quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Abre aspas - Última Parada 174

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Quando eu já concluía que o nosso cinema tinha esgotado o tema violência urbana com os polêmicos Carandiru, Cidade de Deus, Tropa de Elite e Ônibus 174, eis que surge Última Parada 174, do consagrado diretor Bruno Barreto. De fato, me enganei, este tema ainda vende, friamente falando, é claro.

Convido os leitores desse blog a assistir mais essa incrível obra baseada em tristes fatos reais. Não para julgar se o filme é bom ou ruim, se o diretor é lobista ou não. Assista para tomar conhecimento, enriquecer sua opinião sobre questões sociais e entender porque a segurança pública não funciona no Brasil. Ou então assista pelo simples fato de não acreditar na idéia de de que a ignorância é uma bênção.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mineirinho Zero, não deixe de experimentar.

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Tenho quase certeza que vi esse tal de refrigerante Mineirinho sendo degustado no Pontapé Inicial, da ESPN Brasil. Quanto aos comerciais da marca, de fato, nunca tinha percebido.
Posto essas três peças pela sua originalidade (até então não lembro de nenhum outro anúncio parecido), e mesmo não admirando muito a finalização do trabalho, curti o conceito e as assinaturas interagindo com os cenários. A autoria é da agência PS10, do Rio.

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nada se cria | 61

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Os dois anúncios têm conceitos tão parecidos que não resta quase nada a acrescentar, só "admirar" tanta coincidência. Vale lembrar que essa não é a primeira vez que anúncios de câmeras digitais aparecem aqui no "Nada se cria".
Sugerido pelo Neto, da FCS.
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Olympus

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Canon

ATUALIZADO:

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ManFrotto Tripods

domingo, 26 de outubro de 2008

Doe órgãos

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Esse filme da Santa Casa de São Paulo criado pela Y&R não é tão novidade assim - certamente muitos aqui já o viram em outros blogs - mas o que eu tenho a acrescentar sobre essa bela idéia foi o efeito que o comercial conseguiu gerar após sua veiculação. Em apenas três meses, a instituição aumentou em 30% a captação de órgãos - tendo batido recorde de doações - chegando a 60 doadores nos primeiros 7 meses de 2008, contra 62 doadores em todo o ano anterior.

A razão de todo esse sucesso? Certamente são vários detalhes, mas aponto um deles que imagino ter grande relevância. É sabido que campanhas de doação de órgãos podem ser ser feitas usando incontáveis apelos. Não é atoa que esse tema está sempre presente em concursos universitários, etc. Esse anúncio tem um conceito fortíssimo e conseguiu destacar-se nesse mar de idéias, ainda que a estratégia de usar animais em anúncios seja sempre positiva.

Fonte: UPDATEorDIE

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Fábio Fernandes vs. Nizan Guanaes

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Como você já deve ter conhecimento, o meio publicitário viveu recentemente uma nova polêmica em virtude de um embate entre os publicitários/empresários Fábio Fernandes, da F/Nazca e Nizan Guanaes, do Grupo ABC. O ocorrido foi durante um painel no último Maximídia.

Um vídeo editado dos "melhores momentos" desse duelo de egos corre entre as agências - e para temperar ainda mais a disputa, há uma declaração por escrito do próprio Fábio que eu faço questão de reproduzir integralmente na sequência. Mas antes disso, quero ressaltar que o vídeo é claramente tendencioso, colocando o Nizan como um desnorteado - coisa que na minha opinião, ele de fato não é. Se é que me expressei bem.

Quando assisti uma palestra dele na Semana Internacional de Criação Publicitária em São Paulo, tirei algumas conclusões dessa figura emblemática em nosso meio. Lembro-me também quando visitei uma grande agência na capital paulista e percebi que – em algumas conversas - o publicitário baiano não é uma das figuras mais queridas nos bastidores dessa competitiva tribo. De qualquer maneira, ele é Nizan Guanaes e desperta sensações ímpares pela sua personalidade extremamente agressiva. Só estou dizendo isso porque vejo algumas pessoas tirando conclusões precipitadas baseadas apenas nesse episódio isolado.

