quarta-feira, 28 de março de 2012

Cada um no seu quadrado

Vi no blog do jornalista Flavio Gomes e achei legal pácas, este mapa-múndi das marcas de automóveis. Vejam quem vende mais em cada território desse mundão véio de guerra ("véio é uma gíria, não me torrem as paciências por acentuá-la). Pensei que a FIAT tivesse mais presença no planisfério em questão.

:: Sugiro que abra a imagem em outra aba, para facilitar as coisas.


terça-feira, 27 de março de 2012

Tênis, Michel Teló e CQC: o que está por trás do mero entretenimento?




Quem me segue no Twitter já sabe que eu sou fã de tênis. Vivo enchendo o saco dos meus seguidores informando parciais de jogos, quem tem o melhor backhand, palpites idiotas e por aí vai. Sempre que tuíto alguma coisa sobre o assunto, perco lá meus cinco ou seis followers. Confesso que para quem não gosta, o esporte é um enorme marasmo. Ainda bem que muita gente gosta. E como estamos falando de um esporte com muitos fãs pelo mundo, principalmente no Brasil pós-Guga, quero compartilhar uma análise que fiz.

Como devem ter visto, neste último fim de semana eu postei a cobertura que fiz do excelente whorshop sobre Brand Entertainment e Transmídia que o Papo Criativo realizou. Falamos que a comunicação 360º de uma marca está evoluindo para um conceito bem mais contemporâneo, onde vender um produto ou ideia passa a exigir um esforço bem mais cuidadoso de marketing. Contar uma história onde a marca está sutilmente alocada é bem mais eficiente, a longo prazo, do que investir apenas nas mídias mais tradicionais. Se não viu, volte alguns posts e entenda melhor o que quero dizer.

Usei dois parágrafos para a introdução porque acho que temos um belo caso de Transmídia aqui, no tênis. Para quem não sabe, no final do ano o Brasil receberá a ilustre visita de dois dos maiores tenistas da atualidade: o sérvio número 1 do mundo, Novak Djokovic e o suíço Roger Federer, atual número 3 e considerado por muitos entendidos do assunto como o maior tenista de todos os tempos. Eles virão aos trópicos para partidas de exibição - só não sei ainda quando, contra quem e quanto custarão os bilhetes. Aguardemos.

Isso tudo dito, me chamou a atenção dois acontecimentos que vi ontem a noite enquanto assistia ao Master 1000 de Miami. Depois da vitória de Djokovic sobre o seu compatriota Viktor Troicki, vieram então os protocolos de sempre: cumprimento dos jogadores na rede, cumprimento ao árbitro de cadeira, o vencido recolhendo sua traia e saindo o mais rápido possível da quadra enquanto o vitorioso agradece ao público. Depois o vencedor do embate senta, faz algumas caras e bocas e só então assina a lente da câmera. Poços de etiqueta que são, os tenistas sempre cumprem todos os procedimentos à risca. Mas ontem algo de diferente aconteceu.

Djokovic rubricou a lente enquanto ouvia-se ao fundo o hit grudento de Michel Teló que ganhou o mundo. Djoko, como gosta de ser chamado, aproveitou e mandou um "ai se eu te pego" na lente, em português mesmo, para o mundo inteiro ver. Mas, antes disso, arriscou até uns passinhos micheltelonianos. Claro que isso virou notícia no meio.



Até aí tudo bem, foi só uma graça do sérvio - que tem fama de ser o mais irreverente do circuito. Mas enquanto isso, rolava o CQC na Band, e Marcelo Tas anunciava uma matéria internacional com Felipe Andreoli. O repórter estava em Miami acompanhando o segundo Master 1000 da temporada. O entrevistado da noite era, nada mais, nada menos, que Roger Federer. Num tom bastante natural e descontraído (Federer é o garoto-propaganda perfeito para essas situações), falaram de quase tudo: jogadoras atraentes, como é ser o maior de todos, Rafael Nadal, quebra de raquetes e, claro: sua vinda ao Brasil.



Voltando ao começo do post: Transmídia. Djokovic assumindo que curte Michel Teló e Federer dando toda a atenção do mundo a um humorista brasileiro é um claro sinal de que uma história sendo contada. Tudo isso gera buzz, cria um enorme laço de afinidade com o brasileiro, ajuda a transformar consumidor em fã. Cria-se uma expectativa enorme em cima da coisa toda. Jamais se esqueça: um produto precisa ser vendido por trás de todo esse entretenimento.

