terça-feira, 30 de junho de 2009

Filme com publicitário: A Estranha Perfeita

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Posso dizer que esse não é meu estilo preferido de filme, mas também não posso negar que é um baita filme. "A Estranha Perfeita" é mais um dessas produções bem dirigidas que tem como pano de fundo o sexo virtual. O que faz valer a pena assistir então? O fato de Bruce Willis ser um publicitário na trama. Tudo bem que estamos falando de um publicitário bem-sucedido, egocêntrico e igualmente pervertido, mas antes, vamos falar da protagonista.

Rowena (Halle), é uma linda jornalista que escreve uma matéria bombástica sobre um político homosexual. Devido aos seus bons contatos dentro do jornal, o senador consegue vetar a matéria desiludindo profundamente Rowena, que acaba pedindo demissão. Logo em seguida, ela é procurada por uma amiga de infância, Grace (Nicki Aycox), que diz ter tido um caso com um famoso publicitário, que a abandonou. EM busca de vingança, Grace entrega à amiga cópia de vários emails que trocou com seu amante. Isso serviria para fazer uma matéria e denunciá-lo.

Dias depois, a moça é encontrada morta. De posse de todos os e-mails trocados entre a amiga e Harrison Hill (Bruce Willis), Rowena decide investigá-lo para provar que ele tem culpa no assassinato. Com a ajuda de um colega especialista em informática, Miles (Giovanni Ribisi), ela consegue um emprego na agência do publicitário e passa a frequentar as salas de bate-papo na Internet onde Grace conheceu o amante.

No anonimato da Internet, Rowena e Hill vivem as mais tórridas fantasias sexuais. Uma situação que desperta um desejo mais verdadeiro nela, que passa a questionar se ele é mesmo o assassino. Os dois acabam iniciando um romance. Ao mesmo tempo, à medida que convive com o ex-amante de sua amiga, a jornalista percebe que existem outras pessoas que também podem ter cometido o crime. Com vários suspeitos, o roteiro se desenrola em um clima de tensão e repleto de pistas falsas para tentar enganar o espectador. O final é fantástico.

Como sempre faço nessa seção, vamos analisar o publicitário que é construído ao longo da história. Sem dúvida, é um cara com senso de humor na medida certa, um verdadeiro especialista em trocadilhos. Ele bajula seus grandes clientes, vende sua agência como ninguém e chega ao ponto de ser elevado ao nível de “anjo especial”. Sim, o nosso publicitário ama o dinheiro, solta suas frases feitas a todo momento e forja a sinceridade. É a velha lei do universo: matar ou tornar-se irrelevante.

O trecho que eu quero destacar não fala sobre nossa profissão, vai além e retrata as pessoas em busca de uma segunda vida. “Começa ao ligar, com uma convidativa tela vazia. “Entre”, diz ela, estamos sempre abertos. Acredita-se que seja um mundo onde os atos não tenham consequências, e a culpa é ocultada pelo anonimato e sem impressões digitais. Um universo invisível, cheio de estranhos, interconectados on-line e desconectados da vida. Ele roubará seus segredos, corromperá seus sonhos e cooptará sua identidade. Nesse mundo, onde você pode ser o que quiser, quem você quiser, você pode acabar se esquecendo quem você realmente é”.

Elenco:
Halle Berry | Rowena Price
Bruce Willis | Harrison Hill
Jason Antoon | Bill Patel
Giovanni Ribisi | Miles Haley
Daniella Van Grass | Josie
Jay Wilkison | Jesse Drake
Nicki Aycox | Grace
Maya N. Blake | Rowena Price - jovem
Nadine Jacobson | Grace - jovem
Deirdre Lorenz | Veronica
Paula Miranda | Mia Hill
Alexandra Zhang | Kendra
Richard Portnow | Arvis Narron
Jane Bradbury | Toni
Jared Burke | Keneth Phelps
Gary Dourdan | Cameron
Tamara Feldman | Bethany

Título original: Perfect Stranger
Direção: James Foley
Gênero: Suspense
Origem: Estados Unidos
Ano: 2007
Duração: 109 minutos
Estúdio: Revolution Studios
Trailer: clique aqui
Site: clique aqui

:: Nota do blogueiro: 8.1
Por quê? Apresenta o publicitário cosmopolita - o mais fácil de se decodificar. Tem uma cena muito mal dirigida e não aproxima os personagens do público. É possível tirar uma boa conclusão: o publicitário que trabalha numa das maiores agências do mundo é realmente um ser estranho, um estranho quase perfeito.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

FCS cria anúncio de jornal com QR Code

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Estava eu tomando meu café da manhã na padaria Viena e lendo meu jornal preferido - a Folha do Estado - quando me deparo com um QR Code estampado neste anúncio. Logo associei o anunciante à sempre talentosa FCS.

