quinta-feira, 24 de julho de 2008

Cabelos fortes

Links para esta postagem
Eu gosto muito das peças que eu catalogo como sendo "universais", ou seja, só a imagem vende todo o conceito de quem assina a peça.

Esse impresso ao lado exemplifica bem isso: vende cabelos mais fortes.
Lembrei de um outro trabalho com conceito muito parecido já publicado aqui no blog. (veja aqui)

A agência que criou foi a W&K, de Beijing, China.

Fonte: I BELIEVE IN ADV

terça-feira, 22 de julho de 2008

Nada se cria | 50

Links para esta postagem
Taí uma bela sacada para vender segurança, o problema é que não tem nada de original quando aparecem três idéias idênticas. Eu sou um daqueles defensores das referências no momento de criar. Entendo que o exercício de sintonizar no que já foi feito enriquece a peça que nunca sai do zero. A habilidade de saber o quê e onde procurar é quase tão importante quanto a própria criatividade, em outras palavras, é saber onde estamos pisando sem ser influienciado demais.

Obviamente o título que dei a essa categoria aqui do blog (Nada se cria), é um manifesto sarcástico ao quase abolido publicitário que se tranca numa sala com mesa e cadeira, e em posse de um lápis nº 1 e papel sulfite executa mentalmente seu processo criativo. O advento do Google varreu com esses caras das agências, e as idéias vêem inspiradas em conceitos pescados em qualquer lugar do mundo. É genial e bestial ao mesmo tempo. Incrível vivenciar essa mudança!

Suva: Swiss Board is safety


Energogarant: Insurance company



Giro Bike Helmet

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mais polêmico do que criativo | 13

Links para esta postagem
O anúncio da Nike que coloca Wayne Rooney no posto de um Messias não é de agora, foi veiculado às vésperas da Copa do Mundo de futebol da Alemanha em 2006. O que chamou a atenção foi a polêmica que a peça gerou na Inglaterra, sendo vista com muita repugnância pela população daquele país.

A "crucificação" do centro-avante do Manchester Unit tem uma mensagem bem clara da seleção inglesa para seus torcedores: "Daremos o sangue pela Inglaterra". Consigo até imaginar a reunião de brainstorm. Algum criativo bem intencionado, depois de alguns minutos apenas ouvindo a "tempestade de idéias" pede a palavra e sugeri: "Porque não usamos a cruz de São Jorge da bandeira para remeter à cruz onde Jesus morreu? É perfeito! O Rooney comemora seus gols com os braços abertos, vai casar perfeitamente com o conceito que queremos transmitir." Santa infelicidade!

Vários políticos e líderes religiosos se incomodaram com a analogia ao sangue, protestando fortemente contra a propaganda. A Nike, que assina a peça e patrocina o jogador, manifestou-se que não recebeu nenhuma reclamação. Minha opinião: Não me incomoda nem um pouco, tem coisa muito mais passível de discussão por aí que não ofende ninguém. Claro que não gosto quando o comercial agride algumas crenças, mas torno a comentar que a propaganda continua sendo o bode espiatório de sociedades mal educadas.

Além de um painel no centro de Londres, a peça foi veiculada também em diversos jornais da Iglaterra.
.

domingo, 20 de julho de 2008

Batman, o Cavaleiro da Trevas

Links para esta postagem
Confesso que não é nada típico ver eu comentando filmes por aqui – até concordo que o cinema tem tudo a ver com o mundo do marketing, mas como não me sinto nem um pouco a vontade para falar da sétima arte, prefiro me reservar no direito de apenas incluir-me como um mero telespectador. Porém, hoje vou abrir uma exceção para falar do badaladíssimo Batman, o Cavaleiro da Trevas.

Se você não vive isolado numa ilha deserta no meio do Oceano Pacífico, certamente já foi alvo e alguma ação do filme nesses últimos 12 meses. De publicidade na fórmula 1 até cartas escondidas pela internet, o filme teve uma campanha publicitária que, de um jeito ou de outro, nos convidou a dar uma espiada no novo filme do Sr. Bruce Wayne. Eu confesso que nos primeiros teasers do filme cheguei até a sentir um certo preconceito, pensei: Será que esses caras não viram que filmes de super-heróis já estão esgotados?

