quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Filme com publicitário: Três Vezes Amor

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Último dia do ano, último post de 2009 e para fechar com chave de ouro, nada melhor que um pomposo “Filme com publicitário”, o 19º para ser bem exato. A comédia romântica “Três Vezes Amor” é sugestão da leitora Deborah, que deu a ideia no comentário do filme “Desafio Radical”, publicado aqui em julho. A propósito, que bela sugestão hein senhorita Deborah!

Will Hayes (Ryan Reynolds) é um competente publicitário recém divorciado que vive em Manhattan com a filha Maya (Abigail Breslin), aquela cativante e talentosa garotinha de “A Pequena Miss Sunshine”. O filme começa exatamente com Maya questionando o pai sobre sua vida amorosa. A curiosidade da garota faz o longa inteiro ser um flashback em torno de três grandes amores que Will viveu na juventude, são eles: April (Isla Fisher), uma apolítica por opção; Emily (Elizabeth Banks), uma inocente mulher sem grandes ambições e Summer (Rachel Weisz), uma jornalista com ares mais cosmopolitas.

Will, por sua vez, não se sente intimidado e conta toda a história descrevendo com detalhes cada uma das mulheres. Mas, propositalmente, ele troca os nomes desafiando a filha a descobrir com qual ele acabou se casando. À medida que Maya começa a juntar as peças desse divertido quebra-cabeça, ela ajuda o pai a entender que ainda existe a possibilidade de um final feliz.

Transcorrido no ano de 1991, o filme aborda a propaganda política. Will é um democrata praticante, que trabalha freneticamente na campanha de Bill Clinton para a presidência dos Estados Unidos. Ele ascende rapidamente na profissão e acaba abrindo sua própria empresa de consultoria política. Ainda assim, ele “termina” trabalhando em uma agência de publicidade padrão, onde seu trabalho é convencer as crianças a comerem uma marca de cereal matinal ao invés de outra.

Os personagens muito bem construídos conseguem prender o telespectador em um roteiro mediano – não sei até que ponto isso é fruto do trabalho do diretor Adam Brooks. De qualquer forma, recomendo que assista. É um filme que fala de competitividade, culto à curiosidade, princípios e ideias. E apesar de evidenciar aquela irritante futilidade dos norte-americanos, é um filme rico em pensamentos nos quais vale a pena refletir.

Elenco:
Ryan Reynolds | Will Hayes
Abigail Breslin | Maya Hayes
Isla Fisher | April Hoffman
Rachel Weisz | Summer Hartley
Elizabeth Banks | Emily Jones
Adam Ferrara | Gareth
Derek Luke | Russell McCormack
Kevin Kline | Hampton Roth
Liane Balaban | Kelly
Marc Bonan | Kevin

Título original: Definitely, Maybe
Direção: Adam Brooks
Gênero: Comédia Romântica
Origem: Estados Unidos | Reino Unido | França
Ano: 2008
Duração: 112 minutos
Estúdio: Paramount Pictures
Trailer: clique aqui
Site: clique aqui

:: Nota do blogueiro: 9.4
Por quê? É sem dúvidas, uma daquelas obras que nos transmitem alguma inspiração. O publicitário em questão se apresenta como alguém que consegue perceber as grandes mudanças a sua volta ser se deixar malograr pela expectativa excessiva. A cena onde Will e April fumam cigarros de marcas diferentes explica melhor o que estou tentando dizer.

Este Filme com publicitário foi dica da leitora Deborah.

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Troller e Chevrolet: cada um na sua enchente

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Com as recentes enchentes em São Paulo não demorou para alguma marca tirar proveito da situação – é o já popular anúncio de oportunidade. A bola da vez foi a Troller, que usou as imagens de um motorista que guiava seu jipe Troller em meio as águas para produzir seu “viralzinho”. O hot site Este Troller é seu? foi criado pela marca para identificar e principalmente, homenagear o autor das manobras.



O problema é que a ideia não é tão nova assim. Para quem não se lembra, em novembro de 2007 a agência McCann-Erickson aproveitou uma situação muito parecida com as enchentes de São Paulo para fazer um filme de oportunidade para a pick-up Luv Dmax, da Chevrolet. A cena gravada nos mesmos moldes do vídeo da Troller foi registrada em Bogotá, na Colômbia, numa das piores tempestades ocorridas naquele país.



