sexta-feira, 29 de abril de 2011

Nada se cria | 160

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(Sensacional a coincidência!) - Bem sugestivo a peça com o jogador do Real Madrid. Alguém imagina quem poderia ser? Hã?! Hã?!

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Direct TV HD
Agência: La Facultad Quito
País: Equador
Ano: 2009

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ESPN HD
Agência: Grey
País: Singapura
Ano: 2011

Um comercial que será lembrado por muitos anos

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(Estourou a boca do balão!) - Belíssimo trabalho este criado pela agência Loducca para a MTV. No filme, uma animação a 10 quadros por segundo onde foram estourados 600 balões em um percurso de 140 metros. Para conseguirem o efeito, foi colocado uma agulha na frente da câmera que se movimentava a 20 km/h. De encher os olhos, não?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Se dirigir, não tuite

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(Precisa dizer mais alguma coisa?) - O mobiliário urbano foi veiculado no Equador pelo Corpo de Bombeiro. A ideia é alertar sobre o perigo de se usar o celular enquanto dirige. Genial!

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:: Vi no Blogcitário

Nunca deixe um motorista alcoolizado dirigir seu carro. Mesmo que esse motorista seja você.

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Lembra quando eu falei ontem sobre o cuidado que se deve tomar ao abordar uma pessoa em uma ação de guerrilha? Achei que ação que "prendia" as pessoas no elevador de um mau gosto impressionante. Agora veja uma forma bem mais simpática de passar uma mensagem.

Numa recente ação realizada pelo Bar Aurora & Boteco Ferraz a ideia foi lembrar as pessoas sobre o velho perigo que é a combinação entre álcool e direção. Para isso, simularam um manobrista completamente embriagado que se apresenta para estacionar o carro dos clientes. O resultado... bem, o resultado você vê no vídeo abaixo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

SOS Fauna "prende" pessoas em ação polêmica

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(Odeio esse tipo de título) - Vejam vocês o que fez a ONG SOS Fauna para mostrar aos bípedes da ordem dos primatas pertencentes à subespécie Homo sapiens como é ficar enjaulado. Em parceria com a agência Media Contacts, a ONG - que combate o tráfico de animais silvestres no Brasil - realizou uma ação em alguns elevadores onde as pessoas ficaram presas por alguns minutos. Ao sair, as "vítimas" recebiam um pequeno flyer com o texto: “Se ficar preso por alguns segundos já é assustador, imagine por toda a vida.”

Nem preciso dizer que ações assim geram reações de todos os tipos - a maioria, negativas. Só fico imaginando se eu caio numa dessas. Digo isso porque sou um cara que abomina radicalmente o ato de manter animais enjaulados. Acho uma covardia, monstruosidade, crueldade e qualquer outro adjetivo do gênero. Por isso, sempre que vejo um passarinho preso numa gaiola vou lá e lhe concedo a liberdade, eu juro! Certa vez quase apanhei de uma vizinha devido ao meu peculiar instinto libertador. Sempre me pergunto o que diabo passa na cabeça de um cidadão que mantém uma arara confinada. Será que ele não vê que o pobre bicho está infeliz naquele pequeno calabouço? Ninguém tem o direito de privar um animal da sua liberdade natural. Ninguém!

Imagino que exista mais gente nesse mundão veio de guerra que pense assim também, por isso acho que essa ação é uma bobagem sem tamanho. Se eu fico preso por causa de uma maldita ação publicitária que queria me dizer algo que eu já sei e defendo, ficaria realmente puto. Esse tipo de apelo não conscientiza ninguém, é apenas um grande equívoco - ainda que tenha a melhor das intenções.

As aventuras de Mário, o publicitário

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terça-feira, 19 de abril de 2011

Nada se cria | 159

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http://www.joelapompe.net/wp-content/uploads/2011/04/balloon2009.jpg
Arcor
Agência: Prolam Young & Rubicam Santiago
País: Chile
Ano: 2009

http://www.joelapompe.net/wp-content/uploads/2011/04/balloon2011.jpg
Big Bloom
Agência: McCann Worldwide Bangkok
País: Tailândia
Ano: 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Leitura recomendada | Mascotes: semiótica da vida imaginária

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O livro de hoje da seção "Leitura Recomendada" é Mascotes: semiótica da vida imaginária, escrito pela Doutora em semiótica Clotilde Perez. Um obra que deixa a nossa galeria ainda mais rica, já que o assunto não é dos mais abordados nas universidades de comunicação do país. Também é uma leitura válida porque, dentre outros motivos, lembra que as personagens e personalidades são particularmente úteis para criar notoriedade às marcas. Os consumidores que tiverem um sentimento forte em relação a uma personalidade, provavelmente criarão perceppções favoráveis acerca de produtos, marcas ou organizações com os quais aquela personalidade esteja associada.