Como Wladimir Winter disse em seu curso, Transmídia é a soma de várias audiências diferentes dentro do mesmo assunto. Tênis e propaganda têm muito mais em comum do que você, que não gosta do esporte, possa imaginar. Se você é publicitário(a), sugiro que não tenha preconceitos.

sábado, 24 de março de 2012

A sua marca está fazendo as pessoas felizes?

(16h15) - A última parte do curso reforçou a importância do conteúdo para a marca, e consequentemente, gerar capital emocional. A Coca-Cola não é uma empresa que vende refrigerantes, é uma marca que conta histórias - igualzinho o vídeo abaixo.



Para Seth Goldstein, anunciantes interrompem consumidores, consumidores ignoram os anunciantes. Anunciantes ficam melhores em interromper, consumidores ficam melhor em ignorar. Em outras palavras, é a tal publicidade inconveniente de 5 segundos no início dos vídeos no Youtube. A tendência é o conceito de Open Brand, onde as pessoas ajudam a construir constantemente a marca. Cada vez mais, marca será aquilo que as pessoas falam dela quando elas não estão presentes.
 
Winter fez um excelente paralelo entre o marketing tradicional e o marketing com significado. O que era mídia comprada, tornou-se mídia espontânea. O que passa a valer é o envolvimento das pessoas, a sua identidade social. Marcas devem ter fãs, não consumidores. As marcas devem fazer as pessoas felizes.E para que as pessoas falem das marcas, é necessário que elas façam parte de suas vidas. Como? Contando histórias ao invés de veicular um comercial. Esqueça os manuais de instruções de uma vez por todas.

Não é 360°

(14h37) - Jamais confunda Transmídia com um campanha 360° convencional. Transmídia é a soma de várias audiências diferentes dentro do mesmo assunto. Tudo com conteúdo exclusivo. Avatar, Harry Potter, Piratas do Caribe e Crepúsculo são cases de extremos sucesso, onde vemos uma nave mãe e todas as audiências sendo impactadas pela peculiaridade de cada mensagem. Path of Neo foi um game lançado exatamente após o sucesso absurdo da trilogia Matrix, sendo produzido nos mesmo sets do filme. Deu certo?

Claro que não!

Era o mesmo roteiro, as mesmas cenas, tudo igualzinho ao filme. Um clássico #Fail. Confundiram o conceito de Transmídia. Volto daqui a pouco.

A cultura da convergência



(11h05) - Pense em todas as revoluções que a Internet criou: e-mail, Napster, Youtube, iTunes Store, Skype, Facebook, Google TV, Foursquare. O que tudo isso tem em comum, além de revolucionar a vida das pessoas? A convergência, que tornou-se, inevitavelmente, uma cultura. As plataformas e seus conteúdos devem ser somados, jamais rivalizados. É a tal integração das mídias nunca contexto nunca antes discutido.

Em 2006 a Internet tinha 250 mil sites e pessoas que apenas consumiam conteúdo, hoje são 250 milhões de sites que geram conteúdo compulsivamente. Em outras palavras, virou uma zona, a internet não é mais de ninguém. Qualquer "besteira" passou a ser conteúdo, até um bebê rasgando um pedaço de papel pode ser o comercial de um banco. Essa é a essência. A inteligência coletiva ficou ainda mais fácil de ser identificada com tantos memes globais espalhados por todos os lados.

A transformação cultural baseou-se na convergência, que nada mais é que uma evolução de mídias. A "Geração G" está permitindo novas experiências entre as pessoas. É um movimento, uma necessidade. Acho que nem preciso dizer qual é o papel de um publicitário num ambiente complexo como esse.



Em tempo: por algum motivo lembrei do filme Idiocracy.

Brand Entertainment e Transmídia - Da TV ao tablet, um novo meio de trabalhar as marcas



(8h15) - A primeira pergunta do curso foi: Quem é Kony? Uma rápida pesquisa no Google para descobrir quem diabo era Kony. Achei, era "só" mais um guerrilheiro sanguinário - um Hitler 2.0. No começo, aquilo não fez sentido algum. Pelo amor de Deus, estamos num curso de "Transmídia", pra que eu precisaria saber quem é Joseph Kony?

Depois desse vídeo, tudo mudou.



