terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fim

(Então é isso) - Amigos, essa é a última vez que me dirijo à vocês. Pelo menos, a última vez aqui neste endereço internético. Isso mesmo, chegamos ao fim, acabou, au revoir, tchau e bênção. Depois de refletir sobre a forma e o conteúdo do Louco não, Publicitário eu cheguei a uma conclusão bastante racional: é hora de dizer adeus! Não porque eu perdi a vontade de fazer, nem por estar de saco cheio de escrever sempre sobre o mesmo assunto, nem por nada. Só percebi que o ciclo se fechou, era isso, "eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta..." - como diria Mario de Andrade. (?)

Quando criei este blog, em fevereiro de 2006, tinha lá meus três objetivos bem claros: desenvolver minha redação; entender aquele fenômeno que atendia pelo nome de Internet 2.0 e, finalmente, me manter conectado ao submundo pantanoso da publicidade. Pensava nesse pequeno tripé sempre que abria o editor do Blogger para publicar algo que tinha chamado a minha atenção naquele dia. Eu queria compartilhar com outros estudantes de comunicação as boas ideias que surgiam por aí. Essa era a minha missão, e para mim, parceiro, missão dada é missão cumprida.

Todos devem concordar que seis anos e oito meses é muito tempo, tanto tempo que uma outra Internet foi criada nesse período. Tudo mudou incrivelmente devagar, e aquele formato que eu me propus a empreitar lá atrás já não existe mais, não tem mais o mesmo sentido no final de 2012. Não preciso mais de um blog para compartilhar ideias, nem para me manter sintonizado no noticiário das grandes ações de marketing, tá tudo bem mais fácil com todas essas redes sociais.

Sei que isso não tem muita importância, mas queria dizer que fechamos o boteco com 1.359 postagens, 2.260 comentários e 1.308.697 visualizações de página em 2.436 dias no ar (ainda se diz "no ar"?). Enfim. 

Aproveito para agradecer imensamente os incentivos que recebi dos amigos Augusto Oliveira, Alexandre Fabian, Cristina Wiegert, Juliana Dornelles, Marcelo Resquetti, Rogério Iwankiw, Marcio Ferreira, Patrick André, Fábio Lettrari, Fred Fagundes, Marina Danielides, Francielly Senra, Gracielle Galvão, Tiago Andé e todos que ajudaram a fazer do Louco, não. Publicitário um bom lugar para uma visitinha.

Por fim, um agradecimento especial aos meus dois grandes amigos Ismael Gadelha e Leandro Magalhães, que contribuíram regularmente com o blog. Vocês foram verdadeiros conselheiros que sempre me passaram muita inspiração. Obrigado, canalhas!

É isso.

Tenham todos um bom dia, e caso eu não os veja mais, uma boa tarde e uma boa noite.

Luciano Marino

Maldição, começamos e terminamos num dia 23.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Revista Destinos Top: muito além do tradicional

Mais uma bela campanha impressa da sempre criativa AlmapBBDO. A criação para a revista Top Destinos lembra que Paris ou Londres vão muito além das famosas Torre Eiffel e Big Ben. Só faltou colocar ai alguma coisa da Itália - o Coliseu, talvez.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

50 tons de cinza?

Supimpa este vídeo. O cidadão "coloriu" a cena manualmente, sem truques, sem photoshop. O resultado é fantástico.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

AO VIVO: o salto insano do garoto-propaganda da Red Bull


Eu já disse aqui que essas maluquices da Red Bull ainda vão destruir a sua imagem. Qualquer dia neguinho se estrupia ao vivo e todo mundo deixa de consumir o energético rubro-taurino. Todos só estão achando lindo porque ninguém ainda estampou os miolos na lente da câmera, mas, aguardem.

Neste exato momento, por exemplo, estão transmitindo ao vivo no Youtube a tentativa de quebra de alguns recordes. A Red Bull Stratos está mandando um cidadão a 36 km de altura usando um balão estratosférico. Chegando lá, ele olha para baixo e pula, despencando por mais de cinco minutos. Segundo as expectativas, o rapaz deve atingir a velocidade do som (340 m/s, para os ignorantes). Tudo para lembrar que a Red Bull te dá áaaaaasas. Genial, se não fosse tão estúpido.