O termo "mascote" é um substantivo feminino atribuído a uma pessoa, animal ou objeto que se considera capaz de proporcionar sorte, felicidade, fortuna. É uma criatura limiar, que oscila entre o mundo material e a dimensão sobrenatural, entre o tangível e o etéreo, entre o real e o imaginário. Representa um ponto de intersecção entre o humano e o divino. Em outras palavras: as mascotes são artefatos culturais, mas antes de tudo, são um fenômeno cultural. O livro apresenta e discute com extrema clareza as nuanças, criações, estratégias e posicionamentos das personagens de marca, ou seja, as mascotes.

Ao ler o livro você percebe, até com certa facilidade, porque as mascotes se adaptaram tão bem à publicidade. O mundo da propaganda é repleto de cores, de imaginação, de excesso nas formas, nos conteúdos e na exploração sensorial. As mascotes nos ajudam a entender a vida de uma maneira menos neurótica, mais cheia de mistério e prazer estético, pura fruição. São fenômenos sígnicos com muita imaginação e normalmente têm forte conexão com as expressões daquilo que ele vai se agregar. Perceba como as mascotes estão muito presentes nos produtos e marcas infantis - elas representam o significado da marca adaptado ao desenvolvimento cognitivo e psiocológico da criança, transmitindo os valores da marca e, simultaneamente, estabelecem uma relação entre a marca e a criança ao nível cognitivo (reconhecimento e memorização da marca) e afetivo (simpatia e atração pela marca.

As mascotes têm como finalidade aproximar a marca das pessoas e, na comunicação publicitária, podem ter uma expressão mais ou menos ativa, assumindo a sua presença como função da necessidade de reforço da marca. Por isso, o papel da mascote é um fator relevante a ser considerado nas estratégias comunicacionais a serem construídas para desenvolverem a marca. Os diferentes papéis das personagens devem estar relacionados com o tipo de produtos que se deseja dar visibilidade e com o tipo de vínculo que se deseja construir com as pessoas. O desafio atual parece ser o de utilizar os novos e velhos espaços e possibilidades expressivas para criar objetos sígnicos de identificação para uma sociedade de identidades plurais e de identidades cada vez mais fragmentadas e móveis, que atestam o fim da previsão e do conforto psíquico da segurança modernista.
::
MASCOTES: Semiótica da vida imaginária
Autora:
Clotilde Perez
Categoria:
Marketing e Comunicação
Editora: Cengage Learning
Blog da editora
162 Páginas

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sorrisos custam dinheiro

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Faz um tempo que eu queria falar sobre isso aqui no blog. Trata-se de um email que recebi que narrava uma pequena história de como se deve atender direito nos dias de hoje. Para facilitar a coisa toda, sugiro que leia primeiro a parte em itálico e eu continuo lá embaixo.

:: Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: “Hotel Venetia”.
Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave.
Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: “- Bem-vindo ao Venetia”! Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado... Era demais! Aquele homem que queria um quarto, apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.
Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela.

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro.
Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: Sua marca predileta de café. Bom apetite! Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. “Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?”. Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia. O cliente deixou o hotel encantando.

Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.
Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemo-nos das pessoas.O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante.

Imagem: Hmmmmmmmm...

Pelo que entendi, o autor do texto é o Prof. Luiz Almeida Marins - especialista em antropologia empresarial e diretor da Anthropos Consulting. De fato, é um belo texto, mas pense comigo.

Um hotel de beira de estrada que tenha um hall suavemente iluminado, com uma atendente de rosto alegre que saúda as pessoas amavelmente, com camas impecavelmente limpas, com refeições deliciosas e que tem em seu estoque todas as marcas de café e assina todos os jornais possíveis para poder oferecer a marca certa ao hóspede. Sinceramente, um hotel que faz tudo isso deve, primeiro, cobrar uma considerável fortuna pela sua nobre diária. Segundo: não se faz tudo isso no achismo. Tiveram que encomendar um belo plano de marketing.

As pessoas costumam confundir as coisas. Não existe mágica quando se fala em marketing, se você investe, tem0 retorno. Se não investe, não tem. Quando você vai ao supermercado e a caixa te atende com a cara fechada, a culpa não é dela. Ela não conhece os princípios da coisa toda. Um sorriso de uma atendente de hotel, supermercado e salão de beleza é fruto de um treinamento que foi previsto em um plano de marketing. Sorrisos custam dinheiro.