Vejo Nizan Guanaes como um cara que faz história na publicidade brasileira, seja nas frases feitas que ele insiste em propagar, seja no que sai na televisão, seja no seu jeito insuportável de expor sua verdade. Mas por deus! Quem não é um pouco Nizan Guanaes enquanto defende seu ponto de vista? Outro ponto, ninguém que tem as contas da Vivo, Itaú, Nivea, Gradiente, Brahma, e Guaraná Antarctica pode ser considerado um total desnorteado. De perfeito, só um perfeito idiota.

Também não vou defender um cara que diz que devemos fazer o feijão com arroz num momento de crise, seria totalmente contra minha “religião” - daí fico do lado do Fábio.

Meus amigos, o que quero dizer é que não somos/devemos ser programados para não pensar. Sugiro fazer o que manda o filme do canal Futura: Você pode pensar muitas coisas, a única coisa que você não pode fazer é não pensar.

Sendo assim, segue a carta do Fábio Fernandes na íntegra. Leia com cuidado e exercite sua opinião disparando seu ponto de vista sobre o assunto numa roda de colegas da área. Mas antes disso, pesquise com mais afinco quem de fato são os protagonistas desses acometimentos.

>>

"Achei que devia escrever a vocês para falar sobre o Maximidia e o debate/embate que eu travei com o Nizan. Acho que não é novidade para os mais próximos e os nem tão próximos que tenho diferenças profundas, quase religiosas, na visão sobre o que é e o que deve ser o negócio, o objetivo do trabalho, a missão, os processos, a forma e o conteúdo do produto final de uma agencia de propaganda, em relação ao dito personagem - pra mim, uma caricatura de ser-humano, dublê de político populista e novo-rico deslumbrado, comediante de frases de efeito repetidas à exaustão, arremedo de empresário anti-ético e criativo anti-estético.

Nunca escondi - nem dele - que o acho vil, pernicioso à nossa indústria, predador, oportunista, aproveitador, manipulador. Nunca deixei de observar e comentar que todo o tempo em que ele esteve criador, foi um tempo que ele utilizou apenas para forjar um personagem que, com tino e capacidade de observação, o levaria a ter seu próprio negócio, onde ele reproduziria não aquilo que ele almejou como empregado mas, ao contrário, os piores modelos, os piores ambientes internos, piores lugares comuns, entre todas as agencias em que ele trabalhou. Desde que isso, convenientemente, implicasse em fazê-lo mais forte, mais rico, mais poderoso.

Nizan é um caso típico de uma pessoa que quanto mais tem mais quer. E que quanto mais quer menos mede esforços e as consequências nefastas dos atos que ele pratica para ter mais. Ele é o exemplo pronto e acabado da insustentabilidade. Se fosse presidente dos EUA não seria em nada diferente de Bush - só o discurso seria mais engraçado. Mas invadiria o Iraque, deportaria estrangeiros, perseguiria minorias, poluiria a atmosfera, cagaria para o mundo. O que interessa para ele é ele. E por ele, acha ele, que pode, ele, tudo.

Mas a minha questão mais vital em relação a ele, é o fato de que - queira eu ou não - ele se transformou em uma celebridade da propaganda brasileira. Os incautos, os bobos da corte, os novatos, os leigos, os incultos, clientes inclusive, publicitários inclusive, imprensa, principalmente, inclusive, o acham o máximo. E eu, que convivo muito bem com as minhas invejas, meus desencantos, meus fracassos, não teria nada a objetar se ele o fosse de fato.

Portanto não é este, em nenhuma hipótese, o meu problema com ele. O meu imenso, colossal, infinito problema com ele é que, amparado por essa "populariadade", "unanimidade", "superioridade" ele diz o que quer, do jeito e na hora que quer, destruindo o que quer, com voz e pompas de "representante da categoria".

Agencias que produzem trash for cash (ou, lixo por dinheiro, em bom português) existiram e existirão sempre. Na realidade, em boa parte elas até nos ajudam a sermos melhor percebidos como inovadores, originais, cuidadosos, diferentes. O Brasil, entretanto, é o único país do mundo onde a publicidade tem no discurso do seu maior expoente que "o que é bom é feito para ser copiado", "propaganda criativa é bobagem", "eficiência é o contrário de originalidade", ou as pérolas que ouvimos no próprio Maximídia "momento de crise não momento de inovar". Ou seja: na falta de capacidade ou de vontade de fazer boa propaganda, propaganda de qualidade (o que, obviamente, na nossa opinião passa obrigatoriamente por inovação, criatividade, excelência na execução e excitação do pessoal interno de uma agencia de propaganda) o que ele faz - oficialmente - é nos colocar na posição de meninos traquinas, revoltadinhos de plantão, criativos irresponsáveis que querem brincar com o dinheiro dos clientes, enquanto ele finge que é Jack Welch, Warren Buffet ou Armínio Fraga.