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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Concorrentes queridos, Feliz 2010!

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Falar do concorrente não é novidade para ninguém, e até concordo que – bem raramente - pode ser uma ótima oportunidade para se praticar a famosa política da boa vizinhança. Imagino que foi mais ou menos isso que a belga Agência 10 quis fazer ao colocar, na página principal do seu site, o logo com link dos seus principais concorrentes. No texto lê-se: “Nestes dias de paz e felicidade nossos pensamentos vão para as outras pessoas. Todas as outras pessoas. Mesmo para os nossos concorrentes! Portanto, sinta-se a vontade para visitar seus sites.”

O problema é que é sempre delicadíssimo citar a concorrência – por mais sincera que seja a intenção. É impossível não pensar que tudo é feito com algum fim comercial, com alguma proposta misteriosa ou coisas do gênero. Na dúvida, adotar um daqueles formosos clichês não faz mal a ninguém – pelo menos nessa época específica do ano.

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:: Clique na imagem para ir ao site da Agência 10.

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Nada se cria | 115

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Este é, provavelmente, o último "Nada se cria" de 2009, e por este motivo selecionei as propagandas abaixo. Num momento onde o mundo, digo algumas pessoas, digo, poucas pessoas, discutem com inteligência o futuro das condições climáticas do planeta, a coincidência abaixo demonstra a que ponto foi preciso chegar para chamar a atenção das pessoas sobre o assunto. A ideia é simples, baseada em um clássico do cinema - o grande Tarzan - que até hoje é considerado o "Rei da Selva", pelo menos, até quando existir a selva.
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WWF
Agência: Uncle Grey
País: Dinamarca
Ano: 2008

Ademe
Produtora: www.odeon-cie.com
País: França
Ano: 2009

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Quem mexeu no meu texto? O dono dele.

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O redator publicitário não é dono do texto que escreve, mas deve saber defendê–lo dos pitacos do cliente, que nem sempre tem razão. Defesa com embasamento tem mais credibilidade.

Por Adriana Baggio

Você imagina que H. G. Wells, autor do clássico "A guerra dos mundos", possa ter tido preocupações mesquinhas como pessoas mexendo em seus escritos? Difícil, mas provável. Foi ele quem disse que “nenhuma paixão no mundo é comparável à paixão por alterar os textos de outra pessoa”. Até parece que ele era publicitário e estava fazendo piada sobre o cliente durante um happy hour com o pessoal da agência.

Esse vício incontrolável por mexer no texto alheio faz parte das características básicas da maior parte dos clientes. Eles não resistem a tirar ou colocar um adjetivo; trocar por um sinônimo pobre a palavra perfeita que você demorou horas procurando; inserir um clichê no texto que você lapidou com todo o cuidado.

Peraí: texto alheio? Mas o texto é do cliente!

Bem, a gente até entende que Wells tenha se sentido ofendido quando algum editor quis mexer em suas histórias. Afinal, a obra de um escritor é autoral, a razão dela se encerra no próprio texto. Diferente de um anúncio publicitário, onde o texto é parte de um todo, e a razão desse todo não está em si mesmo, mas nos objetivos pré–determinados que deve ajudar a alcançar.

Por mais que o seu nome, redator, esteja nos melhores anuários de criação, a grande maioria dos leitores do texto que você escreveu para um anúncio nunca vai saber que o autor daquela brilhante sacada é você. Sua assinatura não vai aparecer. No máximo, a assinatura da agência. Mas o grande “autor” daquele texto é o anunciante. É quase como se o redator fosse um ghost writer. O cliente paga para você escrever o que ele vai dizer ao consumidor.

Essa é a realidade, às vezes meio dura de engolir. Os redatores publicitários têm uma relação umbilical com seus textos. Normalmente, porque são apaixonados pelo que fazem. Algumas vezes, porque o ego se materializa na escrita. Não importa o motivo dessa relação. Qualquer pitaco de cliente na cria dos redatores dói como ataque à integridade de um rebento.

É preciso reconhecer que, algumas vezes, o cliente tem razão. Em outras, porém, os pitacos podem parecer pura implicância ou um desejo irresistível de dar o toquezinho dele no texto. Quando esses palpites não agregam nada e até prejudicam a peça, é preciso tentar contê–los. Essa é uma tarefa do atendimento no momento da apresentação, mas também do redator ao embasar e defender sua criação.

