quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz ano novo, nerds

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(CDF é a mãe) - Há exatos 365 dias eu fazia meu planejamento de leitura para 2010 - sim, sou nerd e tenho dessas esquisitices, o nome deste blog não me deixa mentir. A questão é que estava em meio a algumas taças de champagne e muita lentilha (minha mãe sempre diz que dá sorte comer lentilhas na passagem de ano) e resolvi traçar como meta ler pelo menos 54 títulos no ano que estava brotando, isso é algo em torno de um livro por semana - uma boa média, pensei. E ainda que aquilo parecesse mais com um êxtase de inspiração vitaminado pelo álcool da champagne (considerando que Chuva de Prata seja champagne) anotei alguns títulos que lembrava e mandei ver.

30 de dezembro de 2010, e eis a lista de todos os livros devorados por este que vos pressiona teclinhas - repare que não só atingi como atropelei a meta. Rá muleke! Estou realmente orgulho da minha nerdice (se é que essa palavra existe) - repare que aí no meio têm alguns títulos já comentados aqui na nossa categoria "Leitura recomendada". Aproveito e já disponibilizo o link para quem se interessar pela compra de algum deles, para isso basta clicar sobre o título do livro. O Submarino está com boas promoções neste final de ano, e os livros estão realmente baratos. Vale lembrar que ao comprar algum dos livros listados abaixo você ajuda este blogueiro a garantir as lentilhas e o champagne do próximo réveillon. (0:

E um feliz 2011 para todos os nerds do mundo!

1. Manual do guerreiro da luz [Paulo Coelho]

2. Ponto de impacto [Dan Brown]

3. Deus não é grande [Christopher Hitchens]

4. Blog, entenda a revolução que vai mudar seu mundo [Hugh Hewitt]

5. Onze minutos [Paulo Coelho]

6. Escreva seu livro [Laura Bacellar]

7. Adolescência em versos [Simone Magalhães Moraes]

8. Como falar em público e influenciar pessoas no mundo dos negócios [Dale Carnegue]

9. Talentos brasileiros [Flávia Pacheco]

10. O fim da picada [Renato Maduro]

11. O astronauta sem regime [Jô Soares]

12. O presente precioso [Spencer Johnson]

13. Comer, rezar, amar [Elizabeth Gilbert]

14. O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança [James C. Hunter]

15. Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? [Allan e Barbara Pease]

16. O que aprendi com Bruna Surfistinha [Raquel Pacheco]

17. O alquimista [Paulo Coelho]

18. As sete leis espirituais do sucesso [Deepk Chopra]

19. Isaac Newton, o último feiticeiro [Michael White]

20. Sobre falar merda [Harry G. Frankfurt]

21. A arte da guerra [Sun Tzu]

22. Transformando suor em ouro [Bernardinho]

23. A história de Lula, o filho do Brasil [Denise Paraná]

24. Jornal Nacional: Modo de fazer [Willian Bonner]

25. Só porque criou o mundo pensa que é Deus [Henrique Szklo]

26. Anjos e demônios [Dan Brown]

27. Na margem do rio piedra eu sentei e chorei [Paulo Coelho]

28. Beber, jogar, f@#er [Andrew Gottlieb]

29. Fim dos tempos [Sylvia Browne]

30. A cabana [William P. Young]

31. O guia do mochileiro das galáxias: Volume um da trilogia de cinco [Douglas Adams]

32. O guia do mochileiro das galáxias: Restaurante no fim do universo [Douglas Adams]

33. O guia do mochileiro das galáxias: A vida, o Universo e tudo mais [Douglas Adams]
34. O guia do mochileiro das galáxias: Até mais, e obrigado pelos peixes! [Douglas Adams]

