quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Mais polêmico do que criativo | 45

Eu não gosto da Gisele Bundchen. Acho sua voz enjoativa, ela fala de um jeito que me irrita, é cansativa, super valorizada e se acha a última Coca-Cola do deserto, como diria alguma música do Alexandre Pires (não que eu ouça Alexandre Pires, ouvi dizer que ele tem uma música assim). Ok, confesso: tenho birra da moça. O sentimento se potencializou depois que ela se meteu a palpitar no logo da Copa CBF 2014. Por que alguém prestaria atenção nas coisas que ela diz? Por isso adorei a capa daquela revista que mandou um curto e grosso 'Cala a boca, Gisele!'

Mas também não nego que ela tem sua graça, é um mulherão pra mais de metro - como se diz na minha terra. Tem seu charme, sabe desfilar e fotografar como ninguém, essas coisas bestas que são importantes no mundo das top models. Se fosse muda, seria perfeita. Como não é, sai fazendo comerciais por onde passa. Um dos últimos foi esse da Hope, que ganhou notoriedade depois que tentaram tirá-lo do ar.

Criada pela Giovanni+Draftfcb, a campanha 'HOPE ensina' é acusada de discriminação contra a mulher pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), que saiu enviando notificações ao Conar e à própria Hope. Segundo os ofícios, os vídeos da mãe de Benjamin Button Bundchen devem ser suspensos por ferir alguns artigos do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. “A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”, diz a Ouvidoria da SPM. “Também apresenta conteúdo discriminatório contra a mulher, infringindo os artigos 1° e 5° da Constituição Federal.”

Abaixo a nota enviada pela Hope à Secretaria de Políticas para as Mulheres:

"Em relação às denúncias recebidas por essa Secretaria por conta da campanha publicitária “HOPE ensina”, a HOPE, empresa com 45 anos de história e que sempre primou pela excelente relação com as suas consumidoras, esclarece que a propaganda teve o objetivo claro e bem definido de mostrar, de forma bem-humorada, que a sensualidade natural da mulher brasileira, reconhecida mundialmente, pode ser uma arma eficaz no momento de dar uma má notícia. E que utilizando uma lingerie HOPE seu poder de convencimento será ainda maior.

Os exemplos nunca tiveram a intenção de parecer sexistas, mas sim, cotidianos de um casal. Bater o carro, extrapolar nas compras ou ter que receber uma nova pessoa em sua casa por tempo indeterminado são fatos desagradáveis que podem acontecer na vida de qualquer casal, seja o agente da ação homem ou mulher.

Foi exatamente para evitar que fôssemos analisados sob o viés da subserviência ou dependência financeira da mulher que utilizamos a modelo Gisele Bundchen, uma das brasileiras mais bem sucedidas internacionalmente. Gisele está ali para evidenciar que todas as situações apresentadas na campanha são brincadeiras, piadas do dia-a-dia, e em hipótese alguma devem ser tomadas como depreciativas da figura feminina. Seria absurdo se nós, que vivemos da preferência das mulheres, tomássemos qualquer atitude que desvalorizasse nosso público consumidor."


Não sei como vender lingerie sem abordar o tema sensualidade. Veja bem, a proposta da campanha é que a mulher use sua sensualidade no cotidiano, que abuse de seu charme para contornar incidentes do dia-a-dia. Que mal há nisso? Como disse, acho a modelo brasileira super valorizada, mimada e até petulante, às vezes, mas não vejo nada de errado com os filmes em questão. Só são ruins, não deveriam ser banidos. Não entendo a cabeça de alguém que se incomoda com um comercial assim. Em que mundo vivem essas pessoas? Me avisem quando a hipocrisia for banida da publicidade.

Sogra



Cartão de crédito


Carro

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Vem aí o tão esperado iPhone 5



Muito se fala sobre o próximo iPhone a ser lançado pela Apple. Alguns dizem que o lançamento oficial  será no dia 4 de outubro, outros, dia 12, outros, 21, outros, entre 5 e 6, exatamente à meia-noite, antes do galo cantar. Também fala-se muito como será o formato, as características, os recursos, etc, etc e etc. Será que ele vai fazer cappuccino dessa vez?

Ah, sim, também têm aqueles que dizem que não se chamará iPhone 5, e sim iPhone 4S. No site da Vodafone tem até um teaser com o célebre smartphone sob um pano vermelho. Algo sensivelmente ridículo! Querem matar a todos de curiosidade - eles sabem que os clientes são curiosos. E como sempre acontece, parece que um funcionário da Apple perdeu um protótipo do aparelho em um bar da Califórnia. Já reparou como sempre perdem o grande produto da companhia meses antes do lançamento?

Não se deixe enganar, caro leitor publicitário alheio às armadilhas do consumismo conspícuo que me lê agora. Todo esse charme, toda essa frescura, todo esse ti-ti-ti pra lançar o iPhone 5 é proposital. Esses caras só querem que todos fiquem malucos, sedentos por algo que eles poderiam perfeitamente viver sem, ou com a versão anterior. Há algum tempo li que uma jovem chinesa leiloou a própria virgindade por um iPhone 4. Viu só até onde vão as coisas quando a propaganda é benfeita?