O maior de todos os virais, 100 milhões de acessos em 3 dias. O mundo inteiro envolvido na mesma causa. Um fenômeno sem precedentes. Sem contar que estamos falando do melhor case de fundo colaborativo que a grande rede já viu, arrecadando 8 milhões de dólares em 72 horas - tudo trabalhado através da emoção das pessoas. Neste link tem uma resenha que o Nizan Guanaes escreveu para a Folha, vale a lida. Depois, aflorou o lado racional das pessoas, e a coisa inteira foi colocada em cheque. Tudo em larga escala. Procurem no Youtube uma matéria do Fantástico sobre o assunto.

O que é "transmídia"?

É a capacidade de contar histórias. Esqueça - até certo ponto - filmes publicitários, anúncios estáticos, a tal, velha mídia sem interatividade com um mundo acelerado e faminto por informação fresca. A nova comunicação exige que a história seja contada com mais detalhes.

Brand Entertainment e Transmídia - Da TV ao tablet, um novo meio de trabalhar as marcas


Não sei se já disse isso aqui, mas eu só adiro (?!) a alguma coisa quando aquilo já está consolidado, aceito, aprovado e comprovado pelo senso comum. Tenho certa resistência a novidades, confesso. Um defeito? Talvez, já que trabalho com publicidade e estar na vanguarda da coisas é essencial para o sucesso dos negócios. 

Assim aconteceu com os eventos que o Papo Criativo realiza aqui em Cuiabá. Quando fizeram o primeiro, há alguns anos, toda a comunidade publicitária da cidade comentou, uns prestigiaram, outros, não, outros prometeram jamais deixar de ir aos próximos que viriam. Eu apenas olhei e pensei: vou esperar a aprovação popular. E ela veio com força.

Hoje estou participando do meu primeiro evento do Papo - um workshop com o publicitário Wladimir Winter, da Escola Superior de Propaganda e Marketing. O tema é a nova forma como as agências do Brasil e do mundo estão trabalhando as marcas de seus clientes com essas mídias on-line que se espalharam como praga. Não tenho dúvidas que será um belo aprendizado.

Blogueiro e nerd que sou, trouxe meu computador, quero ir postando durante todo o dia tudo de importante que for falado. Será um dia diferente aqui no blog, tipo uma cobertura em tempo real - sempre quis fazer isso. Claro que as chances disso não dar certo são enormes, a bateria pode arriar, o WiFi aqui do auditório da Gráfica Print parar de funcionar, bem, Murphy está sempre por perto. De qualquer forma, espero que gostem. 

Então, até daqui a pouco.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ação em aeroporto mostra a falta que faz uma escova elétrica



Bem curiosa essa ação de guerrilha da Procter & Gamble realizada no aeroporto de Narita, em Tóquio. Para divulgar a escova elétrica da Oral-B, a ação aproveitou-se da esteira rolante da sala de desembarque para lembrar os viajantes sobre que acontece com os dentes quando ficam muito tempo sem ver uma escova. Não tem como ser mais direto que isso. A criação é da agência Beacon Tokyo.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O celular de quase 7 mil reais inspirado na F1



A TAG Heuer, conhecida principalmente por seus caríssimos relógios suíços, resolveu lançar um super smartphone de luxo. Pela "bagatela" de 3,7 mil dólares, ou seis mil e uns quebrados em moeda local, o telefone já é considerado o novo objeto de desejo dos milionários - que, no caso, não é meu caso.

Mas, falemos dos detalhes. O celular é todo afrescalhado, a começar pelo nome, Racer. Totalmente inspirado na Fórmula 1, Racer será feito de fibra de carbono e titânio com cobertura emborrachada, seu sistema operacional será o Android 4.0 (Chupa, iOS!) e sua interface gráfica será toda tridimensional (eu disse que o bagulho é cheio de frescura). Também parece que o aparelho poderá ser usado para fazer ligações telefônicas. Parece.

O super smartphone será lançado primeiro na Europa, em meados de julho. Depois devem botar num navio e mandar para as Índias e terras descobertas por Colombo e Magalhães.

Abaixo um videozinho bem maneiro que mostra com mais detalhes a cara do aparelho.

Nada se cria | 169


Três anos e 800 quilômetros separam esses dois anúncios publicitários. O problema é que as distâncias acabam por aí, o que temos abaixo é uma enorme coincidência que sugere aquela velha pergunta de sempre: será que o criativo se inspirou apenas na sala de referências da agência? Fica a dúvida.