O cliente precisa confiar nos criativos que trabalham para a sua conta. E confiança se conquista com embasamento técnico, quando a gente mostra que sabe o que está fazendo. O perfil do criativo pirado, viajandão, que defende qualquer ideia com expressões como “é uma grande sacada, você não tá vendo?”, está em extinção. É preciso compreender o negócio do cliente, ter noções de marketing e, principalmente, entender tudo da matéria–prima das suas criações: a língua.

Bons redatores sabem que se aprende a escrever lendo. Lendo de tudo, de bula de remédio a tratados filosóficos. É nas leituras que nada têm a ver com publicidade que aparecem as técnicas que utilizamos no texto publicitário. A sacadinha genial que você colocou no anúncio provavelmente tem nome, sobrenome e história de família – na literatura, na poética, na semiótica. Conhecer essa “genealogia” das técnicas de redação publicitária faz toda a diferença na hora de elaborar – e defender – um texto.

A defesa criativa com embasamento é sólida e tem muito mais credibilidade. Prova que você sabe do que está falando, que não se trata apenas de uma piração de criativo. Por exemplo: quando se defende um título explicando que foi usada uma metonímia e que essa figura de retórica é ideal naquele caso, porque mostra da melhor maneira o todo através de uma de suas partes (e um anúncio normalmente não tem espaço para apresentar o todo, só partes), entende–se que o criativo tem o conhecimento e a técnica necessários para realizar seu trabalho.

Mas a gente sabe que, na prática, a teoria é outra. Em alguns casos, mesmo que você tenha o mais sólido dos argumentos, seu texto vai ser impiedosamente detonado. Nesta situação, relaxe e faça como os budistas: exercite o desapego.

Escrito por Adriana Baggio
Redatora da RMG Connect e diretora cultural do CCPR.


:: Dica via Twitter de @santocaetano

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Nada se cria | 114

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Veja esses dois anúncios de produtos praticamente idênticos. A pergunta que fica é a mesma de sempre: cópia ou coincidência? E eu, como sempre, prefiro ficar com a segunda opção. É mais saudável.
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Anúncio à esquerda:
Toyota 4Runner
Agência: Conill
País: Estados Unidos
Ano: 2004

Anúncio à direita:
Land Rover
Agência: Ogilvy & Mather Kuala Lumpur
País: Malásia
Ano: 2007

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Mais polêmico do que criativo | 28

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Peraí, deixa eu ver se entendi direito. "Anúncio de creme antirrugas foi proibido na Grã-Bretanha por imagem ter sido retocada no Photoshop?!" Bem, se a moda pega, posso quase afirmar que é o fim da publicidade no mundo inteiro.

O polêmico anúncio em questão é da Olay - um creme antirrugas para os olhos da Procter & Gamble - usou a ex-modelo Twiggy, de 60 anos, praticamente a Suzana Vieira deles.

Depois que Advertising Standards Authority (ASA) e mais de 700 pessoas alegaram que a manipulação na imagem caracterizava propaganda enganosa, o anúncio foi substituído por uma nova foto sem o tal trabalho de pós-produção. "Consideramos que a combinação de referências a 'um olhar mais jovem', junto com a promessa de 'reduzir a aparência de rugas e olheiras' e o retoque da imagem na área dos olhos de Twigy, daria margem a enganos", afirmou a ASA.

A P&G se defendeu alegando que o anúncio não poderia incentivar as mulheres a ter uma percepção negativa sobre seu corpo. Eu só posso dizer que, depois que vi as fotos de algumas coelhinhas da Playboy "sem Photoshop", garanto que toda essa polêmica é uma grande bobagem.

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Fonte: CCSP

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

As aventuras de Mário, o publicitário

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A Ford Saga paga metade da conta (parte 3)

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E para fechar a série da Ford Saga, com o banguela Rodrigo Fernandes no papel de gerente da concessionária, aí vai o terceiro vídeo da... saga. No geral, achei a ação inteira pertinente e original para os padrões do mercado publicitário de Cuiabá. Vamos torcer para que este belo trabalho da FCS inspire outras agências a continuarem inovando, e que esse tipo de esforço traga os resultados propostos aos anunciantes - que têm uma enorme parcela de participação nesse sucesso, afinal, são eles que assinam o cheque.



