segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Nada se cria | 103

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É quase impossível afirmar que não trata-se de um clone. Repare com calma como existem diversos elementos nos filmes que são idênticos. Impressionante!


Mobile Phone Ringtones
Agência: Ogilvy Kiev
País: Ucrânia
Ano: 2008


Tarek Nour Cairo TV
Agência: House Agency
País: Egito
Ano: 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

Volto logo

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Esse blogueiro cuiabano embarca daqui a pouco para a vizinha Campo Grande, MS, onde passará a semana a trabalho. Se nada for publicado por aqui, você já sabe o motivo.
Até a volta!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Filme com publicitário: Fora de Rumo

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Estou descobrindo uma coisa interessante ao catalogar todos esses filmes que citam publicitários e/ou marqueteiros. Muitos deles possuem elementos parecidos em seus respectivos roteiros, irei exemplificando esses casos no decorrer do texto.

Ontem a noite eu sentei no sofá da sala do meu apartamento para assistir ao 15º filme desta aprazível categoria, e para minha surpresa, o que vi foi muito além do que esperava ao conferir o trailer. Estou me referindo ao ótimo “Fora de Rumo”, uma produção com a sempre talentosa Jennifer Aniston no elenco. E ai vem a primeira similaridade com outro filme desta seção, em "Paixão de Ocasião", comentado aqui, onde Aniston faz o papel de uma publicitária em Nova Iorque.

“Fora de Rumo” é um daqueles suspenses que tiram o fôlego durante boa parte do filme – com o perdão do clichê, que nesse caso, é bem apropriado. Charles (Clive Owen) é um publicitário casado que vive em Chicago, tem um cargo de respeito em uma boa agência, mas está entediado com a rotina que o sufoca. Lucinda (Jennifer Aniston), uma mulher sensual que se apresenta como sendo consultora financeira de uma grande empresa, mas acaba revelando-se uma típica femme fatale. Casada e com uma filha, Lucinda provoca uma imensa transformação na vida de Charles.

Todos os dias o publicitário pega o trem pontualmente para ir ao trabalho, até a vez em que ele se atrasa e acaba conhecendo Lucinda. Daí em diante os dois começam uma amizade que termina na cama. Os encontros vão se sucedendo de maneira velada, até o dia em que um assaltante (interpretado por Vincent Cassel) invade o quarto de hotel onde eles estão. Sem entender o que está acontecendo, o casal se vê acuado em um jogo de chantagens e ao mesmo tempo tenta resguardar suas famílias.

Baseado no livro de James Siegel, o filme começa em uma penitenciária, e é lá que ele termina. A propósito, essa é mais uma coincidência com outro filme publicado aqui. “Pacto Quebrado”. Crime, investigação, estupro e um cliente que precisa de alguns lembretes. É um filme que mostra como as pessoas são vulneráveis ao envolvimento em um crime, seja no papel da vítima ou do assassino.

Elenco:
Clive Owen | Charles Schine
Vincent Cassel | Philippe LaRoche
Jennifer Aniston | Lucinda Harris
Addison Timlin | Amy Schine
Melissa George | Deanna Schine
RZA | Winston Boyko
Tom Conti | Elliot Firth
Rachel Blake | Susan Davis
Xzibit | Dexter
Denis O'Hare | Jerry
Georgiana Chapman | Candy
Giancarlo Esposito | Detetive Church
Sandra Bee | Condutora de trem

Título original: Derailed
Direção: Mikael Hafström
Gênero: Suspense
Origem: Estados Unidos
Ano: 2005
Duração: 108 minutos
Estúdio: Buena Vista
Trailer: clique aqui
Site: clique aqui

:: Nota do blogueiro: 9.7
Por quê? Li inúmeras críticas bem mal-educadas sobre o filme, principalmente sobre a direção, mas eu gostei muito da forma como ele prende o telespectador o tempo inteiro. E mesmo que esse não seja o critério que eu costumo adotar para avaliar a produção, não consegui pensar em uma nota menor que 9.7. Os arquétipos são insuportavelmente bem definidos, para sem bem sincero, muita coisa no filme agrada a quem procura um bom suspense.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Redondo é rir da vida

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Eu sei que esta campanha da Skol criada pela F/Nazca S&S já foi comentada em todo lugar, até este blogueiro publicou um dos vídeos aqui recentemente (reveja). Porém estamos falando de um grande sucesso da nossa propaganda, - não há como negar. Também não tem como ignorar os filmes que agradaram pela proximidade com os principais hobbies dos brasileiros. São situações que fazem as pessoas se identificar com as diferentes ocasiões em que a cerveja é uma boa pedida. Por isso, resolvi publicar todos os vídeos já veiculados da campanha “Redondo é rir da vida.” E se sair mais alguma coisa eu venho aqui e atualizo o post.