35. O guia do mochileiro das galáxias: Praticamente inofensiva [Douglas Adams]

36. Criação em filmes publicitários [João Vicente Cegato Bertomeu]

37. Estratégias semióticas da publicidade [Lucia Santaella e Winfried Nöth]

38. Administração em Publicidade: a verdadeira alma do negócio [Marcélia Lupetti]

39. Assassinato na Academia Brasileira de Letras [Jô Soares]

40. A arte de viver: o manual clássico da virtude, felicidade e eficácia [Sharon Lebell]

41. Textos pedagógicos: reflexões do cotidiano escolar [Celio Aloisio Wendling]

42. A revoada: o enterro do Diabo [Gabriel García Márquez]

43. Humor nos tempos do Collor [Jô Soares, Luis Fernando Verissimo e Millôr Fernandes]

44. Explicando Deus numa corrida de táxi [Paul Arden]

45. O poder sugestivo da Publicidade: uma análise semiótica [Roberto Chiachiri]

46. Marketing pessoal [Dorene Ciletti]

47. Criação na propaganda impressa [João Vicente Cegato Bertomeu]
48. Criação visual e multimídia [João Vicente Cegato Bertomeu]

49. Fortaleza Digital [Dan Brown]

50. De gênio e louco todo mundo tem um pouco [Augusto Cury]
51. O Programa de Eficiência Pessoal [Kerry Gleeson]


52. Leitura dinâmica [Ricardo Soares e Willian Douglas]

53. O que toda mulher inteligente deve saber [Steven Carter e Julia Sokol]

54. O Aleph [Paulo Coelho]

55. Mapa do jogo: A diversidade cultural dos games [Lucia Santaella e Mirna Feitoza]

56. O comportamento do consumidor – 4ª edição [Ernesto Michelangelo Giglio]


57. O Boto do Reno [Flavio Gomes]

58. Nunca deixe de tentar [Michael Jordan]

59. Marketing esportivo [Melissa Johnson Morgan e Jane Summers]

60. Essas coisas só acontecem comigo [Carlos Alberto de Nóbrega]

61. O país da bola [Betty Milan]
62. Ninguém é de ninguém [Zibia Gasparetto]

63. Hiperpublicidade: Atividades e tendências [Clotilde Perez e Ivan Santo Barbosa]

64. Nunca antes na história deste país [Marcelo Tas]

65. Adultérios [Woody Allen]

66. Pai rico, pai pobre [Robert Kiyosaki]

67. Nascido para vencer! [Luís Augusto Símon e Marcelo Prado]

68. Como treinar o seu dragão [Cressida Cowell]

69. A bola não entra por acaso [Ferran Soriano]

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mais polêmico do que criativo | 42

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(Dia quente no blog) - Veja que coisa este filme do Renault Twingo que citou abertamente o lesbianismo. Pelo que li, o comercial não foi visto com bons olhos pelos nativos do país da bota. Apenas um canal de televisão arriscou-se a colocá-lo no ar. O CEO da Publicis italiana argumentou: "Queríamos criar um anúncio que fosse original, divertido e ao mesmo tempo que não fosse vulgar, e acredito que conseguimos. O interessante é que você pensa que ele vai para uma direção mas acaba indo para outra - é demais, você não acha?" Eu, conservador como sempre, achei que passaram do tom. Têm formas mais educadas e inteligentes de se vender um automóvel, não acham?


:: Vi no Blue Bus

TV Sony BRAVIA 3D

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(É assim que se faz) - Eu sempre acho engraçadinho esses vídeos que interagem com o Youtube - foi assim com o lançamento do último filme do Stallone, lembra? A Sony, que não é nada boba, quis entrar na onda e resolveu divulgar sua TV Sony BRAVIA 3D com este recurso - bem apropriado, diga-se de passagem. O resultado é esse aqui, ó. Se preferir clique na imagem e sinta toda a emoção que só uma tevê tridimensional pode proporcionar. Recomendo que tire os objetos menores da sala. Hã?! O diabo ainda é o preço, algo em torno de 8 mil dinheiros brasileiros.



STOP (versão agência de propaganda)

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(Ainda existe?) - Se você nasceu antes do Windows 3.1 e jogou bolita na infância, esse post é pra você. Digo isso porque você certamente já jogou STOP - e eu não estou me referindo a este STOP. Confesso que eu era um viciado neste passatempo que fez a alegria da família brasileira nos anos 1980-90. A parte chata era escrever a tabela com 'nome', 'carro', 'fruta', etc. Bons tempos! Como diria qualquer um que nasceu antes do telefone.

Agora veja o que encontrei no PropagandaMT. Segundo o blog, a ideia saiu de um brainstorm sobre como fazer panfletos diferenciados para um cliente. Claro!

:: Clique na imagem para ampliar. Depois imprima e divirta-se!