Acompanhe no streaming abaixo e torçam para que esse pobre coitado saia vivo para contar a história.



Vivo Sempre Internet, entendeu?

Já falei do meu "profundo" conhecimento sobre novelas por aqui, então você já sabe que não pode me levar muito a sério sobre o assunto. Se eu não me engano esse aí de baixo foi um personagem do Clone - Lucas, se não me falhe as ideias. De qualquer forma, o comercial da Vivo me parece ser bem bolado, uma ótima oportunidade sobre algo que esteja na boca do povo. Também é uma bela integração entre duas guardas, no caso, a velha e a nova. Quem assina é a agência VML Brasil.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vídeo ensina como fazer uma propaganda eleitoral

Só para não dizer que não falei das eleições aqui, o vídeo que está na boca da blogaiada essa semana. Como fazer uma propaganda eleitoral. #GENIAL

O problema é a escolha




Não costumo ser partidário de quase nada, defender algo com unhas e dentes para satisfazer uma espécie de ego coletivo. Prefiro não fazer parte de uma tribo, ser fanático por uma marca, militante de ideia imutável, resumindo: ser um desses insuportáveis xiitas. Nunca gostei, só não sei se é por receio ou convicção. Acho que é por convicção. Prefiro ser um lobo solitário, por isso não busco conforto em multidões - também nunca bebo nada com canudinho, não uso camisa xadrez a jamais compraria um carro automático, mas isso não tem nada que ver com o assunto - só me orgulho disso também. Sempre penso em nossos ancestrais, que comiam carniça, e temo desapontá-los. - Ui, que nojo esse seu Android.

Falando nisso, taí um excelente exemplo: a "guerra" dos sistemas operacionais para smartphones. Ou você tem um maldito "i" qualquer coisa, ou você tem um Galaxy qualquer coisa. Não importa, você tem que idolatrar o seu e achar o outro desprezível. Virou questão de honra, não importando muito o que aconteça, defensores da marca viraram ovelhas, como vi em um comercial desses. Transformaram meras concorrências em guerras - guerras bastante idiotas, diga-se de passagem. Então eu penso: mas quem foi mesmo que alimentou toda essa bobagem? Por que os aficionados por iOS são tão babacas e os de Android vivem tentando provar que não são, quando também são? Acho que tenho uma resposta.

A sociedade sempre vai te cobrar uma posição, qualquer posição, moderno ou clássico, republicano ou democrata, Chico ou Caetano, Schumacher ou Senna, Mac ou PC, capitalismo ou socialismo, rock ou samba, Playstation ou Wii, Garantido ou Caprichoso. É fácil de entender, está inveterado na nossa história, aprendemos a gostar disso, evidenciamos essas diferenças. Não basta ter um lado, tem que lutar por ele, ignorando a racionalidade, o bom senso. Quando estamos incondicionalmente de um lado, a tendência é procurar argumentos que nos convenham, destacar as falhas do outro, ser imparcial e até certo ponto, leviano. Por isso não gosto de conceitos pré-definidos. Emburrece. O presidente Barack Obama disse em certa oportunidade: "Não existe uma América liberal e outra conservadora; existe os Estados Unidos da América."

A indústria se aproveita muito bem disso, e cria essas rivalidades bestas. Não me interessa se a Apple é melhor ou pior do que a Samsung, se os seus celulares são mais ou menos cherosos, até porque eu não entendo bulhufas de nada. Só sei mesmo é como se prepara um verdadeiro molho para cachorro-quente. O segredo está na ordem de mistura dos ingredientes, não exagerar no azeite e saber a hora certa de diminuir o fogo. Voltando, quase ninguém sabe direito sobre o que está falando, só para se ter uma ideia, dentro de um celular existem mais de duas mil patentes. As pessoas defendem coisas que não entendem, colocam todo o seu ódio a serviço de coisas irrelevantes, banais - pelo amor de Deus, é só um celular! Por mais que eu me esforce, não consigo entender direito o que toda essa gente pensa.