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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O hambúrguer mais famoso do mundo

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Eu vi esse impresso da DDB sueca no Blogcitário e instantaneamente me lembrei daquele comercial sem assinatura que a África criou para o Itaú (reveja aqui). Sem dúvidas, estamos falando de um mesmo apelo, ou se preferir, de marcas muito bem construídas que podem se dar ao luxo de não assinar suas propagandas de vez em quando.

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O curioso ranking dos dias da semana

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Peço licença nesta agradável "Terça de manhã" de Dezembro para fazer um post mais irreverente do que o de costume. Eu sei que o tema é totalmente impróprio para um blog de publicidade, mas eu precisava publicar meu mais recente "estudo" em algum lugar. Basicamente, é um ranking dos 21 períodos que atravessamos em uma semana. Em primeiro lugar, claro, a "Sexta a noite". E em último, a sempre horripilante "Segunda de manhã". Veja se concorda com meu raciocínio.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Ford Saga paga metade da conta (parte 2)

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E conforme postado aqui na semana passada, este é o segundo vídeo da saga "A Saga paga meia", estrelado pelo banguela Rodrigo Fernandes. Posso dizer que um segundo "comercial" enriqueceu ainda mais a ideia, o que é bom para todo mundo. Agora a responsabilidade aumentou para o terceiro vídeo dessa inovadora série, vamos ver o que os caras da FCS estão aprontando.



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domingo, 13 de dezembro de 2009

Nada se cria | 113

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Nando’s
Agência: Black River Joanesburgo
País: África do Sul
Ano: 2008


Cirurgia plástica
Agência: NovaTV
País: Bulgária
Ano: 2009

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Ford Saga paga metade da conta

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E a FCS continua com essa mania de me surpreender. Quem tem algum conhecimento de mercado de varejo sabe que o filme abaixo - feito exclusivamente para a Internet - merece toda nossa atenção.

Basicamente, é um comercial para a concessionária Ford Saga, que divulga ao consumidor a super proposta de pagar metade das parcelas do automóvel durante um ano inteiro. Para mostrar como isso é vantajoso para qualquer um, o "gerente" da concessionária foi às ruas de Cuiabá pagar metade da conta das pessoas abordadas. A situação inusitada causou surpresa, já que ninguém imaginou, na fila de uma lotérica, loja ou mesa de restaurante, ganhar 50% do valor da conta.


A ideia é bem simples, inclusive o apelo não é novidade, mas destaco a forma como a ação foi conduzida. O tom de humor na medida certa, interpretado por um blogueiro cuiabano que já é referência no Brasil - o Rodrigo Fernandes, do popular e sempre excelente Jacaré Banguela.

Segundo o blog da FCS, esse é o primeiro vídeo de uma série dividida em três partes. Vamos ver o que vem aí.

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Não deixe que o calor chegue até você

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Bela campanha impressa da agência Grey Dubai para a empresa de manutenção de ar condicionado Six Stars. No texto lê-se: "Não deixe que o calor chegue até você." Não sei bem o motivo, mas a ideia é extremamente apropriada para Cuiabá - a Hell City, como é carinhosamente chamada por alguns.

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Baixe o Ringtone do comercial Happy Kingdom

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Eu sempre achei pertinentes as ações da Coca-Cola, e esse é um dos principais motivos que me faz citá-la por aqui de vez em quando. De certa forma, eu a vejo como uma das primeiras marcas que entenderam a real utilidade da Internet 2.0, suas mídias sociais e o efeito que isso por gerar na manutenção de uma marca tão bem construída ao longo dos anos. Os leitores mais assíduos provavelmente se lembrarão do excelente filme Happy Kingdom, postado aqui em setembro deste ano.

Pois é, embalada pelo sucesso dessa campanha, a Coca-Cola zero resolveu disponibilizar o Ringtone deste comercial. Basta acessar o: www.cocazero.com.br/ringtone e fazer o download para personalizar o toque do seu celular. Parece simples né? Mas as vezes, é esse tipo de simplicidade que premia uma estratégia de comunicação eficiente.

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Filme com publicitário: Bebel, Garota-Propaganda

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Quando iniciei essa categoria de posts, há mais ou menos 232 dias, jamais imaginaria que postaria um filme como “Bebel, Garota-Propaganda”. Porém, antes de passar a sinopse e minha análise do publicitário em questão, um breve parágrafo extraordinariamente necessário.