Obviamente me enganei, e um ano após me encontrava totalmente possuído de ansiedade para ver o filme. Não deu outra, dois dias depois do lançamento mundial do Cavaleiro das Trevas, estava eu sentado na poltrona do cinema mais perto da minha casa com uma Coca-Cola de um lado e um saco de pipocas do outro.

Depois de duas horas e meia de filme conclui que cada centavo investido na produção valeu a pena. O novo Batman é de fato um upgrade de seus antecessores, o roteiro é mais encorpado, com seus personagens bem situados dentro do contexto – lembro da Bat Girl em Batman Eternamente, alguém saberia me dizer qual é a função da Alicia Silverstone naquele filme? Mas não vou querer dar dicas do filme aqui, só quero registrar que valeu esperar tanto tempo.

O coringa, talvez o grande garoto-propaganda da produção, ainda vai dar o que falar. Menos coadjuvante do que nunca, ele me fez entender porque levou o ator Heath Ledger a um estresse que pode ter sido o motivo do seu falecimento. Talvez a própria morte do ator ajudou a aumentar a expectativa para todo esse fervor em volta da produção.

Em síntese é isso, recomendo que veja o filme e leia algumas críticas se tiver um mínimo interesse por cinema (meu amigo Tiago Motta opinou muito bem sobre o filme em seu blog, veja aqui). E se você tem algum interesse por marketing, recomendo que leia tudo o que puder sobre todo o “case Cavaleiro das Trevas”. Como publicitários, o que podemos tirar desse filme é o show que esses caras de Hollywood deram.

Assista a seguir ao trailer oficial do filme:

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Dia 4 - Não existe almoço grátis

Links para esta postagem
E finalmente chegamos ao 4º dia do curso “O que é vender no mundo de hoje” com Aly Baddauhy Jr. Tenho certeza que todos (eu disse todos) que participaram não se arrependeram do que aprenderam nesses quatro dias de conhecimento, e para quem ficou na dúvida se fazia o curso ou não, recomendo que reconsiderem a balança emocional da próxima vez – o prêmio vale a pena!

Ontem, Aly recomeçou de onde havia parado na quarta-feira: Mais importante do que ter iniciativa é ter “acabativa”. É importante para um vendedor de sucesso ter pró-atividade, ou seja, pensar a frente, compor o cenário previamente e traçar sua estratégia.

Existe um certo senso comum que devemos tratar todos de maneira igual, mas em venda, isso NÃO É VERDADE! Pessoas diferentes devem ser tratadas de maneiras diferentes, não é o cliente quem deve se adaptar ao vendedor, é exatamente o contrário. O nome disso é percepção, eu até diria que tem que fazer parte do instinto do bom vendedor. Mas claro, existem as técnicas para se descobrir qual é a do seu cliente.

Preguiça. Quando ouvia Aly falar sobre esse pecado capital pensei: "Não vou por isso no blog, não acredito que ainda exista alguém que se dispõe a vender e tenha preguiça de trabalhar". Mas repensei a respeito e conclui que quando não se investe em você mesmo, não deixa de ser preguiça. Você lembra do que foi falado sobre prioridade com o tempo e dinheiro? As pessoas não investem nelas próprias por pura preguiça. E para quem ainda não sabe, preguiçoso não se cria em vendas.

Trabalhe mais do que é pago e não sinta-se mal por isso, Aly explicou isso muito bem. Quando você deve cumprir 8 horas de trabalho e você trabalha as 8 horas, o mundo está quite com você. Daí você perde o direito que reivindicar qualquer coisa. Quando você trabalha a mais, seu saldo fica positivo com o mundo, e acredite: mais cedo ou mais tarde o mundo vai reconhecer isso. Vivemos num país capitalista, esqueceu?

Já falamos sobre foco aqui, mas vale reproduzir uma pequena metáfora dita ontem no curso: “O pato faz muitas coisas mal feitas. A águia faz uma coisa estupidamente bem feita”. Ter foco faz toda a diferença, acredite de verdade nisso (igual você acredita no conselho do filtro solar).

Outra dica: Seja cara-de-pau, quando vendemos alguma coisa, temos que ser absolutamente desprovidos de vergonha. E tente encarar as objeções não como rejeições, algumas coisas você pode controlar, outras não. Então, pelo amor de deus, não reclame do que você não pode controlar. Tenho amigo que reclama do calor de Cuiabá toda vez que eu o encontro. Pergunta: Tem como mudar isso? Reclamar vai diminuir a temperatura?