Futebol:


Amigos:


Paquera:


São João:


Churrasco:


:: Atualizado em 19/10/2009

Carnaval 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

É muito mais que um jogo

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Há muitas semanas atrás eu recebi o inusitado convite do publicitário Leandro Magalhães, um grande amigo remanescente da faculdade, disse ele: "Luciano, vamos jogar tênis?" Eu pensei: "Por que não?" E então tudo começou.

Reservamos um horário de almoço para ir ao centro da cidade para comprar as raquetes - Wilson -, logicamente. E entre uma loja de esportes e outra descobrimos que não tratava-se de uma missão tão simples quanto aparentava. Raquetes de tênis era um produto em falta no mercado, talvez fruto da popularização do esporte de Gustavo Kuerten. Sem perder as esperanças, fomos a um shopping e lá conseguimos a ferramenta para dar as primeiras raquetadas, 145 reais com Mastercard.

O segundo passo era se associar a um clube que tivesse quadras de tênis. O Círculo Militar de Cuiabá se apresentou como a melhor opção em todos os sentidos: Produto, Preço, Praça e Promoção. Na mesma semana, embalados pelo entusiasmo, marcamos de nos encontrar e finalmente por o plano em prática.

Sábado, 6h30, fazia frio na sempre quente Cuiabá, e lá estávamos nós prontos para começar. Trajados conforme manda o figurino do nobre esporte, fizemos um breve aquecimento atrapalhados pela ansiedade. Quando meu amigo lançou a primeira bola eu, completamente sem estilo, soltei o braço direito e acertei em cheio aquela bolinha peluda e incrivelmente amarela. A peculiar onomatopeia "ploch", mais a sensação de estar fazendo algo pela primeira vez, somados à toda técnica que mostrava-se necessária para conseguir passar a bola para o outro lado, tudo isso criou em mim uma imensa vontade de fazer aquilo para sempre. Foi amor a primeira vista, e logo eu, que tinha certeza que essas coisas não existiam - foi fantástico!

Sete meses depois continuo com a mesma - ou ainda mais - paixão pelo esporte. Faço aulas duas vezes por semana - quartas e sábados - e jogo mais duas ou três vezes ainda, ou seja, pego numa raquete cinco dias por semana - as vezes este número chega a sete. Estou viciado, troquei a raquete por uma melhor: Babolat Drive Z tour, 300 reais com Mastercard. Aprendi todas as empunhaduras necessárias para cada golpe, consigo usar a esquerda tanto para o slice quanto o revés, um grande avanço. O primeiro serviço e a devolução de saque são disparados meus principais pontos fortes. Descobri da forma mais empírica possível que as bolinhas da linha Gold da Babolat são mais duradouras que as da linha Trophy ou mesmo a Wilson 4. Comprei uma raqueteira profissional com espaço para seis raquetes (mais 130 pratas), senti como é necessário um bom grip e uma munhequeira no punho direito. Uma final de Grand Slam já tem quase a mesma importância que uma semifinal de Libertadores da América, e se me perguntassem hoje o que eu preferiria entre conhecer o All England Club ou o Maracanã, não teria dúvidas em optar pelo templo sagrado da bolinha amarela.

Por que eu descrevi tudo isso? Porque o tênis é, pelo menos para mim, muito mais que um esporte. Sintetizando tudo o que observei nesses últimos meses, descobri que em muitos aspectos, o esporte se assemelha a minha vida profissional e pessoal. Em várias situações dentro de um set dependemos do lado emocional, é preciso ter um controle incrível das emoções que podem jogar contra ou a favor. É assim na vida, é assim no trabalho. Um game perdido não representa que o jogo está comprometido, é apenas um game. A chance de acerto é diretamente proporcional ao risco que se assume, contando que se tenha sorte. Você sente a melhora no seu jogo conforme faz as repetições, com paciência o jogo aparece como se brotasse de você. É a gratificante e preciosa oportunidade de assumir o controle das coisas.