Imagine uma produção de baixo custo de 1967, com a ditadura militar censurando tudo no Brasil. Agora imagine a vida de um publicitário e todas as outras pessoas envolvidas no processo de tornar público um produto. Imagine ainda algo diferente de tudo o que você está acostumado a ver nos filmes atuais, desde os roteiros comercialmente viáveis até as impecáveis composições de cenários. Acredite, esse filme, de alguma forma, faz imaginar sobre muitas coisas raramente questionadas.

Bebel (Rossana Ghessa) é uma linda jovem que está decidida a fazer sucesso no mundo artístico. Logo no começo do filme ela é contratada pelo publicitário Marcos (John Herbert), para ser o símbolo nacional da marca de sabonetes “Love”. Em pouquíssimo tempo, a imagem da Bebel é vista pelo país inteiro graças a eficiências das mídias convencionais da época, como painéis, jornais e televisão. Um mundo promissor de fama e dinheiro parece estar se concretizando na vida da jovem, porém, assim que a campanha termina, Bebel cai no esquecimento e tem de retornar ao ponto de partida.

Obrigada a reconquistar o sucesso perdido, a modelo procura novas agências de publicidade, estúdios fotográficos e acaba encontrando todos os perigos representados pelos homens que comandam esse sucesso. Todos alegam que sua imagem ficou fortemente ligada à campanha do sabonete, e ninguém a quer para novos trabalhos. Aos poucos, a moça desce as escadas do mundo da publicidade até os lugares mais sórdidos, terminando como "prêmio" entre frequentadores de cabarés.

O filme questiona claramente os valores veiculados pela indústria cultural e a banalização da mulher. Para se ter uma ideia, os originais do romance “Bebel que a Cidade Comeu” ainda estavam datilografados e sem título quando Maurice Capovilla – o diretor do filme - escreveu sua adaptação para o cinema. Bebel integra-se à perfeição nesse cortejo de personagens que a sociedade se encarrega de iludir e conduzir a um inevitável fracasso.

Já o publicitário é retratado como o grande cara das ideias. A defesa que ele faz da sua campanha é formidável. Fala com a autoridade de quem entende absolutamente tudo a respeito do negócio que lida. Legal também para lembrar como os apelos de sucesso na década de 60 não surtiria efeito algum no mercado que conhecemos hoje.

Elenco:
Rossana Ghessa Bebel
John Herbert Marcos
Paulo José Bernardo
Geraldo D'rey Marcelo
Maurício do Vale Renatão
Washington Fernandes Walter
Fernando Peixoto
Joana Fomm
Norah Fontes
Apolo Silveira
Adonis de Oliveira
Fernando Barros
Maria Luiza Fragata
Álvaro Bittencourt
Marta Greis
Norah Fontes
Carlos Imperial
Raquel Klabin
Diogo PAcheco
Maurício Nabuco
Mino Carta
The Bells
Bibi Vogel
Luiz Alberto Meireles
Dakalafe

Título original: Bebel, Garota-Propaganda
Direção: Maurice Capovilla
Gênero: Drama
Origem: Brasil
Ano: 1967
Duração: 103 minutos
Estúdio: Alpha Filmes C.P.S. Produções Cinematográficas George Jonas Produções Cinematográficas Saga Filmes
Trailer: -
Site: -

:: Nota do blogueiro: 8.5
Por quê?
É realmente difícil manter um critério nesses casos, mas optei por dar uma nota alta devido à peculiaridade desse título dentro da nossa galeria de filmes com publicitários. Também considero como sendo uma obra altamente recomendada aos amantes de cinema, de propaganda e principalmente, de tendências.

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nada se cria | 112

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Anúncio à esquerda:
Band-Aid
Agência: JWT
País: Brasil
Ano: 2008

Anúncio à direita:
Boots
Agência: McCann Erickson Bangkok
País: Tailândia
Ano: 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Todos os logos da FIFA

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Faz tempo que eu quero falar a respeito dos logotipos dos eventos que a FIFA realiza. Na verdade, é mais um pretexto para tentar reunir o máximo de logos que o Google pode encontrar - um exercício de pesquisa, se preferir. O resultado são as 20 marcas dessa nova proposta padronizada desde 2006 pela entidade máxima do futebol. De quebra, ainda encontrei esse logo antigo que representa o primeiro evento da Federação Internacional de Futebol e Associação, datado de 1930.