Damas e cavalheiros, eis mais uma publicação do sempre irrevente e curioso Nada se Cria - edição 169, se não me falha a memória.

Coaching-Canin.com | 'Adestramento de cães'
Agência: Grey Paris
País: França
Ano: 2009 

Curli | 'Coleira com liberdade'
Agência: Interone Munich
País: Alemanha
Ano: 2012

sábado, 17 de março de 2012

Concurso Cultural: Como o Brand Entertainment pode mudar a propaganda local?


Cidadãos de Cuiabá e Várzea Grande, essa é pra vocês. No dia 24 de março, também conhecido como sábado que vem, o Papo Criativo traz à Cuiabá o curso Brand Entertainment e Transmídia - Da TV ao tablet, um novo meio de trabalhar as marcas. Um evento muito bacana que reunirá o mercado publicitário local em torno de um tema extremamente atual. Eu estarei lá com toda a certeza deste planeta.

Mas o que eu queria dizer mesmo é que a Gráfica Print, uma das patrocinadoras do evento, está realizando um concurso cultural que premiará duas almas com ingressos para o curso.

Para participar, basta ir até a Fan Page da Gráfica Print no Facebook e responder a seguinte questão: Como o Brand Entertainment pode mudar a propaganda local?

As duas melhores respostas ganham um ingresso (cada) para o curso. Simples assim. O resultado do concurso será divulgado quarta que vem (21/03) às 16h.

| Para mais informações sobre o workshop, acesse www.papocriativo.com.br

sexta-feira, 16 de março de 2012

A diferença entre a NET e as outras

Gosto de quase tudo o que a Talent faz. Eles são detalhistas, estrategistas e o principal: bem humorados. Se você compartilha da mesma opinião sugiro que pare o que está fazendo, feche a janela do seu navegador, desligue o computador, vá até a livraria mais próxima (ou clique aqui, tanto faz), compre e leia 'Fazer Acontecer' e 'Fazer Acontecer.com.br', ambos escritos pelo publicitário e dono da Talent, Julio Ribeiro. #Ficaadica

Mas, como ia dizendo, o bom humor é fundamental para quase tudo nessa vida recheada de gente idiota. E a nova campanha que a agência criou para NET é, tipo, engraçada.



quinta-feira, 15 de março de 2012

A odisseia da Cartier

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Não é um filme publicitário, é uma obra de arte. Não estou exagerando, isso é uma obra de arte, deveria estar pendurada numa parede do Louvre, disputando a atenção com a Monalisa de Da Vinci e a Vênus de Milo.

'L'Odyssée de Cartier' foi concebido para comemorar os 165 anos da sofisticada marca de joias Cartier. A produção, que só Deus sabe quanto custou, impressiona pela riqueza absurda de detalhes. Em três minutos épicos vemos a onça - ícone da marca - quebrando sua pele de diamantes e indo até a grande Muralha da China, depois Índia e Paris. Em seu trajeto vemos um surrealismo hipnótico, com o elefante a la Salvador Dali e um emblemático voo do 14 Bis. A direção é do renomado Bruno Aveillan, que precisou contar com a contribuição de outros 50 designers.

Dito isso, eu tenho apenas um pedido a fazer: assista em 1080p, tela cheia e volume no máximo. Só as obras de arte merecem isso.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O fã que mandou uma nave da Lego para o espaço

Mandar uma um ônibus espacial da Lego para o espaço é, sem dúvidas, uma ideia bem engenhosa. Não basta por brinquedo e filmadora presos a um balão e achar que tudo vai dar certo. Tem que entender um pouco de física, meteorologia e, claro, enfrentar a burocracia por trás da brincadeira. A principal delas é conseguir autorização das autoridades que controlam o espaço aéreo do lugar onde será feito lançamento. Nem preciso lembrar que tudo isso custa tempo e dinheiro. Enfim, tem que estar muito disposto a levar a cabo tal experiência diabólica.

E foi exatamente o que fez um fã de voos espaciais que vive na Romênia (não sabia que existiam fãs de voos espaciais). Depois de providenciar todas as questões legais para mandar um objeto voador identificado para o espaço, o romeno foi até a Alemanha (onde a encheção de saco burocracia é menor) e realizou o tão sonhado lançamento. Para isso, ele usou um enorme balão de gás Hélio com sabe-se lá quantos quilogramas por metro cúbico. A navezinha, um modelo Space Shuttle 3367, atingiu a incrível altitude de 35 mil metros, resultando em mais um desses vídeos legais que gostamos de ver aqui, no Louco, não. Publicitário.

