

Fonte: Comunicar é preciso




Há quem diga que um cartão de visitas é um aperto de mão que deixamos com alguém. Eu não discordo disso, e acho importantíssimo um cartão bem apresentado em tempos de publicidade prostituída.
Essa é mais uma daquelas aventuras visuais que nos enchem os olhos, com o perdão do trocadilho é claro. Mas vale sempre ressaltar os trabalhos de conscientização que a Fundação SOS Mata Atlântica produz.
E pra estrear bem a nova categoria, nada melhor que esse super polêmico anúncio gigante com o desenho de uma stripper feito num gramado da Inglaterra. Com o objetivo de divulgar um site de strip-tease, a peça mede incríveis 9,3 mil m² e mostra as frases: "qualquer hora, em qualquer lugar". O porta-voz da cidade onde o anúncio foi instalado disse que o anúncio não tem autorização e deve ser retirado imediatamente, já a Sports Media Gaming Ltda, responsável pela criação, disse que as autoridades "estão confusas com suas próprias regras" e descartou a retirada da publicidade.
Agora vamos ver no que vai dar isso. Só sei dizer que que esse tipo de coisa continua tendo muito mais valor como viral do que chamar a atenção das pessoas que sobrevoam o local (vale dizer que essa ação foi feita próximo a um aeroporto).


Liz transforma. Sob esse forte conceito a marca de soutien Liz apresenta as suas fiéis clientes a sensação que irão sentir ao usar a peça íntima. Tá bom, concordo que não é tão brilhante (ou oportuno) como a idéia da W/Brasil para a Valisère em 1987. Mas eu consigo ver o rosto daquela garotinha envergonhada ao usar o soutien pela primeira vez e fazer um paralelo com esse anúncio aí do lado.
A peça da W/ traz fotos e um extenso texto falando da campanha que ela criou para a marca em 1987 e que acabou virando uma das frases mais conhecidas da propaganda brasileira. O texto explica porque a Valisère se deu ao trabalho de publicar uma resposta tão longa dizendo "Porque não dá pra ver uma multinacional se apropriar de uma idéia brasileira e ficar quieto. (...) Porque é triste ver uma frase que entrou para o dia-a-dia do brasileiro ser deturpada dessa forma oportunista e grosseira. E sobretudo porque a Valisère é igualzinha às mulheres: não admite ser desrespeitada.
Esse anúncio foi feito em respeito a todas as mulheres brasileiras que jamais esquecerão a emoção de usar seu primeiro Valisère. E que, assim como a Valisère, vão fazer de tudo para esquecer aqueles que não nos respeitam", termina.
A agência também enviou um reprint do anúncio a clientes e imprensa especializada. Com a peça, foi enviada uma carta assinada por Washington Olivetto, em que ele explica o ocorrido e aponta um possível "reinício de relação" entre Valisère e W/Brasil.
Num P.S. o publicitário afirmou que não credita à agência, autora do anúncio da Wonderbra, que é a Z+ Comunicação, a responsabilidade pelo tom "grosseiro, ofensivo e oportunista" da peça, mas, sim, ao anunciante responsável pelo briefing e aprovação. Diz também que não credito à W/Brasil eventuais méritos do anúncio da Valisère, mas, sim, ao anunciante "que brifou e aprovou".
Só fico pensando se a moda pega, imagina quantos encartes como esse iriam pipocar por aí? Aqui mesmo, nesse singelo manicômio eu cultivo a nossa pequena área destinada as mais curiosas e incríveis chupadas publicitárias, e olha que tem muita peça parecida que que ainda não postei.
Clique aqui para assistir ao comercial da Valisère.
Fonte: Meio e Mensagem












