segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Treino inacreditável do Cuiabá Arsenal

Moro em Cuiabá, onde algumas pessoas acham que só tem índio andando na rua, indo ao supermercado, ao banco, à padaria. Dia desses até vi um cacique na balada, sim, na balada (acho que era no Gerônimo). Estava eu na fila e um índio na área de fumantes convidava os demais para fumar o cachimbo da paz. Eles também se divertem fora do horário de expediente. Tá pensando o que?

Convictas disso, essas mesmas pessoas acabam imaginando que aqui em Cuiabá não tem time de futebol americano. Mas dessa vez, terei que desapontá-las profundamente, pois temos um time, um grande time - o atual campeão brasileiro, devo ressaltar. E como acontece até com os times da NFL, o Cuiabá Arsenal tem uma agência de publicidade para tomar conta das suas propagandas. Rá, muleke! Boa agência que é, a FCS criou este vídeo para mostrar como é a rotina de treinamento do melhor time de futebol americano do país.



Te cuida, Washington Redskins.

Era para ser um lindo anúncio da Audi


Por alguma razão a cúpula da Audi resolveu pedir aos alunos da ESPNM que criassem um anúncio publicitário para o seu lançamento, o A1. Todos se empolgaram com a ideia de ter a importante marca alemã em seus portfólios e meteram a mão na massa. Resultado: 250 futuros publicitários queimando neurônios em busca da peça perfeita. E essa aí de baixo foi a escolhida, fruto do trabalho de cinco alunos do primeiro ano.

A história tinha tudo para ter um final feliz, com os jovens agraciados com os louros da vitória. Não fosse um acento perdido. É preciso tomar cuidado com os acentos perdidos? #FicaaDica



Temos um mídia kit


(Anunciem!) - Senhoras e senhores, depois de muita encheção de saco, temos um maldito mídia kit. O questionário que pedi para vocês responderem era pra servir de base para o relatório, que a partir de agora será uma espécie de apresentação do blog. Saber quem são, o que pensam e o que fazem da vida os elementos que circulam por aqui, essas coisas. Veja clicando no menu "Anuncie" ao lado, ou aqui. Tanto faz. E não achem defeito, isso deu um trabalho dos diabos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Resultado do sorteio da pesquisa


Como foi falado aqui no dia 22 de setembro, hoje é dia de sortear o livro "E nós chegamos ao fim" entre as almas generosas que responderam à pesquisa quantitativa do Louco, não. Publicitário. Como já falei e gosto de repetir porque sou um papagaio linguarudo, a obra conta os bastidores de uma agência de publicidade em crise - leitura mais que recomendada para todo bom publicitário. Joshue Ferris escreveu um grande livro, não duvidem disso.

Dito isto, venho através deste comunicar o grande vencedor escolhido pelas forças obscuras do Random.org. Foi um  sorteio simples, numerei os emails pela ordem que iam chegando e deixei nas mãos da roleta da sorte virtual. Eu ia filmar e contratar uns auditores para comprovar a seriedade do sorteio, mas lembrei que não estava sorteando uma casa em Beverly Hills, era apenas um maldito livro de publicidade. Por isso, não criem caso, não roubo nem lateral em pelada, quanto mais em um sorteio envolvendo mais de 300 pessoas.

Todos prontos? Eis o resultado:


Se o email sorteado não é o seu, não fique triste. Suas chances eram de 1 em 302. Fazendo as contas utilizando-se a famosa regra de probabilidade ensinada no 1º ano do 2º grau, suas chances eram de... hããããã... peraí.... (coçada na cabeça)... 0,3%? Isso é quase a mesma probabilidade do Corinthians ganhar uma Libertadores nos próximos 100 anos. (o:

Mas se você faz muita questão de ter o livro, sugiro que clique aqui - depois você saberá exatamente o que fazer. Vai com fé.

E antes que eu me esqueça: muitíssimo obrigado a todos que participaram. Vocês também são culpados por este blog existir.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A guerra entre Android e IOS

Bacana pácas este filme da Swiss Broadcasting Corporation sobre a recente guerra tecnológica entre Android e IOS. Fazendo referência a filmes emblemáticos, como Transformers, Coração Valente, Ghost e Titanic, a empresa lembra seus consumidores que possui aplicativos para os dois sistemas. E eu acho que existe uma mensagem secundária por trás dessa inocente animação, tipo, um incurso. É como se falassem: crianças, não se matem. Ou algo do gênero. Gosto dos incursos.