Jogar tênis me ensinou que tudo o que eu preciso para vencer está dentro de mim. Não é apenas colocar a bolinha na quadra do adversário de forma que ele não a alcance. Não. É muito mais que isso, existem milhares de formas de buscar o ponto, de se saber a hora precisa de subir a rede. Eu me sinto incrivelmente vivo quando jogo tênis. É você buscando o melhor de você, sempre. Raciocínio rápido, força, concentração, técnica, foco, é você contra um cara que quer superá-lo. Não é apenas um jogo, é um treino de como você pode encarar a sua vida. Por isso é um esporte individual, por isso é necessário silêncio. Jogar tênis me fez entender melhor até onde meus limites me desafiam.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ideias. As fortes não morrem.

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Antes de tocar no assunto de hoje quero dar uma resposta comum para alguns e-mails que venho recebendo recentemente. Sim. Este blog é focado em campanhas impressas, o motivo é um tanto peculiar, mas tem lá seu charme. Gosto da síntese de uma ideia criativa em algo imóvel, que vende-se apenas em imagens e/ou textos. Nada contra filmes publicitários, PR stunts, virais, ações de guerrilha ou qualquer outra mídia alternativa que esteja bombando por ai. Isso também é destacado de vez em quando neste singelo e hospitaleiro sanatório. Por isso, não se admire com minha aparente "desatenção" ao radar da propaganda, é tudo friamente calculado.

Agora vamos à atração de hoje, esse diferente trabalho da ABP - Associação Brasileira de Propaganda - para divulgar o Festival Brasileiro de Publicidade 2009. Para ser bem sincero não consigo afirmar se gostei ou não, apenas achei diferente. Essa linha retrô, a tipologia, as cores, tudo isso me agradou. Senti falta de uma direção de arte mais elabora, talvez seja isso. A criação é da DPZ do Rio.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Revolução é coisa de desocupado

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Eu vi isso no conterrâneo Jacaré Banguela e me senti na obrigação de ajustar para a linguagem deste blog, trata-se de uma entrevista do jornal O Globo com o escritor/blogueiro José Saramago. Um dos assuntos era o badalado Twitter, nada muito novo ou digno de alguma percepção mais séria, se não fosse dito por José Saramago.

Antes de comentar a entrevista, veja este pequeno diálogo entre um garoto e um velho numa praça qualquer. Dizia ele:

- Vocês não sabem o que é internet, no tempo de vocês não tinha nem celular. Televisão era para os ricos e uma viagem para outro continente demorava meses. Vocês não entendem essa modernidade toda porque o mundo evoluiu e vocês envelheceram, nunca tiveram essas facilidades.

Eis que o velho responde:

- Você está certo, não tivemos, por isso criamos tudo isso para vocês.

Vou ainda mais além nesse estranho raciocínio e pergunto: o que estamos ganhando com as tais facilidades referidas pelo garoto?

Celular com Bluetooth serve para que mesmo? Televisão é popular, mas ela contamina tudo, ocupa o tempo das pessoas que poderiam estar planejando revoluções. A novela das oito, ainda que vista pelo Youtube, não deixa ninguém pensar em revolução. A propaganda cria um estereótipo que jamais alcançaremos, mas dedicamos 80 anos da vida para tentar ir atrás dessas bobagens. Para que? Quem precisa de uma maldita revolução?

O mundo de fato evoluiu, mas a progressão nos levou a uma geração sem peso na história. Uma geração inteira que não lê e não escreve - como deveria. A retribalização que eu tanto gosto de citar trouxe algumas vantagens, são soluções versáteis para um mundo moderno. Nada além disso.

Pense antes de vangloriar-se com o novo chip que está sendo desenvolvido ou a nanotecnologia que fará um novo milagre ser mais uma conquista da ciência. Enquanto 274 milhões de novos computadores são vendidos por ano no mundo, a água é poluída e você entende menos o que está acontecendo com você. E estamos apenas começando. O que acontecerá então, quando nós, os garotos, não sabermos mais o que é a internet?

