segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Propagandas que embalaram minha infância: Rider

Não acredito que novamente cito um comercial da Rider nas propagandas que fizeram parte de minha infância, há pouco mais de um mês comentei o filme descobridor dos sete mares (reveja aqui). Mas sinceramente, não poderia deixar de fora dessa seleta galeria esse filme que jamais abandonou minha memória.

Lembro-me perfeitamente quando o assisti pela primeira vez na tevê, estava curtindo férias com meus pais em Fortaleza, logo após o Brasil ser tetra. Lembro que implorei para minha mãe comprar para mim uma bola igual a do filme, com as bandeiras dos países que participam da Copa do Mundo de 1994.

Criado pela W/Brasil, o trabalho em si não é dos mais criativos que nossa propaganda já fez, mas foi contagiante pelo momento que vivíamos, e o Romário - ainda que se utilizasse de uma interpretação tosca dele mesmo - era uma unanimidade impressionante pelo seu futebol.

No livro Uma bela jogada - 20 anos de marketing esportivo (Outras Letras Editora), li um fato curioso nesse case. Na época do comercial o baixinho já tinha contrato com a Nike, e para quem não sabe, a marca estadunidense também comercializava sandálias que concorriam com a Grendene. Porém, o filme protagonizado pelo nosso camisa 11 tornou-se viável porque antes de assinar o contrato com a Nike, o próprio Romário percebeu a cláusula que citava chinelos no rol de produtos e disse algo como: "Pô peixe, meu negócio não é tênis e chuteiras? Tira isso daí." Ainda bem!


P.S.: Por favor, desconsidere os dizeres sobre a imagem do comercial, elas não pertencem ao filme.

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