:: Vi no Erro 500, que viu no Procurando Vagas, que viu sabe-se lá aonde.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Chevrolet e seus carros radicais

É como eu sempre digo: quando você não tem uma ideia barata e criativa, exagere, faça algo estúpido e igualmente surreal. Grite! Esperneie. As pessoas gostam de coisas surreais. A Red Bull especializou nisso, e já fez todo tipo de sandice para vender suas latinhas de energético. Já comentei alguma coisa aqui, reveja.

A bola da vez é a Chevrolet, que inventou de colocar seu lançamento fazendo esportes radicais. Óbvio. Intitulada Let's Do This, a campanha criada pela agência Goodby Silverstein & Partners baseia-se na boa e velha fórmula de fazer coisas estúpidas para chamar a atenção. Por que diabos alguém compraria um carro que tem a capacidade de saltar de paraquedas, ou bungee jump?

A campanha é legal, sugere todo um estilo de vida, novas emoções, etc, mas... pense bem. Um carro que salta de paraquedas... Difícil imaginar coisas mais estúpidas que isso.





Sem contar que a ideia nem é tão nova assim, veja este outro vídeo do GMC Truck.

Volksubish, Toyazda e Nissbaru


Isso sim, é o que eu chamo de uma campanha impressa de verdade. Uma ideia genial, diria sem receio de exagerar. Criada pelos publicitários da Ogilvy da Nova Zelândia, as peças alertam para o perigo iminente da falta de atenção e imprudência no trânsito. No texto, um simples e direto: “Disponível para motoristas imprudentes, em todos os cruzamentos.” E, como diria Forrest Gump: isso é tudo o que eu tenho a dizer sobre este assunto.




sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Atiraram no iPhone 4S

Dia desses falei aqui sobre a expectativa em torno do lançamento do novo iPhone. Pois é, mal começaram a vender a bagaça já apareceu um vídeo com os famosos "atiradores de elite" estraçalhando o pobre aparelho. Nunca sei bem o que pensar dessas coisas, só acho engraçado. Steve Jobs deve estar se revirando no túmulo.

Não se deixe corromper

(Essas coisas devem ser compartilhadas) - Não quero fazer mais um texto sobre cidadania aqui. Não adianta. As pessoas gostam de lembrar que o mundo é dos espertos. Mas quer saber de uma coisa? O mundo NÃO é dos espertos - só não sei como explicar isso direito. É muita pretensão um grupo achar que é dono de um mundo tão grande. Não se deixe corromper.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Uma obra de arte da Sony em forma de comercial

Mais uma belíssimo filme da Grey para a Sony. Baseado no curta-metragem totalmente cool "Nuit Blanche" este é uma daqueles filmes que fascinam pela sensibilidade dos detalhes. Não tem muito o que falar, apenas permitir ser hipnotizado pelo poema That's What I Heard You Say, com música de Clint Mansell  (vencedor do Oscar de melhor trilha sonora com o filme Cisne Negro). Recomendo que assista com 1080p. Se quiser, também tem a versão 3D aqui.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como a Globo contribui com a estupidez do brasileiro

Já disse aqui que não gosto da Globo. Acho que ela contribui significativamente com a ignorância do brasileiro, talvez por oportunismo, talvez por necessidade, talvez por mero business. Não tem como saber. É muito difícil entender essas coisas. Mas, quer um bom exemplo? Eike Batista.

O que você poderia dissertar sobre esse cidadão caso formasse sua opinião baseado apenas em fontes inteligentes? Falaria sobre sua história, carreira, pensamentos, filosofia de vida e incontáveis razões que levaram - inevitavelmente - ao posto de empresário mais importante do país. Seria o que Donald Trump, ou Warren Buffet representam para os Estados Unidos, guardadas as proporções.

Eike Batista é um nacionalista, compreende como poucos os problemas do país, é otimista, pensa a longo prazo, dosa política e negócios como ninguém. Tem muito sobre Eike Batista que poderia ser ensinado em uma grande mídia, para que as pessoas mais necessitadas se inspirassem em seu modo de empreender.