Só não sei afirmar com exatidão qual foi o desfecho dessa odisseia da Lego no espaço. Será que a nave despencou lá de cima, entrou na órbita da terra ou se acoplou à Estação Espacial Internacional? Se alguém tiver notícias do paradeiro da nave, avise.

terça-feira, 13 de março de 2012

UTF: O esporte que quer substituir o futebol

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Quando você acha que já viu de tudo nessa vida, vêm os norte-americanos com um novo esporte para tentar substituir a popularidade do futebol. Estamos falando de um negócio chamado UTB - Ultimate Tak Ball.

Pelo que entendi das regras assistindo ao vídeo abaixo, o objetivo do esporte é fazer o gol com uma bola gigante sem levar choques do adversário - isso mesmo, choques, com aparelhos iguais aqueles usados pelos tiras. São quatro jogadores para cada lado dentro de uma quadra bem parecida com um campo de futebol society. Ganha quem não perde.

É claro que a chance de uma idiotice dessas dar certo é quase zero, mas é legal ver os caras se esquivando de choques enquanto correm feito mulas com uma bola gigante nas mãos. O mais engraçado é a seriedade do vídeo, tentando provar que o esporte vai mesmo cair no gosto popular. 

A capacidade de estupidez da humanidade me assusta as vezes.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A brilhante evolução da marca da Universal Pictures

Isso sim é uma evolução de marca que gostamos de ver por aí. Você pode até não gostar da lógica por trás de um logo em Arial Black sobre o globo terrestre, mas duvido que não se impressione com a qualidade de detalhes da última versão. Tudo sem perder a identidade de uma marca construída em um século de existência.

Sugiro que assista em 1080p, tela cheia, e de preferência, com o volume no máximo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mais polêmico do que criativo | 47

Você já deve ter visto um comercial da Sky onde alguns atletas brasileiros alertam a população para uma imposição legal sobre a programação da televisão fechada no Brasil. A lei 12.482 recém aprovada pode mudar a programação dos canais, impondo cotas nacionais e conteúdos nacionais na tevê paga. A Sky alega que isso implica uma grave intervenção na liberdade de escolha dos consumidores. Se você não viu ainda, assista abaixo e entenda o caso:



Após a veiculação deste vídeo a Associação Brasileira das Produtoras de Audiovisual acionou o Conar alegando que o filme insulfla a opinião pública contra um órgão regulamentador brasileiro, a Ancine. Segundo a Apro, o filme da operadora não é totalmente verdadeiro, ao citar que jornalismo não é considerado conteúdo nacional pela lei.

Sonia Regina Piassa, diretora executiva da Apro garante que não é uma hora de programação semanal nacional que vai tirar o controle remoto das mãos do consumidor. A verdade é que hoje o consumidor não tem escolha quando compra um pacote de TV por assinatura, sendo impossível adquirir canais individualmente, eles empurram um monte de programas que os consumidores não escolheram.

O Conar, por sua vez, decidiu abrir o processo para debater o caso, já que considera que a questão tem fundamento no Código de Regulamentação Publicitária. Segundo o site do Clube de Criação de São Paulo, o julgamento deve ocorrer em abril, mas o relator, se considerar necessário, pode recomendar que a campanha seja sustada imediatamente.

Fonte: CCSP

Funk do Corel Draw



"Pra usar corel tem que ter disposição
Pra usar corel tem que ter habilidade
porque não é do pacote adobe não
os atalhos são diferentes e não tem compatibilidade

ctrl espaço não dá zoom é no scroll então vai...

coreeeeeeel coreeeeeeel coreeeeeeel coreeeeeeel (não salvou faz de novo!)
coreeeeeeel coreeeeeeel coreeeeeeel coreeeeeeel

no birô só X2

corel corel corel corel corel corel corel corel
corel corel corel corel corel corel corel corel

você salvou em X3

corelcorelcorelcorelcorelcorelcorelcorel
corelcorelcorelcorelcorelcorelcorelcorel
corelcorelcorelcorelcorelcorelcorelcorel
corelcorelcorelcorelcorelcorelcorelcorel

não dá nem pra importar
corererererererererererererererererererel
corererererererererererererererererererel
corererererererererererererererererererel
corererererererererererererererererererel

PAN!"

quarta-feira, 7 de março de 2012

Você não vai acreditar nessa propaganda da academia Orange Fitness

O que você me diz de um comercial assim? É, eu sei, não tem explicação. Isso é o que eu chamo de "malhar o glúteos".