Eu já disse algumas vezes aqui nesse singelo sanatório que sou fã da FCS desde os tempos em que a agência se chamava Focus. Tudo começou em uma oficina de logotipos que tive com o Gustavo Vandoni - um dos donos - ainda na Faculdade de Comunicação. E de fato, trata-se de uma agência de vanguarda aqui em Cuiabá. O anúncio da concessionária Saga Ford reforça isso.

A mistura da mídia tradicional com uma tecnologia que ainda surpreende pelo seu avanço chama a atenção. Para quem ainda não entendeu o que está acontecendo eu explico: o código impresso encaminhava o leitor até um link onde era possível fazer o download do jingle "Só Na Saga".

Até a manhã desta segunda-feira, 48 horas após a veiculação, mais de 100 pessoas haviam copiado a música para o celular. Levando em conta que a criação do código é gratuita e a tecnologia ainda pouco popular no Brasil, a centena torna-se relevante.

:: QR Code

O QR Code é código de barras bidimensional que armazena informações. Ele é utilizado em aplicativos que reconhecem as informações após captura de imagens em câmeras de aparelhos celulares, para gerar ações como o acesso direto a sites. Esse software já é disponível nos mais populares celulares e smartphones do mercado.

Abaixo, uma demonstração de como o código é utilizado:


As aventuras de Mário, o publicitário

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sábado, 27 de junho de 2009

Cuidado com a cola na ratoeira

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Quando eu falo em simplicidade complexa, me refiro a algo muito próximo disso. Criada pela DDB da Alemana, a peça para a cola instantânea Pattex é de uma criatividade quase inocente que me faz lembrar a essência da boa propaganda que eu me refiro na descrição do meu perfil aí ao lado. Mas atenção, eu disse "quase". Explico melhor no texto após o anúncio - mas só leia se estiver com saco.
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Quero compartilhar um raciocínio que vi hoje a tarde enquanto assistia o clássico "Clube da Luta", com Brad Pitt e Edward Norton. "A propaganda põe a gente para correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empresas que odiamos para comprar merdas inúteis. (...) Fomos criados através da TV para acreditar que um dia seremos milionários ou estrelas de cinema. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato".

Você, estudante de publicidade que me lê agora. O que diabos você pensa disso tudo? Você quer ser publicitário para ser o quê exatamente? Ser mais um escravo de colarinho branco, ter dinheiro, ter prestígio, ter um troféu, proliferar clichês, fazer uma revolução espiritual ou ter apenas um emprego que lhe garanta uma aposentadoria decente? Você já assistiu "Edukators - Os educadores"?

Sim. Isso é uma pequena amostra do que conhecemos como psicologia barata, eu diria que vai um pouco mais além. É um exercício bobo e um tanto incivil, mas que deveria ser feito entre um roteiro e outro - pelo menos. Você pode pensar um monte de coisas, a única coisa que você não pode fazer, é não pensar. Lembra? Trabalhe também com a hipótese de Deus não gostar de você. É muita bobagem imaginar um mundo perfeito, nesse mesmo Clube da Luta, uma das falas de Brad Pitt diz: "Assassinato, crime, pobreza. Essas coisas não me interessam. O que me interessam são revistas de celebridade, televisão com 500 canais."

