quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Nada se cria | 28

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E para não passarmos a semana em branco, aí vai três peças irmãzinhas para a nossa galeria de clones. Não acredito que aconteceu um plágio descarado aqui, até porque as peças possuem claramente uma linha bem definida - diferente com o que ocorre em outros casos que comentamos aqui. Ainda assim vale a mensagem, cigarro mata, igualzinho uma arma.

Passive smoking: Shotgun


Australian Council on smoking and health


Keep on smoking

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Mais polêmico do que criativo | 8

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Dessa vez, a peça polêmica que me refiro é bem mais conhecida que o habitual. Já acompanhei em vários lugares as pessoas comentando sobre a questão da anorexia exposto pelo mito italiano Oliviero Toscani.
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Para quem não conhece, Toscani é uma lenda viva da publicidade. Conhecido mundialmente como fotografo que inventou campanhas publicitárias extremamente polêmicas para a marca italiana Benetton durante os anos noventa, Oliviero Toscani é muito questionado pela forma ímpar como coloca suas idéias. A maioria esmagadora de suas campanhas é institucional, normalmente composta apenas por uma fotografia chocante e o logo.
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Talvez, a sua campanha mais famosa seja aquela onde um homem com o vírus da AIDS é fotografado à beira da morte. Outras incluem alusões ao racismo (uma muito notável mostra três corações humanos quase idênticos com as palavras “branco”, “preto” e “amarelo” como legenda), a guerra e religião.
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É bem difícil opinar num trabalho desse cara, difícil porque talvez ele diga o que pensamos e queremos, mas que censuramos por centenas de razões. Outro ponto que vale ser colocado: Ele tem coerência. Algo muito raro em quase tudo o que parece com propaganda.
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Falando sobre a campanha em questão, ele disse a impressa que há muito tempo se ocupa do problema de anorexia. "Quem são os responsáveis? No geral, os meios de comunicação, a televisão, a moda. Parece muito interessante que uma marca de roupa compreenda o fenômeno, tome consciência de seu papel e patrocine a campanha".

:: Clique na imagem para ver os anúncios (conteúdo impróprio para menores de 18 anos)

A importância da interface gráfica no marketing

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Ah... as palestras! Como elas fazem parte da vida de qualquer estudante universitário que se preze! Algumas delas ajudam (e muito) a moldar uma opinião, outras nos fazem um convite a investir mais em determinado assunto. E sempre têm aquelas que não prestam absolutamente pra nada. A questão é que com o tempo acabamos nos tornando peritos em palestras, e isso pode repercutir de alguma forma no futuro.
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Eu sempre fui um daqueles alunos que observavam todos os movimentos e técnicas dos palestrantes que cruzaram minha vida acadêmica, desde Nizan Guanaes e Roberto Justus até Luciano Hook ou a turma do Jacaré Banguela. E sempre observei com naturalidade, nada exigindo um esforço acima do conveniente, para ser bem sincero, jamais imaginava que ministrar palestras seria algo que faria com prazer. Até porque, é difícil não pensar que situações como as desse cara do vídeo, podem acontecer com você.

De alguma forma, a minha vocação para palestrado me promoveu a um entusiasmado palestrante, e hoje temo para que nenhum outro Luciano Marino esteja na platéia. Ainda assim, vale muito pela sensação boa de se transmitir uma mensagem que você carrega. Quando falei sobre House Agency na Semana da Comunicação da UNIC, me prometi que aquela não seria a última vez.
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Bem, o que queria dizer com tudo isso é que nos dias 15 e 16 de novembro, a UNEMAT (Universidade Estadual de Mato Grosso) organiza o SEACE (Semana Acadêmica de Computação Educacional), que será realizado em Colider, norte do estado e coincidentemente minha cidade natal. Um dos temas abordados pelo Congresso é a importância da interface gráfica no marketing. Ou seja, como a monstruosa evolução dos recursos gráficos influenciou a propaganda ao longo dos anos. Quem falará sobre o assunto é um tal de Luciano Marino.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Diga não ao trabalho infantil