Provavelmente teremos um iPhone mais fino, mais leve, mais tecnológico e que agrida um pouco menos o meio ambiente, talvez até sirva cappuccinos. Nada muito diferente do que temos com outro concorrente qualquer, como o Samsung Galaxy SII, por exemplo. Alguns afirmam que ele seja até melhor que o produto da marca da maçã mordida. A diferença está apenas na forma como a coisa toda é apresentada, o pano vermelho, o ti-ti-ti. A isso damos o simpático nome de Marketing.

Não é uma beleza?

A confusão entre Brahma, Heineken, Rock In Rio e Chilli Peppers



Andam dizendo por aí que o Rock In Rio só está sendo legal pela tevê. In loco, está uma verdadeira desgraça! Arrastões, assaltos, filas, empurra-empurra, uma zona dos diabos! Como estou vendo pela tevê, não tenho nada contra o festival. Dia desses até vi a Christiane Torloni dando entrevista ao vivo mais pra lá do que pra cá. De fato, devem ser bem animadinhos, esses camarotes vips.

Mas o que eu queria dizer mesmo é sobre essa presepada que o vocalista do Pimentas Vermelhas, Quentes e Picantes, também conhecida como Red Hot Chilli Peppers, fez durante o seu show no último sábado. O cidadão tocou o tempo inteiro com uma camiseta da Brahma, sendo que o Rock no Rio é oficialmente patrocinado, e muito bem patrocinado, pela concorrente Heinekein. Imagino que o estrago nas pretensões da marca neerlandesa foram incalculáveis. As pessoas adoram essa banda, foi o que percebi no Twitter durante o show. E se a banda inteira bebe Brahma, todos ali tendem a beber a mesma coisa.

Pelo que apurei com as minhas fontes (sempre quis dizer isso), a Ambev andou patrocinado uma turnê da banda californiana pela América do Sul. No contrato, o vocalista Anthony Kiedis e sua trupe deveriam usar a camiseta vermelha. Obviamente, o Rio não fazia parte do pacote, pois era a Heineken quem mandava ali. A questão é que o caso foi parar no departamento jurídico da cervejaria, que vai exigir explicações e até um possível ressarcimento dos organizadores do evento.

Esses festivais de música são sempre muito importantes para marcas de cerveja, as pessoas gostam de pular e cantar com uma latinha na mão. Até quem assiste de casa gosta de ter uma cervejinha como acompanhamento. Não existe bobo nesse mercado extremamente competitivo, por isso acho que a camiseta não estava ali por engano, nem por mero acaso. Quando estamos falando em milhões de consumidores, não existe mero acaso. Se bobear, até as luzes vermelhas do palco não estavam lá por acaso.

Propagandas que embalaram minha infância: Fandangos

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(Até que enfim!) - 1.228 dias, exatamente. Este foi o tempo que levou desde que fiz este post aqui, ó. No dia 14 de maio de 2008 eu suplicava por alguma alma bondosa para que me enviasse o link de um antigo comercial do salgadinho Fandangos. Pedi isso aos leitores, mas não alimentava muitas esperanças, era um vídeo bastante raro. Já havia fuçado nos Youtubes, DailyMotions e Vimeos da vida, e nada. Poucos sabiam o quanto eu queria rever este comercial.

A minha felicidade veio quando estava moderando os comentários e vi que haviam mandado o bendito link, um garimpeiro dessa Internet veia de Deus, talvez. Pena que o sujeito não se identificou para que eu publicasse seu nome aqui. De qualquer forma, obrigado, anônimo. Tenho certeza que você vai para o céu.

O filme não tem nada de especial, ele apenas me marcou. "Escolheram meu nome, Haroldo..." Ninguém se chama Haroldo! Certa vez estudei com um Arildo, que é ainda mais estranho. Também não sei o raio de motivo que fez com que eu jamais me esquecesse da cara do garoto que reclamava da vida. Lembro bem que na escola, ainda muito pequeno eu imitava a fala do comercial olhando para uma câmera imaginária. Ali eu já demonstrava que não regulava bem da cabeça. Também não gostava muito de Fandangos, preferia o Cheetos. Sempre fui um cara esquisitão.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nada se cria | 163

É, eu sei. O que seria deste blog sem o 'Nada se cria'? Nos resultados parciais da pesquisa aí de baixo já vi que mais de 50% dos internautas (gosto deste termo) têm a categoria entre as suas preferidas. Eu também gosto de postar, sempre fica aquela dúvida no ar se é chupada ou mera coincidência. Torcemos pela segunda opção, sempre.

Mate a saudade com mais este post, o centésimo septuagésimo terceiro, sendo bem preciso. Amanhã devo postar um 'Propagandas que embalaram minha infância'. Estou empolgado essa semana!