Aly colocou alguma objeções que vão aparecer ao longo da negociação. Elenquei a mais importante delas (apesar de todas serem importantes), é comum ouvir do cliente: “Não tenho dinheiro”. E ai? O melhor contorno para isso é saber que não devemos oferecer o produto mais barato logo de cara. Tenha sempre uma carta na maga. Entenda também que as pessoas adoram comprar o que está acabando.

A idéia perfeita contra a objeção de preço é “Tudo que é bom custa pouco a longo prazo”. Alguém discorda disso? Precisa falar que é caro? Outra coisa: Fracione o valor, traga a parcela para a realidade da pessoa. Uma moto custa pouco mais que 4 reais ao dia, daí o cara pensa: “Putz, eu pago mais que isso pra andar de ônibus, e ainda tenho que esperar aquela praga no ponto todo santo dia”. Pegou a idéia?

Essa foi nova pra mim: “Preço não se fala, se escreve.” Isso é fundamental na hora do fechamento: Só fale quando for questionado, deixe o cliente pensar. É importante entender que a hora do fechamento da venda é um momento crucial, o curso também passou algumas técnicas para se sair bem nesse instante.

Quando Aly começou a falar de pós-venda eu fui mentalmente listando quem já faz isso muito bem. A primeira marca que eu pensei foi exatamente a que ele usou para dar o exemplo. Daí eu pensei: mas que puta top of mind. Pós-venda faz toda a diferença, acredite muito nisso. Se a sua empresa não faz pós-venda, sugira que faça. Se você não faz pós-venda, passe a fazer.

Já próximo do fim, Aly deu uma das melhores dicas do curso na minha opinião: Nós só temos um produto, a “Confiança”. E só conseguimos isso com duas coisas: competência e caráter. Confiança valoriza a marca, cria e mantém clientes, atende necessidades e desejos. Confiança deve ser vendido todos os dias, junto com a mercadoria que o cliente está levando.

Oscar Schimidt disse certa vez: "Não existe mão santa, o que existe é mão treinada”. Quando o rei pediu que se propagassem o segredo do sucesso por todo o seu reino, a poderosa frase foi: Não existe almoço grátis. Você quer ser um vendedor de sucesso? Então vai lá e pega o maldito sucesso para você. Quando um bebê chora querendo alguma coisa, ele chora, chora e chora até conseguir. Você já viu bebê desistir de chorar? O sucesso é impendente ao ser humano, tenha apenas isso em mente e vá atrás das suas vendas.

O curso foi fechado com dois vídeos, uma belíssima edição do evento feito pela agência Genius Publicidade (postarei ainda hoje), e o já conhecido “SunScreen”Filtro Solar, criado pela agência DM9DDB.

Filtro Solar:

P.S.: A campanha "Sorrisos" arrecadou nos 4 dias de curso R$ 3.512,00 com a venda de 1.756 sorrisos. Com isso, o painel foi completamente preenchido e a Casa Transitória terá mais 2 semanas de atendimento garantido. Obrigado a todos que sorriram para essa nobre causa.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Dia 3 – Na dúvida, sorria!

Links para esta postagem
Na terceira noite de evento - a melhor até então – iniciou-se cumprido a risca o planejamento feito no começo do curso. Falaremos hoje de “Técnicas”, e foi aí que a coisa começou a ficar séria de verdade. Novamente o salão principal do Centro de Eventos do Pantanal estava completamente tomado por quase 4 mil pessoas e eu, sentado na 6ª fileira com papel, caneta e toda minha atenção.

O Aly tem uma palavra mágica que tem poder de motivar pessoas, essa palavra é Atitude. Que é o padrão de pensamento que determinará nosso padrão de comportamento. Anote: Atitude determina a altitude. E a alimentação é uma atitude que norteia esse raciocínio – não estou me referindo a alimentação de alimentos, refiro-me a alimentação mental. Se você se alimenta mentalmente de de coisas estragadas, terá efeitos parecidos como quando se alimenta de comida estragada. Ter o hábito da leitura não significa necessariamente saúde mental – uma coisa é ler o caderno policial todo santo dia, outra coisa é ler livros que lhe ensinam a ter sucesso. Pegou a idéia?