Eu separei dois vídeos que retratam bem isso. Neles, você entende a linha de raciocínio de um homem que deveria ser respeitado e admirado por seus compatriotas, um exemplo a ser seguido. Assista e continuo na sequência:





Interessante, né? Agora me responda com honestidade: tem como ligar a tevê no horário nobre brasileiro e descobrir que o BNDS é três vezes maior que o Banco Mundial? Que o seu modelo de gestão é um dos mais modernos do mundo? De entender o que significa uma visão 360º? De dimensionar o valor intangível da transparência? Pois é, não tem. Está longe de ter.

Agora veja como a Globo apresenta o mesmo Eike Batista aos brasileiros:



"Com essa fortuna eu não iria trabalhar pra ninguém nunca mais, só iria dar ordem"; "Eu não daria conta de gastar tanto dinheiro não"; "É muito dinheiro, eu acho que eu não ia suportar tanto, não". "Daria pra fazer uma boa festa, né?" Repare, o cerne do assunto é o mesmo, mas a abordagem é totalmente moldada para que as pessoas não tenham que raciocinar. Ela não fala sobre os princípios que nortearam a construção da fortuna, mas o que seria possível fazer com tanto dinheiro. Fazer as pessoas refletirem não faz parte dos planos da Globo - e quando digo Globo, entenda Record, Band, SBT, RedeTV.

No vídeo do "Fantástico" eles mostram um cheque em branco fake, a bunda da Luma de Oliveira, Carnaval, samba, coisas sem a menor importância dentro de um contexto muito maior. Aquela fortuna toda precisa fazer sentido dentro da realidade de um povo entorpecido. O brasileiro é um povo entorpecido, que não foi educado como deveria. É um povo com esperanças falsas, que mal sabe em que acredita, a menos que digam a ele em que acreditar.

Repare bem nas palavras de Marcos Uchôa: "Sabe aquele vontade, o sonho de ganhar sozinho na Mega-Senna? De arrebentar a boca do balão? Isso não é nada, seja mais ambicioso..." Entende o que ele quer dizer? Tente o dinheiro fácil, sem muito esforço. Só a ilusão do dinheiro é que vale, não importando como você vai consegui-lo. Aposte em uma loteria toda a semana, para ser uma alma em milhões a ter o seu dinheiro fácil. Não é um meio, é um fim. Entende por que eu não vou com a cara da Globo?

Será que ninguém entende que não adianta se tornar um miserável milionário do dia para a noite? Ele vai continuar sendo um miserável, sem ter a menor ideia do que está acontecendo a sua volta. É muito perigoso ser um milionário miserável.

E para fechar com chave de ouro, a matéria termina com algumas contas surreais e igualmente idiotas: "com esse dinheiro ele poderia dar um fogão pra cada brasileiro". Bela contribuição a matéria deu ao país, não acham? Será que alguém pensou: - Esse Eique podia ser bonzinho e dar um celular pra mim. Quando ele morrer não vai levar todo esse dinheiro pro céu mesmo..."

Um dica: desligue a porra da televisão, estude alguma coisa, leia, trabalhe duro e construa a sua própria fortuna. Depois você mesmo dá uma geladeira para cada brasileiro, ou pelo menos, tenha o poder de fazer isso.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Coca-Cola: quanto mais zero melhor

Antigamente a Coca-Cola me mandava uns presentinhos sempre que lançavam uma nova campanha. Como forma de agradecimento, eu pingava aqui no blog. Acho que não tem nada de errado nisso. Tem? Mas pelo que tenho percebido, estamos em tempos de vacas magras, nunca mais recebi nada, deve ser por causa da Coca Zero.

E como nunca mais fui mimado pelo popular fabricante de refrigerantes, acho que meus posts não estavam dando retorno. Alguém deve ter visto meu blog na lista de sites relevantes e pensado: - Estão loucos! Este blog é uma porcaria. Cancelem os presentinhos.

Não importa. Gostei da nova ação, e como também gosto muito do Outback, resolvi postar. Vai que o jabá venha depois, ainda que a chance seja de 0,000001%.

Não é game, é futebol

E lá vou eu dar meus pitacos no trabalho dos outros. Veja bem essa campanha impressa criada pela agência Escala para a Warner Games. O produto é o badalado Fifa 12. Repare no bom apelo, vende a proposta da coisa toda, né não? Esse texto também é fantástico: Não é game, é futebol. Vende realismo, te coloca dentro do universo, impecável e, diga-se de passagem, bastante apropriado. É exatamente isso que buscam esses video-games cada vez mais... reais.