Sundek Swimwear
Agência: Grey Paris
País: França
Ano: 2008


Gatorade Sports Drink
Agência: DDB Shangai
País: China
Ano: 2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Responda à pesquisa e concorra a um grande livro

Não me excomungue, nem saia do blog. Eu só preciso de 30 50 segundos do seu tempo - como diria algum vendedor de enciclopédia (ainda passam vendendo enciclopédias de porta em porta depois que inventaram o Wikipédia? Impressionante como não fazem falta, os vendedores). Pois bem, abaixo uma pesquisinha marota para que eu possa conhecê-lo melhor (mentira! só quero informações para atualizar o Mídia Kit do blog). E para que você não tenha que responder ao questionário de cara feia, vou sortear o excelente livro "E nós chegamos ao fim", que retrata a crise de uma agência de publicidade no final do boom da década de 1990. Como não serão muitos que vão responder esta merda, suas chances são enormes. Aproveite!
O sorteio será no dia 28 de outubro.

Todos prontos?

Salve o que realmente importa

Curioso eu postar essa campanha impressa da DDBO de Singapura sobre a importância de consumir vitaminas que ajudam a preservar os ossos. No último fim de semana fui para a fazenda com a família da minha garota e reclamei porque não tinha nenhuma Coca-Cola num raio de 50 quilômetros. Como passaria um fim de semana inteiro sem uma coquinha gelada? Obviamente levei uma bronca generalizada, e me disseram que se manter o ritmo, em 15 anos estarei agonizando com osteoporose.

Cagão que sou, cortei a Coca imediatamente e trouxe dois sacos grandes de caju daquela estância. Tomei suco de caju na segunda, na terça, na quarta, hoje cedo, hoje no almoço e agora enquanto escrevo isto. Estou a quase uma semana limpo, posso dizer que o suco de caju está salvando a minha vida. E confesso que estou até gostando dessa merda. Pretendo frequentar agora aqueles grupos de reabilitação, Cocólatras Anônimos, imagino. Quando formarem o círculo quero pedir a palavra e falar: "Eu parei de beber a um ano, minha vida melhorou muito depois disso, minha família voltou a me ligar, meus ossos estão cada vez mais fortes..."



Pirelli: Transporte seguro e atualizado

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Eu gosto dessas ideias que extrapolam a realidade, colocando no papel algo impossível na prática - acho que isso tem um nome específico. Os mais românticos dizem que a magia da publicidade está exatamente aí, em diferenciar a propaganda da realidade, criando um universo paralelo. Uma carreta com mais de 40 eixos transportando a Arca de Noé pelo deserto é um bom exemplo disso.

Imagine se fosse na vida real, essa mesma carreta na Rodovia Castelo Branco. Seria apreendida na primeira barreira da Polícia Rodoviária Federal por excesso de peso, altura máxima excedida e transporte ilegal de animais. O Ibama não deixaria barato. Se brincar, até essas Organizações Não Governamentais em defesa dos animais trancariam as estradas protestando contra os maus tratos. Sairia no Jornal Nacional, no Jornal da Record e até na CNN en español. 

Caso vivesse nos dias de hoje, Noé acharia o mundo um lugar muito complicado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A pior propaganda de remédio antiqueda de cabelo do mundo

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Não se deixe enganar: tudo o que é propositalmente tosco tem um bom motivo por trás. O tosco se destaca, eleva-se na multidão, o tosco tende a vender - taí a Dolly que não nos deixa mentir. É fato que nesse mundo cabuloso da publicidade, onde as disputas por consumidores beiram o desespero, vale tudo - só não vale dançar homem com homem, e nem, mulher com mulher. (Grande Tim).

O comercial abaixo é um ótimo exemplo disso. O produto é um mero remédio para prevenir a terrível queda de cabelo, e para falar de um assunto como esse, nada melhor que usar a forma literal. Por isso, repito aqui a mesma pergunta feita no excelente blog Erros de Marketing sobre o vídeo: seria essa a pior propaganda de remédio antiqueda de cabelos do mundo?

Tecnicamente, não.

Novo logo da Heineken

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Mais uma modernização de logo aqui no blog - é a segunda da semana. E a bola da vez é a Henekein, aquela cerveja amarga que carrega uma legião de fãs por onde passa.

Realizada pela agência holandesa de branding e design VBAT, o novo logotipo mantêm praticamente as mesmas características do anterior, só deu uma estilizada na estrela, trocou a fonte e mandou uma caixa alta. A propósito, você sabe a razão da terminologia "caixa alta"? Pesquise, você vai gostar. Descobri a origem quando comecei nesse negócio de publicidade, por volta de 1993, quando era aprendiz de chapista em uma gráfica pequena do interior. Sim, já fui chapista. Qual é a graça? Fazia meus layouts com aquelas letrinhas de chumbo e terminava o dia fedendo querosene. Vivia fazendo pastel, confesso. E o impressor vivia reclamando que minhas chapas choviam. Santo Deus! Isso já faz muito tempo, a seleção brasileira só tinha três estrelas na camisa.

Mas como ia dizendo sobre o logo da cervejaria neerlandesa, se você procurar detalhezinhos vai ver um significado mais refinado aqui, outro ali - essas coisas que só os criadores valorizam. Nesses casos, tento ver a coisa toda como mero consumidor. Gosto das reformulações em  que você bate o olho e pensa: agora sim! Quando bati o olho nessa nova logo, pensei muitas coisas, menos "agora sim!". Nota 7 e não se fala mais nisso.