Nizan não sabe mais quem ele é. Ele é publicitário mas quer fingir que é analista econômico. Foi criativo mas gostaria mesmo era de ser dono da Ambev. Tem um business microscópico mas arrota ares de colega de turma de um Jorge Gerdau. Mas eu sei quem é Nizan. É um demagogo.

Ele sabe bem que o discurso do tradicionalismo, do conservadorismo, da mediocridade, da pasteurização, agrada em cheio a uma imensa gama de bundões de plantão que preferem demitir do que investir. Preferem temer do que empreender, preferem dividir os prejuízos, já que nos lucros ele posa com a esposa em sandálias de 3.200 reais em seu apartamento em Paris. Preferem disseminar o caos, porque a alegria dos bons momentos ele rega com champagne em festas particulares com celebridades estéreis e etéreas de ultima hora.

Na publicidade, que afinal é o meu negócio, embora sempre que eu fale nisso ele ache que o assunto está infantil demais (lembrem-se, ele é um business man) ele sabe também que há bundões prontos a gastar mais para contratar uma meia dúzia de artistas famosos, cantando um jingle com uma logomarca formada por funcionários da empresa, do que se "arriscarem" a criar um posicionamento de verdade, uma linguagem proprietária, um estilo único e próprio.

Na visão desse chupa-sangue de plantão, ele está certo. Tanto que acerta duas vezes com uma mesma tacada: acalenta os desejos mais primitivos de um ou outro cliente cagão e ainda fatura muito mais em cima do trouxa que tem que enfiar todo o dinheiro do mundo para ser ouvido/visto/lembrado com uma bobajada cheia de clichês e formulinhas baratas, que definitivamente não sobreviveriam a um plano de mídia comprado com poucos recursos. De quebra, ele ainda usa todo o seu arsenal de repetidores e baba-ovos da imprensa e arredores para confirmar que um monte de estrume na verdade é um pote de ouro. E o bobo alegre que aprovou e pagou pela campanha, acha que fez a coisa certa de novo.

Reis nus. Que se sentem vestidos com o melhor da tecnologia e design da indústria textil. E eu, daqui do alto da minha inocência, só vejo que eles têm pênis pequenos.

Não é à toa que ele está tão preocupado com a crise de liquidez que todos vamos enfrentar nos próximos tempos. Ele sabe que o dinheiro, quanto mais valioso e raro fica, melhor tem que ser aplicado. E, com menos dinheiro, é a inteligência o que a propaganda vai voltar a exigir. Quanto mais economizarmos, compensados por uma mensagem forte e memorável, mais eficientes seremos para os nossos clientes. Ninguém lembra de um amigo medíocre que fala pouco, alguns até se recordam de um amigo chato que fala muito, mas todos sentem saudades do amigo genial que falava coisas legais. Ou seja: o modelo de negócio dele desmoronou. A festa acabou para quem não passava de vendedor de um montão de espaço na mídia e começou para quem tem o Que e o Como dizer nesse espaço, que será inevitavelmente menor. E isso ele não sabe fazer.

Isso foi o que suscitou o nosso duelo na última quinta feira. Ao contrário do que ele ainda tentou fazer alguns crerem, eu não estava discutindo sobre o ofício da criação ou sobre "leões em Cannes". Ao contrário do que ele fingiu que estava acontecendo, a nossa discussão não era sobre a criatividadezinha e os sonhos dos seus pequenos criadores.

Nós discutíamos sim era sobre uma questão que, apesar de tudo, ele mesmo ainda tem senso crítico suficiente para entender, mesmo que intimamente isso seja altamente doloroso, já que foi o que um dia ele mesmo já tanto defendera. Nós estávamos discutindo caráter. Porque, ao contrário dos que não oferecem o melhor para os seus clientes por falta de recursos, talento, ferramental, essa mediocrização a que ele está submetendo as agencias controladas por ele é um esforço premeditado para esvaziar toda e qualquer possibilidade de que o discurso dos que fazem melhor, com mais interesse, mais cuidado, mais compromisso e mais responsabilidade se reestabeleça.