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A criatividade as vezes assusta, não pela diferenciação, mas pela forma óbvia como as coisas podem surgir. Eu separei esse anúncio ao lado para tentar ilustrar o que estou tentando dizer. Trata-se de uma peça criada pela agência Mudra para o Serviço Social, e apresenta um conceito fortíssimo.
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Quando uma criança deixa de ir a escola para trabalhar, ela se torna uma prisioneira para o resto da vida. Me arrisco a dizer que essa é talvez, a pior das prisões, pois manterá presa qualquer oportunidade de uma vida melhor. Há quem diga que a ignorância é uma bênção - inclusive o Cyber em Matrix (Warner, 1999) - mas no mundo em que vivemos, não é nada difícil constatar que a maior bênção é a oportunidade de ter uma educação digna. Ninguém nasce bandido, ninguém nasce tolo, ninguém mata, rouba ou espanca alguém por opção. É tudo uma mera e simples questão de oportunidade, ou falta dela.
Mas não quero levar a discussão para esse lado, quero apenas apresentar uma idéia de como a criatividade pode acontecer em qualquer situação.
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Lembrei de uma análise que vi semana passada numa entrevista do Bernardinho, técnico da nossa supercampeã seleção brasileira de voleybol. Ele disse que somos feitos muito mais de transpiração do que de inspiração, até aí nada novo, até porque Einsten já havia descoberto isso há muito tempo. Mas o que realmente me chamou a atenção na entrevista foi quando ele falou que mesmo os 10% de inspiração só acontecem, graças a todo o trabalho mecânico por trás. Isso é muito bem aplicável no nosso caso.
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Lembro de um grande professor que tive na faculdade, com quem inclusive tive oportunidade de trabalhar fora da academia. Ele dizia que uma grande sacada criativa não vinha após se trancar numa sala e esperar pelo êxtase de idéias. Todo processo criativo exige um mínimo que seja de experiências pessoais, de leitura, de comprometimento, no caso, a tal transpiração.

Máquina de lavar Electrolux

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>Adidas


>Reebok


>Nike
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Muito criativo o que a Fischer América fez para anunciar a linha de máquina de lavar exclusiva de sapatos da Electrolux. Não sei até que ponto isso é benéfico para as marcas esportivas, mas o que importa é que esse tipo de idéia está cada vez mais abundante.
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Outra questão é que trabalho assim, além de criar uma bela aventura visual, convida o leitor a fazer um pequeno exercício de associação. Algo como: Reebok, Adidas e Nike = Tênis = Chulé = Queijo estragado = Máquina de lavar = Electrolux. Tudo isso em menos de um segundo. Sem dúvida alguma, isso é tão importante quanto difícil para qualquer processo criativo.
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No título das peças lê-se: "Get rid of foot odor. Introducting the new Electrolux with shoe wash program."

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Nada se cria | 27

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Visitando o blog da nossa leitora Flávia Brevi, do Simply ADdicted, encontrei essa pérola do mundo das idéias mais ou menos parecidas. Impossível não pensar naquilo ao ver três peças rigorosamente iguais. A única coisa que tenho a dizer é que frearam a criatividade, canudinho de ouro pra eles!

> Mercedes-Benz


> Peugeot 406


>Firestone

domingo, 16 de setembro de 2007

Luta por beijos

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Sempre comentamos campanhas de prestobarbas por aqui, a mais recente foi o filme da BIC. Volto ao tema para dividir com vocês essa belezura de campanha que a francesa Wilkinson Sword desenvolveu para falar dos benefícios que seu produto oferece.
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Todos nós sabemos que existe um belo clichê quando se fala em prestobarbas, principalmente no Brasil, é aquela coisa saturada de pele lisinha, que as mulheres adoram, blá, blá, blá. Mas dessa vez, algo bem diferente aconteceu, e o que podemos ver nesse filme é uma ação realmente criativa para chamar a atenção desse grande mercado.
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Alguns podem (e têm todo o direito) de levantar a velha questão da violência presente no vídeo, mas dessa vez, fico do lado menos conservador da história. Prefiro aplaudir a ousadia de se fazer algo completamente diferente dos padrões atuais.
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Quem assina a peça dessa vez é a JWT France e a agência interativa 5emeGauche.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Atravessa qualquer coisa