Perdedores têm problemas, vencedores têm desafios. Não pense que sua vida será um mar de rosas amarelas, haverá muitos obstáculos que o convidarão a desistir do objetivo principal, a diferença é a forma como devemos encará-los. Ou você vê aquela adversidade como um problema, ou a vê como um desafio. Simples assim.

Outra dica (a mais clichê de todas na minha opinião): Acredite nos seus sonhos. Mas é pra acreditar mesmo. Isso é o que eu considero como sendo a maior frase feita do mundo. Mas faz todo sentido. O complemento que Aly deu a ela foi: Perdedores adaptam sonhos a sua realidade, vendedores adaptam a sua realidade aos seus sonhos. O exemplo que veio seguido disso fez todos pensarem a mesma coisa “Mas não é que é isso faz sentido mesmo?”. Ele citou Henry Ford e sua interessantíssima história de vida. Esse sujeito foi um dos caras que mais acreditaram em seu sonho, e por acreditar por quase 30 anos sem temer as conseqüências, inventou o carro e consequentemente encabeçou a lista dos homens mais ricos do mundo. E então ele citou a expressão: “O mundo é dos sonhadores”. Concordo que é mais uma frase feita, mas a frase “O mundo é dos espertos” também é feita, e entre as duas, prefiro mil vezes que se propague a primeira.

Um exercício é ter Atitude Mental Positiva, ou seja, passar anti-vírus na cabeça de um em um minuto. Jamais pense em coisas ruins, isso atrai outras coisas ruins. Tome posse da sua mente com convicção, quem manda nela é você. Adote a "Lei da Substituição" e concentre-se apenas no que você quer. Tenha suas metas e objetivos bem traçados e tudo tende a prosperar-se.

E foi quando comecei a sentir que toda a idéia de motivar as pessoas estava começando a ficar exagerada, Aly Baddauhy entrou no assunto que levaria de fato as 4 mil pessoas a dedicarem 12 horas da sua vida para estarem alí: As esperadas técnicas de venda.

Antes de mais nada, tenha postura, boa apresentação – isso é fundamental. Lembra-se do que falei no primeiro dia? A primeira coisa que o cliente compra é o vendedor. Então regrinhas iguais da Glória Kalil podem ser redundantes hoje em dia, mas são sempre muito bem vindas. Barba feita, cabelo cortado, roupas adequadas, etc, etc, etc.

O que é vender no mundo de hoje? Uma pergunta que é quase como: O que é Matrix? Vender no mundo de hoje é enaltecer os benefícios do produto mais do que os seus atributos, suas características. Vi isso na faculdade de marketing inteira e continuo vendo no MBA que curso e continuarei a ver em qualquer bom local que desenvolva conceitos sobre compra e venda de alguma coisa.

O cliente nunca compra uma característica do produto, ela compra o que aquilo vai fazer na vida dela, ou seja, o que ela vai ganhar com aquilo. É o que Aly chamou de continente (anote a palavra). Um bom exemplo é um supermercado que vende por atacado e um que parece shopping center. No primeiro caso, você vai atrás do produto propriamente dito. No segundo, você não quer só o produto, você quer a atmosfera, encontrar um amigo para conversar no cafezinho, passear calmamente com o carrinho ouvindo música clássica num ambiente agradável e ver as pessoas sorrindo. Obviamente você vai pagar por tudo isso, mas isso é outra história. A idéia aqui é aplicar esse conceito aos argumentos da sua venda.

Sempre que ofertamos alguma coisa, o cliente vai instintivamente criar a balança emocional em sua mente, devemos fazer com que ele ponha mais peso no lado do prêmio – e os benefícios emocionais pesam muito mais que os atributos meramente materiais.

O sorriso é primordial em vendas, sorriso vende. Tenha o hábito de sorrir, além de lhe auto-motivar, ele o manterá mais receptivo e as pessoas não terão receio de abordá-lo. Resumindo, o sorriso abre portas, cara feia espanta, então na dúvida, simplesmente sorria.

Entenda outra coisa, existe muita diferença gisgantesca entre persuadir e convencer. Persuadir é fazer as perguntas certas para obter respostas certas. Convencer é abrir a cabeça da outra pessoa com uma serra, colocar o seu ponto de vista e fechar colando com super-bonder. Persuadir é a arte de fazer perguntas. Para isso, eu tenho uma frase que já trago comigo há algum tempo: Falar é prata, ouvir é ouro.