:: Repare que na definição de José Saramago, há 140 caracteres, sem contar os espaços. Sinistro.
:: Blog de José Saramago: http://caderno.josesaramago.org/

As aventuras de Mário, o publicitário

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Nada se cria | 102

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Anti Smoking Awareness
Agência: Topnotch Jaipur
País: Índia
Ano: 2007

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Cancer Patients Aid Association
Agência: BleuBlancRouge
País: Canadá
Ano: 2009

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

PacBlue: cartão de visitas gigante

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Tem gente que detesta quando depara-se com o inevitável desafio de criar um cartão de visitas diferente, e deveras, não é a coisa mais fascinante do mundo. No caso da agência canadense Hot Tomali Communications o problema é facilmente resolvido. Vejam o que ela fez para a PacBlue Printing, uma empresa especializada em impressões em tamanhos grandes. Os cartões de visitas tamanho família foram enviados para algumas agências de propaganda para vender esse, digamos, pequeno diferencial.

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Fonte: Comunique9

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Filme com publicitário: Kramer vs. Kramer

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E mais uma vez citamos o publicitário como sendo aquele frenético workaholic, e olha que o filme é de 1979. Assim brilha Dustin Hoffman no papel de Ted Kramer, um brilhante publicitário em “Kramer vs. Kramer”, do diretor e roteirista Robert Benton.

Baseado no livro de Avery Corman, "Kramer vs. Kramer" conta a vida do publicitário Kramer, que é casado com Joanna (Meryl Streep) e tem um filho Billy (justin Henry). Logo no princípio do filme percebemos que Kramer preocupa-se muito mais com as campanhas que desenvolve na agência do que com a família que sente falta do pai e marido. A propósito, estamos falando de uma obra-prima em questão de valores familiares.

Joana, completamente infeliz com a vida que leva resolve abandonar a família. Kramer fica então obrigado a assumir também o papel de mãe do pequeno Billy. Porém, quando finalmente consegue ajustar seu trabalho a estas novas responsabilidades, Joanna reaparece exigindo a guarda da criança. Ted se recusa e os dois vão para o tribunal lutar pela custódia do garoto.

É uma produção simples, com diálogos estranhos – digno de coisas pouco comerciais nos tempos atuais. E mesmo que consiga explorar os sentimentos de cada personagem, a produção não toca profundamente seu expectador como deveria. Vale a pena citar ainda a trilha sonora, que é tão simples quanto marcante.

"Kramer vs. Kramer" fez bonito diante do público, até hoje existem vários fãs, além do que a crítica também aprovou o resultado, tanto é que o filme foi o grande vencedor do Oscar 1980, conquistando cinco estatuetas: Melhor Filme, Melhor Ator (Hoffman), Atriz Coadjuvante (Streep), Roteiro Adaptado e Direção, além de outras quatro indicações: Ator Coadjuvante (Justin Henry), Atriz Coadjuvante (Jane Alexander), Fotografia e Edição, deixando para trás filmes de sucesso como "Apocalypse Now" e "Norma Rae".

Falando do publicitário Kramer, ele tem algumas caracterpisticas que realmente são importantes em nossa profissão, ele é seguro de si, valoriza-se o tempo inteiro e tem um alto astral que o fortifica no trabalho. Claro que é difícil desenhar um paralelo do publicitário de Nova Iorque em 1979 com o que temos hoje. Se você assistir ao filme pensando na espantosa mudança de cenário verá que nada do que é visto ali ajuda a entender o que molda um profissional de comunicação de destaque nos tempos atuais. Estamos falando de uma época em que as mídias sociais nem sonhavam existir.

Elenco:
Dustin Hoffman | Ted Kramer
Meryl Streep | Joanna Kramer
Jane Alexander | Margaret Phelps
Justin Henry | Billy Kramer
Howard Duff | John Shaunessy
JoBeth Williams | Phyllis Bernard
George Coe | Jim O'Connor
Bill Moor | Gressen, advogado de Joanna
Howland Chamberlain | Juiz Atkins
Jack Ramage | Spencer
Jess Osuna | Ackerman
Nicholas Hormann | Entrevistador
Ellen Parker | Professora
Shelby Brammer | Secretária de Ted
Carol Nadell | Sra. Kline
Donald Gantry | Cirurgião
Judith Calder | Recepcionista
Peter Lownds | Norman
Kathleen Keller | Garçonete
Melissa Morell | Kim Phelps

Título original: Kramer vs. Kramer
Direção: Robert Benton
Gênero: Drama
Origem: Estados Unidos
Ano: 1979
Duração: 101 minutos
Estúdio: Columbia Pictures Corporation
Trailer: clique aqui
Site: -

:: Nota do blogueiro: 8.3
Por quê? Porque é diferente, e certamente nunca mais veremos algo parecido no cinema que aprendemos a gostar. Além do mais, é uma ótima oportunidade de rever conceitos, pensar na importância da nossa profissão se ter a certeza de que estaremos fritos em pouco mais dez anos - se tudo terminar bem.