O trabalho que as agencias do Nizan faz, a maneira como ele trata seus funcionários, as propostas comerciais indecorosas que elas oferecem aos seus clientes, não seriam um problema tão grande se não fosse o fato, como eu já disse, de que o discurso que o embasa é avassaladoramente mais potente que o que nós e outros poucos como nós, conseguimos rebater daqui. Quando alguém vende a alma ao demônio isso deixa de ser um problema exclusivamente dele quando esse alguém vai à Caras, à Exame e à Veja para convencer a todos de que vender a alma é o certo. E o que aconteceu de bom no final de tudo isso? Na minha opinião, várias coisas.

A primeira é que muitos agora viram que o que ele diz não é uma verdade. É uma opinião viciada, interesseira e oportunista. E não é a opinião do resto do mercado.

Segundo, é que outros que pensam como nós entenderam que ele pode e deve ser confrontado.

Terceiro, é que se definiram claramente os discursos e as práticas no dia a dia. Agora, já pode-se começar a entender que mediocridade e mesmice são apenas uma opção e, tanto são uma opção, que têm um lugar (ou um grupo) certo onde podem ser solicitadas. Mas existem sim outras opções e nós estamos na ponta entre as agencias de propaganda latu-sensu que oferecem essa opção.

Quarto, é que sempre é bom ver os que se fazem de bonzinhos e corretos finalmente mostrando as suas garras e suas verdadeiras motivações.

Naquele mesmo dia à tarde o Nizan me telefonou aqui na agencia. Como eu não o atendi, deixou, literalmente, o seguinte recado com a Sueli: "Diga ao Fábio que ele é viado, frouxo, que ele me bate em público mas se ele for homem que telefone para mim!" Disse também, mais tarde, em um jantar com pessoas que me conhecem que "Eu só não bati em Fábio Fernandes porque ele estava maquiado - e eu não bato em homem maquiado".

Para os que não entenderam o enigma (como eu, que fui perguntar a uma pessoa que o conhece) ele acha que eu... passo lápis nos olhos. Sim, acreditem. Alguém, inclusive, já o ouviu relatando que alguém lhe contou que uma certa vez, sob a chuva, o lápis dos meus olhos borrou e eu corri para colocar os óculos escuros.... :-)))))
Inacreditável, mas é a mais pura verdade. Foi a esse ponto que esse sujeito chegou.

Por isso mesmo eu resolvi escrever a todos vocês sobre isso. Porque o que eu tenho a dizer sobre ele é bem pior do que seria se ele apenas usasse lápis para ressaltar os seus lindos olhos. O que eu tenho a dizer sobre ele é claro, verdadeiro, profundo e cabal. Fico feliz de não me maquiar, mas não teria problema nenhum em admití-lo se, ainda que absurdo, isso fosse verdade. O duro para ele deve ser ouvir o que eu penso - e que a cada dia mais gente vem me dizer que foi bom eu dizê-lo porque é o que quase todo mundo pensa - e, mesmo sendo a mais aguda verdade, não poder admití-lo. Porque é revelador, comprometedor e devastador.

O rei está nu. E eu sei que ele não é de nada.

Fabio Fernandes
F/NAZCA SAATCHI & SAATCHI "

As aventuras de Mário, o publicitário

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Nada se cria | 60

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Não tenho muito o que comentar sobre essas duas peças, apenas que no fundo (com o perdão do trocadilho), as duas marcas tentaram falar a mesma coisa. É aquele pertinente raciocínio de sempre: Hoje, nada é 100% original nem 100% copiado. É a vida.

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Iveco
Agência: Lowe Borghierh
País: Brasil


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Volkswagen
Agência: DDB
País: Itália

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Becel. Vá de escada para proteger o coração.

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Navegando no blog varal encontrei essa mídia de elevador que me chamou a atenção - e olha que ja dediquei um post inteiro para falar sobre publicidades que utilizaram desse popular meio de transporte (reveja aqui).

Na minha opinião - assim como em outras que li por ai - a marca de margarina Becel acertou em cheio ao sugerir que as pessoas troquem o elevador por escadas sempre que puderem. Quem assina é a Lowe, de Istambul.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ZAP. Para quem adora.