Pense. Você pode até gostar do que faz dentro de uma agência de propaganda, mas esteja ciente do que sua profissão propõe às pessoas "normais". Não ignore a possibilidade de tudo o que produz, lê ou assiste sobre esse assunto ser apenas um produto que as pessoas gostam de comprar. A nossa seção "Filme com publicitário" está cheia disto. Muitas coisas entram e saem de moda sem que a grande maioria perceba. Quase todo mundo quer ser perfeito e completo, por isso, a mensagem aqui é bem clara: cuidado com a cola na ratoeira.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nada se cria | 97

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Vogue.com
Agência: M&C Saatchi
País: Reino Unido
Ano: 2001

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axeonline.com
Agência: Lowe Porta
País: Chile
Ano: 2001

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playboy.com
Agência: Young & Rubicam
País: Brasil
Ano: 2005

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Centro de Idiomas UNIC, Joel, Luxemburgo e cia

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E como é bom falar de trabalhos daqui, da minha querida Cuiabá. Para quem não conhece, estamos falando de dois vídeos de oportunidade do Centro de Idiomas UNIC. Nos filmes, brasileiros ligados ao futebol dão entrevistas em inglês e espanhol - engraçadíssimo! O link com a Copa do Mundo de 2014 também é excelente. A provável autoria é de uma estudante da própria Universidade. E como eu sempre digo: ideia meu caro, apenas uma boa ideia.


:: Joel Santana e Anderson


:: Vanderley Luxemburgo e Luis Felipe Scolari

Dica do amigo Fred Fagundes.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Cannes 2009 | Outdoor

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Eu não gosto muito das inerentes premiações do meio publicitário. Tenho meus motivos, por isso alimento este blog, que se preocupa mais em analisar bons trabalhos criativos. Também não posso ignorar Cannes, por isso, para quem ainda não viu, aí vão os cinco leões que o Brasil levou na categoria outdoor - a minha preferida. São três pratas e dois bronzes. Eis as peças:

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Prata | JWT | J&J Fio Dental Reach

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Prata | DM9 | FedEx

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Prata | DM9 | Terra Viagens

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Bronze | Almap | Bayer Aspirina

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Bronze | Matosgrey | Sensodyne

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Filme com publicitário: Paixão de Ocasião

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O filme de hoje que se juntará à nossa galeria é o popular "Paixão de Ocasião". Sim, mais uma comédia romântica que tem como pano de fundo uma agência de publicidade. Alheio a esse pequeno detalhe, este blogueiro que vos digita recomenda o filme pelo fato da obra ter como protagonista a talentosa Jennifer Aniston, a eterna Rachel Green, do seriado Friends.

Kate Mosley - uma publicitária ambiciosa e igualmente criativa - trabalha em uma típica agência dos Estados Unidos, porém não vou descrevê-la aqui, isso já foi mais do que dissecado nos demais filmes que compõem esta categoria. Kate é uma linda jovem que mora sozinha, é solteira e diretora de criação da competitiva Mercer Publicidade. O fato de viver ainda como um estudante universitária faz com que seu chefe não lhe confie uma importante conta da agência - ainda que a ideia central da campanha tenha sido dela. O argumento do diretor é que ela não tem vínculos fortes com a agência, pois há o risco dela se relacionar bem com um importante cliente e levar sua conta para outra empresa.

Partindo deste cenário Darcy O'Neil (Illeana Douglas), uma colega de trabalho, resolve o problema “inventando” um noivo para Kate. Nick (Jay Mohr) surge então como o suposto namorado da publicitária. A vida fictícia cuidadosamente elaborada choca-se com a realidade quando o chefe de Kate quer conhecer Nick. A história se desenrola com uma boa dose de humor e alguns ingredientes que apimentam esse gênero de filme.

Falando de processo criativo, o filme coloca um brainstorming forçado, onde as pessoas só saem da reunião quando surge uma ideia decente. Egos, futilidades e mentiras moldam os publicitários acostumados a estampar suas ideias em outdoors no meio da Times Square. Que tal então ter como mídia dez páginas na Vanity Fair ou alguns segundos nos intervalos do Oscar? A frase que destaco vai além do mundo da comunicação, ela serve para qualquer profissão: “Nós nos vestimos para o emprego que queremos, não para o que temos.”