:: Fonte: PropagandaMT

Escreva o futuro

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(Faz um 21) - Eu não canso de rir desses anúncios publicados pelo pessoal do Desencannes. Este do Grafite merece um destaque especial aqui no blog (rs). Só faltou postar o restante da campanha, com o Valdir Papel, talvez. (o:


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nada se cria | 148

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(Mera coincidência) - Ok, vamos fazer de conta que tudo não passou de uma inocente coincidência, combinado? Ainda assim, tenho a impressão que seu eu cavar mais um pouco, encontro outros anúncios do gênero. Tudo coincidência também.


Beka International Hairstylist
Agência: Ogilvy São Paulo
País: Brasil
Ano: 2003


Pantene
Agência: Grey Johannesburg
País: África do Sul
Ano: 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Muito mais polêmico do que criativo | 41

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(Passe a mostarda) - Agora eu vou falar de um negócio que realmente me interessa: ateísmo. Acredite, o assunto está entrando na moda - se é que já não entrou. Os tempos estão mudando, e como acontece em qualquer movimento, o que falta aos ateus é apenas um líder, um elemento que saia do armário e traga com ele uma multidão pessoas que não conseguem alinhar sozinhas suas ideias. Mais ou menos o que Renato Russo fez com o rock brasileiro nos anos 1980, ou o que Gandhi representou para os ativistas democráticos. Mas como o assunto é delicado e envolve muitos tabus, vamos por partes. Mas antes, um pequeno aviso: vivemos em um Estado Laico, teoricamente. Se você é dono da verdade e tem todas as respostas do mundo, prefiro que não continue lendo. Por favor.

Recentemente a ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) tentou divulgar a seguinte campanha nos ônibus de Salvador e Porto Alegre.











O lançamento da campanha ocorreu pouco depois de o Ministério Público Federal ajuizar ação civil pública contra o jornalista José Luiz Datena pedindo retratação de suas afirmações ofensivas contra ateus.

Mas antes de pregarem o primeiro adesivo nos busões (essa palavra existe?) a campanha foi barrada por uma lei municipal que proíbe campanhas que favoreçam ou estimulem qualquer espécie de ofensa ou discriminação religiosa. Outro motivo foi a alegação das empresas responsáveis pelos anúncios que temiam a reação do estado e dos empresários de ônibus. A Atea se defendeu dizendo que seu objetivo era apenas tentar diminuir o enorme preconceito das pessoas contra os ateus. Como não foi ouvida, ela prometeu armar um pequeno barraco na justiça, já estão até arrecadando fundos no site.

Não tem como negar que o argumento da proibição é válido - é uma lei, e deve ser respeitada. Mas por que essa lei existe? Daí, meus amigos, o buraco é bem mais embaixo.

É sempre muito difícil ficar imparcial nessas situações, até porque a sua incontestável educação religiosa faz com que você não analise os dois lados com os mesmos critérios racionais. É natural. Mas como eu disse, este é um assunto que muito me interessa. Por isso, desde os meus primeiros anos de consciência de sociedade, eu busquei não me acomodar com as regras ditadas por qualquer que fosse a organização. Eu queria ser um descobridor, como Magalhães, ou Truman Burbank, que fosse. Afinal, me incomodava profundamente o fato de não entender o sentido das coisas. Até num postulantado franciscano me enfiei certa vez tentando entender a um pouco mais dos princípios da toda-poderosa Igreja Católica - uma experiência bem válida, diga-se de passagem. E não digo isso por causa do vinho à la vonté, nem pelo futebol aos sábados.

Mas ainda assim, continuo com as mesmas dúvidas de muitas pessoas que eu conheço. Quem diabos - trocadilho não é blasfêmia - é Deus? Quem colocou tudo isso para funcionar? Foi Ele que apertou o play? E quem foi o fornecedor do material do botão do play? Espíritos existem ou somos apenas um bando de células vagando por aí até virarmos comida de rinoceronte? Chico Xavier e Zibia Gasparetto psicografavam o que, exatamente? E qual é o propósito, exatamente? Qual era o maldito problema de Charles Darwin? Fantasmas existem? Quem escreveu o destino? A propósito, existe destino? Existe mesmo o livre arbítrio?

E sabe o que esta me matando depois de todas essas perguntas? Chegar aos 30 anos e descobrir que nem o Google sabe qual é o sentido das coisas. Tudo depende da forma como você encara tudo isso.