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Não é nada extraordinário, mas também não poderia deixar de menciona-la por aqui. No título lê-se: "Drills Through Anything", algo como "Atravessa qualquer coisa".
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Não tem muito o que falar também, apenas que achei oportunista e extremamente original - considerando que anúncios para furadeiras não constumam sair do arroz-com-feijão.
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Quem assina essa bela idéia é a agência indiana Vyas Giannetti Creative.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A última ceia

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Vejam essa peça, quer maneira mais criativa e bem humorada para falar da eficiência de um veneno para ratos? Claro que alguns podem dizer que existe humor negro por trás do anúncio, desrespeito, blasfêmia, etc. Motivos é o que não faltam aqui, mas sinceramente eu não concordo, apesar de todo meu deísmo - o que me torna suspeito para falar. Prefiro ficar com o exemplo benigno que esse anúncio proporciona.

Quem assina a peça é a Euro RSCG, de Santiago, Chile.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Mais polêmico do que criativo | 7

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Mais uma daquelas idéias que geram polêmica mundo a fora. E a bola da vez é a rede de pizzarias Hell Pizza, ou se preferir, Pizza do Inferno.
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O péssimo gosto dessa vez veio da agência de Auckland Cinderella, da Nova Zelândia, que colocou a figura de Adolf Hitler com uma pizza na mão direita e o seguinte slogan: "É possível fazer as pessoas acreditarem que o céu é o inferno".
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Obviamente, a campanha foi reprovada não apenas pelo povo judeu, mas por todos que entendem o mau que esse homem causou a milhões de pessoas durante o holocausto nazista. Porém, o que eu continuo não entendendo é como uma agência de publicidade se expõe dessa forma. Vejam o que disse Kirk MacGibbono, publicitário responsável (ou irresponsável) pela peça: "Nós pensamos que as pessoas saberiam ver o lado engraçado em um homem fazendo a saudação com um pedaço de pizza na mão".
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De qualquer forma, a empresa cancelou a campanha com Hitler, mas não vai se livrar da polêmica. O novo anúncio mostra o papa Bento XVI, com um pedaço de pizza e a frase "O inferno é real e eterno".
A Hell Pizza também enfrentou controvérsias com católicos no ano passado com a campanha de sete pizzas chamada os sete pecados capitais.

domingo, 9 de setembro de 2007

Nada se cria | 26

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E para dar continuidade a nossa super série onde quase nada se cria, separei essas cinco idéias que deveriam ganhar, pelo menos, o nosso canudinho de ouro.








quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Os bichinhos da Parmalat

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Como é bom rever campanhas memoráveis que de alguma forma, podem ter nos inspirados a mergulhar nesse fantástico mundo da publicidade. Um mundo de sonhos, que apesar de ter um objetivo único e calculista, também desperta emoções nas pessoas, as fazem viajar.
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Tá certo que ultimamente essas campanhas não aparecem com tanta frequência por aí - imagino que seja um pouco de culpa dos prazos apertadíssimos - mas não importa. O bacana mesmo é que elas estão voltado, assim como o filme do Itaú, comentado aqui há alguns meses.

Estou me referindo a nova propaganda da Parmalat, que após dez anos reúne os mesmos atores que protagonizaram um dos maiores clássicos da nossa propaganda: os bichinhos da Parmalat. Posso dizer meus amigos, que poucas vezes me surpreendo com um comercial, mas nesse caso fiquei extremamente fascinado pelo que a África conseguiu fazer.

O comercial foi ao ar nessa última quinta-feira (30.08) e ficará veiculando até novembro. Porém, o mais legal é a idéia que o anúncio tenta nos passar. Depois de quase fechar as portas, a marca volta mostrando que os mamíferos cresceram, assim como toda a família de leites Parmalat. Desta vez, porém, o porco, a vaquinha, a foca, a zebra, o elefante e demais bichinhos - que hoje estão na faixa dos 15 anos - tentam colocar as fantasias, mas, obviamente, não têm sucesso, já que elas não servem mais. É isso o que acontece com as crianças que tomam o leite Parmalat, elas crescem, perdem as roupas. Que mãe não adora ver o filho crescendo? Vendo que as roupas já não servem mais.