Já que saber perguntar é a melhor forma de vender, qual é a estratégia mais adequada? Claro que não há uma resposta exata para isso, cada caso é um caso. Mas um bom começo é adotar a tática das "perguntas funis", ou seja, perguntas abertas na parte de cima e fechadas na parte de baixo. Perguntas abertas: é o que não compromete o cliente – entenda que cliente tem medo de vendedor. Por isso é muito importante saber prepará-lo, até o momento da pergunta no qual você já sabe a resposta: Vai pagar com dinheiro ou cartão? Exemplo: Jô Soares. Você já viu ele fazer a pergunta principal no começo da entrevista? Ele prepara o entrevistado com papos que não têm nada a ver com o tema - isso é técnica de venda. Nunca, jamais, never, em hipótese alguma pergunte: E então, vai comprar?

Resumindo tudo isso: Vender é transferir sentimentos. Antes de mais nada, apaixone-se pelo que você está vendendo. O bom vendedor tem que ter brilho nos olhos. Seja o produto do produto, conheça cada detalhe do que você está ofertando. Conheça seu concorrente. Identifique a necessidade do cliente e pelo amor de deus, não envolva-se apenas, comprometa-se com o que está fazendo. Pegou a idéia?

>> Campanha "Sorrisos"

O curso “O que é vender no mundo de hoje” tem vários patrocinadores e parceiros de respeito, um deles é a Plaenge, -para quem não sabe, é a empresa onde eu trabalho.

Nós do marketing conversamos com Aly Baddauhy dias antes do evento para juntos desenvolvermos uma campanha objetivando ajudar a Casa Transitória Irmã Dulce – uma instituição que trata pessoas com câncer vindas de outras cidades e que não têm onde ficar em Cuiabá.

Dessa forma elaboramos a Campanha “Sorrisos”, onde cada participante do curso pode comprar um pequeno adesivo em forma de sorriso e colar no painel na entrada do auditório onde acontecem as palestras. Conforme as pessoas colam esses adesivos nos lugares demarcados, vai formando a palavra “Eu ajudei”. Cada adesivo custa a partir de 2 reais e a pessoa pode comprar quantos quiser.

As fotos a seguir ilustram esse belo projeto que está dando certo graças ao espírito solidário dos participantes.



Todo o dinheiro arrecadado com a campanha será repassado a Casa Transitória, e esse pequeno gesto de cada uma dará esperança as pessoas que sonham todos os dias em alcançar a cura para uma das doenças que mais mata.

Se você não mora em Cuiabá, mas gostaria de contribuir com a instituição, deposite qualquer quantia na conta da Casa Transitória.

CASA TRANSITÓRIA IRMÃ DULCE
CNPJ: 26.561.514/0001-00
Banco: Banco do Brasil
Ag.: 0046-9
C/C: 25.298-0
>> O telefone da Casa Transitória é 65 3634-5948

Obrigado.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Dia 2 - Sem mais desculpas

Links para esta postagem
Chegamos ao segundo dia. E com a mesma pontualidade dos britânicos, Aly Baddauhy Jr. começou a esmiuçar o assunto que ocuparia as próximas três horas de curso: Dinheiro. Mas antes que venha a inevitável pergunta, reforço o porquê falar de dinheiro e finanças pessoais num curso de vendas – simples: porque vendedor quebrado é uma desgraça! E para que o vendedor não quebre e fique mais preocupado em pagar o condomínio atrasado do que necessariamente vender, uma breve alfabetização financeira se faz mais que necessária.

A maioria das coisas que foram ditas ontem e que eu comento aqui, podem não ser novidade nenhuma para grande parcela dos presentes, mas a questão não é essa. O que é importante pegar numa palestra que fala de controle financeiro pessoal é a idéia de fazer aqueles pequenos hábitos se tornarem cotidianos. É normal sair da sala querendo pôr tudo em prática, e 48 horas depois não dar a menor bola para aqueles meros conselhos.

Guarde religiosamente 10% do que você recebe. Essa foi o primeira grande dica, mas claro, falar é muito mais fácil que de fato fazer. Então, o melhor jeito para guardar é separar a quantia antes de qualquer coisa e pagar a você mesmo. Coloque o dinheiro em um lugar de difícil acesso - o Aly sugeriu abrir uma conta em Colniza e não ter nem a senha do banco. A idéia é essa, não deixar essa pequena fortuna ao alcance de suas próprias garras.