Elenco:
Jennifer Aniston | Kate Mosley
Jay Mohr | Nick
Kevin Bacon | Sam Mayfair
Olympia Dukakis | Rita Mosley
Illeana Douglas | Darcy O'Neil
Kevin Dunn | Sr. Mercer
Anne Twoney | Sela
Faith Prince | Sra. Mercer
John Rothman | Jim Davenport
Margaret Gibson | Jackie Davenport
Paul Cassell | Brad

Título original: Picture Perfect
Direção: Glenn Gordon Caron
Gênero: Comédia Romântica
Origem: Estados Unidos
Ano: 1997
Duração: 102 minutos
Estúdio: 20th Century Fox | 3 Art Entertainment
Trailer: clique aqui
Site: clique aqui

:: Nota do blogueiro: 6.9
Por quê? É cansativo, com algumas piadinhas bobas e um humor meio forçado. Se pensarmos que foi gasto 19 milhões de dólares com o filme, diria que deixa muito a desejar. Mas dane-se, ver a Jennifer Aniston interpretando uma publicitária faz valer a pena.

Este Filme com publicitário foi dica da leitora Regina Mendes.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

As aventuras de Mário, o publicitário

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Nada se cria | 96

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Anúncio à esquerda:
SteinHof Music Production Company
Agência: Ogilvy & Mather Vienna
País: Áustria
Ano: 2004

Anúncio à direita:
98.0 FM Radio Station
Agência: Sakideamsheni, Tbilisi
País: Georgia
Ano: 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Claro Máfia

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Esse é o novo filme da Claro para divulgar o seu Claro Clube, programa de relacionamento que oferece 50% de desconto nas salas de cinema da rede Cinemark. Resolvi postar para assinalar que, além da proposta do comercial ser muito boa, o produto é interessante e o comercial é divertido - "Dadinho é o 'carpaccio'!" ficou muito bom! Com uma fórmula dessas não tem como sair coisa mal feita. A máfia, tão usual no cinema - ainda que de formas bem peculiares - tem dois grandes ícones misturados no vídeo de 30 segundos. A criação é a da AlmappBBDO com direção de Fernando Meirelles.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Philips. Cuidado ao levar para casa.

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Ainda que as três peças pudessem perfeitamente ser representadas em apenas um anúncio, a ideia é muito boa – espero que nada semelhante apareça para o Nada se cria. Gosto desses trabalhos próximos da vida real, onde as imagens não são engessadas por um milhão de layers do Photoshop. É o que eu costumo chamar de simples, prático e objetivo. A criação é da Academy of Art University (EUA).
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Filme com publicitário: Pacto Quebrado

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Era uma vez um diretor de criação de uma grande agência chamada Birk Advertising. O nome desse diretor de criação é Eddie Schneider (Til Schweiger), um publicitário com “P” maiúsculo. Egocêntrico, bem-humorado, emotivo, mulherengo, talentoso e insuportavelmente genial. Eddie é o noivo de Judy Birk (Stefanie von Pfetten), a filha do seu chefe e dono da agência onde trabalha - a tal Birk Advertising. Logo no princípio do filme, Eddie pede a mão de Judy em casamento ao pai dela. A reposta é um sonoro e inesperado “não”, a menos, é claro, que o futuro genro consiga a conta de uma empresa aérea.

Quando tudo parece encaminhar-se para um legítimo conto de fadas na vida desse competente publicitário, eis que um estupro dentro da agência o coloca em um beco sem saídas. Anthony Birk (Sebastien Roberts), seu cunhado e executivo da agência, estupra Angelina Sable (Lauren Lee Smith), uma funcionária e amiga de Eddie. Pensando na carreira e em seu futuro casamento, Eddie é chantageado e ajuda o estuprador no tribunal. Seu depoimento é decisivo para a absolvição do arrogante Anthony. Uma dica dele a Eddie chama a atenção: “continue com as ideias”.

Como li por ai, este é um filme onde as personagens são construídas e destruídas a cada diálogo, você percebe isso rápido. O roteiro bem construído chega então ao ponto onde Eddie é demitido, porém, isso não é problema para um cara com seu talento. Logo ele é contratado por outra grande agência e parece retomar o rumo de sua brilhante carreira. Já Angelina, inconformada com a injustiça feita no tribunal resolve assassinar Anthony. As evidências levam a crer que Eddie é o autor do homicídio e o publicitário acaba condenado a prisão. Eis que um outro segredo da família Birk pode mudar todo o desfecho da história.