Este Filme com publicitário foi dica da leitora Regina Mendes.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Propagandas que embalaram minha infância: Palio Weekend

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Repare como um simples comercial para um produto comum conseguiu se perpetuar na memória de muitas pessoas. Então a pergunta que me faço é: qual é a fórmula para tornar memorável uma propaganda que em mais de 70% do tempo mostra um carro desfilando pela praia? Bem, eu consegui enxergar algumas razões para citar o comercial do Fiat Palio Weekend nas “propagandas que embalaram minha infância.” Então vamos a elas.

Em primeiro lugar vem a trilha, a música "Fool Around" foi impecável para o contexto. Lembro que esse agradável refrão era cantarolado por vários colegas nos corredores do colégio onde eu estudava. Em segundo lugar vem os peixinhos escrotos, ou se preferir, diferentes. Se fossem peixes normais eles não seriam carismáticos, não ganhariam o público e o comercial perderia alguns pontos. E finalmente, vem o toque especial que fecha o vídeo com chave de ouro: a lágrima do peixinho que diz algo como: lembre-se de mim.

Lançado no final dos anos 90, mais precisamente em 1997, o comercial conseguiu agradar a todos os tipos de idade – talvez um reflexo do momento que o país atravessava na época. Faltava mais fantasia, mais inocente no cotidiano dos brasileiros. Este filme acertou em cheio, por isso está sendo comentado aqui, 12 anos depois.



Letra da música:
Let's fool around / Vamos fazer bagunça
And find a new emotion / E encontrar uma nova emoção
Fool around / Fazer bagunça
Just driving by the ocean / Basta dirigir pelo ocean
Fool around / Fazer bagunça
So good if you come with me / É muito bom se você vem comigo
Fool around / Fazer bagunça
And you understand that / E você entende que
Fool around / Fazer bagunça
Is so easy to see that / É tão fácil ver que
Fool around / Fazer bagunça
Just fooling around by the sea / Apenas brincando à beira-mar

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Parece mágica, mas é Sedex

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Mais uma campanha “pop” que merece destaque aqui no blog. Tanto os vídeos quanto as peças impressas para o Sedex agradam pela simplicidade e originalidade. Ou você vai negar que não se surpreendeu quando assistiu pela primeira vez? Pois a ideia é exatamente essa.

Criada pela Artplan para os Correios, a campanha consegue transmitir – em apenas 15 segundos - todo o benefício de um produto nobre e realmente eficiente. Eu diria ainda que a cereja no bolo é o áudio, que continua mesmo depois do fade out. “Pode confiar. A gente entrega quando você precisa. Parece mágica, mas é Sedex. Mandou, chegou”. Perfeito.

Jarra:


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Peixe:


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Ovo:


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Mizuno

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E ai, o que você me diz deste anúncio do tênis Mizuno Pro Runner 12? No texto lê-se: "Passamos pelo teste mais rigorosao que um tênis de corrida pode passar". A criação é da agência Talent.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Nada se cria | 101

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Volkswagen
Agência: AlmapBBDO
País: Brasil
Ano: 2000

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Duracell
Agência: Ogilvy & Mather
País: México
Ano: 2006

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Koba
Agência: Fortune Promoseven
País: Omã
Ano: 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mais uma boa ideia da DM9DDB para o Zôo Sáfari

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Eu já havia comentado sobre o Zôo Sáfari aqui em abril deste ano (reveja), e como pode-se notar, esta outra campanha da mesma DM9DDB apresenta um conceito muito parecido - para não dizer idêntico. O importante é que as peças vendem brilhantemente a proposta do parque e ponto final.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Filme com publicitário: Em Boa Companhia

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Depois de um pequeno intervalo voltamos com os filmes que nos citam, e no episódio de hoje temos o agradável “Em Boa Companhia”, do diretor Paul Weitz. A ideia do filme surgiu para mostrar o ambiente altamente competitivo das grandes empresas, onde pessoas são parte de um sistema frio e lucrativo.