E o que mais me chamou a atenção foi o final da propaganda, onde a Gambá pergunta para a Gata: "Tomou?". E ela responde: "Ôoooo", obviamente fazendo uma analogia ao tempo que se passou e o quanto eles cresceram. Perfeito não?!


Novo comercial da Parmalat (2007)


1º filme da campanha (1996)

Eu separei também esse outro filme, onde os bichinhos da Parmalat contracenam com o fenômeno Ronaldo, na época bem magrinho (ele realmente levou a sério a promessa do comercial, rs..)


2º filme da campanha

domingo, 2 de setembro de 2007

Um náufrago barbeado e algumas cabeças diferentes

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Fazia um bom tempo que eu queria comentar por aqui duas propagandas bem especiais. Sabe como é, aquelas que nos fazem refletir enquanto tomamos banho ou trocamos de canal sem prestar atenção na televisão. Basicamente quero falar da essência da coisa toda, nada muito explícito, mas não poderia deixar de passar pelos olhos atentos de qualquer publicitário crítico. Vamos aos casos então, comentarei na sequência de cada filme para ficar mais claro, ou se preferir, menos confuso.

Este é o primeiro comercial que a W/Brasil criou para o Comfort 3, da Bic. Pegando uma carona no filme Náufrago, a idéia é mostrar um sujeito (que não é o Tom Hanks) perdido numa ilha deserta, muito provavelmente um náufrago que tem um pequeno alívio ao encontrar uma caixa contendo um barbeador. Porém, feliz após fazer a barba, ele vê sua "sorte" mudar ao ser encontrado por um helicóptero. O que ele não esperava é que o piloto fosse duvidar da sua situação, já que o sujeito encontra-se de barba feita e apenas curtindo a ilha deserta.

Não podemos negar que é uma bela idéia, mas o que me incomoda um pouco é imaginar o que o nosso náufrago pensou após a frustração de ver o helicoptéro ir embora: Maldito barbeador! Ou coisa pior é claro, mas certamente ele se arrependeu de usar o "incrível" Comfort 3. Claro que isso é apenas uma interpretação pessoal, mas tem lá seu sentido, e querendo ou não, foi uma impressão que a propaganda deixou, pelo menos pra mim. Obviamente isso não faz do comercial um desastre, muito pelo contrário, ele é engraçado e muito bem feito, só acho que não poderia passar em branco esse tipo de observação.

Agora vamos ao segundo caso, assista ao filme e eu continuo na sequência.

Esse já conhecido comercial do Ford Focus é um bom exemplo da falta de coerência que as vezes aparece na nossa publicidade. Para deixar bem claro minha opinião, primeiro vou transcrever o texto do filme:

"Eu faço parte de um grupo de pessoas
que não fazem escolhas óbvias.
Enquanto a maioria quer o que é modinha,
nós queremos o que dá vontade.
Enquanto a maioria vai aonde todo mundo vai,
nós vamos aonde é mais bacana.
Se você também tem uma cabeça diferente,
deve dirigir o mesmo carro que eu.
Ford Focus. Nada nele é óbvio."

Você prestou bastante atenção nessa última frase antes da assinatura? "Se você também tem uma cabeça diferente, deve dirigir o mesmo carro que eu." Ora bolas! Quer dizer que se você é diferente, obrigatoriamente deve ser igual a mim? Isso não está um tanto quanto estranho? Eu já estava convencido que ser "Maria vai com as outras" não era legal, e no final o comercial me manda fazer o que ele quer. O raciocínio lógico não deveria ser o seguinte, se você tem mesmo uma cabeça diferente, faça o que der vontade, e ponto final.

Nada se cria | 25

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Maravilha de peças para ilustrar nossa galeria de clones publicitários. Só não entendo como esse tipo de coisa continua acontecendo por aí, seria uma crise existencial?!? Definitivamente acho que não, me pareceu mais que não é nada além de uma mera e inocente coincidência.