É um filme complexo, bem montado e com uma trilha sonora impecável. Por isso não vou dar mais detalhes, senão acabo contando o filme inteiro e essa realmente não é a proposta. Mas o convido a assistir e refletir sobre as circunstâncias que o levam a ter boas ideias. Eddie tem o grande insight preso no trânsito, de improviso. Não deixa de ser um recado.

Elenco:
Til Schweiger | Eddie Shneider
Lauren Lee Smith | Angelina Sable
Sebastien Roberts | Anthony Birk
Stefanie von Pfetten | Judy Birk
Michael Clarke Duncan | The General
Art Hindle | Russel Birk
Sonja Smits | Linda Birk
Eric Roberts | Nick Swell
Kenneth Welsh | Anderson
Ned Bellamy | Steve Dwight
Jim Boeven | Anthony´s friend
Steve Byers | Ricardo
Mark Clifton | Priest
Sebastian Gacki | Man #3
Angelika Gersdorf | Discogast
Sally Gifford | Marissa
Briony Glassco | Stephanie Mitchell
Natalie Grace | Nurse
Sandra Hess | Dr.Eveline Sage
Daniel Kash | Bert Zikinsky
Katie Keating | Young Angelina
Paul Sun-Hyung Lee | Hotel Receptionist
Jörg Vincent Malotki | Henderson's Assitant
Elisa Moolecherry | Paula York
Mikael Persbrandt | Tomas Gaal
Shawn Reynolds | Edgar's Assistant
Kim Roberts | Norah
Trevor Roberts | Man #4
Allan Royal | Edgar Rasky
Craig Russell | Steve
Victoria Snow | Helen Blake
Jennifer Steede | Vicky
Stella Stocker | Jeremy Stark

Título original: One Way
Direção: Reto Salimbeni
Gênero: Suspense
Origem: Alemanha
Ano: 2006
Duração: 110 minutos
Estúdio: Flashstar
Trailer: clique aqui
Site: clique aqui

:: Nota do blogueiro: 8.8
Por quê? Pela direção, pela forma como a propaganda é mostrada no roteiro e principalmente, pela apresentação da campanha para o presidente da companhia aérea. Gostei muito da atuação de Sebastien Roberts, também gostei da direção de fotografia e das várias mensagens subliminares. Mudaria o nome do filme para algo menos comercial. Concluo apenas com uma pergunta fica no ar o tempo inteiro: "Até onde você iria para manter tudo o que tem?"

Este Filme com publicitário foi dica da leitora kArEn.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nada se cria | 95

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Apenas uma dica: ao criar um anúncio para um carro conversível, NÃO use um modelo sem camisa bronzeado com a marca do cinto de segurança.










Mercedes-Benz

Agência: Studer & Wohlgemuth
País: Suíça
Ano: 2000











Mazda
Agência: Doner
País: Estados Unidos
Ano: 2000












Volvo
Agência: Forsman & Bodenfors
País: Suécia
Ano: 2001

terça-feira, 9 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mais polêmico do que criativo | 24

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Mais um anúncio que destaca-se pela polêmica, desta vez estou falando da marca italiana de sorvetes Antonio Federici. Na peça, os sofisticados sorvetes têm jovem casal atraente - o problema é que ele usa batina e ela veste hábito. Nem preciso dizer que a pose sensual não combina com os princípios da Igreja Católica e ofende quem acredita nela.

Sob os slogans “entregue-se à tentação” e “beijo tentação”, a polêmica campanha foi recusada pela revista gastronômica Delicius e denunciada a ASA - Advertising Standards Authority - órgão encarregado de determinar se um anúncio comete excessos na publicidade na Europa. O argumento não poderia ser mais óbvio: trata-se de uma “humilhação” às pessoas com vocação religiosa.

Segundo o The Guardian, Matt O'Connor, diretor de criação da Antonio Federici, disse que retratou uma “tentação implícita”, como a reação provocada pela linha de sorvetes. “O padre e a freira não se tocam. Nós não acreditamos que esta bela imagem possa ofender alguém, com exceção de uma minoria com aguda sensibilidade para estas questões religiosas”, disse.