O centenário criativo da Oreo

Como todos nós sabemos, em 2012, além do naufrágio do RMS Titanic e da independência da Albânia, a marca de biscoitos Oreo também completa seus 100 anos. E para comemorar em grande estilo, a belíssima campanha impressa abaixo relembra alguns fatos que marcaram essa rica história. Tem lá o nascimento do Rock n' Roll, o pezão de Neil Armstrong em solo lunar, o Pac-Man, a primeira aparição da Branca de Neve e os Sete Anões na Broadway, a tevê colorida e por aí vai.

Nem tem muito o que explicar, nos anúncios você entende a que acontecimento histórico a peça se refere. Uma aventura visual que beira a perfeição, diria sem medo de errar. Também tem o filme da campanha, que não consta no post porque não ficou à altura dos impressos. Gosto dos impressos, como já disse aqui em algumas ocasiões.

















terça-feira, 6 de março de 2012

Coisas legais de saber | Parte 3




segunda-feira, 5 de março de 2012

Ação de guerrilha troca o filme em sala de cinema

Normalmente as pessoas não gostam de propaganda, tudo as irrita, desde o pop-up chato que surge sobre a notícia interessante que elas estão lendo até o break na hora que a Jennifer Aniston vai beijar o Ben Stiller. E não é para menos, anúncios ruins e completamente perdidos de seu público dominaram o mundo. Eles estigmatizaram, fizeram com que os consumidores desejassem ver todos os publicitários da Terra agonizando no quintos dos infernos.

É por isso que tenho comigo que quando o público bate palmas efusivamente para uma propaganda, é porque algo ali está muito certo. A reação instintiva, a aprovação em uníssono, tudo isso é, sem sombra de dúvidas, a melhor pesquisa de satisfação que pode existir. Por essa razão estou publicando a fantástica ação da EMDA - Israeli Alzheimer Association - criada pela agência ACW Grey.

A ideia é reproduzir aquele velho descuido que pode ocorrer às pessoas vão ao cinema: entrar na sala errada. Eu mesmo sempre dou meus vacilos, certa vez comprei os bilhetes (gosto de dizer que comprei bilhetes, comprar ingressos não tem o mesmo charme) para ver "Acquária" e por algum motivo fui parar dentro da sala em que passava "Anaconda". Pensando bem, não foi um negócio tão ruim assim, já que gostei muito da continuação/remake do filme amazônico. Tive certeza disso depois que aluguei Acquária e vi que trata-se de um dos maiores lixos já produzidos pela indústria cinematográfica. Convenhamos, o que esperar de uma ficção científica protagonizada por Sandy e Júnior?

Mas, voltando ao tema central do texto, foi baseado em equívocos assim que a ação batizada “The Wrong Movie | O filme errado buscou lembrar os espectadores de cinema como a vida de pessoas com Alzheimer pode ser cheia de transtornos. O apelo nem é tão novo assim, mas a abordagem surpreendeu a todos os presentes, que ficaram surpresos quando perceberam que tudo não passava de uma propaganda inovadora e extremamente pertinente.

Mais polêmico do que criativo | 46

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Eu ando bem desleixado com algumas seções do blog. O hall de anúncios que ganham mais notoriedade pela polêmica do que pela criatividade é o principal delas. Por isso estou aqui, quero destacar este anúncio impresso da marca de azeite de oliva Gallo. A peça é mais uma entre milhares que está sendo analisada pelos olhos atentos do nosso bom e velho Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária.

Criada pela AlmapBBDO, a campanha promove a nova embalagem escura do produto, que propõe preservar a qualidade do azeite. O problema é que o texto "O nosso azeite é rico. O vidro escuro é o segurança"  incomodou algumas pessoas - principalmente as de raça negra -, que alegaram que a mensagem possui conotação racista. Segundo as minhas fontes (sempre quis dizer isso) o julgamento está previsto para ser realizado agora no começo de março. 