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Depois eu pensei melhor a respeito e acho que seria bem legal se esse post voltasse a tona sempre que algo novo for encontrado e/ou criado. A propósito, a sua participação nessa empreitada é muito bem-vinda. Se souber de mais algum logo não citado acima, entre em contato. É isso.

e-mail: louconaopublicitario@zipmail.com.br
twitter: http://twitter.com/lumarino
orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=2307894

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Piauí também é aqui_39

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Tuitei semana passada que a capa da edição 39 ficou a cara das capas da The New Yorker – revista norte-americana considerada por muitos como uma das inspirações da Piauí. A propósito, vale uma visitinha do site dessa tradicionalíssima revista - http://www.newyorker.com/ -, repare que o logotipo foi praticamente preservado desde a primeira edição, em 21 de fevereiro de 1925. Impressionante.

O vídeo da deste mês segue o mesmo padrão dos anteriores, um stop motion barato que parece estar funcionando para a proposta da revista. Ainda assim, achei essa produção menos emocionante que a anterior – espero que a revista não seja (nunca é). Semana que vem devem jogá-la por baixo da porta do meu apartamento. O fim de semana será longo.




Itens opcionais:
:: 3 anos de Piauí Pré-Sal
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Quantas leituras você faz de um texto?

As aspas abertas de hoje têm uma boa razão, apesar da ciente responsabilidade de tocar em um assunto extremamente delicado. Por isso, a pergunta é: quantas leituras você faz de um texto? Se acha que é apenas uma, convido-o a repensar o seu ponto de vista. Segundo minhas observações nesses últimos 28 anos, nós fazemos, ou pelo menos, devemos fazer, três leituras de qualquer texto que corre por nossos olhos. Permita que eu disserte melhor a respeito.

A 1ª leitura. Obviamente, é essa mesmo que você imaginou, é a decodificação das palavras. Você lê “casa” e entende que é uma casa. Um bom exemplo é imaginar uma criança de 8 anos lendo alguma coisa, ela desvendará palavra por palavra, bem pausadamente. Agora acredite, muitos adultos no Brasil leem assim, algo em torno de 75% da população. São os já populares analfabetos funcionais.

A 2ª leitura. Também conhecida como interpretação de textos. Basicamente, é ler o artigo/reportagem/nota/post/matéria/charge e saber resumir mentalmente o que foi escrito. Parece simples, mas requer absurda atenção dos mais destreinados. Se você lê alguma coisa e precisa reler para entender direito, posso afirmar que você ainda não tem a terceira leitura. Uma boa dica para treinar essa leitura é, após ler o texto, contá-lo para alguém. Nosso cérebro armazena melhor informações revisadas em até 48 horas após terem sido contraídas.

A 3ª leitura. Essa é o que vai separá-lo da multidão. É ler, decodificar, interpretar e saber para qual fim aquele amontoado de letras existe. É sem dúvidas, a mais difícil e excitante das leituras, por isso, vamos a um exemplo prático, e para isso, peço a licença de usar mais de um parágrafo.

A Folha de S. Paulo publicou recentemente uma página em que do ex-guerrilheiro César Benjamin, o “Cesinha” conta que ouviu de Lula que, quando ele – o atual presidente - foi preso, tentou estuprar um garoto com quem dividia sua cela. Passadas as duas primeiras leituras, veja o que eu traduzi. “O partido de Lula é favorito ao terceiro mandato. Pessoas importantes não querem isso. Falta menos de um ano para a decisão. Deve-se começar um ataque. Esse ataque deve ser gradual. Um artigo na Folha é um bom começo”.

Ainda na arena política, a Veja dessa semana tem um exemplo perfeito dessa terceira leitura. A revista diz que o filme “Lula, o filho do Brasil”, é uma emocionante propaganda do Governo para se manter no poder por mais quatro anos. Agora a minha pergunta é outra: você tem sido eficiente nas terceiras leituras do que tem lido?

Os textos mais badalados e escritos por grandes nomes é a melhor forma de começar, pois você terá mais fontes para conferir sua resposta. A questão é que, do jeito que as coisas andam, não vai sobrar espaço para quem lê apenas 66,6% de qualquer coisa. A Internet cada vez mais visual é um barato, mas engana. Acredite, até este despretensioso post tem a sua terceira leitura.