Dan Foreman (Dennis Quaid) é um executivo de mídia que perde seu importante cargo de chefe de vendas de publicidade da revista Sports America para um jovem publicitário. Carter Duryea (Topher Grace) tem apenas 26 anos e transborda empolgação ao assumir o posto de Dan, que acaba virando seu conselheiro e braço-direito.

Em casa Dan enfrenta ainda novos problemas, com a inesperada gravidez de sua esposa e os gastos extras com as faculdades de suas filhas, Alex (Scarlett Johansson) e Jana (Zena Grey). Por causa das novas despesas, Dan não pode de maneira alguma perder seu atual emprego e tenta de todas as formas manter um clima amigável com Carter. Mas a situação muda de figura quando o publicitário, que se divorciou recentemente, começa a namorar Alex.

Sem dúvida alguma, o maior mérito do filme é seu fator humano. Mesmo que se utilize do artifício de mostrar as grandes corporações (com suas fusões, compras e vendas que se importam somente com os lucros como resultados) como o mal supremo deste tempo de globalização, isso só serve para mostrar a dicotomia entre o executivo dos velhos tempos, aquele que é apaixonado e acredita no que faz e o novo executivo, capaz de doar seu sangue para ser reconhecido como o competente e frio executor do que for necessário para o crescimento da empresa. Doa a quem doer.

Não demora para que Carter comece a se dar conta da desumanidade das ações corporativas. Daí, longe daquele papo furado de "sinergia" com que tentou engambelar os seus funcionários no primeiro dia da empresa, Carter enxerga a pessoa por trás de cada cargo, o provedor de família por trás de cada funcionário que tem que demitir.

Mais uma vez, o publicitário do filme é aquele workaholic com hábitos estranhos. Imagino que isso aconteça em qualquer profissão, mas apesar de ser completamente devotado ao trabalho, Carter é demasiadamente inseguro. Por inúmeras razões, é um bom filme de se assistir e entender mais um pouco sobre o nosso próprio universo.

Elenco:
Topher Grace | Carter Duryea
Dennis Quaid | Dan Foreman
Scarlett Johansson | Alex Foreman
Marg Helgenberger | Ann Foreman
David Paymer | Morty
Clark Gregg | Steckle
Philip Baker Hall | Eugene Kalb
Selma Blair | Kimberly
Frankie Faison | Corwin
Ty Burrell | Enrique Colon
Kevin Chapman | Lou
Amy Aquino | Alicia
Zena Grey | Jana Foreman
Enrique Castillo | Hector
Malcolm McDowell | Teddy K

Título original: In Good Company
Direção: Paul Weitz
Gênero: Comédia
Origem: Estados Unidos
Ano: 2004
Duração: 109 minutos
Estúdio: Universal Pictures | Depth of Field
Trailer: clique aqui
Site: clique aqui

:: Nota do blogueiro: 7.7
Por quê? Pelo mesmo critério de filmes anteriores, “Em boa companhia” refere-se muito pouco ao publicitário padrão, ou seja, aquele que vive enfurnado em uma agência de propaganda. Mesmo assim tem como tirar muitas conclusões ao analisar o perfil do personagem que nos representa – principalmente no começo do filme. O Porsche azul não é por acaso, pode acreditar.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

As aventuras de Mário, o publicitário

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Zeiss

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Boa campanha para vender óculos. E reparem que esse negócio de colocar o texto interagindo com a imagem é uma moda nos anúncios do gênero – lembra desse caso? Ainda assim, as peças da Zeiss ficaram bem pertinentes.
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Campanha ateísta em Londres

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E já que a semana está filosófica aqui no blog, vamos ao assunto mais polêmico de todos: religião, ou se preferir, a falta dela. Como tudo nesse meio precisa de argumentos, a propaganda é crucial para moldar opiniões. Tentarei ser o mais imparcial possível, e o que todos sabem, isso é impossível.

A pergunta que move tudo é: Deus existe?

Você acredita mesmo nas revelações que ouve desde sempre? Claro que sua resposta depende da forma como foi doutrinado, da posição geográfica onde foi concebido e das pessoas com quem se relacionou ao longo da vida. Depende de um monte de coisas que muitas vezes precisam de muito esforço para serem compreendidos. Einstein disse certa vez que a palavra Deus nada mais é do que a expressão e produto da fraqueza humana. Para Nietzsche "O cristão comum é uma figura deplorável". Por outro lado, divulga-se que é dever dos pais orientar e incentivar os filhos a seguir uma religião, seja ela qual for. Pressupondo-se então, que a religião faz o indivíduo melhor - e que, portanto, sua ausência o piora.