O que mais me incomodou no texto acima é a frase "Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing". Que fique claro: ninguém gasta milhões em um plano de marketing mirabolante. Mirabolante é achar que seu produto será um mar de rosas sem um plano de marketing. E se não fui claro, pegue a TAM como um exemplo mais realista. Como eu disse: as pessoas costumam confundir as coisas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ganhe uma caneca

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(De graça até ônibus errado) - Todo bom publicitário precisa ter uma caneca sobre a mesa, e quanto mais criativo for o nobre objeto, melhor. A caneca representa muito mais do que um mero recipiente usado para ingerir líquidos, ela é muito mais que isso. Eu me arriscaria a dizer que a caneca é quase como uma forma de expressar suas ideias ao mundo. Em outras palavras, uma boa caneca separa os homens dos meninos, ou, os criativos dos fãs de Ctrl+C, Ctrl+V. Resumindo: tenha uma maldita caneca. Eu mesmo tenho uma pequena coleção delas, tem uma que ganhei do/a Halls, outra da Gráfica Atalaia, outra da Agência 10 e por ai vai.

Dito isso, a agência 3 Mosqueteiros resolveu presentear os seguidores do Louco, não. Publicitário com 5 canecas em cerâmica - e de quebra vai dar também 5 cadernos personalizados. Como o blog tem mais do que 5 seguidores, a solução é resolver tudo com um sorteio. Para entrar no jogo, tuíte a frase: Eu quero a caneca que a @3mosqueteiros e o @lumarino estão sorteando. No fim do mês eu coloco o nome dos ganhadores dos kits. Good Night, and Good Luck.

sábado, 9 de abril de 2011

Cartão musical para Cuiabá

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(292 anos) - Eu sempre falo por aqui que as formas de se vender as coisas estão mudando de forma nada sensíveis. As agências mais plugadas estão cientes disso e entenderam a necessidade de ousar a cada nova campanha. Mas antes de pensar em como falar de forma diferente com as pessoas, os publicitários têm uma missão bem mais complicada: convencer os clientes que a novidade é tão - ou mais - eficiente que a mídia tradicional. Isso significa que tudo o que você aprendeu na faculdade de publicidade não serve para quase nada, aquilo já faz parte de um passado distante. Aceite essa realidade.

Agora vejam esse exemplo abaixo. Para celebrar o aniversário de Cuiabá, a agência Mercatto preferiu algo totalmente diferente a veicular um mero anúncio de meia página em um jornal qualquer da capital. Imagino que o cliente - a papelaria Grafitte - tenha exigido bons argumentos para aderir ao flash mob - já que a verba é praticamente a mesma, mas só em uma das estratégias o retorno é garantido. Nesse caso, a agência merece duas vezes parabéns. Pelo ideia e pela confiança dada pelo cliente.

A ação aconteceu na madrugada do dia dia 8 de abril - aniversário da cidade - em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. O grupo vocal Alma de Gato estava disfarçado entre os clientes espalhados pelo local, e exatamente à meia-noite eles começaram o show. Ao final da apresentação, após muitos aplausos, as pessoas puderam deixar suas mensagens de carinho por Cuiabá em um cartão gigante, que ficará em exposição na Grafitte.

Conclusão: isso é coisa de outro mundo? Não. Isso já foi feito em outras cidades? Sim, praticamente em todas as outras. Isso ajuda a vender caderno, lapiseira e estojo escolar? Indiretamente, é claro que sim.

De vez em quando, a boa publicidade não precisa reinventar a roda para ser brilhante.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nada se cria | 158

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(Muito parecido) - Depois de um ostracismo bem mal explicado, o blog volta com mais um "Nada se cria" - o 158º, para ser bem preciso. Não identifiquei de qual país vem a peça da Leica, só sei que é criação da Miami Ad School europeia (como fica estranho escrever esta palavra sem o acento). Pois bem, aproveitando o parágrafo, informo aos assíduos frequentadores desta casa que amanhã embarco para a belíssima e aconchegante Londrina, onde pretendo disparar minhas postagens de um quarto de hotel qualquer.

http://www.joelapompe.net/wp-content/uploads/2011/04/wolf1.jpg
Leica
Agência: Miami Ad School
País: Algum lugar na Europa
Ano: 2008

http://www.joelapompe.net/wp-content/uploads/2011/04/wolf2.jpg
Volkswagen
Agência: DDB Berlin
País: Alemanha
Ano: 2010

Fonte: Joe La Pompe