Eu não sou a pessoa mais indicada para dar uma opinião nesse caso, e mesmo me contradizendo com o que já escrevi por aqui, achei que o anunciante exagerou dessa vez. De qualquer forma, se comitê da ASA considerar o anúncio uma violação do código de publicidade - por retratar a religião de forma inadequada e ‘sexual’ – o comercial será banido.

Fonte: Época NEGÓCIOS

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Filme com publicitário: O Ex-Namorado da Minha Mulher

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Se tem um filme que interessa aos publicitários que acompanham esta série aqui do blog, esse filme chama-se: “O Ex-Namorado da Minha Mulher”. Tecnicamente estamos falando de uma comédia romântica com todos os ingredientes que a caracteriza – com um única e crucial diferença, é claro.

A história começa com o cozinheiro Tom Reilly (Zach Braff) e sua esposa, Sofia Kowalski (Amanda Peet) esperando seu primeiro filho. Vivendo na badalada Nova Iorque, Tom tem um grave e bizarro desentendimento com seu chefe, culminando com sua demissão da cozinha onde trabalha. O casal, sem alternativas, decide se mudar para a aconchegante cidade natal de Sofia, em Ohio. Lá, o ex-cozinheiro, a convite do seu sogro Bob (Charles Grodin), passa a trabalhar na agitada agência de publicidade de um excêntrico executivo, Don Wollebin (Donal Logue).

A princípio, Tom sente dificuldades para se adaptar a nova vida, - o clima excessivamente descolado da agência o incomoda – e mesmo tentando ser o mais simpático possível, o novo assistente de criação entra em atrito com seu Diretor de Criação, Chip Sanders (Jason Bateman). Paraplégico e ex-namorado de Sofia, Chip tenta a todo custo ser notado por uma grande agência de Barcelona. A questão é que por algum motivo, Chip está infeliz na modesta agência onde é visto como um gênio e resolve descontar isso no marido de sua ex, o pobre Tom.

Um detalhe do cotidiano da agência me chamou a atenção. Durante todo o dia, as pessoas brincam com uma bola imaginária da "aceitação", que tem por objetivo integrar toda a equipe. Como eu li em alguma crítica do filme, é uma paródia à autoajuda dessas agências moderninhas de publicidade. A mesa de reunião bem no centro com paredes transparentes também ajuda a evidenciar a fama dessas agências pequenas e criativas.

Um outro personagem tem grande destaque no roteiro, é o garoto Wesley (Lucian Maisel), o vizinho de Tom e Sofia que tem a estranha habilidade de engolir um sanduíche inteiro em poucos segundos. Tom aproveita-se dessa destreza do menino para propor um comercial a um cliente da agência. Todos adoram a sacada criativa e é ai que entra minha ferrenha crítica.

Quer dizer, o cara chega na agência e logo de cara tem a grande ideia para vender o produto daquele cliente importante? Ok, ok, tudo bem que uma boa ideia não precisa de toda a burocracia de um plano de marketing, briefings ou coisa parecida, afinal, estamos falando apenas de uma grande ideia. Mas por favor, não joguem no lixo a importância de quem trabalha de verdade para assessorar a publicidade das empresas. O filme, infelizmente, passa a impressão de que qualquer um pode ser publicitário. Afinal, o que é ser publicitário para essa gente? Basta bolar alguma coisa nova?! Basta estar cheio de "ideiazinhas" bacanas?!

Não mesmo! Ser publicitário exige uma boa faculdade, exige ler teoria da comunicação, psicologia na veia, pesquisa, conhecimentos técnicos e uma dose considerável de boas experiências. Claro que também exige muita criatividade para ter a puta ideia na hora certa. De qualquer forma, as pessoas acostumaram-se a ver apenas o filé mignon da coisa, e isso se comprova quando Tom tenta explicar a estratégia de penetração do produto. Lamentável.