Comercial do New Beetle 2012

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(It's back!) - Abaixo o comercial que a Deutsch LA criou para o novo New Beetle. (Novo New?) Nunca gostei dessa remodelada que deram no fusquinha, é como se pegassem um disco do Elvis e remixassem, sei lá. Por que simplesmente não preservam a identidade de cada carro? Pra que destruir um mito? Hein? Hein? Certa vez li que o Fusca sofreu mais de 78 mil alterações em toda a sua vida e continuou sendo apenas... o Fusca. Com esse New Beetle, cagaram e depois sentaram em cima.

Pelo menos o comercial ficou legalzinho.



Mas eu ainda prefiro esse outro comercial aqui, ó.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Nova identidade visual da Nextel

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Visando buscar novos mercados nessa praça de guerra que é a telefonia móvel no Brasil, a Nextel modernizou a sua logomarca, lançou um novo slogan e recauchutou todo o design gráfico da empresa. Sem dúvidas, não poupou despesas.

Fazendo as vezes de pitaqueiro, confesso que gostei de tudo. O novo logo ficou mais leve (por que todo mundo diz que o logo ficou mais leve quando gosta de alguma mudança?) e o slogan é mais arrojado: ‘Seu mundo. Agora’. Não que o outro não fosse, mas acho que essas coisas têm um certo prazo de validade. O slogan antigo ‘Bem-vindo ao Clube já estava enchendo o saco. Talvez pela massificação das últimas campanhas, aquelas em que alguma celebridade caminhava em direção à câmera falando sobre a sua vida. 

Ainda assim, o apelo de clube rendeu bons frutos à marca. É sempre algo que cativa as pessoas. Quem não gosta de fazer parte de um clube? Dia desses estava vendo um documentário sobre o último voo do Concorde, e em determinado momento da sua fabricação, descobriram que estavam gastando tanto dinheiro desenvolvendo o avião que seria praticamente impossível ter lucro com os voos comerciais. Enquanto os concorrentes americanos cobravam "x" pela passagem, eles tinham que cobrar "10x" se quisessem lucrar alguma coisa. E o que fizeram? Criaram um clube. Era o "Clube Concorde". Se você fizesse parte desse clube, era alguém importante, que precisava voar duas vezes mais rápido que a velocidade do som. Sempre desconfie dos clubes.

Voltando a falar da Nextel, já repararam que sempre usam o laranja para mostrar algo moderno, contemporâneo? O Itaú, certa vez, nem assinou um de seus filmes publicitários, apenas tascou um alaranjado em tudo o que era take e pronto: somos cool, porque somos laranjas. Na faculdade me falaram que o alaranjado desperta um dispositivo no cérebro que provoca a vontade de comer, por isso muitos restaurantes usam e abusam da cor. Não sei se tal informação tem procedência, isso me parece mais com essas teorias que ouvimos por ai, onde determinada indústria multimilionária planta esses mitos para vender alguma porcaria com a mesma cor. De qualquer forma trata-se de uma boa cor, o alaranjado.

E antes que eu esqueça de finalizar meus comentários sobre a modernização da Nextel, o "x" destacado no logo também deve ter alguma razão especial - conexões, talvez. Conectando pessoas, essas coisas que a Nokia adora fazer de vez em quando.

Abaixo o filme criado pela agência Loducca para apresentar o novo posicionamento. O comercial, bem diferente dos padrões que estamos acostumados, tem como protagonista a própria rede social Nextel. O que é muito bom, devo dizer, não aguentava mais ouvir o Neymar caminhando na praia em todo intervalo de um jogo de tênis.



Não é fama. Não é carreira. Não é dinheiro. Não é poder.

Submarino - quem ganha o presente é você

Não nego que sou um defensor da marca Submarino. Gosto de verdade deste belo site de compras, dos preços, do prazo de entrega, do logotipo, etc, etc, etc. Gosto tanto que dei um jeito de fazer com que meus pais colocassem um sobrenome em mim que lembrasse o Submarino - me batizaram de Luciano SubMarino.

Pois bem, exatamente hoje o Submarino completa 12 anos de vida, e como este blog é um grande puxa-saco do site, resolvi pingar aqui algumas boas promoções do dia que fazem parte das comemorações. É como aquele velho clichê publicitário: no aniversário do Submarino, quem ganha o presente é você!

E aproveite, pois o site inteiro está com frete grátis. Vamos lá, não seja tão mão de vaca.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ilusões de ótica

Sempre me perguntam que diabo de nome é esse que eu arrumei para o blog: Louco, não. Publicitário. Muita gente não entende, outros entendem mas não gostam e há quem entenda e ache incrivelmente idiota. Também têm os que apenas gostam - poucos, mas têm. Na verdade, se mudar a vírgula, colocar um ponto aqui, outro ali, o sentido da frase muda completamente. Não me entendo bem com as vírgulas - nem com os pontos. Confesso que se tivesse mais paciência arrumaria coisa melhor para batizar a casa. De qualquer forma, a ideia era apenas mostrar que publicitários não são loucos e ponto final.