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Achei um barato esses anúncios de revista do ZAP. Para quem adora casas, o carro tanto importa, e para quem adora carros a casa muito menos. Quem é formado em marketing como eu sabe que isso tem uma explicação muito bem definida. Mas gostei como o portal da internet usou para mostrar que oferece opções de A a Z a quem busca informações sobre automóveis ou imóveis. A agência autora das peças é a sempre talentosa AlmapBBDO.

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Para quem adora carros.

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Para quem adora casas.

Quem quiser conferir o filme da campanha clique aqui.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Sherwin-Williams: Cover the earth

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A marca de tintas Sherwin-Williams atua no Brasil há mais de 60 anos, e convenhamos, seis décadas é muito tempo para aprender algumas coisas sobre a alma da marca. Refiro-me ao logotipo da empresa. Será que alguém poderia me explicar o que é isso?

Toda o censo comum criado nos últimos anos em volta da responsabilidade das empresas para com o meio ambiente parece não ter sido levada em consideração pelos autores dessa “pérola”.

Certa vez discuti com um colega de profissão sobre as tendências que muitos seguem na criação de um logotipo. Assim como houve a fase das elipses, houve a era de inserir a figura do planeta em tudo o que é marca.

De forma até exagerada (não entenda mal), vivemos a era do verde. Não importa muito o que a marca representa, mas ela deve contribuir com a saúde do planeta. Isso vende, isso é bom para o cliente, isso é bom para a sociedade (desculpem o clichê).

Na minha visão, um logo como esse vai contra qualquer tese sobre construções de marcas. Eu tive a curiosidade de buscar a defesa do logotipo e cheguei a um estarrecedor argumento que faço questão de transcrever aqui: “...o logotipo tem finalidade de representar a vontade da empresa em ajudar a embelezar e proteger os edifícios do mundo...”.

Como já publiquei aqui há algum tempo: Designers? Pra quê?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Encontro de motivação, comportamento e atitude

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Tenho convicção em afirmar que as 1.500 pessoas que prestigiaram ontem a noite no Cenarium Rural em Cuiabá o encontro sobre motivação, comportamento e atitude certamente não se arrependeram – e olha que a seleção brasileira jogava no mesmo horário pelas eliminatórias da Copa. Mas antes de transcrever minha opinião sobre esse espetáculo de evento, gostaria de agradecer à Aquatro Projetos e Planejamento pelo convite.

Basicamente, o encontro foi dividido em duas palestras, a primeira com Rodrigo Cardoso e logo após Rogério Caldas. Difícil apenas dizer qual foi a melhor, mas isso realmente não importa muito. O recado que eu quero deixar a quem lê esse post é que não deixe de participar quando um desses caras estiverem em sua cidade. E se você me perguntar se isso tem alguma coisa a ver com propaganda e marketing, eu antecipo respondo: TEM ABSOLUTAMENTE TUDO A VER !

Já falei sobre quebra de paradigmas por aqui, e eu percebo que palestras motivacionais têm um certo preconceito. Esqueça isso! Você não precisa estar desmotivado para presenciar um evento como esse. Tem milhares de outras coisas que um bom publicitário pode e deve perceber em um ambiente onde as pessoas buscam alguma inspiração.

Parte I – Rodrigo Cardoso

Um showman. Não tem como descrever de melhor forma esse engenheiro que de engenheiro não tem nada. Ele começou com um domínio do público que pouquíssimas vezes eu vi. Exemplificou muito bem algumas regras clássicas sobre motivação, mas que é sempre bom ouvir de vez em quando e soltou a informação que eu fiz questão de anotar. Atitude deve vir antes do conhecimento. As empresas não demitem pessoas sem conhecimento, elas demitem quem não tem atitude. Claro que conhecimento é extremamente importante também.

Em muitas citações do Rodrigo foi impossível não lembrar das palestras do Aly Baddauhy, (que já comentei aqui). Notei que eles usaram apelos muito parecidos para falar sobre marketing pessoal, hábitos e perfis.

Outro ponto que me chamou a atenção e que eu já considero há um bom tempo foi quando ele lembrou que devemos ser extraordinários em absolutamente tudo o que fazemos. Os Estados Unidos são a única superpotência mundial porque todos querem ser os melhores do mundo no que fazem. Faz parte da cultura deles. Lá, um porteiro quer ser o melhor porteiro do mundo. O bancário, o eletricista, o médico, etc. Esse é o espírito do jogo.