Outro bom hábito para guardar dinheiro: Dê nome a ele. Isso mesmo, não veja o dinheiro como seu, e sim como já sendo da gasolina, da mensalidade do curso, da energia elétrica, da casa própria, etc. E finalmente, crie o hábito de valorizar as pequenas quantias. A economia está nas pequenas coisas, um cofrinho LACRADO não é uma má idéia. Parece coisa de turco né? E é!

Outro ponto muito importante para manter ou entrar em plena saúde financeira é saber a diferença do que é ativo para o que é passivo. É simples: Ativo é toda compra que traz receita. Exemplos, um imóvel de aluguel, uma roupa que lhe proporcionará boa apresentação no trabalho. Já passivo são as compras que lhe trarão despesas, por exemplo o carro que você só usa para sair nos finais de semana. Existem dois tipos de dívidas, as burras e as inteligentes. Nem preciso lembrar que as burras são recheadas de juros né? Então prefiro pular essa parte.

Leia:
O segredo da mente milionária
Pai rico, Pai pobre

A partir desse momento, Aly começou a distinguir a diferença entre os que têm controle das finanças e os que não têm – e o cerne da sua apresentação começou gradativamente a migrar para a motivação coletiva. Ficou claro que o objetivo dele alí era fazer com que todos deixassem o auditório prontos para não dar mais desculpas. Ele reforçou as características típicas do sucesso e fracasso, e então o curso fundiu-se com o que foi feito na palestra “2008 começa agora”.

De tudo que veio após isso, prefiro destacar a “Balança Emocional”, que coloca o preço de um lado e o prêmio do outro. Ou seja, quem está disposto a vencer tende a enaltecer o prêmio, e o fadado ao fracasso tende a ver o preço que aquilo custa. Acostume-se a pensar na Balança Emocional antes de qualquer decisão. Reflita se o prêmio compensa o preço, mas pelo amor de deus: não se esqueça que você tem que pagar um preço de qualquer maneira. E o preço do fracasso é mil vezes mais caro do que o preço do sucesso.

Até então eu não sabia, mas o futuro tem três palavras: Esticar-se, Amor e Agora. Isso quer dizer: Faça mais do que você já faz, faça com amor e entenda que passado nem futuro existem. “Mas Aly, eu não tenho que pensar no futuro? Claro que tem, mas para fazer isso, você tem que pensar AGORA.” Sem mais desculpas!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Dia 1 - Tempo é vida!

Links para esta postagem
Você pode naturalmente pensar: “Mas por que diabos esse blogueiro inventou de comentar sobre um curso de vendas aqui nesse blog especializado em propaganda?”. E com a mesma naturalidade eu lhe responderia: “Porque somos todos vendedores”.

Conforme venho prometendo recentemente, tentarei cobrir o curso de vendas mais assistido do Brasil dentro dos moldes que estamos acostumados a ver por aqui, primeiro eu assisto a palestra e no outro dia de manhã comento por aqui. Para quem ainda não se situou, estou falando de Aly Baddauhy Jr. e seu curso “O que é vender no mundo de hoje”, que acontece entre os dias 14 a 17 de julho no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, MT.

A última vez que participei de uma palestra desse cara pensei: “Verei mais vezes, com certeza!” E isso certamente aconteceu com aproximadamente 60% dos mais de 4 mil presentes ontem a noite. Sendo assim, vamos as vias de fato.

Como já o descrevi, Aly é um sujeito extremamente pertinente no que diz, ele é cômico, persuasivo, antenado e com um estereótipo a beira da extinção, enfim um show-man típico. Se você ainda não ouviu o que esse cara tem a dizer, não perca a próxima oportunidade, e eu garanto, vale a pena, de um jeito ou de outro.

O primeiro dos quatro dias de curso começou com a indispensável baboseira de sempre, tratando pontualidade e planejamento com a devida prioridade que um bom curso deve abordar logo de cara. E enquanto esquivava de algumas nucas cujos proprietários aleijavam um cadeira vazia, vi que Aly estava em sua plena forma, prometendo uma noite bem ao seu estilo.