Ninguém precisa se sentir inferior porque não tem as respostas. Saiba que existem pelo menos 200 teorias que tentam explicar de onde viemos e para onde vamos. Por isso eu considero o comercial do canal Futura é perfeito: Você pode pensar muitas coisas, a única coisa que você não pode fazer, é não pensar. As pessoas fazem guerra por causa da religião, jamais aceitariam mudar sua fé, livrar-se da doutrinação. É pecado. E quando não existe guerra o que mata é o cara que insiste em permanecer cego, casmurro, que prefere não pensar, não filosofar. Para Sócrates uma vida sem reflexão não merece ser vivida. E o que não falta por aí são pessoas que repetem feito papagaios que não dirão falso testemunho contra o próximo, mas também não fazem ideia de onde fica o Monte Sinai. É uma fé fabricada, fútil, vazia, praticada por não praticantes convictos. A verdade está muito mais distante para essas pessoas. A propósito, alguém sabe onde está o sepulcro de Moisés?

Por mais lógico que isso possa parecer, deve-se lembrar que a religião é criação do homem. Os primeiros pais da fé (eles se asseguraram de que não haveria mães) viviam em uma época de enorme ignorância e medo. A religião vem de uma época da pré-história humana em que ninguém tinha a menor ideia do que estava acontecendo. Vem da infância assustada e chorosa de nossa espécie e é uma tentativa infantil de atender a nossa inescapável necessidade de conhecimento. Hoje, qualquer criança desinformada sabe sabe muito mais sobre a ordem natural que qualquer dos fundadores da religião.

A Igreja Católica monopolizou o conhecimento por vários séculos, proibindo e censurando livros, silenciando dissidentes, condenando estrangeiros, invadindo a esfera privada e invocando uma salvação exclusiva. Mas hoje, felizmente, essa forma de totalitarismo está falindo. Isso fará com que as pessoas passem a pensar por conta própria, comecem a questionar coisas até então bestas, como o tamanho do universo, o tamanho do átomo, a existência do Bing Bang, etc, etc, etc. A tendência não é encontrarmos respostas muito concretas, apenas fazermos ainda mais perguntas. Ter uma vida de reflexões sem a necessidade de um plano divino. A vida pode funcionar perfeitamente sem essa suposição. Em outras palavras, a filosofia começa onde a religião termina. As pessoas não entendem que a decência humana não deriva da religião.

Dois livrinhos legais para incluir na sua Lista da Bota: Deus não é grande (Cristopher Hitchens) e Explicando Deus numa corrida de táxi (Paul Arden). Leia nessa sequência, primeiro Hitchens, depois Arden. Depois conversamos com mais calma. Aproveite e não leve muito a sério essas coisas que Dan Brown escreve. E por Deus! Parem de boicotar as campanhas ateístas. Elas devem existir. Apenas melhorem essa direção de arte.

A segunda família do Real

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(Pode lavar?) - Bem engraçadinho esse comercial criado pela Giovanni+Draftfcb para divulgar o novo design das cédulas do Real lançadas pelo Banco Central. Obviamente, o objetivo da modernização não é apenas para inglês ver (sim, existe a versão em inglês da campanha), mas também para aumentar a proteção contra as terríveis falsificações. Vale lembrar que o que mais existe neste país é ladrão e ex-BBB.

A questão é que o novo dinheiro está ainda mais seguro, tem faixa holográfica, marca-d’água e todas essas bobagens do gênero. Uma vez eu recebi cincão falsificado como troco na locadora, normalmente eu nem reparo nessas coisas, sou meio desligadão mesmo - acabo passando para frente sem saber que cooptei com uma grande esquema fraudulento. Mas aquele cincão era muito tosco, fora impresso numa HP jato de tinta mesmo, um dos lados estava todo manchado por ter sido molhado. Quando vi, pensei: esses caras já foram melhores.

Mas voltando ao filme, eu pensei melhor depois de ver pela segunda vez e achei um pequeno pêlo no ovo - ou seria chifre na cabeça do cavalo?! Tanto faz! Pensei: para o governo, não é interessante que o povão gaste, compre e se endivide cada vez mais? Não é estranho o comercial falar de um cara que tem dó de abrir a mão?