A seção "Esquina" da sempre excelente Revista Piauí traz na edição desse mês um ótimo texto sobre o assunto (Sorria! O inferno não existe). Entre outras abordagens, o artigo cita a Atea, Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (www.atea.org.br), entidade que tem como objetivo defender o ateísmo e combater hostilidades e sanções sofridas por seus adeptos, além de difundir premissas anti-Deus como base de um caminho filosófico consistente.

Recentemente uma jornalista inglesa de 28 anos iniciou uma polêmica campanha ateísta nos ônibus vermelhos londrinos. E como todas as campanhas do gênero, a coisa ganhou força e hoje é citada por diversos artigos que citam a ascensão daqueles que não acreditam em Deus. A ideia recebeu apoio da British Humanist Association, um importante grupo que promove causas ateístas no Reino Unido. Só Richard Dawkins, autor do livro “Deus, um delírio”, doou mais de 5500 libras para a causa. Em uma semana foi arrecadado mais de 110 mil libras – cerca de 375 mil reais - e a campanha com o slogan "Provavelmente Deus não existe. Agora pare de se preocupar e aproveite a vida." ganhou as ruas com grande intensidade.

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:: É possível ver mais fotos no site da campanha

Acredite, em breve algo muito próximo disso acontecerá por aqui, ainda que o Brasil seja o maior país católico do mundo. Mas tanta tecnologia, tanto ceticismo em cima do que pode acontecer com nosso futuro, será natural que o Criacionismo seja discutido por mais pessoas. É difícil pensar que Charles Darwin estava completamente equivocado.

Com muita razão, o controverso tema ainda não ganha a grande mídia. Existem boicotes e matérias sobre o assunto são engavetadas por ir contra a forma de pensar da extensa maioria das pessoas. Existe preconceito. Também não é fácil ter uma opinião consistente a respeito. O que você pensaria, por exemplo, ao deparar-se com este slogan: "Você é quase tão ateu quanto nós. Quando entender por que não acredita em todos os outros deuses, saberá por que não acreditamos no seu."? De fato, em pouco tempo percebe-se que a fé é o caminho que exige menos resistência, como diria algum filme de Woody Allen.

Fontes: Época | Revista Piauí

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Uma mijada inconveniente

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É curioso a quantidade de ideias absurdas que surgem para “proteger” o planeta (as aspas no nobre verbo são devido à falta de coerência com que as pessoas se referem ao assunto). Vou substituí-lo então por uma palavra mais apropriada: postergar. Sim, de que adianta o cidadão pintar o telhado da sua casa de branco, colocar o lixo nos lugares certos e calibrar os pneus do carro para não consumir mais combustível se ele compra produtos que arregaçam a atmosfera para serem produzidos.

Detesto quando vejo campanhas idiotas como essa. Faça xixi no banho para não dar uma descarga a toa. (Não acredita? Então veja com seus próprios olhos: clique aqui). Poupe meu tempo por favor - e o pior é que tem gente que acredita nessa bobagem. Ou então, vem o Google com toda a sua genialidade e coloca sua página principal toda preta para dizer que assim seu monitor consumirá menos energia do mundo. É muita falta do que fazer, é muita cretinice. A tendência é que quanto mais polêmica a situação se torne, mais adeptos às ideias tolas apareçam.

As empresas mandam você ter hábitos ecologicamente responsáveis para elas ganharem alguma coisa com isso, para venderem mais e para manterem suas respectivas imagens bem cotadas nas bolsas de valores. Ou você acha que o Al Gore está preocupado com aquela verdade inconveniente? Você acha que trata-se de uma verdade realmente inconveniente? Você acha mesmo que o Obama é a salvação desse mundo que se fode todos os dias? Como li por ai, Obama nada mais é do que Bush com vaselina.

Anote isso no bloco de notas do seu computador pessoal (ou Macintosh) e salve num lugar onde algum buscador possa encontrar depois: logo uma nova moda ganhará espaço nessa nossa pequena aldeia e tudo voltará a ser como antes. O Hammer voltará a ser vendido, pessoas voltarão a fumar por necessidade de status, ninguém se surpreenderá mais com a velocidade das informações e até aqueles blogueiros desocupados não conseguirão mais alguma notoriedade. É tudo cíclico meu caro, tudo cíclico.