segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Leitura recomendada | O comportamento do consumidor

O título do livro que estampa a nossa seleta categoria já diz praticamente tudo. O comportamento do consumidor, do professor, pesquisador e consultor do comportamento do consumidor Ernesto Michelangelo Giglio desvenda os mais profundos mistérios dos comportamentos de consumo humano. Trata-se de uma obra de grandessíssima importância para jovens publicitários em busca de ferramentas eficazes para entender as complexas teorias comportamentais.

Em sua 4ª edição, a obra de Giglio deixa claro que ao estudarmos um consumidor, devemos ter claro que cada pessoa é única em sua existência concreta, nas mínimas emoções e sonhos diários. Do outro lado, por ser humana, cada pessoa demonstra e recria alguns padrões universais de comportamento, que fornecem o pano de fundo para sua particularidade.

O ser humano deve, antes de tudo, ser entendido como um ser biológico, com processos fisiológicos, o que nos permite criar uma teoria do consumo embasada nesses processos. O livro destaca ainda que as pessoas têm necessidades e desejos infinitos que se contrapõem às suas possibilidades finitas e limitadas de satisfazê-los. Ou seja, não podemos adquirir tudo o que desejamos, por isso, temos de escolher.

O que fica muito claro no raciocínio do autor é que o ser humano é instintivamente emocional, por isso, erotizar anúncios de carros, motos e toalhas é um recurso bastante utilizados pela publicidade contemporânea. O que se faz é ressaltar os argumentos da potência e da beleza simbolizada nos produtos. O consumidor até percebe uma relação lógica entre a potência do carro e a potência masculina. Já quando se erotizam cigarros, sandálias, canetas e detergentes, procura-se uma via inconsciente de associação.

É praticamente indiscutível que a liberdade é um tema atual. Nunca o ser humano teve tanta fartura, tantas opções, tanto tempo livre e tanta pressa, portanto, nunca esteve tão premido pela circunstância da escolha. Uma pessoa pode nascer já com os olhos abertos, andar aos seis meses, ler aos 4 anos, menstruar aos 10, ter relações sexuais aos 12, sair de casa aos 18, perder os cabelos aos 25... A medicina nos dá cada vez mais tempo de vida. O que fazer com ele? Como escolher?

A ideia de infância tal como a entendemos hoje é um dos resultados da revolução cultural e industrial do século passado. A explosão econômica do pós-guerra e a globalização da comunicação facilitaram a ascensão do grupo adolescente. Atentos a esses desenvolvimentos, os profissionais perceberam que os jovens estão decidindo cada vez mais cedo o que consumir. O consumidor infantil é um grande mercado que já decide por si e, muitas vezes, tem até dinheiro para a compra. Um bom profissional de marketing precisa saber que o ser humano, ao nascer, não é nada, e a sociedade vai inserindo nele seus valores, suas crenças, moldando seu comportamento. Por isso, a principal matéria-prima das empresas é a informação, e a sua maior característica é o curtíssimo prazo de validade. Fique atento!
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O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR - 4ª Ed.
Autor:
Ernesto Michelangelo Giglio
Categoria:
Marketing e Comunicação
Editora: Cengage Learning
Blog da editora
256 Páginas

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