O primeiro ponto a se destacar foi o mesmo com o qual comecei este post: Todos somos vendedores! Independente se você é um advogado, estudante ou operador de betoneira. Não importa, você tem algo a vender, pode ser desde uma idéia até você mesmo. Em nossos casos, publicitários, vendemos o que acreditamos que vai vender (meio paradoxal isso). E aí automaticamente caímos numa palavrinha bem bacana chamada Comunicação. Comunicação é venda, e quem melhor se comunica mais vende - isso é fato.

Um ponto interessante que Aly ressaltou e que eu já até comentei por aqui é que a maior parte da nossa comunicação não é feita através das palavras, e sim do nosso corpo, da nossa fisiologia. O vocabulário também é importante, mas tem uma fatia que não chega aos 10% do total.

Assim como falou na palestra “2008 começa agora”, ele citou o triângulo do equilíbrio. Trabalho, família e espiritualidade, nessa ordem. Esse foi um dos pequenos momentos que eu não concordei plenamente, mas entendi as razões dele falar aquilo para aquelas pessoas. Em resumo, dedique o tempo adequado para as três partes do triângulo, é uma fórmula.

Na sequência Aly citou quais são as primeiras percepções de quem compra. Em primeiro lugar, ele deve “comprar” o vendedor, se o vendedor passar a boa impressão necessária, ele olha para a qualidade do que vai comprar. Em terceiro lugar ele vê a empresa ou marca que vende. E por fim o preço. Nesse sistema a pior coisa que pode acontecer é o vendedor que implora para o cliente comprar, aquele que está precisando desesperadamente cumprir a meta, o que é muito óbvio, deve-se evitar ao máximo. Em outras palavras, vendedor quebrado é uma desgraça!

Nós cansamos de ver dezenas de milhões de reais investidos em campanhas publicitárias para mostrar as pessoas onde elas terão mais tempo para aproveitar a vida. O que não falta por aí são slogans rechonchudos dizendo para você ter mais tempo para a família usando o Banco X ou o Plano de Saúde Y. Se tempo é dinheiro, então consequentemente o tempo é a moeda da vida. Ou seja, é ele quem determina a sua qualidade de vida. Por quê esse raciocínio é importante para o curso? Para dar ao vendedor uma boa bagagem de argumentos. O números, quando bem colocados são uma ótima forma de persuadir, e claro, também é perfeito para dissuadir quando não são corretamente bem empregados.

Controle financeiro é importante, motivação e bons hábitos também são itens que devem acompanhar alguém que venda alguma coisa. Para vender, você deve estar bem consigo mesmo, deve estar focado apenas naquele objetivo. Nem preciso reproduzir que a leitura é o primeiro bom hábito. Mas daí vou além do que o Sr. Baddauhy disse e coloco meu ponto de vista a respeito. Não leia por obrigação, leia por prazer, ache algo que lhe interesse e saia lendo, o hábito vem logo atrás, e quando menos perceber, estará lendo com a mesma automação com a qual levanta pela manhã e vai ao banheiro escovar os dentes. Só não se esqueça, nada acontece do dia para a noite, por isso tenha em mente que a leitura muda nossa maneira de pensar a longo prazo.

Uma boa forma de formar idéias é entender que não existe falta de tempo, o que existe é falta de prioridade com o o tempo. Igualmente podemos dizer que não existe falta de dinheiro, o que existe é falta de prioridade com o dinheiro. O preconceito nos faz achar que isso não vai funcionar, mas depois de algum raciocínio, fica tudo mais simples.

A mudança de paradigma também é um bom começo. Um exemplo é a mudança que se teve nos últimos anos com o termos emprego e trabalho. Você já viu algum político prometer trabalho pra todo mundo? Claro que não, ele promete emprego pra todo mundo. No emprego, busca-se a segurança do empregador. No trabalho, o trabalhador faz a própria segurança. Deixando isso mais bonito, podemos dizer que o emprego atrofia as pessoas, já o trabalho as desafia.

O Aly tem uma particularidade que eu gosto muito, ele sempre diz: ANOTE... e solta uma frase de efeito que gera uma gargalhada coletiva seguida por um segundo de reflexão que aquilo é mais real do que engraçado. Uma dessas frases ditas foi: O cérebro é burro! Ou seja, o cérebro - a máquina mais perfeita do planeta - não consegue diferenciar a realidade da fantasia. Por isso, a visualização é muito importante. Por que as pessoas choram ao ver filmes dramáticos? Porque o cérebro delas entende que aquilo é real, e envia sentimentos reais às pessoas. O papel do bom vendedor é criar essas fantasias, fazer com que o comprador se veja usando o produto – depois ele arruma um jeito de pagar. Anote: “Imagine" é uma palavra mágica em vendas.