E já que toquei no assunto, quer ver algumas coisas que farão você questionar a sua sanidade?

Abaixo estão listadas algumas ilusões de ótica, truques que o nosso nos cérebro nos prega pela forma como o olho humano forma imagens e percebe cores. Essas esquisitices que a gente recebe de vez em quando no email.
As cores mentem:
Acredite: na espiral acima o “verde” e o “azul” são a mesma cor. O que acontece é que o nosso olho percebe as cores uma em relação às outras. Como as litras são muito finas, essa comparação “confunde” o tom de verde.


Imagem parada em movimento:
Não trata-se de um gif, é uma imagem em jpeg normal. O que acontece é que as diferenças entre luz e sombra criam mini movimentos involuntários nos olhos, causando a sensação de movimento.












Círculo de bolinhas
que desaparece:
Este gif tem duas ilusões: se você focar seus olhos na cruz central, verá um círculo verde que se movimenta. E agora o mais impressioante: se você focar MESMO na cruz central, as bolinhas rosas somem! O que acontece é que a cor verde é uma “imagem fantasma”, ou “pós imagem negativa”, que é criada pelos olhos após a visualização de uma cor intensa (no caso, as bolinhas rosas) na cor oposta à ela (no caso, verde).










Roda e avisa:
Sim, seu cérebro está sendo enganado: a repetição de padrões assimétricos e curvos emulam a forma como percebemos uma roda em movimento. E ele bota toda a fé do mundo no fato de que elas estão se mexendo.



Curvas falhas:
As retas parecem curvas, mas só parecem. Na realidade elas são tão retas quanto as de um tabuleiro de xadrez. Veja bem.



























 








Uma cara no café:
Faça um esforço e encontre a cabeça de um cara no meio desses grãos de café. Olhe bem, ele está aí, sim. Encontrou?
Então agora você nunca mais vai achar que só existem grãos nesta imagem! Isso tem a ver com o chamado aprendizado “one-shot”. Isso significa que, uma vez que você sabe onde está a cabeça, nunca mais você vai achar que ela é um grão de café. Mas até lá… você simplesmente não tem ideia de onde ela está!

Fonte: Blog Super Interessante (Praticamente um Ctrl+C, Ctrl+V)

Mais polêmico do que criativo | 45

Saudade das propagandas polêmicas aqui no blog? Pois é, eu também não. Estou postando este filme da Hyundai só porque vale a pena ver até onde essa indústria vai para provar o benefício de uma novidade (benefício de uma novidade? Ficou estranho isso). O comercial do Veloster, veiculado na Holanda, mostra que um carro de três portas é muito mais do que uma simples aberração, ele pode salvar a sua vida, literalmente. Bem sinistro, esse mercado automobilístico.

A questão é que as autoridades daquele país não viram graça nas cenas de atropelamento e mandaram tirar o filme do ar. Alegaram que as crianças poderiam ficar muito impressionadas. Eu, sendo bem pouco criterioso com a coisa toda, concordo com um comentário que li em algum lugar dessa Internet veia de guerra, que diz que o politicamente correto passou dos limites a muito tempo. De fato, no comercial não há nada além do que as crianças veem nos desenhos animados e games de hoje em dia.

Por favor, deixem as propagandas sangrentas em paz de uma vez por todas!

Não tenho muita certeza, mas acho que a Kombi também tem três portas.

O planeta do trampo macaco

É inevitável: se você é publicitário e trabalha em uma agência de publicidade padrão, vai gostar disso. Não tem muito o que explicar, apenas dê o play e divirta-se com esta versão hilária do Planeta dos Macacos. Quem enviou foi o blogueiro e publicitário Juliano Cerchiaro.



...mas cara, é só salvar nesse pen... e em corel 10!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Diário de viagem | As aventuras de um publicitário disfarçado de turista

 (Continuação do post anterior)
(Paris) 12/08
8h05 - Era só o segundo dia na capital francesa e eu já queria trocar de hotel. Não tinha engolido bem a ideia de um elevador com capacidade para apenas uma pessoa (uma pessoa magra, devo enaltecer). Como eu poderia confiar em um lugar assim? Depois de me irritar com um quarto minúsculo, convenci o grupo que deveríamos fazer um movimento migratório, ou seja, achar um hotel mais decente e com elevadores amplos. Sou barrigudo, ora bolas. E depois de encher o saco de todo mundo, meus pais e minha namorada finalmente concordaram com a minha campanha: - Tá bom, vai, arrume outro hotel de uma vez por todas. Então descobri que não trata-se de uma tarefa tão simples assim. Achar um hotel em Paris em plena alta temporada é quase como encontrar o escudo do Corinthians no troféu da Libertadores (Marina, essa foi pra você (o:).