Pago cincão por uma explicação plausível. Aquele cincão.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Alerj | Acabe com esse crime. Denuncie.

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(Esfriou em Cuiabá. O mundo deve estar acabando!) - Meus amigos, é por causa de anúncios como este que o blog existe. Li um artigo do Zaragoza dia desses que representa bem o momento que vive a publicidade brasileira. Acho que este impresso sintetiza bem. A agência que assina é a carioca Staff. Amanhã eu volto - se o mundo não acabar.


Railuque e Maloque: a dupla sertaneja que não é sertaneja

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(Caubói de posto, claro!) - Eu entendo de pickups na mesma proporção que o Tiririca entende de análise morfológica. Não sei se a L200 é melhor que a Hillux. Nem se a S10 a diesel é mais econômica que a versão a álcool. Pra ser bem sincero, sou tão ignorante que não sei se ainda fabricam a Silverado. Se me aprofundar mais no assunto, posso garantir que dirigi caminhonete não mais do que meia dúzia de vezes, em todas elas, tive a sensação de estar a bordo de uma nave alienígena. Resumindo, não entendo bulhufas do assunto.

Eu não ia postar esse comercial agressivo da Nissan Frontier. Mas neste final de semana eu parei para abastecer meu paliozinho 1.0 e presenciei um aglomerado de autênticos caubóis de posto. Lembrei do filme na hora e achei engraçado. Ri sozinho dentro do carro. Depois fui para um almoço de confraternização da firma e numa das mesas o assunto era esse comercial. Um colega apontou pra mim e disse: Luciano, bota lá no teu blog.

Pronto. Taí.


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domingo, 12 de dezembro de 2010

Leitura recomendada | Hiperpublicidade - Volume 2

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Mais um grande livro se junta a nossa seleta categoria, trata-se do segundo volume de Hiperpublicidade. Organizado por Clotilde Perez e Ivan Santo Barbosa, a obra reúne 18 textos de professores de importantes escolas de comunicação do país, entre elas, uma que eu tenho especial admiração: a escola de comunicação da USP.

Voltado tanto para os interessados em pesquisa de mercado quanto para criação publicitária, Hiperpublicidade destaca-se pela definição de conceitos de forma extremamente didática e atual. Mas além disso, o livro nos ajuda a formatar algumas opiniões, mesmo para quem não vive diariamente o universo das agências de publicidade. Um bom exemplo é o fato de que em propaganda, muitas vezes ganham-se clientes pela criatividade e perdem-se por mau serviço e displicência.

Hoje, uma agência de propaganda só poderá colaborar eficientemente para o sucesso de seu cliente se pensar como cliente, quase como uma sociedade, e se o cliente, baseado nessa mesma comunhão, deixá-lo agir como agência. Essa é a tarefa fundamental do atendimento. Por isso, um publicitário moderno precisa entender a fundo diversas ferramentas de marketing. A pesquisa é, talvez, a mais importante delas. Com esse raciocínio, torna-se cada vez mais importante encarar as pesquisas qualitativas e quantitativas como complementares, ao invés de mutuamente concorrentes. Numa reflexão de Washington Olivetto, ele conclui que bons anúncios são o resultado da soma de informações rigorosamente armazenadas, codificadas, desestruturadas, decodificadas e processadas por brilhantes intuitivos. Na maioria dos casos, em momentos de angústia e tensão.

Outro ponto destacado com bastante pertinência no livro é a discussão em torno de quem tem mais importância nos dias atuais: o diretor de arte ou o redator. Mesmo partindo do princípio de que "Sede não é nada, imagem é tudo" e da enorme valorização do diretor de arte, essa é uma discussão que não deve mais existir. O livro lembra que valoriza-se cada vez mais a "imagem como mensagem". Com essa explosão da imagem, da comunicação integrada à multimídia, os papéis dos executivos da propaganda e do design mudaram drasticamente.

E para finalizar, Oliviero Toscani - o polêmico fotógrafo italiano que afirma que a publicidade não passa de um cadáver que nos sorri - diz que a forma tradicional de fazer publicidade está embolorada e morta. Com a participação de elementos redundantes como modelos com biotipo ariano, cenários deslumbrantes, homens viris, carrões reluzentes e exagero no uso dos produtos, a publicidade tornou-se completamente ultrapassada, e as populações dos diferentes países e cultura assimilaram esse desgaste, desacreditando e entediando-se quando expostas ao incessante e repetitivo apelo publicitário, em geral imbecilizante e alienado.