Minhas considerações nesse ótimo primeiro dia foram essas. E como o curso foi dividido em três partes: Comportamento, Dinheiro e Técnicas. Vejo como uma bela fórmula para mudar os hábitos e criar o exercício nas pessoas de começarem a acumular conhecimentos de quem fez e aconteceu. Vamos ver o que vem pela frente.

domingo, 13 de julho de 2008

Propagandas que embalaram minha infância: 560 quilômetros

Links para esta postagem
Lembro-me como se fosse ontem, um "comercialzinho" até então chato com aquela musiquinha enjoativa: "560 quilômetros, 560 quilômetros, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, 550 quilômetros..." E foi com essa musiquinha maçante e igualmente pegajosa que não percebia que tal filme me acompanharia por muitos anos.

O comercial clássico da Varig é de 1995 e fazia uma crítica aos vôos com escalas. Voar era muito diferente naquela época, e o "produto" que as companhias aéreas ofereciam também não se parece em nada com as linhas aéreas "inteligentes" que o mercado do século 21 modelou.

A primeira vez que viajei de avião foi a bordo de um Boeing 737-300 da Empresa de Viação Aérea Rio-Grandense, e fiquei abismado com tamanha preocupação da marca em bem servir. Por esse motivo, registro um carinho especial por essa empresa.




O excelente blog Pensar Enlouquece, Pense Nisso (um dos meus favoritos diga-se de passagem), já publicou um artigo sobre a Varig e algumas das campanhas mais memoráveis ao longo dos anos. Vale a pena passear por lá e ler um pouco a respeito de alguns jingles que marcaram época.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Sony Play Station Portátil

Links para esta postagem
As propagandas do Play Station sempre impressionam de alguma forma. Nesse caso, mais uma vez posso dizer que a peça é de encher os olhos. Só tenho uma pequenininha observação: Não ficou estranho associar o "público" do produto a um sujeito digamos... fora-da-lei? Sei lá!
.
A agência que assina é a TBWA\ESPANA.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Jesus! Quanta falta de criatividade! | 49

Links para esta postagem
Peço perdão a todos, mas ontem o blog ficou fora do ar durante todo o dia (culpa do estagiário estabanado que cuida do mesmo, rsss.)

Quanto ao post de hoje, bem, trata-se de mais um da série Nada se cria, fruto talvez de muita oração de criativos em busca de inspiração na hora de bolar alguma coisa. Um caso parecido já aconteceu com a Estátua de Davi, reveja aqui.

A questão é que Jesus Cristo jamais foi tão convocado para protagonizar anúncios publicitários como agora - e quando isso acontece a gente não perdoa: cai na nossa seção de clones, ou se preferir, pode chamar de chupada mesmo.

Vamos aos fatos:







>>Clique nas imagens para ampliá-las.

domingo, 6 de julho de 2008

Banco de alimentos

Links para esta postagem
Já fazia algum tempo que queria postar esse anúncio, ele não tem nada de mais (fora a criatividade e excelente direção de arte), mas me chamou a atenção e não poderia deixá-lo fora da nossa galeria.
.
>>Em breve publicarei um novo artigo sobre mais uma palestra (prefiro chamar de show) de Aly Baddauhy Jr., que prestigiarei entre os dias 14 e 17 de julho - confira o artigo anterior aqui.
.
Quem mora em Cuiabá e Várzea Grande e interessa-se em buscar ferramentas para fazer sucesso na carreira, faça o favor a si mesmo de não perder.
.
.
.
.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Era uma vez um anúncio

Links para esta postagem
O blog é sobre propaganda, mas o futebol também é uma paixão, e quando podemos juntar as duas coisas, melhor ainda.

Essa peça aí do lado seria mais um belo anúncio da Unimed para homenagear o Fluminese em caso de título da Libertadores. O problema é que esqueceram de avisar o goleiro Cevallos e a idéia teve que ir pra gaveta.

Como são-paulino fanático e ainda remoendo a eliminação para o Flu aos 47 do segundo tempo, só tenho a dizer uma coisa: que pena!