Divertida, eficiente, diferente e motivadora. Essas são as quatro palavras que encontrei para definir a divulgação dessa promoção. Como você pode notar, é apenas mais uma de centenas de milhares de promoções já realizadas na história do consumismo mundial. Só isso. A diferença está em gerar ou não interesse. O sentimento de culpa também me parece ser algo bem explorado aqui. Assista ao vídeo abaixo e entenda melhor o que estou falando. Odeio ficar explicando essas coisas.
Em tempo: moro ao lado da Chapada dos Guimarães, e se tem um conselho que daria agora é que visitem o lugar. Um bom tópico para constar em vossas Listas da Bota.
O Clube de Criação de São Paulo chamou isso de trombada criativa. Trombada criativa?! Escrevo esta categoria de propagandas parecidas há sabe-se lá quantos anos, e nesse amontoado de posts, preciso pesquisar sobre as peças, ler os artigos e fuçar em tudo o que é anuário. E garanto que em momento algum li ou ouvi este estranho termo "trombada criativa". Não acredito nisso, nas trombadas, mesmo depois de ler a declaração dos criativos brasileiros, que afirmaram também estarem surpreendidos com a semelhança entre os trabalhos, que só viram o filme australiano depois de terem finalizado a criação, e que jamais houve qualquer contato entre as agências. Para eles, é coincidência pura.
Como os dois filmes foram ao ar praticamente ao mesmo tempo, é difícil dizer quem copiou quem. Mais difícil ainda é acreditar na hipótese de que as duas agências receberam briefings muito parecidos da Vokswagen, e por isso a cria tenha sido tão idêntica. É difícil de acreditar em um monte de coisa nesse mundão veio da propaganda. A única coisa em que eu acredito de verdade é que o Corinthians nunca vai ganhar uma Libertadores. (o:
Finalmente divulgaram o logotipo dos Jogos Paraolímpicos de 2016, confesso que estava ansioso por isso. Depois do que fizeram com o logo das Olimpíadas de Londres, passei a não duvidar de mais nada. Se pintarem uma banana azul com listras vermelhas e falarem que é o símbolo de algum evento, eu acredito. O mundo anda muito esquisito ultimamente, as pessoas estão perdendo a noção de tudo.
Mas para minha grata surpresa, ninguém cagou dessa vez. Temos uma marca decente para as Paraolimpídas no Rio de Janeiro. Neste link você tem uma ideia geral do conceito trabalhado pela agência Tátil Design. Também tem os desenhos dos eventos anteriores, alguns depoimentos, etc e tal. Vale a pena dar uma averiguada.
Lembra do jurássico tempo em que éramos obrigados - por falta de opção - a
assistir um comercial de 30 segundos ? E tínhamos duas escolhas: 'comprar' o comercial ou
trocar de canal?
O vídeo abaixo é um belo exemplo da transformação maluca que
ocorreu no processo de venda de uma marca ou produto. São exatos 2min25seg, que
você opta por assistir, e como se não bastasse, repassá-lo. Recebi hoje de um amigo
e já repassei para mais dois. Não é à toa que em apenas 14 dias já tenha contabilizado mais de 33 mil
acessos.
:: Este post é uma colaboração honorária* de Ismael Gadelha, que é designer em Londrina, amante de cervejas franco-austríacas e provável futuro campeão mundial de futebol de botão de video-game. * Sem honorários.
Show de bola essa simples ideia da agência Integra para divulgar o Novo
Fox na Ceará Motor. Sempre achei esses adesivos de família uma tremenda
bobagem, mas agora tudo começa a fazer mais sentido.
Pode até ser chupada, mas não tem como negar que as produções são praticamente impecáveis. E já que estou escrevendo agora, vocês repararam no título deste post? Nada se cria | 165, ou seja, pela centésima septuagésima quinta vez eu chamo a atenção dos leitores para propagandas parecidas. "How's it going to end?" é a pergunta que não quer calar. Vi no Show de Truman há uns 10 anos e achei pertinente citar agora.