Elenco:
Zach Braff | Tom Reilly
Amanda Peet | Sofia Kowalski
Jason Bateman | Chip Sanders
Charles Grodin | Bob Kowalski
Mia Farrow | Amelia Kowalski
Lucian Maisel | Wesley
Donal Logue | Don Wollebin
Amy Poehler | Carol Lane
Fred Armisen | Manny
Bob Stephenson | Doug
Marin Hinkle | Karen
Yul Vazquez | Paco
Paul Rudd | Leon
Amy Adams | Abby March

Título original: The Ex
Direção: Jesse Peretz
Gênero: Comédia
Origem: Estados Unidos
Ano: 2007
Duração: 90 minutos
Estúdio: 2929 Productions | This Is That Productions
Trailer: clique aqui
Site: clique aqui

:: Nota do blogueiro: 7.2
Por quê? Eu não gosto de comédia romântica (minha namorada que o diga), mas esse filme não é de todo o mal. Fora os contras mencionados no texto, algumas "sacadinhas" com o universo de agências de propaganda fazem valer a pena assistir.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Propagandas que embalaram minha infância: Dida vs. Rogério Ceni

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Vamos lá. Hoje o comercial que embalou minha infância vem acompanhado de outro que respondeu com a mesma moeda. Quem tem mais ou menos a minha idade deve se lembrar bem da frase: “sai do gol Dida”. Pois é, Dida era o nosso goleiro naqueles fatídicos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. A trombada entre ele e o zagueiro Aldair no jogo contra o Japão marcou uma seleção brasileira pífia em quase todos os sentidos.

A Volkswagen, aproveitando-se da fama do goleiro que raramente saia da pequena área para interceptar um cruzamento, fez uma propaganda que marcou época. O produto era o popular Gol Atlanta – uma edição especial do carro. No vídeo, Zagallo - então técnico da seleção canarinha - ordenava que Dida saísse do “Gol”. O goleiro, por sua vez negava-se a qualquer custo.

Um ano depois, em 1997, veio uma resposta um pouco menos badalada da Ford. Para promover o novo Fiesta, a marca de Henry Ford teve como garoto-propaganda o também goleiro Rogério Ceni. O são-paulino, ainda com cabelos, vinha com o diferencial de ser um goleiro que fazia gols. No filme, após marcar um gol de falta, o jovem arqueiro é questionado por um repórter se ele voltaria para o "Gol", Ceni então responde: "Gol?! Meu negócio é o Fiesta". Tosco, porém memorável.


:: Gol Atlanta


:: Ford Fiesta

terça-feira, 2 de junho de 2009

Nada se cria | 94

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Meus caros amigos, vejam bem esses próximos quatro comerciais, o primeiro é uma propaganda feita na Nova Zelândia em 1999. O segundo é o que a agência Shem´s fez no Marrocos oito anos depois. O terceiro foi feito na Índia em 2005 e o quarto é mais um trabalho da Shem´s em 2007. Então eu pergunto: essa Shem´s não deveria, no mínimo, dar uma boa explicação à comunidade internacional de publicitários?

Normalmente eu me atenho a julgar as peças dessa categoria dizendo se são cópias ou coincidências. Claro que algumas vezes é muito difícil de acreditar que aquelas peças quase idênticas não são clones umas das outras. Só é difícil entender como alguém que se mete a trabalhar com propaganda consegue abrir mão de seu maior patrimônio: o dom de criar. Esses caras mereciam uma CPI (Comissão de Propagandas Imitadas).



Instant Kiwi lottery game

Agência: Saatchi & Saatchi
País: Nova Zelândia
Ano: 1999



Bimo - Tagger Chocolate Bar

Agência: Shem’s
País: Marrocos
Ano: 2007


Perfetti Van Melle - Mentos

Agência: Ogilvy & Mather Mumbai
País: Índia
Ano: 2005



Bimo - Tagger Chocolate Bar

Agência: Shem’s
País: Marrocos
Ano: 2007

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Anúncio carioca apresenta informação errada

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Muitas cidades brasileiras estão em festa devido ao anúncio de ontem da FIFA. O Rio de Janeiro foi além e, no calor da comemoração. publicou este anúncio nos jornais de hoje. Na peça, o Maracanã é colocado como sendo o único estádio do mundo que abrigará duas finais de Copas do Mundo. Talvez o excesso de champanhe na agência fez com que os criativos tenham se esquecido que o estádio Azteca, no México, já conseguiu essa façanha, recebendo o jogo final das Copas de 1970 e 1986. Perdoável vai.


Fote: Globo.com