiosa comigo. Estava eu em casa assistindo mais uma deprimente atuação da nossa seleção brasileira pela Copa América, aquela coisa toda, o Galvão já sem paciência, o Dunga reclamando com o Robinho que reclamava com o Vágner Love, tudo muito dentro do habitual. Mas uma propaganda no "Show do Intervalo" realmente fez minha noite de quarta-feira ser um pouco mais nostálgica.

O anunciante em questão é o Banco Itaú - que acabou de lançar a nova campanha do seu Bankline. O filme, criado pela sempre certeira África, traz como novidade uma nova versão da música "Pela internet", de Gilberto Gil, que foi, pelo menos pra mim, marcante no filme de lançamento do Itaú Bankline, em 2000. Tá certo que com o advento da web 2.0, algumas nomenclaturas deveriam ser retocadas, mas gostei demais do oportunismo sempre pertinente desse banco.

Para quem não lembra desse filme confira a seguir:

O novo filme apresenta uma seqüência de belas cenas com clientes Itaú em diversas situações, demonstrando que foram eles quem fizeram o novo Itaú Bankline. Ainda não encontrei uma versão que possa ser postada aqui, mas assim que encontrar atualizo o post.

Veja mais sobre a nova campanha no site do Itaú.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Todo começo tem seu fim

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Eu detesto aqueles blogs que postam um belíssimo anúncio e logo abaixo escrevem um singelo "Sem comentários". Sempre digo que quando a peça é bem feita - daquelas que nos enchem os olhos - o que mais deve ser feito é comentá-la e ressaltar suas virtudes.

E para enriquecer mais um pouco esse sanatório de publicitários, compartilho mais esse formidável anúncio do novo BMW 530i, criado pela agência colombiana XPO. O conceito é claro: Evolução.

É inegável que a roda foi uma das mais importantes invenções da humanidade, e desenvolveu-se até o ponto em que não poderia ser mais evoluída. Basicamente é isso que o anúncio diz. Mas analisando mais friamente o trabalho aí de cima, minha única dúvida é: Será que esse tipo de idéia não poderia nos fazer pensar que idéias são limitadas? Será que um consumidor fiel a uma marca (principalmente quando essa marca é de automóvel) não gostaria de saber que a sua evolução chegou ao fim. Ou seja, com que argumentos a BMW vai apresentar o seu próximo modelo? Fica a pergunta.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Mais polêmico do que criativo | 3

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Não é de hoje que algumas estratégias de propaganda, mais do que impactar, optam por chocar o público-alvo. Os caminhos para isso são os mais diversos: o uso de elementos da realidade nua e crua, da religião, do sexo, do escatológico ou mesmo a abordagem de temas como racismo, aborto e homossexualismo.

Para muita gente, a polêmica não passa de um poderoso apelo de venda utilizado para gerar marketing espontâneo justamente com a discussão, as proibições e os processos que gera. Outros defendem que associar a marca a idéias que vão contra o status quo, além de ser uma estratégia de sucesso, é uma forma de gerar discussão e fazer com que a sociedade repense velhos tabus.

Você se lembra do anúncio da Benetton que estampava a agonia de David Kirbs, um doente terminal de aids? E o da Duloren, que mostrava o beijo na boca entre dois executivos? Se você costuma folhear publicações como a Archive, deve ter conferido a campanha da bebida PhD, criada pela The Marshalls, de Londres, que traz a cena do casamento entre um neonazista, com insígnia tatuada no pescoço e tudo, e uma negra. Em todos esses casos, a polêmica ficou por conta dos temas, que abordaram questões geralmente excluídas do mundo perfeito criado nos estúdios de fotografia e filmagem da propaganda.

Mas os temas não são os únicos responsáveis pela polêmica na publicidade. No caso do teaser da campanha da Purina, que espalhou faixas de apelo pela cidade e veiculou um anúncio de TV procurando Dayse, supostamente uma cadela desaparecida, a polêmica ficou por conta da estratégia: o que para alguns foi uma sacada de marketing genial, para outros foi um desrespeito às pessoas que se solidarizaram com a "criança inconsolável" mencionada nas peças.

Quando não tem origem no tema nem na estratégia criativa, a polêmica pode surgir de ações como a da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que pretende processar as agências que usarem comercialmente a imagem do Cristo Redentor. Para a Arquidiocese, a imagem é um símbolo do catolicismo; para as principais entidades ligadas à publicidade, a obra já simboliza a própria cidade do Rio. Mais uma vez, está armado o barraco.

Agências e clientes que optam por estratégias polêmicas sabem o que podem encontrar pela frente: brigas com instituições importantes, restrição de veículos e o risco de ter de alterar, ou mesmo suspender, a veiculação de suas peças. Epa, quer dizer que o veículo tem poder de veto a um anúncio? Sim. Sempre que considerar uma determinada peça ofensiva a seu público, o veículo pode recusar-se a publicá-la. E quanto ao risco de suspensão da veiculação? Se qualquer pessoa, grupo ou entidade se sentir ofendido pelo seu anúncio e fizer uma denúncia ao Conar, a peça será julgada e, dependendo do resultado, você terá de fazer alterações ou mesmo tirá-la de circulação. Mas é claro que nenhuma agência colocaria em risco a imagem de seus clientes se não houvesse compensações. Quando bem-sucedidas, as campanhas polêmicas registram tentadores aumentos de participação no mercado, saltos no faturamento, criação de marcas com forte apelo comportamental e, é claro, fazem barulho, muito barulho.

E para simbolizar tudo isso, separei esses três anúncios clássicos da Duloren que abordam diferentes temas, um mais polêmico que o outro.


"Legalizem logo o aborto! Não quero ficar esperando!"
Cliente: Duloren
Agência: Doctor



"Você não imagina do que uma Duloren é capaz."
Cliente: Duloren
Agência: Doctor



"Você não imagina do que uma Duloren é capaz."
Cliente: Duloren
Agência: Doctor


Fonte: Fórum Imasters