Carte Noire Coffee / Kraft Foods
Agência: BETC Euro RSCG
País: França
Data: Setembro de 2011
Nescafé
Agência: twofifteen McCann
Países: Estados Unidos e México
Data: Novembro de 2011
Não tem nada de especial neste filme, é apenas um recurso batido que sempre gera um efeito hipnotizante em quem assiste. Sem contar que deve dar um trabalho dos diabos para a equipe de produção - isso se não estivermos falando de computação gráfica. Vai saber.
Mas o que eu queria dizer mesmo é que não importa se trata-se de um recurso batidão - quem nunca viu a Monalisa surgindo com peças de dominó caídas ou mesmo o clássico comercial do Honda Accord? - o importante é que a parafernália toda montada faz todo o sentido quando estamos falando de uma marca como a Fedex. Aliás, um ganso canadense enviando um adesivo de taco de hockey para seu amigo cachorro em Miami não é algo que se vê todos os dias.
Essas campanhas da Benetton continuam dando o que falar. Dessa vez a ideia da marca é protestar contra o ódio e preconceito através de uma ação batizada de Unhate (algo como "deixe de odiar"). As peças extremamente polêmicas colocam ícones mundiais se beijando, ainda que com a ajuda do Photoshop.
Nunca sei o que pensar direito dessas esquisitices, posto porque acho curioso.
Bento XVI e o Imã do Cairo, Safwad Hagazi
Barack Obama e o presidente chinês, Hu Jintao
Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã, Angela Merkel
Obama e o presidente venezuelano, Hugo Chávez
Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas (esq.) Líder norte-coreano, Kim Jong-il, e o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak
Li no excelente blog Saque e Voleio que a edição do próximo Master 1000
de Madri será jogado em um surpreendente saibro azul. Tudo para satisfazer as vontades do patrocinador do torneio - uma seguradora espanhola que ostenta a cor
em seus materiais publicitários.
Não entendo muito sobre coisa alguma, mas trocar o tradicional saibro
laranja avermelhado por azul me parece uma estupidez sem tamanho. O que
querem, afinal? Transformar a quadra num picadeiro? Não estranhem se
resolverem usar bolinhas vermelhas em um torneio patrocinado pela
Coca-Cola.
Algumas coisas jamais devem ser alteradas, apenas mantidas.
A isso damos o nome de tradição. Sou um publicitário tradicional! Fico imaginando se a moda pega aqui no Brasil, e os patrocinadores inventam de meterem suas cores onde não são chamados.
Veja que maravilha de ação de guerrilha, essa dos canadenses da BBDO de Toronto para o Mercedes C-350. É tão isuportavelmente criativo que apenas a frase "Rápido até estacionado" explica tudo. É o poder de um bom adesivo, meus amigos.
Existem muitas formas para se vender muitas coisas em muitos lugares. Essa é a magia da coisa toda, não existem regras, padrões, muito menos receitas. Você só precisa de uma ideia, saber como defendê-la e depois fazer uma produção benfeita (é assim mesmo que se escreve, pesquise no Google). Um chá gelado, por exemplo. Diga-me: qual seria a melhor forma para vender um produto tão incrivelmente sem graça como este? Alguém bebendo enquanto pratica algum exercício físico? Nãããããão. Alguém bebendo enquanto assiste a um filme de Andy Garcia? Nãããããão. Faça o que manda o célebre slogan da Apple: pense diferente.
Bem original essa ideia
da agência carioca Conexão Brasil para vender o Smart.
Talvez não fosse necessário tantas peças para
falar a mesma coisa, dá pra pegar o espírito da coisa
logo na primeira. Eu descartaria todas as outras sem dó, elas
estão apenas ocupando espaço. Caramba, como eu sou
chato!
E já que não
estou fazendo nada, permita-me falar do Smart. Quando estive na
Europa em agosto fiquei espantado com a quantidade de Smarts pelas
ruas daquele continente. Uma praga, me arriscaria a afirmar. Você
caminha pela calçada e quando chega a uma esquina, não
olha para os lados para ver se está vindo algum carro, mas
sim para ver se está vindo algum Smart. Não estou
exagerando, esses pequenos caros tornaram-se uma epidemia no Velho
Mundo. E considerando que lá é a vanguarda da indústria
automobilística, imagino que em breve seremos povoados por
esses simpáticos carrinhos.