Tudo isso que eu falei até agora não é nem 1% do que eu absorvi ao ler Hiperpublicidade: Atividades e tendências. Sem dúvidas, um dos melhores livros que eu analisei este ano.
::
HIPERPUBLICIDADE - Volume 2 - Atividades e Tendências
Organizadores:
Clotilde Perez e Ivan Santo Barbosa
Categoria:
Marketing e Comunicação
Editora: Cengage Learning
Blog da editora
524 Páginas

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Tudo por um Hublot

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(Isso é que eu chamo de um legítimo soco inglês) - Vejam vocês como é a vida. Bernie Ecclestone, o pica das galáxias do muiltibilonário mundo dos carrinhos de corrida exibiu seu olho roxo - fruto de um assalto sofrido em Londres - em um anúncio de jornal para uma relojoaria suíça. A frase do anúncio foi sugerida pelo próprio Ecclestone, que a enviou junto com a foto para o executivo-chefe da empresa, Jean-Claude Biver. A mensagem era: “Veja o que as pessoas vão fazer por um Hublot”. Um pequeno detalhe: a Hublot é a marca oficial de relógios da Fórmula 1. Como disse o Flavio Gomes em seu blog: vai gostar de dinheiro assim no inferno!


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Na Casa Do Mamãe

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Para quem ainda não sabe, eu também escrevo algumas bobagens no cuiabaníssimo blog chamado Na Casa Do Mamãe. "Hotel Presidente" é o texto mais recente, veja lá, se achar que deve: www.nacasadomamae.com.br

As aventuras de Mário, o publicitário

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Webjet | Voar é para poucos

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(Lembrei da Gol) - Belo anúncio da Webjet criado pelos caras da GP7 Comunicação.



E assim termino essa semana minguada de postagens. Semana que vem tudo deve piorar.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Nada se cria | 147

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Anúncio à esquerda:
Jeep
Agência: KNSK Werbeagentur
País: Alemanha
Ano: 2002

Anúncio à direita:
Land Rover
Agência: Filadélfia BH
País: Brasil
Ano: 2010

Fonte: Joe La Pompe

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Guia dos Mochileiros das Galáxias

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(Imperdível) - Eu não me canso de me embasbacar com esses preços malucos do Submarino. Veja só essa coleção inteira do Guia dos Mochileiros das Galáxias por incríveis R$ 29,90. Cada livro sai por menos de 6 reais. Se preferir, você ainda pode parcelar em 2x de R$ 14,95.



Coleção Guia Mochileiro das Galáxias

5 Volumes

de R$ 99,90
R$ 29,90
Ou 2x de R$ 14,95

:: Clique aqui para comprar (enquanto é tempo).

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Skol | Se beber não cante

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(Fujam para as montanhas) - E enquanto o pau quebra no Rio de Janeiro, os sertanejos quebram tudo no Youtube, o vídeo abaixo da Skol divulga o Youtube Sertanejo Live. Pelo que entendi, trata-se de um show que vai ser transmitido ao vivo pelo YouTube para todo o Brasil. Bem coisa de nerd, isso. Como eu não gosto de música sertaneja, prefiro não imaginar como vai ser este evento - na verdade, nem sei porque estou postando isso. De qualquer forma, se você gosta dessas coisas acesse este link aqui, ó e saiba mais. Good luck!


::Vi no sempre excelente Testosterona

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CAIXA retoma promoção Fatura Zero

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(Gostei) - Em campanha assinada pela Fischer+Fala! a CAIXA traz de volta a promoção Fatura Zero. Após o sucesso da primeira edição a ação sorteará por mês 100 usuários dos cartões de crédito para terem suas faturas totalmente zeradas. Com um roteiro simples e bem-humorado, a campanha apresenta o mote “Com os cartões de crédito Caixa suas compras podem custar zero”. Para dar forma a esse conceito, a agência criou situações em que o zero é celebrado nos momentos mais diversos e inusitados, como na cobrança do pai no boletim escolar do filho. O número que é normalmente associado ao que não tem valor, aqui ganha o status de objeto de desejo. O único pecado é não terem criado mais filmes. A ideia é muito boa!


