sexta-feira, 18 de abril de 2008

Um quadrado frustrado

Hoje o post é meio diferente por aqui, talvez pelo fato de estar voando de Londrina a Cuiabá, onde passei a semana a trabalho e claro, conhecendo alguns ótimos lugares dessa belíssima cidade. A questão é que não tenho nada na ponta da agulha aqui, sem wireless, sem anuários, apenas a minha revista Piauí_19 que servirá de fonte para esse texto e alguns minutos de bateria no meu computador.

Quero contar uma historinha que deveras me fascinou: a invenção da roda, ou melhor, a invenção do círculo. Na verdade, vou fazer uma adaptação da seção “grandes descobertas” e o texto de Gotlib “...e fez-se o círculo” publicado na página 62 da Revista Piauí, edição 19 (Leia artigo aqui). Quem se interessar, a revista é facilmente encontrada em qualquer banca de revistas. (Não se preocupem porque esse post não é pago, rsss). Mas antes de começar, não vá acreditar em tudo o que ler aqui, ok? Então vamos lá.

Poucas pessoas sabem como foi inventado o círculo, eu mesmo só fiquei sabendo após ler a revista, depois pensei: é lógico, sem círculo, nada de roda! Para começar, tem que ficar bem claro uma outra coisa, nos tempos remotos, ditos “pré-históricos”, o círculo não existia, as gravuras rupestres estão aí para provar e os cientistas que as estudaram ficaram redondamente assombrados. Tudo era quadrado, tudo mesmo, daí imagine como seriam as coisas limitadas a esse formato, bola quadrada, as orelhas do Mickey Mouse, chapéu, macarrão, chaminé de caverna, etc.

Foram encontrados inclusive, objetos que datam daquela época e corroboram esse fato, objetos esse que podem ser admirados no Louvre. Se forem até lá, podem pedir para vê-los, mas por favor, não digam que leram isso aqui.

Voltando as formas quadradas, esqueci de citar as pessoas, elas também tinham essa forma, eram totalmente quadradas – me refiro a cabeças troncos e membros. Sem dúvida, isso facilitaria na hora de acomoda-las dentro dos vagões do metrô. Se aquele pessoal não era de fazer rodeios, seus modos, em compensação, eram um tanto quadradões. Imagine só um macho típico puxando a sua fêmea pelos cabelos. (fios quadrados, é claro).

Mas mesmo sem nenhuma grana rolando, viviam bem felizes, exceto por problemas passageiros, tipo a falta de rodas. Só quem não conseguia se habituar àquele estado de coisas era a galinha (o ovo também saia quadrado, e isso era um grande problema). Em suma, embora nem tudo descesse redondo, o quadrilátero familiar até que levava uma vidinha simpática. “Vai que o cubo é teu”.

Algo grande, porém, estava sendo incubado com efeito. Numa humilde escola de aldeia havia um professorzinho querido por todos, pois além da sua dedicação, traçava como ninguém um quadrado na lousa – o gesto era magistral diga-se de passagem.

Mas por detrás de uma aparência absolutamente respeitável, o professorzinho escondia um vergonhoso segredo: assim que voltava a sua cavernosa mansarda, ele jogava-se abjetamente sobre uma garrafa. Em outras palavras, entortava o caneco, se encharcava de álcool, bebia todas e mais um pouco. Até que tudo a sua volta começasse a quadrar.

Foi aí que num belo dia, o nosso simpático professorzinho apareceu para dar aula completamente embriagado. E com voz pastosa deu início à sua aula, desmerecendo assim todo o corpo docente. A mão trêmula, porém, já não lhe obedecia e, na hora de traçar no quadro-negro um dos magníficos quadrados de que tinha o segredo, acidentalmente saiu uma perfeita circunferência. Perái! Vocês viram que estranha figura a embriagues levou o professorzinho a traçar? Pois é, um quadrado frustrado, sem dúvida, mas um círculo perfeito! Nascia o circulo.

Foi uma revolução. A fisionomia do mundo se transformou por inteiro. A partir daí usou-se e abusou-se do círculo. As pessoas não eram mais quadradas, os ovos das galinhas ficaram ovais, o sol, a lua – teve até alguns que gostaram tanto da novidade que fez tabuleiro de xadrez e dados com a surpreendente e inovadora forma.

O círculo penetrou em todas as áreas, nas artes, nas letras, nas ciências, na técnica... etc. E então, somente então, é que foi inventada a roda e muito depois as campanhas da skol.

Moral da história: ______________________________________________________
Você vai dizer, os 5 primeiros que acertarem o que tudo isso tem em comum com a nossa profissão, ganharão um adesivo do Louco não, Publicitário.
Vale enviar via comentário no blog ou pelo e-mail louconaopublicitario@zipmail.com.br

8 comentários:

ismael disse...

"só conseguimos criar coisas realmente indispensáveis na cagada e quando estamos beldos!"

Tiago disse...

As melhores idéias veêm quando a gente menos espera. Seja nos botecos da vida, no santo vaso sanitário de todos os dias ou nas duas últimas aulas de química na sexta-feira com aquele professor que adora falar.

É um dos textos mais idiotas que eu já li. Adorei.

http://seumodesto.blogspot.com

Dieta disse...

Hello. This post is likeable, and your blog is very interesting, congratulations :-). I will add in my blogroll =). If possible gives a last there on my blog, it is about the Dieta, I hope you enjoy. The address is http://dieta-brasil.blogspot.com. A hug.

Marcielle disse...

o que poderia ser um erro se transformou em algo genial e util, assim como quando fazemos um trabalho e não ficou tao bom assim, pode ser q o usemos em outra ocasião; quando estamos querendo "escapar do mundo" as vezes criamos maravilhas; e tbm andamos fora da linha!!!!!
bjks Marcielle

Guto disse...

Boa 06, strategy, estratégia, estrategia, stratégie, strategia, De strategie, стратегия, strategi, é a tal da quebra de paradigmas ... cara ... em relação as tiras ... pode contar comigo ... vamos evoluir essa idéia cara ... eu topo ... to ateh pensando em um estudo de ilustração apropriado e origianl ... um abraço

Propaganda da Vez disse...

Gostei mesmo do blog, já assinei o RSS...

Luciano Marino disse...

A moral da história é:
Não fique tão preso ao que todo mundo faz a sua volta a ponto de depender de uma bebedeira para sair do óbvio.

Porém, achei pertinente tudo o que foi comentado sobre o post, seja aqui nos comentários ou o que recebi por e-mail. Dessa forma, vou enviar o adesivo do blog a todos que participaram. Espero que gostem.

Entrarei em contato para pegar o endereço correto de cada um.

Abraço a todos e valeu pela participação.

Luciano Marino

Anônimo disse...

Ótimo post. Não posso esperar para ler as próximas:)