E é baseado
nessa minha observação totalmente irrelevante, a
campanha abaixo faz todo o sentido: o futuro deve ser mesmo dos
compactos.
Recentemente ouvi um argumento católico tão descabido que me fez escrever este post (e olha que quase nunca cito religião neste blog, quando o fundei, defini que seria um blog laico). Era um padre que debatia com outro religioso sobre uma palestra espírita que ambos assistiram. O religioso disse que ouviu do palestrante que os miseráveis de hoje são reencarnações de indivíduos que fizeram muito mal a outras pessoas em vidas passadas.
Uma observação quase infantil, que não merecia sequer ser rebatida por qualquer um que tivesse um mínimo de interesse pelas coisas. Era algo para ser apenas ignorado, desprezado, de tão tolo. Mas para minha imensa surpresa, presenciei o padre de pouco mais de 60 anos contra argumentar exatamente o seguinte: - Não acredite nisso, é algo que não pode ser provado cientificamente.
Eu engasguei feio com o gole de suco de caju que estava bebericando. Um padre dizer para não acreditar em reencarnação alegando o conhecimento científico é como um nazista tatuar a Estrela de Davi no meio da testa. Jamais ouvi tamanha bobagem em toda a minha vida, contando que tenho uma vida repleta de bobagens ouvidas. A minha vontade na hora foi de falar apenas: Querido padre estúpido, e o que exatamente pode ser provado cientificamente? Moisés recebendo as Tábuas da Lei de Deus com seus dez mandamentos, por exemplo? Fico imaginando isso sendo divulgado na Scientific American(aqui você entende melhor). Vocês conseguem perceber o tamanho da bobagem?
Sou ateu, tenho orgulho disso, não é fácil ser ateu em um país como o Brasil, não é fácil ser minoria em lugar nenhum do mundo, e por isso preferi ficar quieto, detesto debater religião com pessoas de extrema militância teísta. Eu conseguiria criar uma discussão gigantesca se quisesse, mas não gosto mesmo de debater esse tipo de coisa com pessoas que eu não conheço bem. Você precisa de um certo grau de intimidade para debater ideias ligadas à criação da vida, do universo e tudo mais.
As pessoas não estão preparadas para pensar, elas têm medo sem saber do que exatamente têm medo. Pensar dá trabalho. E você percebe que uma pessoa tem medo do desconhecido quando começa a pregar alguma coisa que está na Bíblia, sendo que as tradições bíblicas vêm do nada (aqui você entende melhor). A explicação da vida segundo a seleção natural é algo que me atrai muito mais do que um ser supremo com sua varinha mágica. Em suma, é isso.
Este comercial abaixo esclarece melhor a coisa toda. Assim eu consigo inserir um pouco de propaganda nesta postagem.
Estava devendo um Nada se Cria em vídeo por aqui. Depois da última (e
única) pesquisa de satisfação (que fique claro que eu não gosto deste termo, pior que ele só mesmo a abominável pesquisa de clima, feita por psicólogos para atender as estratégias de endomarketing da companhia. Se pudesse, baixaria um decreto proibindo termos como "pesquisa de clima", "endomarketing", "colaborador interno", "integração", "ginástica laboral" e "líder imediato". Acho que não esqueci de nenhum), vi que estamos falando de uma das categorias mais
bem quistas da casa. Por isso, para alegria geral da nação, desfrutem de mais
esta curiosa coincidência publicitária. Há quem chame de chupada, vai
saber.
Estreia hoje a noite este curioso filme da LG assinado pela Y&R para divulgar o seu 1º smartphone 3D. O novo celular da marca é o primeiro munido de tecnologia 3D do Brasil e o único com duas lentes para a captação de imagens. O aparelho também dispensa a utilização de óculos especiais quando o usuário assiste ao conteúdo em três dimensões.