9h10 -
Era um fato: nós não encontraríamos outro hotel naquele lugar, Paris estava repleta de turistas, 100 mil, mais precisamente. Não havia vaga nem por um decreto de Napoleão (caso Napoleão estivesse vivo, é claro). Então resolvi aceitar a situação e passar as noites em uma caixa de fósforo. E o mais curioso é que o hotel se chamava Ideal. Ideal pra quem, cara-pálida? Para o Nelson Ned?!

A prestigiada Champs-Élysées, que converge com outras 11 avenidas para o Arco do Triunfo.

9h30 - A programação do dia incluía sair da caixa de fósforo Ideal e conhecer o Arco do Triunfo. E como tudo naquele cidade, tinha uma linha de metrô ao lado do célebre arco. O nome da estação era Etoile Charles de Gaulle (mania de batizar tudo com esse nome). Chegamos em menos de 10 minutos, e pra variar, estava lotado de turistas - turistas barulhentos e sensivelmente inconvenientes. Nem sou parisiense e em menos de 48 horas na cidade já estava incomodado com tanta gente. É fácil entender o mau humor dos nativos.

9h45 - Uma dica de ouro: ao visitar uma grande cidade europeia, use e abuse dos ônibus panorâmicos. O passe custa 26 euros e vale por dois dias seguidos. Você sobe nele e faz um city tour completo que dura cerca de duas horas. Em cada ponto interessante o motorista faz uma breve parada, você pode descer ou continuar a viagem. Caso opte em descer para conhecer aquele lugar, pode pegar o próximo ônibus com o mesmo bilhete. A cada 10 minutos passa um. Fantástico! Você economiza com transporte, caminha pouco e conhece com detalhes a história dos lugares, pois no ônibus há uma narração detalhada em vários idiomas, inclusive o português. A foto abaixa ilustra a coisa toda.

Eu e a minha garota preparando-se para o passeio.

12h - Antes de visitarmos o Museu do Louvre fomos até a ponte dos cadeados, que certamente tem um nome mais pomposo, mas eu só lembro dos cadeados. Imagino que há muito tempo atrás algum casal de namorados deve ter colocado um cadeado com seus nomes na ponte - essas metáforas de amor, sabe como é. Outro casal passou por ali, viu, gostou e fez o mesmo. E como a cidade é infestada de turistas, entre eles, casais de namorados, o resultado é uma ponte com 4 bilhões e 300 milhões de cadeados. Uma metáfora bem brega, diga-se de passagem. Minha namorada quis fazer o mesmo, mas eu fiquei com um certo receio. - Não, amor, vai que isso vira uma maldição. - falei - E pelo resto do dia ela não falou mais comigo.

Pelo menos economizei um cadeado.

13h39 - O Louvre, depois da imensa fila para entrar, é um lugar incrível. Para um amante dos livros de Dan Brown, aquilo foi um deleite. A fama de ser um museu enorme se justifica quando você se depara com o imenso mapa na entrada. Perito na arte de se perder, olhei para aquele enorme esquema de galerias e instintivamente pensei: se eu me perder aqui dentro, como faço pra sair?

14h16 - Para um estúpido em artes como eu, fiquei entediado depois que vi as obras mais famosas. A Mona Lisa e a Vênus de Milos, especialmente, foi o ápice do passeio, e imagino que eu não era o único. As salas onde elas estavam tinham a maior aglomeração de pessoas de todo o museu. Na sala onde estava exposta a popular obra de Da Vinci havia um esquema de fila para ver o quadro. Ao lado, uma regra bem clara: "não tire fotos com flash". Mas era como se estivesse escrito: "1.000 Euros para quem tirar o maior número de fotos com flash". Incrível como as pessoas não respeitam nada. Um mundo bem perdido, esse nosso.

14h36 - Pelos 28 quilômetros de galeria, devo ter visto menos de 5%, o que daria uns 5 Masp's, aproximadamente. Muito pouco, dada a grandiosidade daquele lugar. Se não tivesse tantas outras atrações para visitar naquela cidade, passaria o dia inteiro ali, mesmo sendo um estúpido em artes.

 Imagine um labirinto grande, muito grande, muito, muito grande. Imaginou? É o Louvre.

18h03 - Terminamos o passeio no ônibus panorâmico e voltamos para a caixa de fósforo. No caminho encontrei um cidadão bem curioso no metrô. Era um emblemático afro-descendente, de 50 anos, quase dois metros de altura, ostentava um avantajado penteado rastafari e vestia roupas destacadas. Um sujeito que jamais passaria despercebido em qualquer lugar. Era uma mistura perfeita de Toni Garrido, Tony Tornado e Bob Marley. Ele se sentou do meu lado e começou o diálogo em um inglês com forte sotaque francês:

- Tu é brasileiro, é?
- Sim, sou, como adivinhou?
- Hahahahaha. Você tem cara de brasileiro.
- E como é a cara de um brasileiro?
- Brasileiros não têm cara, quando você não consegue identificar de onde é aquela pessoa, logo sabe que trata-se de um brasileiro.
- Nesse caso, eu tenho cara de nada?
- Não. Só de brasileiro.
- Então me diga, quem é o brasileiro mais famoso do mundo?
- Tá brincando?
- Não, não estou. Quem é?
- Piilé, é claro!
- Pelé?
- Piiiiiiilé!!
- Mas tem o Ronaldinho.
- Runaldínho, no. Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilé!!!!! Você conhece Pilé?
- Não.
- Que merda de brasileiro é você que não conhece o maior de todos?
- Para os argentinos, o maior de todos é Maradona.
- Maradona, não. Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilé!!!!! Ainda não acredito que você não o conhece.
- Acho que você não entendeu, eu não o conheço pessoalmente, mas sei quem é.
- Não interessa, todo brasileiro deveria conhecer Pilé pessoalmente.
- Por que?
- Porque ele é Piiiiiiiiilé... Ouviu bem? Piiiiiiiiilé... Piiiiiiiiiiiiiiiilé... Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiilé...