Segundo Cardoso, existem quatro tipos de personalidades: os energéticos, populares, perfeccionistas e serenos. É essencial a um líder saber identificar isso na equipe e extrair deles as habilidades inerentes ao seu perfil. E finalmente falou-se em metas, o porquê tê-las e como as pessoas entendem errado as razões que as levam a traçá-las. Foi empolgante em todos os momentos.

Parte II – Rogério Caldas

O que dizer de um cara que já ministrou quase 2 mil palestras e falou para aproximadamente 1 milhão de pessoas em todo o Brasil? Existe uma palavrinha que resume o nordestino Rogério Caldas: Show.

Quando terminou a palestra do Rodrigo pensei que seria dificílimo para o segundo cara da noite manter o ritmo. Quanto engano! Caldas soltou um raciocínio mais pertinente que o outro, sucessivamente. Dosou o humor com maestria e deu também uma aula aos aspirantes a palestrantes (meu caso).

Tenho um bom termômetro para medir a satisfação dos eventos que participo, é a frequência que olho para o relógio. Se inconscientemente verifico as horas com 20 minutos de palestra é porque a coisa tá feia. No caso de ontem, poderia tranquilamente ter deixado o relógio em casa. Quando o Rogério disse as últimas palavras pra lá das 11 horas da noite, tive aquela mesma sensação de ver o Jô Soares terminando uma entrevista e a platéia se manifestando com um sonoro ohhhhh.... (sou péssimo em onomatopéias).

Estamos vivendo a maior batalha de todos os tempos, a era do atendimento show. Você sabe quando o Brasil foi descoberto? Não, não foi em 1500, foi em 1990 com a tal Globalização. Nem preciso dizer a quantidade de marcas que tínhamos atuando no Brasil no começo dos anos 90 e hoje, nem a exigência das pessoas. Ainda por cima a China vem aí. Pergunta: Tem espaço para pessoas infelizes no trabalho?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

SulAmérica Saúde. Não rasgue dinheiro.

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Ok, ok. A idéia não é das mais originais do mundo - já vi vários anúncios que interagem com a mudança de página da revista - mas achei que esse inusitado anúncio passa muito bem a idéia da SulAmérica Saúde. Quem assina é a MPM.

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Texto: "Só o SulAmérica Saúde evita que você faça isso com os recursos da sua empresa".

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

(Quase) nada se cria | 59

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Você já assistiu ao filme "Mais estranho que a ficção"?
Você se lembra dos primeiros três minutos do filme?
Você já assistiu ao novo comercial da UNIC criado pela FCS?

Se sua resposta foi um triplo "sim", você está contextualizado com o que vou dizer. Caso não, assista aos filmes no fim do post antes de continuar lendo.

Não vou de forma alguma cometer o pecado de insinuar que o comercial em questão é mais um daqueles que fazem jus ao título dessa categoria. Primeiro porque não é uma cópia de outro comercial. Segundo porque a idéia tem mais sentido na propagada do que no filme (na minha singela opinião). E terceiro, porque quem assina é nada mais nada menos do que a FCS - e por deus ! - Quem conhece a FCS sabe que os caras são um poço de criatividade.

Sendo assim, pela primeira vez na história desse blog posso dizer que isso NÃO é uma chupada. É sim um belo exemplo do porquê profissionais de comunicação não devem ficar ligados apenas ao universo da propaganda. Estou me referindo ao importante talento de captar idéias no cinema, nas artes, na música e de uma forma oportuna, aplicar na publicidade.

Dessa forma, o que esse blogueiro que vos escreve tem a dizer é: Parabéns FCS ! Como bom cuiabano que me tornei, tenho orgulho dessa baita agência ser daqui.


Abertura do filme "Mais estranho que a ficção"



Novo comercial do Vestibular UNIC

domingo, 12 de outubro de 2008

Nada se cria | 58

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Alguém já parou pra pensar que meiões amarelos e brancos se parecem com copos cheios de cerveja? Pelo visto, usar essa similaridade em anúncios publicitários não é novidade nenhuma. O mais curioso nesses casos que cito aqui no Nada se cria, é que de vez em quando surgem anúncios muito parecidos pertencendo ao mesmo segmento - incrível ! Sempre digo que é inevitável não imaginar se trata-se de coincidências ou plágios.