Fontes: IBOPE Blig do Gomes

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Perdão

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O Greenpeace e a TicTacTicTac veicularam essa criativa campanha no Aeroporto de Copenhague. Os cartazes demonstram toda a insatisfação das ONG´s perante a falta de compromisso dos líderes mundiais contra o aquecimento global. A imagem dos presidentes envelhecidos sugere que em algumas décadas eles estarão arrependidos de não terem evitado o problema. O texto diz: "Desculpe, nós poderíamos ter impedido mudanças climáticas catastróficas... mas não impedimos".

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Fonte: Globo.com

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Propagandas que embalaram minha infância: Cheetos

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Cheetos é feito de queijo, cheetos é feito na queijolândia. Pelo menos é com esse jingle que me recordo de um dos mais saudosos comerciais dos anos 80. Lembro ainda de um vídeo que mostrava uma fábrica de Cheetos na lua, mais vivo ainda na minha memória, pena que não encontro para disponibilizá-lo aqui. Se alguém souber do seu paradeiro, por favor, entre com contato com este blogueiro que vos posta.

A ideia de publicar este comercial aqui nas propagandas que embalaram minha infância aconteceu quando fazia compras no supermercado, passei pela seção de salgadinhos e lembrei do eternizado comercial da Elma Chips. Daí peguei um pacote na prateleira e fiquei observando a embalagem. Percebi então que hoje o produto é vendido como sendo feito de milho (veja aqui). Então eu pergunto: como assim, milho? E a musiquinha irritante que regeu minha infância inteira? Essa merda não era feito de queijo numa fábrica na lua chamada “queijolândia”?!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Nada se cria | 111

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Torneiras Roca
Agência: Publicis Casadevall
País: Espanha
Ano: 2003

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Torneiras ISCA
Agência: FoxP2
País: África do Sul
Ano: 2009

Senai MT: profissional qualificado tem emprego garantido

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Falo, ou melhor, blogo de Cuiabá, uma cidade que é mais lembrada pelo calor infernal do que pela boa propaganda que aprendemos a fazer nessa última década. Nem preciso dizer então que gosto muito de publicar trabalhos daqui, passa aquela boa sensação de que o nosso mercado não deve nada aos mais badalados - quesito matéria-prima. Esse filme do Senai MT, criado pela sempre talentosa agência Mercatto, é sem dúvidas um bom exemplo. Repare no movimento de câmera. Quando assisti pela primeira vez, parei o que estava fazendo para ver o desfecho do comercial. Considero esse um dos melhores termômetros para identificar ideias diferenciadas.

:: Ah sim, o áudio ficou muito bom.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Se o momento pede, o chopp é Brahma

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Quando você encontra o síndico do seu prédio na fila do supermercado e ele diz que você precisa atualizar seu blog, é sinal que você realmente precisa atualizar o blog. Principalmente quando você jamais imaginava que aquele senhor de 68 anos lia seus posts. Como diria Juca Kfouri: tenha um blog, e torne-se escravo dele. Sendo assim, vamos dar início aos trabalhos de hoje.

A África criou mais essa beleza de campanha da AmBev para o Chopp Brahma. E quando digo campanha, me refiro a algo redondo, melhor, impecável. É normal encontrar uma boa ideia, porém os anúncios parecidos demais deixam a campanha inchada. Voltando às peças, destaco a belíssima aventura visual, é uma daquelas fantásticas direções de arte que chamam a atenção pela sobriedade. O texto próximo da linguagem astuta do bar. Tudo está de acordo, nem para mais, nem para menos. Talvez a peça do chefe poderia ser menos parecida com a do baterista, se ele estivesse de mala na mão remetendo a uma despedida poderia ter ficado mais apropriado, mas isso é um mero pitaco.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Outdoor sustentável da Leroy Merlin

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Eu não sou muito fã desses apelos, já expliquei melhor isso aqui. Mas não posso negar que essa ideia da MPM Propaganda para a Leroy Merlin tem lá seu destaque. Em seu site, a marca demonstra certa atenção ao meio ambiente, como projetos que aproveitam a luz natural durante o dia, utilização de energia solar e captação da água da chuva. Vale a intenção.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009