Mais uma vez não sei bem o que pensar. Nunca sei, para ser bem sincero. Eu jamais me incomodaria com algo assim, acredito sempre que a agência não planejaria ofender as pessoas negras com sua propaganda, isso seria de uma estupidez incalculável. Foi apenas uma deselegância inocente, uma gafe, um mal estar sem maiores consequências. Mas como esse mundão véio de guerra sempre nos surpreende de alguma forma, não duvido se os autores forem condenados à enforcamento em praça pública. Vamos ver que bicho dá!
  

sexta-feira, 2 de março de 2012

O patético comercial da Nike: BRA X SIL


Deixe-me ver se entendi uma coisa: a Nike encomendou um comercial onde o Brasil enfrenta o próprio Brasil, num jogo cheio de emoções, com os brasileiros assistindo aflitos e torcendo por seus ídolos? É isso mesmo? Se for, gostaria muito de saber em que planeta vivem esses caras. Será que ninguém contou a eles que a seleção brasileira acabou, que virou apenas um mero negócio, uma empresa gerida por um bando de coroneis engravatados? Que distanciou o brasileiro de sua maior paixão. Pelo amor de Deus, nem no Brasil e seleção joga mais. Acabou, finish, finito, tchau e bênção.

Ganhe da própria sombra! Que besteira! Se cagam para vencer a coitada da Bósnia em um jogo horroroso. Contra uma sombra pífia deveriam, no máximo, empatar. Além do mais, de onde saíram esses dribles todos? Isso enganava bem quando o time era cheio de palhaços de circo, hoje somos representados por jogadores europeus e suas retrancas burocráticas. No vídeo, os torcedores que põem as mãos na cabeça e gritam Uhuhuuuu... depois de um quase gol não representam a realidade, são atores de quinta contratados para vender algo que não existe mais - pelo menos, não na seleção.

A seleção brasileira de futebol está, culturalmente, falida. Os brasileiros gostam de ver o Barcelona jogando, e estão se lixando para a extinta seleção canarinho. É patético em todos os sentidos, só não entendo como uma agência prestigiada como a F/Nazca ousou sugerir algo assim para um mercado revoltado. Será que acham que os brasileiros não pensam, que o Ronaldo ainda é ídolo de alguma coisa? Neymar (santistas, isso não vale para vocês) é um produto enfiado goela a baixo, temperado com areia. Como li certa vez, para o jovem atacante do peixe, o futebol é a única coisa que pode atrapalhar os negócios.

É tudo tão ruim que precisaram apelar para o Anderson Silva, ícone de um esporte que está bem mais identificado com o brasileiro. Sem contar que gastaram 4 milhões para produzir este lixo, 4 milhões!!! Como disse o Vitor Birner em seu excelente blog, nem televisão de loja fica ligada no jogo da seleção brasileira. Morrerei sem acreditar que isso foi ao ar algum dia.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Mitsubishi Lancer: o carro do futuro - literalmente

(De encher os olhos!) - Lembram quando eu publiquei aqui uma penca de comerciais que fazem alusão ao cinema? Pois é, aquilo foi legal e rendeu comentários bem proveitosos. Não tem como separar o cinema da publicidade, sempre saem coisas boas. Mas dessa vez eu quase chorei (considerando o fato de que eu nunca, nunca, nunca me emociono) quando vi o novo vídeo do Mitsubishi Lancer estrelado pelo Dr. Brown.

Criado pela África, o comercial utiliza cenas reais do filme, estrelado pelo Christopher Lloyd em carne e osso e supervisionado por ele, claro, Steven Spielberg. O áudio, que foi aproveitado da versão brasileira Herbert Richers, é aquele velho lixo que todos nós conhecemos muito bem. Mas nem isso afeta o gol de placa da agência e produtora, que receberam o desafio de criar algo grande, inovador, épico, majestoso.

Ah, também não gostei do robô, que parafraseia Marty na cena em que ele termina de tocar Johnny be Good: Eu acho que vocês ainda não estão preparados pra isso, mas seus filhos vão adorar. Achei que ficou prepotente demais. Mera opinião pessoal de um chato incorrigível.

Assistirei muitas vezes ainda, igual fiz com a trilogia. Como disse o nobre Sir Fred Fagundes recentemente, "De Volta para o Futuro não é um filme para principiantes, trata-se da maior reunião de referências culturais da história." É por isso que a nossa geração tem o grande privilégio de ver um comercial assim no intervalo do Jornal Nacional.



Em tempo: antes de clicar em postar fiz uma última reflexão, seria alguma resposta ao comercial da Honda alusivo ao filme "Curtindo a vida adoidado?" Bem possível.