18h19 - Por sorte chegou a minha estação e eu abandonei aquele papo de doidos. O sujeito falava de Pelé com um orgulho impressionante. Era como se Pelé tivesse criado a vida, o universo e tudo mais. Conforme ia me afastando do vagão do metrô podia ouvir o som abafado de seus gritos incessantes de Piiiiiiiilé, Piiiiiiiilé!

(Continua no próximo episódio).

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Diário de viagem | As aventuras de um publicitário disfarçado de turista

(Continuação do post anterior)
(Milão) 11/08
7h32 - Era a manhã de um dos dias mais confusos da minha vida - e olha que eu já tive dias incrivelmente confusos. Eu precisava fazer cinco coisas especialmente difíceis, eram elas: 1, fazer o check-out, em italiano, no hotel em Milão; 2, buscar a máquina que estava presa (isso mesmo, carro em italiano é "máquina", e estacionado é "preso"). Meu carro não estava estacionado na garagem, ele estava preso na garagem; 3, encontrar o Aeroporto de Linate em menos de uma hora; 4, encontrar a garagem da Hertz dentro do aeroporto em menos de 1 hora; 5, não bater e/ou fazer nenhum cagada com a maledeta máquina.

10h30 - Fui mais ou menos bem até a terceira fase, mas a casa caiu quando eu encontrei de tudo, menos a desgraça da Hertz dentro do aeroporto. Tive que pagar relocação do carro por questão de minutos e quase perdi o voo para Paris. Se o aeroporto premiasse o idiota do mês, eu levaria fácil, teria uma plaquinha com a minha foto em algum lugar do saguão. Rodei por todos os metros quadrados daquele lugar, pedi informação para 15 pessoas e duas estátuas. Eu já estava me convencendo que aquela locadora não existia, e o Google Maps estava abusando da minha nobreza. Cheguei ao cúmulo de perguntar quatro vezes para o mesmo sujeito. E já que toquei no assunto, permita-me reproduzir os quatro diálogos que tive com aquele italiano que cuidava de uma pequena guarita. Era um italiano gordo, de 50 e poucos anos e aparentava estar naquele trabalho há muitos anos. Ele não era feliz. Seu bigode branco e avantajado me fazia lembrar de algum personagem do Pica-Pau, Leôncio, eu acho (não sou muito bom para lembrar os nomes dos personagens do Pica-Pau) .

Diálogo 1 (08h06):
Eu: Senhor, por favor, pode me informar onde fica a loja da Hertz? Preciso devolver esta máquina até as 9h30.
Italiano com cara de Leôncio: Está perdido? Compre um mapa, idiota!

Diálogo 2 (08h50):
Eu: Senhor, eu de novo, o idiota. Desculpe incomodar, mas já pedi informação para outras três pessoas e ninguém soube me orientar, só tenho mais 40 minutos para devolver o carro, digo, a máquina. Onde fica a Hertz?
Italiano com cara de Leôncio: Além de idiota, você é surdo? Mandei comprar um mapa.

Diálogo 3 (09h10):
Eu: Senhor, faltam 20 minutos e eu te dou 50 Euros se você me levar até a loja da Hertz.
Italiano com cara de Leôncio: Hahahahahahahhahahaha... espera um pouco, preciso respirar: hahahahahahahahahahahahaha.... hahahahahahahahahahahahaha....

Diálogo 4 (10h30):
Eu: Senhor, já perdi o prazo de entrega do carro, será que agora você pode me informar onde fica a Hertz?
Italiano com cara de Leôncio: É naquela placa amarela 50 metros à sua frente. Ta vendo como você é idiota?

Pelo menos eu economizei 50 Euros. Mas segui o conselho e comprei um mapa.

Se você reparar bem, eu tenho um pouco cara de idiota.

13h - Partimos para Paris via Alitália. Deixamos para trás uma cidade incrível, limpa, organizada e com incontáveis motivos para visitá-la novamente. Recomendo a todos que estão lendo esse diário que use Milão como base quando visitarem a Europa. Sua posição privilegiada permite que você vá há vários lugares e volte no mesmo dia. Como eu disse alguns posts atrás, o transporte público funciona naquele continente.