O game de futebol evoluiu de tal forma que não há mais espaço para amadores - o que é bom. Dia desses inventei de jogar uma partidinha no PlayStation. Perdi de goleada para o meu irmão, que também é ruim - mas nem tanto. Já eu, sou uma aberração, um fenômeno que deveria ser estudado pela indústria. Acho que perdi o prumo da coisa quando deixaram de fabricar o Mega Drive. Me complico todo com o controle na mão. Sempre que pego na bola a isolo com um bicudão da roça pela lateral. Aperto o triângulo e meu jogador cai morto. Consigo ser pior no video game do que sou na vida real. Um inferno!

Bem, os anúncios. Para essa geração, o importante é a realidade da coisa. Quanto mais cara de Messi tiver a sua versão virtual, melhor será. Como disse, a evolução dos jogos é impressionante, qualquer hora não saberemos mais diferenciar o que é game do que é real. Por isso, minha única observação nas artes abaixo é relacionada ao cuidado com o acabamento. Deveriam esculpir melhor, desfiar mais o arte-finalista. Uma ideia fantástica prejudicada pela execução não tão boa. Uma pena.



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Curso de mergulho é no Senai

O adesivo é uma boa questão. Como diria aquele personagem antropólogo de Bruno Mazzeo. Albênzio Peixoto, eu acho. Gosto dos adesivos, principalmente daqueles que combatem o tabagismo. Uma boa ideia que utiliza-se deste recurso é sempre bem vinda aqui no blog. Veja este belo exemplo do curso de mergulho do Senai - preciso explicar mais alguma coisa? Qualquer um que pense fora dos padrões vê em um mero extintor contra incêndios um tubo de oxigênio para mergulho. Tão óbvio!

É São em ocasiões assim que vemos a essência da criatividade, e como gosto de analisar a criatividade em sua essência, acabo detestando essas discussões chatas em torno de mídias on-line vs. off-line. O fim da mídia impressa, da mídia alternativa, da mídia isso, da mídia aquilo. Você precisa de muito pouco recurso para ser criativo, muito pouco. Qualquer dia falo mais sobre este assunto. Minha tendinite está me matando neste exato momento.

Piratas do Vale do Silício


Você quer ser um pirata ou da Marinha? Era com essa pergunta que o finado Steve Jobs desafiava seus empregados. Todos queriam ser piratas. Bons artistas copiam, grandes artistas roubam. Todos queriam roubar, e roubavam. A Apple roubou as ideias da Xerox. A Microsoft roubou as ideias da Apple. Uma história fascinante, essa do início dos computadores pessoais.

O filme Piratas do Vale do Silício - que no Brasil deram o infeliz nome de Piratas da Informática - não se trata apenas de um filme baseado em fatos reais. É um documento histórico, uma saga sem precedentes. É como a história foi escrita por um bando de adolescentes que não sabiam direito o que estavam fazendo. Falo tudo isso sem exageros.

A verdadeira e quase inacreditável história de Bill Gates e Steve Jobs, de como tudo começou - e ainda acontece. Uma revolução que começou quando ninguém estava prestando muito a atenção. Aconteceu em uma garagem, em infinitas horas de esforço, imaginação e intriga. Gates e Jobs estavam mudando o jeito do mundo funcionar, viver e se comunicar.

Recomendo do fundo do meu coração que você assista ao filme. Assista duas vezes. Volte as cenas, assista de novo. Você vai ver esse negócio com outros olhos. Eu garanto.

dvd+piratas+da+informatica


DVD Piratas da Informática
Por: R$ 9,90
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Abaixo a minha cena favorita, quando Bill Gates vai até a cúpula da toda-poderosa IBM e oferece o MS-DOS. Ali, naquela sala, naquele exato momento da história, começou a ser construída uma das maiores forturas da história do capitalismo. Assista, pelo amor de Deus!


Bem, os lucros estão nas vendas de computadores em si. Não nesse negócio de software...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Nada se cria | 163

Ando meio sem paciência para blogar, por isso a monotonia reina neste endereço eletrônico (gosto do termo "endereço eletrônico", admiro a sua resistência em meio a tantos neologismos geeks. Acho que no futuro serei um saudosista da Internet, e sempre que tiver a oportunidade, ressuscitarei esses termos obsoletos dos anos 1990).