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Pivovarna Union

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Bavária

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Bochkarev (Бочкарев) Beer

As vítimas da crise financeira

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Vi por aí - e também recebi por e-mail - essa brincadeira satirizando como ficariam algumas marcas famosas após a crise financeira que assombra o mundo. Depois que eu parei de rir resolvi juntar todas e publicar aqui.
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Fonte: Tô Sorto

sábado, 11 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Universal Channel. Os números não mentem.

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Os anúncios do Universal Channel não têm nada de extraordinário, só achei realmente curiosa e bem humorada a forma como foram abordados. Dizer que os números não mentem é quase um ditado popular, uma espécie de verdade absoluta. Unir isso a ilustrações e não em uma foto bem produzida também cooperou para tornar a idéia original.
A agência que assina as peças de jornal é a carioca Script.

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nada se cria | 57

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Mais uma vez cito campanhas de cerveja por aqui, e dessa vez, o que intrigou publicitários (ou não) país a fora foi a campanha dos 120 anos da Brahma. É quase impossível não assistir ao filme sem se lembrar do famoso comercial da cerveja australiana Carlton Draught.

Eu até me arrisco a afirmar que em algum momento do processo criativo, um dos caras da África tenha citado o já clássico filme "The big, big ad". Caso contrário, seria como fazer um filme sobre vampiros na Transilvânia sem jamais ter ouvido falar em Drácula. Pelo menos eu acho.

Vale ainda lembrar o que eu sempre digo quando algo ganha proporções polêmicas dentro do mundo da comunicação. Tudo pode ser proposital quando o assunto é gerar mais buzz com um mínimo de esforço. Essa regra está cada vez mais presente em campanhas que tenham um mínimo de pertinência. Para alguns, é a lei da selva, para outros, a arma do negócio.


Brahma - Declaração
Agência: África

País: Brasil


Carlton - The big, big ad
Agência: George Patterson Partners
País: Austrália

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Propagandas que embalaram minha infância: All Day

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As propagandas de margarina têm lá seu charme especial. Foi criado um universo digamos, onirista em volta delas que fez quase todo casal sonhar em ter uma família igual as que esses esforços de comunicação mitificaram. Não é por acaso que algumas dessas bem produzidas fantasias ganharam relevância ao longo dos anos, e hoje - o auge de meus 26 anos - posso dizer que esse filme da All Day de fato marcou um pouco da minha infância.

Lembro muito bem desse clássico comercial veiculado em 1993 onde o garotinho acorda antes dos pais e prepara o café da manhã cantando "All Happy Day". Imagino que muitos aqui também se recordam das expressões que marcaram a cena como: "Pode vir que ta na mesa". Sem dúvida alguma, estou falando de um comercial que embalou minha infância, e perante esse clima nostálgico só posso dizer uma coisa. Obrigado Y&R.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

22 anos de Roda Viva

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Eu não canso dizer que uma boa característica de anúncio criativo é aquele que pode ser entendido sem as palavras. Essa peça de jornal da TV Cultura para os 22 anos do programa Roda Viva é perfeito.
O título é até necessário, mas como mero apoio ao ícone do programa - que é aquela câmera no teto do estúdio mostrando o entrevistado no centro da roda. Quem assina é a GP7 Comunicação + Inteligência de Mercado.

Vale citar também o slogan "A TV que faz bem". Além de posicionar perfeitamente o canal de televisão, sugeri muito sutilmente que no geral, televisão embruteci as pessoas. Alguém discorda?

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Embratel. Empresário masoquista, resista !

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Fazia um bom tempo que não ria tanto com um comercial na televisão, e esse da Embratel me fez soltar uma daquelas sonoras gargalhadas. Destaco o hino do empresário masoquista - é hilário, combinado aos perfis dos personagens do comercial fica mais sarcástico ainda.

Não sei se já comentei isso por aqui, mas o motivo de um vídeo comercial provocar risos não é por acaso. Quando sorrimos, ativamos um dispositivo no cérebro que aumenta a chance de memorizar o que estamos vendo. Por esse motivo é que não é difícil ver um comercial engraçado e logo em seguida, o recado que realmente deve ser passado - normalmente a marca do anunciante e slogan.


Filme 1


Filme 2


Filme 3