(Paris)
14h30 - Mais uma vez estou no monumental Aeroporto Charles De Gaulle, e mais uma vez vejo um Concorde exposto em uma espécie de memorial a céu aberto. Para apaixonados pela aviação como eu, o Concorde foi algo único na história iniciada por Santos Dumont. Um mito, diriam os franceses. Quem voasse na aeronave supersônica, além de chegar bem rápido aos seus destinos, tinha a sensação única de observar a envergadura da Terra. Você olhava pela janelinha, via um pouco do planeta azulado e o imenso breu do espaço - também não sei se era uma vista muito confortável. Até onde sei, e normalmente meus conhecimentos não vão muito longe, o Concorde voava a incríveis 60 mil pés de altura. Possuía uma velocidade de cruzeiro de Mach 2.04, alguma coisa próxima de 2.700 km/h. Isso é nove vezes mais rápido que um Fórmula 1 (gosto dessas comparações idiotas). O Concorde era tão especial, que nele não havia classe econômica, só primeira classe. E para encerrar o assunto Concorde, que diga-se de passagem, já está enchendo saco, apenas a Air France e British Airways operavam com o simpático avião. Não devia compensar manter um desses na frota, era só pra fazer graça mesmo. No total apenas 16 foram fabricados em seus 30 anos de existência. E para quem não sabe, um grave acidente em 2003 fez com que o modelo nunca mais ganhasse os céus. Uma pena, gostava do Concorde, apesar de nunca ter entrado em um.

Note as escadas na parte de trás do Concorde. É possível fazer um tour pela aeronave.

14h55 - O Charlles De Gaulle dista (esta palavra existe?) 30 e poucos quilômetros do centro da cidade, e eu não tinha ideia de como chegar lá. De táxi, pagaria o preço de um carro popular no Brasil, praticamente. De ônibus, levaria meses para achar a linha certa. Por sorte achei uma maquininha, existem maquininhas por toda a parte naquele país. Você vai tocando na tela e ela cospe bilhetes que resolvem a sua vida. A maquininha que eu encontrei dizia que eu deveria alimentá-la com 9 Euros para receber um bilhete de trem. Mania de trem, têm esses europeus.

15h39 - Depois das devidas baldeações/conexões entre trem e metrô, chego a tão sonhada estação Charles Michels - era o meu alvo. Pelos meus cálculos, se chegasse à Charles Michels, chegaria ao hotel. O Google Street View estava certo, a menos de 100 metros dali esta o Hotel Ideal, que por fora era lindo. Mas só por fora.

15h44 - Tudo o que o hotel em Milão tinha de bom, o de Paris tinha de ruim - uma grandeza inversamente proporcional, como diria algum físico. E o detalhe é que ele era até mais caro. Joseph era o recepcionista, um rapaz de 35 anos, estatura mediana, com uma educação exemplar - um rapaz bem polido, diria. Falava todos os idiomas da Europa, menos o português. A propósito, nessa viagem conclui que o português está para o europeu assim como o javanês está para o brasileiro. Quando pergunto se fala português, o receptor da mensagem normalmente se espanta com a pergunta. É como se dissessem: - Esse idioma ainda existe?

15h56 - Joseph me apresentou algo que eu pensei que não existisse em nenhum hotel do mundo: um elevador para apenas uma pessoa. Ah, sim, uma pessoa magra. Eu, que não me consigo gordo, apenas barrigudo, quase não entrei naquela arapuca. Deus! Éramos em quatro pessoas, tínhamos oito malas, e o elevador tinha 1 m². Chegar aos respectivos quartos no quinto andar foi uma verdadeira escalada ao Monte Branco.

16h25 - Assim que conquistei o cume, digo, o quarto, veio em mente o cronograma, eu precisava consultá-lo antes de prosseguir.

A torre fica vermelha no final do dia.

17h - Havia chegado a hora de conhecer a tal Torre Gustave Eiffel. Bom planejador que estava me tornando naquela viagem, pensei que o melhor momento para visitá-la seria no final do dia, assim veríamos o famoso acender das luzes. Segundo relatos, é uma boa coisa para se ver na vida. Caminhamos até o famoso ponto turístico, nós e toda a população daquele hemisfério, suspeitava. Brotava gente do chão conforme íamos nos aproximando da torre.Só Paris recebe 100 mil turistas por dia, tornando qualquer coisa um verdadeiro parto. Você precisa de muita paciência se quiser conhecer os grandes cartões postais da cidade.

Eu devia ter feito a barba, estraguei a foto. 

18h30 - Dedicamos o restante do dia para admirar a beleza de construção que era aquilo tudo, os pouco mais de 300 metros de ferro entrelaçado hipnotiza pela beleza singular. Belos jardins no entorno provavam a todo momento porque vale a pena conhecer aquele lugar. A Torre Eiffel é o símbolo mais proeminente da França e uma das estruturas mais reconhecidas no mundo, e por 40 anos manteve-se como o monumento mais alto do mundo. Para os mais leigos, apenas uma torre de rádio mais enjoada. Em frente a torre fica a Champ de Mars, uma imensa esplanada que convidava as pessoas a fazerem um romântico piquenique, tomar um espumante ou apenas serem atingidas por merda de pombo.

(Continua no próximo episódio).