Mas voltando ao assunto da primeira frase do parágrafo anterior, ter um blog não é das tarefas mais fáceis, principalmente quando você inventa que irá atualizá-lo diariamente. Todo santo dia eu acordo e, enquanto espremo o tubo da pasta de dente, penso angustiado: o que porei no blog hoje? (Tá certo isso, "porei"? Melhor substituir por "colocar"). O que colocarei no blog hoje? Tenho que atualizar aquela merda, tenho que escrever alguma coisa que valha a pena ser lida. Por que mesmo eu tenho um maldito blog?! Não é fácil.

Acho que é uma fase, essa que estou passando. Logo voltarei a ter prazer com os posts, e escreverei com um largo sorriso na cara. Enquanto isso não acontece, farei como Adam Sandler no filme "Click", ficarei no piloto automático. Não conte a ninguém, mas eu tenho um controle remoto igual aquele do filme - até consigo ficar parecido com o Barney.

Isso dito, comunico que o "Nada se cria" de hoje nada mais é do que um "post piloto automático". E não reclamem.


Digital Art
Agênca: Erik Johansson Online Portfolio
País: Suécia
Ano: 2008


OHL Highway Concessions
Agência: Kastner & Partners
País: México
Ano: 2011

:: Atualizado graças ao publicitário tocantinense Heder Gaspio . Boa, garoto. Padrão!




Firestone - Caminhos
Agência: Loducca
País: Brasil
Ano: 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Rock In Rio e o fim do Guns N' Roses


(O tempo não para) - Não sou um profundo conhecedor de música, não entendo direito essa coisa de FÁ sustenido, um meio tom pra cá, outro pra lá. Também acho especialmente difícil fazer aquele solinho de "Come As You Are", de Nirvana, no violão. Entendo tão pouco do assunto que não devo notar a diferença se tirarem o som do baixo de uma música. Pra mim, o baixista é apenas o amigo da banda, um cara legal que toca qualquer merda só pra não ficar de fora da foto da capa do CD. Assim você tem a exata noção do que estou falando. Música, pra mim, é só uma forma prática de melhorar o estado de espírito.

Mas apesar de tanta ignorância musical, sei bem do que não gosto. Agnaldo Timóteo, sertanejo universitário e Inimigos da HP são coisas que eu realmente não gosto. Também não tenho receio de cantarolar um hitzinho pop do momento, como eu disse, é só um energético para o espírito. Mas devo admitir também que é bem comum eu gostar de alguma coisa quando aquilo já não faz mais sentido pra ninguém, tipo, Cazuza nos dias de hoje. Acho que demoro tempo demais para entender o significado das músicas, quando pego o espírito da coisa, já se passaram algumas gerações. Sou um retardatário musical.

Neste último Rock in Rio conheci algumas bandas que eu nem imaginava que existiam. Selecionei as principais por ordem de espanto: Maroon 5, Stone Sour, Snow Patrol, Coheed and Cambria, Motörhead, Slipknot, Jamiroquai e Lenny Kravitz. Calculo que devo começar a gostar dessas bandas só quando terminar Copa do Mundo do Catar, em 2022.

Dito isto, não me surpreendi com a recente pergunta de um amigo de longa data: - Ô, Luciano. Curtiu o show do Guns ontem? Putz, Axl tá acabado, hein?!

Um bom exemplo, o do Guns N' Roses. A banda enquadra-se naquele mesmo grupo do Cazuza, ou seja, fizeram muito sucesso em outro século, mas só agora estou começando a gostar das mensagens por trás das letras. Então respondi: - É, acabadão, Sweet Child o' Mine foi uma degraça só. Slash faz muita falta.

Claro que foi uma resposta para não gerar uma discussão sobre um assunto que eu não entendo picas. Sendo sincero, adorei o show, a chuva, o público ensandecido, o comportamento explosivo do vocalista. Tudo. Dado o contexto, Guns está no ápice de sua carreira para este retardatário musical confesso. E se você não concorda, compare a voz de Axl Rose nos vídeos abaixo e me diga o que você acha. Tá acabado ou não?

Sweet Child o' Mine no Rock in Rio 4 - 2011:



Sweet Child o' Mine no Rock in Rio 3 - 2001:



Sweet Child o' Mine no Rock in Rio 2 - 1991:


E aí, sentiu falta do baixo?