terça-feira, 23 de novembro de 2010

1000º post

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(Em ritmo... em ritmo de festa...) - Impressionante! Chegamos ao milésimo post. Meus amigos, um blog que nasceu despretensiosamente em fevereiro de 2006 hoje orgulha-se de... de... de.... bem, orgulha-se de se comparar aos feitos de Pelé, Romário e quiçá, Túlio Maravilha. Nesta data comemorativa eu fiz umas compilações bestas e o resultado é esse aí de baixo - uma super retrospectiva dos melhores posts das nossas principais categorias. Tudo baseado na opinião do diretor-presidente-executivo do blog, no caso, eu.

Confesso que a ideia inicial era sortear uma Lamborghini Gallardo, mas essas malditas taxas de importações estão pela hora da morte. Portanto contentem-se apenas com meus singelos agradecimentos a todos que fizeram parte destas dez centenas de bobagens. No 2000º (não sei como se fala isso) post eu prometo uma comemoração recheada de presentinhos.

Eis os 5 mais de cada categoria: (espero que gostem, porque isso deu um trabalho dos diabos).

:: Propagandas que embalaram minha infância
1º - Estrela
2º - Guaraná Antárctica
3º - Tortuguita
4º - Formiguinhas da Philco
5º - Passatempo

:: Nada se cria
1º - Jornal Diário do Aço vs. ANJ
2º - Revista Sexy vs. Revista FHM
3º - Selton vs. Kwik
4º - Premiere vs. Carlsberg Beer
5º - Air France vs. Celio

:: Mais polêmico do que criativo
1º - Devassa
2º - WWF
3º - Anorexia
4º - Tubos e conexões Tigre
5º - LastMinuteTravel.com

:: Filme com publicitário
1º - Do que as mulheres gostam
2º - Se Eu Fosse Você
3º - Pacto Quebrado
4º - Kramer vs. Kramer
5º - O Ex-Namorado da Minha Mulher

:: As aventuras de Mário, o publicitário
1º - Empréstimo
2º - Pássaros migratórios
3º - Novo cliente
4º - Mudança de lugar
5º - Bloquinhos de anotação

:: Filmes
1º - Propaganda. Faz diferença
2º - Nike - Write the Future
3º - Itaú
4º - Parece mágica, mas é Sedex
5º - Volkswagen Jetta 2011

:: Impressos
1º - Crie com consciência
2º - Animal Peace: Crianças precisam dos pais
3º - Nissan
4º - TGV - Ligeirinho
5º - Diga não ao trabalho infantil

:: Leitura recomendada
1º - Administração em Publicidade
2º - Marketing Esportivo
3º - Marketing Pessoal
4º - Estratégias semióticas da publicidade
5º - O poder sugestivo da publicidade

Nada se cria | 146

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Mini - BMW
Agência: TBWA
País: Singapura
Ano: 2003


Ford Mustang Shelby Cobra
Agência: Y&Rubicam Toronto
País: Canadá
Ano: 2010

Fonte: Joe La Pompe

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As aventuras de Mário, o publicitário

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Tudo Sobre Mulheres

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(Eu vou) - Foram mais de 80 produções brasileiras de até 25 minutos de duração, finalizadas a partir de 2007 e que de alguma forma abordam o universo feminino, que se inscreveram no 5º Tudo Sobre Mulheres – Festival de Cinema Feminino de Chapada dos Guimarães. A equipe de curadoria selecionou 23 obras, entre documentário e ficção.

Como já é de costume, o evento acontecerá em plena lua cheia, um atrativo a mais na bela e mística Chapada dos Guimarães. Para este ano, a data agendada é de 24 a 28 de novembro.

O nome Tudo Sobre Mulheres nasceu inspirado pelo filme Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar, cineasta que sabe como poucos retratar o universo das mulheres em sua filmografia.

O principal objetivo do evento é estimular a produção audiovisual que aborde a questão feminina, não importando o sexo dos realizadores. O Festival ainda contribui com a urgente necessidade de descentralização da produção cultural, ao sair do eixo Rio-São Paulo e levar o Tudo Sobre Mulheres para o interior do Brasil, Chapada dos Guimarães – patrimônio ambiental da humanidade.

:: Mais informações em: www.tudosobremulheres.com.br