Dias desses vi dois animais da nossa espécie brigando no avião. Época nobre de eleição, sabe como é. Cada um com seu candidato, elevando-os ao status de deuses gregos da honestidade, verdadeiros Aeacus - quando na verdade eram ícones de uma das nações mais corruptas que se tem notícia. Por isso eu não caio nessa, não me importo nem um pouco quando meu argumento perde o valor, se achar que devo, mudo de lado sem pestanejar. Radical demais?! Não. Apenas tento não levar para o lado pessoal, não sigo mandamentos, não pertenço a tribos. Sou uma metamorfose ambulante.

Falo tudo isso porque não concordo com este vídeo que o canal World Wide Interweb fez para satirizar o comercial do Internet Explorer 9.0.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A vida, o universo e tudo mais em apenas 2 minutos




Bem que poderia ser um comercial, com uma assinatura qualquer no final - Futura, talvez. Mas não, é apenas uma edição absurdamente benfeita (não estranhem, é assim mesmo que se escreve depois que resolveram unificar a língua portuguesa pelo mundo. A propósito, ouvindo a "Voz do Brasil" dia desses ouvi sobre Projeto de Decreto Legislativo dos senadores Cyro Miranda e Ana Amélia (PP/RS) para estender o prazo de adaptação da reforma para o final de 2019. Seria uma década inteira valendo dos dois jeitos, o que serviria apenas para aumentar a confusão. Brasileiro já fala e escreve tudo errado mesmo, que oficializem logo as novas regras e mandem todos parar de ver novela e estudar um pouco!) que mostra em ordem cronológica os principais acontecimentos mundanos. O negócio começa no Big Bang, passa pelo Império Romano, Revolução Industrial, Hitler, Kennedy, Beatles, Queda do muro de Berlim, WTC e termina na profecia apocalíptica dos maias, tudo em apenas dois míseros minutos. É muita coisa para um mundo só, fico imaginando o trabalho infernal que isso deve ter dado.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Sono pesado

Acho que gosto disso, boa direção de arte e originalidade. A criação é da Leo Burnett, de Hong Kong, para a marca de travesseiros Casablanca. E você, o que me diz?



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Nike: ontem você disse amanhã

Eu tenho algumas pequenas teorias, algumas boas, outras bastante desprezíveis. Umas das boas refere-se à prática de exercícios físicos. Ou você gosta e pratica feliz, todos os dias, ou não gosta, tenta praticar depois de um diagnóstico amedrontador, confirma que não gosta, para de praticar e morre de enfarte. Simples assim. O anúncio abaixo parece ser muito bom, mas não dá para entender direito quem ele tenta atingir. Prestem atenção à mensagem: "Ontem você disse amanhã." Vamos dissecar isso melhor.

Aparentemente é um lembrete para alguém que prometeu fazer alguma coisa hoje. Correr, talvez. Se ontem ela deixou para amanhã, já não é um bom sinal. Se ela precisa ser lembrada para não esquecer da corrida, piorou. Suspeito que estamos falando de alguém que não morra de amores por uma corridinha matinal. Já sabemos o que acontece com pessoas assim, né não?

Ainda falando da minha teoria, o que essa gente precisa é de motivação, não de cobrança. Ela deve buscar prazer no exercício, jamais encarar como uma obrigação - ou faz, ou morre. Correr deve ser legal, e consequentemente, fazer bem para corpo e mente. É preciso apenas descobrir como encontrar essa motivação, aprender a gostar, mudar de grupo. Cada um tem sua forma para se manter motivado. Eu, particularmente, peguei graça pela coisa porque foi a melhor metáfora da vida que encontrei. 

Ontem mesmo participei de uma corrida de rua, coisa leve, 5k - como se diz na gíria do boleiro - fiz em pouco menos de meia hora, meu melhor ritmo no ano, devo sublinhar. Depois que cruzei a linha de chegada pus as mãos nos joelhos para descansar, senti a endorfina agindo, soltei o ar sorrindo e pensei: estou vivendo.

Esse é o espirito da coisa!